Tecnologia da Informação na Contabilidade
O avanço tecnológico na área da contabilidade segue o ritmo do mercado da informação, com tecnologias novas sendo lançadas a cada dia
Com a necessidade cada vez maior do mercado em receber informações mais detalhadas e precisas tendo como o objetivo de tomada de decisões administrativas e financeiras mais eficazes, algumas áreas da ciência tem evoluído a passos largos.
O avanço tecnológico na área da contabilidade segue o ritmo do mercado da informação, com tecnologias novas sendo lançadas a cada dia.
Novos softwares e sites combinados com o crescente mercado empresarial, novas empresas e novos produtos fazem com que o profissional da contabilidade tenha que estar sempre atualizado com as novas regras do mercado da informação. A ciência da informação evolui e o sistema de tributação também, por isso o profissional de contabilidade precisa incluir em sua rotina constantes atualizações em seu conhecimento.
Conhecer, saber mexer e saber indicar os softwares que fazem parte do seu dia a dia é essencial.
Há pouco tempo atrás as declarações de imposto de renda eram entregues diretamente na Receita Federal em formulários ou em disquete, hoje são enviadas pela Internet através de um software.
Este software da Receita Federal faz todo o processo desde a entrada dos dados do contribuinte, até os cálculos que antes eram feitos manualmente. Os dados do contribuinte ficam armazenados localmente e posteriormente são enviados pela Internet para a Receita onde ficam armazenados num banco de dados.
Com estes dados da Receita é possível calcular os impostos, as rescisões, cruzar informações, acompanhar o crescimento patrimonial do contribuinte e muito mais, ou seja uma imensidão de informações a cada dia mais precisas devido a evolução tecnológica.
As empresas por sua vez, buscam os softwares de gestão para auxiliar as tomadas de decisão, estes softwares são chamados de ERP – Enterprise Resource Planning ou em português SIGE – Sistemas Integrados de Gestão Empresarial para que possam cruzar os dados provenientes de vários setores da empresa.
Os ERPs são sistemas que interagem entre si, os dados colhidos em vários departamentos da empresa, por exemplo no depto. financeiro, no depto. de marketing e na produção, são enviados para um banco de dados comum.
E a partir deste banco de dados são gerados relatórios administrativos e gerenciais para a tomada de decisões da empresa.
Os sistemas que geralmente fazem parte de um ERP são sistema de compras, vendas, estoque, financeiro, SAC entre outros.
Uma outra categoria de sistemas que auxiliam as empresas e principalmente o profissional da área de contabilidade são os Sistemas de Informação Contábil. Estes sistemas ajudam e muito as empresas contábeis auxiliando seus clientes a minimizar custos tributários, a evitar prejuízos e estar em dia com as obrigações fiscais.
É muito importante que estes softwares atendam a legislação, por isso na escolha de um software de contabilidade deve-se atentar principalmente neste ponto, se ele é constantemente atualizado e quais módulos ele atende.
Bons softwares fiscais no mercado contem módulos de gestão fiscal, contábil, folha de pagamento, controle patrimonial, administrador de escritório e PPP.
Um bom exemplo de empresa neste ramo de tecnologia da informação e que vem se destacando pela qualidade dos produtos, facilidade de aprendizado e mantendo sempre seus produtos atualizados com a legislação é a Supersoft Sistemas (www.supersoft.com.br), que disponibiliza aos profissionais da área de contabilidade softwares de Gestão Contábil, Gestão Comercial e Gestão Empresarial integrada (ERP).
Atualização de conhecimento e ferramentas que propiciam o trabalho do contabilista são vitais para se manter no mercado e estar frente a concorrência.
Prazo para contador se inscrever no exame de qualificação termina dia 31/05
Os contadores que pretendem atuar como auditores independentes no mercado de valores mobiliários, financeiros e de seguros privados têm até o dia 31 de maio para se inscreverem na 12ª edição do Exame de Qualificação Técnica (EQT), cuja aprovação possibilita o registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI).
O Exame será composto de três provas: qualificação técnica; específica para atuação em Auditoria de instituições reguladas pelo Banco Central; e específica para quem pretende atuar em Auditoria de instituições reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), as quais serão aplicadas, respectivamente, nos dias 27, 28 e 29 de junho de 2012, das 14 às 18 horas.
As inscrições para o EQT, no valor de R$ 150,00, poderão ser efetuadas no período de 2 a 31 de maio de 2012 no site do CFC (www.cfc.org.br). Os locais de realização das provas serão divulgados nos sites do CFC e dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs) a partir do dia 18 de junho de 2012.
Provas
Todas as avaliações serão compostas, cada uma, de 50 questões objetivas, valendo um ponto cada, e duas questões dissertativas, que valem até 25 pontos cada, abrangendo as seguintes áreas:
Prova de qualificação técnica geral: ética profissional; legislação profissional; princípios fundamentais da Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC); Auditoria contábil; legislação societária; normatização da Comissão de valores mobiliários (CVM); regras da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BMF/Bovespa) aplicáveis ao Mercado de capitais (novo mercado).
Prova específica para atuação em Auditorias nas instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil: legislação profissional; princípios fundamentais da Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC); Auditoria contábil; legislação e normas aplicáveis ao Sistema Financeiro Nacional; conhecimento das operações da área de Instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil (BCB); e Contabilidade das instituições do Sistema Financeiro Nacional.
Prova específica para atuação em Auditoria nas instituições reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep): legislação profissional; princípios fundamentais da Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC); Auditoria contábil; legislação e normas aplicáveis ao Sistema Financeiro Nacional; conhecimento das operações da área de Instituições reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep); contabilidade de sociedades seguradoras, resseguradoras, de Capitalização e entidades abertas de previdência complementar.
Dilma dá sinal verde para proposta que unifica PIS e Cofins
Ideia é que simplificação de cobrança facilite a fiscalização e o combate a fraudes
A presidente Dilma Rousseff deu sinal verde para a proposta de unificar duas importantes contribuições em vigor na economia: a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e o PIS (Programa de integração Social).
A simplificação do pagamento desses tributos foi um pedido apresentado pelo empresário Jorge Gerdau em nome do Movimento Brasil Competitivo. Dilma não só aprovou a ideia como determinou que sua equipe prepare uma proposta a ser enviada ao Congresso em breve.
A decisão faz parte de estratégia do Planalto de tratar individualmente medidas que, em governos passados, foram encaminhadas em conjunto num projeto de reforma tributária e acabaram rejeitadas pelo Legislativo por conta de resistência de Estados e municípios.
O tema foi discutido numa reunião com a presidente, na semana passada, da qual participaram também Gerdau e dois secretários do Ministério da Fazenda -Nelson Barbosa (Executivo) e Carlos Alberto Barreto (Receita Federal)-, conforme revelado pelo “O Estado de S. Paulo”.
A ideia é criar um modelo que simplifique a complexa cobrança dos dois tributos, o que facilitaria a fiscalização e o combate a fraudes. Ainda não há uma definição para esse modelo, mas técnicos da Fazenda já têm sugestões.
Uma delas prevê a fusão do PIS e da Cofins e garante que os pagamentos incidentes sobre os insumos adquiridos numa determinada etapa da produção sejam compensados ao longo das fases seguintes da cadeia produtiva.
Hoje, na forma não cumulativa de cobrança (a mais abrangente), somente determinados insumos definidos pelo governo geram créditos que são usados pelas empresas para reduzir os pagamentos nas fases seguintes.
A ampliação dos créditos tributários tem impacto na receita do governo com cobrança de impostos, taxas e contribuições. Por isso, essa proposta poderá exigir um aumento da alíquota, o que pesará no caixa das empresas.
Segundo técnicos da Fazenda, é preciso avaliar as possíveis perdas financeiras do governo e as formas de compensação.
Contribuinte pode parcelar tributos previdenciários atrasados via web
De acordo com a assessoria da receita, os débitos poderão ser parcelados em até 60 meses.
A Receita Federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma ferramenta que permite que os contribuintes – pessoa física e jurídica – peçam pela internet o parcelamento de tributos previdenciários em atraso.
De acordo com a assessoria da receita, os débitos poderão ser parcelados em até 60 meses. Também foi anunciado o início do processamento eletrônico dos pedidos de ressarcimento de PIS, Confins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras).
Rapidez no ressarcimento
Com as novidades, o ressarcimento será feito entre 30 e 60 dias, lembrando que no caso do PIS e da Coflins este prazo era de até três anos. Já no caso do Reintegra, o prazo era de até 120 dias.
Essa ferramenta está disponível no próprio site da receita, atreves do Portal e-CAC, acessível através do (www.receita.fazenda.gov.br). Segundo a receita o portal “oferece ao contribuinte um ambiente seguro, com dezenas de serviços à disposição e totalmente protegido por sigilo fiscal. Com isso, a sociedade tem cada vez mais conforto, tranquilidade e segurança para obter os serviços que deseja via internet, a qualquer hora do dia e em qualquer lugar”.
Acompanhando de casa sua situação fiscal
As facilidades da receitas permitem que o contribuinte possa acessar de casa sua situação fiscal. Através do portal, “o contribuinte pode imprimir seu Comprovante de Inscrição no CPF, consultar sua situação fiscal, parcelar débitos, consultar pagamentos realizados, consultar o processamento da sua Declaração de Imposto de Renda, solicitar o crédito de restituições não resgatadas, entre outros importantes serviços”, diz.
São Paulo exige certificação digital das empresas S.A.
A partir do dia 28 de maio, a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) passará a exigir o uso de certificados digitais no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), por parte das sociedades anônimas do Estado de São Paulo para a realização de atos de registro relativos a empresas no modelo de sociedade por ações, mais conhecidas como Sociedades Anônimas (S.A).
Segundo a Jucesp, a medida integra o plano de ampliação dos níveis de segurança do registro empresarial. Desde 30 de março, o sistema eletrônico de cadastramento e geração de formulários – Cadastro Web, disponível no site da entidade, conta com a opção de acesso via certificado digital ICP-Brasil, garantindo autenticidade e presunção de validade jurídica às informações prestadas pelo usuário.
De acordo com a Jucesp, paulatinamente, a certificação digital está sendo integrada ao sistema Cadastro Web até que se torne exclusiva para a realização de qualquer ato de registro. Em um primeiro momento, tornou-se uma opção de acesso ao usuário, que ainda tem à disposição o formulário de validação com login e senha por tempo determinado.
A partir de 28 de maio, quando o certificado digital passar a ser obrigatório para as sociedades por ações, os cadastros efetuados anteriormente via login poderão ser acessados apenas para consulta, informa a Jucesp. De acordo com a Junta, após o período de testes, os outros tipos empresariais também passarão a exigir a necessidade da certificação
Receita vai parcelar débito com INSS
28/05 – A Receita Federal anunciou ontem novas facilidades para o contribuinte pessoa física e jurídica. A principal ferramenta anunciada é a possibilidade de pedir pela internet o parcelamento de tributos previdenciários em atraso.
Os débitos poderão ser parcelados em até 60 meses. Segundo o subsecretário de Arrecadação e Atendimento do Fisco, Carlos Roberto Occaso, cerca de 60 mil contribuintes comparecem mensalmente aos postos de atendimento da Receita Federal em busca deste serviço.
O subsecretário anunciou também o início do processamento eletrônico dos pedidos de ressarcimento de PIS, da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra).
Com o novo sistema o ressarcimento será feito entre 30 e 60 dias. No caso do PIS e da Cofins, este prazo era de até três anos. Para o Reintegra o prazo era de até 120 dias.
”Colocamos em produção no mês de maio, com pagamentos programados para junho, o processamento eletrônico do ressarcimento do PIS, da Cofins e do Reintegra. O tempo de ressarcimento será de 30 a 60 dias com esse sistema”, informou Occaso.
Aduana
Outra novidade será a possibilidade de as pessoas fazerem visitas programadas às aduanas brasileiras. ”Vamos chamar a sociedade para conhecer a nossa aduana. Faremos em dois dias a cada ano. Escolas, universidades, sociedade organizada e pessoas físicas poderão fazer visitas. É muito interessante que a sociedade conheça o papel da aduana”, afirmou Ocasso.
As visitas poderão ser realizadas nos dias 4 de julho de 2012 e 26 de janeiro de 2013 e deverão ser agendadas pelo telefone que será disponibilizado no site da Receita no dia 4 de junho.
Escolas vão ensinar empreendedorismo
Saber empreender é fundamental tanto para aspirantes a empresários quanto para jovens profissionais que desejam gerir a própria carreira. É a partir desse mote que algumas secretarias estaduais de ensino criaram projetos para incluir aulas de gestão empresarial no currículo dos ensinos fundamental e médio.
No Estado de São Paulo, a ideia de unir a educação básica à formação em negócios ganhou corpo neste ano com o programa “Jovens Empreendedores: Primeiros Passos“.
O projeto consiste na formação de professores para a disciplina de empreendedorismo social, que será ministrada aos alunos do ensino fundamental aos sábados, a partir do próximo semestre – a presença dos jovens é facultativa. O conteúdo é organizado em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
CARREIRA DO FUTURO
“As aulas vão abordar desde a importância do empreendedorismo para a sociedade até a elaboração de um projeto de negócio voltado à sustentabilidade“, adianta Maria Helena Berlinck Martins, coordenadora do Programa Escola da Família.
A professora Sheila Bazarim, 36, que dá aulas em uma escola da zona sul de São Paulo, está na etapa final do curso e já pensa em realizar oficinas práticas com seus alunos a partir de agosto. “Quero ensiná-los a produzir e vender artigos reciclando papel de coador de café.“
Esse modelo de parceria com o Sebrae existe em Minas Gerais desde 2008. Até o ano passado, mais de 2.000 professores do ensino fundamental foram capacitados.
“Os nossos desafios são desmistificar a noção de empreendedorismo como um negócio e mostrar que é uma competência importante para o profissional do futuro“, afirma Cacilda Almeida, analista de educação e empreendedorismo do Sebrae-MG.
CABEÇA ABERTA
No Rio, os alunos do ensino médio têm aulas de empreendedorismo junto com o curso profissionalizante.
“A ideia é que eles aprendam não só a técnica de produção mas também a de vendas no mercado“, destaca Antônio Neto, subsecretário de gestão de ensino.
Hiago da Silva, 16, foi um dos que participaram do curso. Estudante do 3º ano do ensino médio, ele fez o técnico em panificação e confeitaria. Das aulas, tirou uma conclusão: quer abrir uma empresa de eventos ou bufê.
“O curso me abriu a cabeça. Achava que o único caminho era ser funcionário. Hoje, sei que ao sair da faculdade de administração poderei gerir meu próprio negócio e ser tão feliz quanto seria se trabalhasse para alguém.“
Conteúdo das novas aulas
EMPREENDEDORISMO
Aborda os fundamentos da gestão empresarial e dá dicas de como desenvolver habilidades no trabalho
SUSTENTABILIDADE
Associa a administração às ações ambientais e ensina os jovens a ganhar dinheiro com produtos reciclados ou naturais
FINANÇAS
Orienta os estudantes a lidar com dinheiro e a entender o fluxo de caixa de uma empresa
GESTÃO DE PESSOAS
Relaciona o sucesso da administração empresarial à gestão de pessoas e à eficácia na contratação de funcionários
MARKETING
Passo a passo para os jovens utilizarem a comunicação a favor da companhia. Também envolve a relação com a mídia
LIDERANÇA
Princípios básicos de como o aluno pode ser um bom líder ao se tornar empreendedor
Na rede particular, negócio é coisa séria
Além de ensinarem a gerir empresas, escolas privadas organizam feiras de empreendedorismo para os alunos
De longe, a cena parece a de uma típica aula dos ensinos médio ou fundamental, com canetas, borrachas e cadernos sobre as mesas, e os estudantes papeando ou fazendo perguntas ao professor.
De perto, a disciplina apresenta-se nada convencional: empreendedorismo.
No Colégio Renovação, na zona sul da capital paulista, além de receberem orientação vocacional, os alunos do ensino fundamental são incentivados a escolher entre trabalhar para alguém ou ser empresário.
Nas aulas, matemática e português dividem espaço com gestão de pessoas, organização e finanças. No final da disciplina, um desafio: criar um projeto de negócio e administrar uma empresa durante uma feira de empreendedorismo.
“Os alunos vão mais maduros para o mercado de trabalho“, afirma Claudia Baratella, vice-diretora do colégio.
A estudante do 1º ano do ensino médio Karina Boratino, 15, participou da feira no ano passado. Seu projeto era uma loja de biscoitos.
A experiência, diz, fez com que ela tivesse mais visão de mercado. “Temos que pesquisar o que as pessoas gostam e compram. Vi que bolacha não dá certo“, avalia ela, que planeja estudar gastronomia e abrir um restaurante.
Para a mãe da estudante, Márcia Boratino, 43, as aulas fizeram com que sua filha amadurecesse e valorizasse mais o dinheiro. “Hoje, ela pensa duas vezes antes de tomar qualquer decisão“, diz.
SUCESSO NA ESCOLA
Na Escola Internacional de Alphaville, a disciplina é semelhante à do Colégio Renovação, só que é destinada aos alunos do ensino médio.
Durante as aulas, ministradas em inglês (a escola é bilíngue), os alunos trocam experiências e discutem o tema com o professor, que traz casos reais de empresas e números do mercado.
Nos planos de Cristiana Oliveira, 15, estudante do 1º ano do ensino médio, estão fazer faculdade de publicidade e abrir uma agência. As aulas de gestão, afirma, ajudaram a confirmar esse desejo.
“Descobri que o sucesso de uma empresa depende não só do empresário mas também de toda a equipe.“
Nem todos os alunos gostam da ideia de empreender. Paula Carvalho, 14, por exemplo, “desistiu“ por conta das dificuldades em gerir sua loja de bijuterias na feira da escola. “Trabalharia menos se fosse funcionária“, acredita.
Para oferecer uma visão realista ao aluno, a consultoria PwC (PricewaterhouseCoopers) mantém parceria com nove escolas brasileiras que promovem um projeto de empreendedorismo. Nelas, os alunos criam uma empresa e se organizam em cargos.
“A experiência estimula o jovem a ser um profissional mais completo. Ele aprende a importância do planejamento e da organização e a lidar com dificuldades“, diz João César Lima, sócio da PwC.
Foco
Jovens erram no planejamento e têm de correr para aumentar o estoque
Os estudantes do 1º ano do Colégio Renovação Erick Manuli, 14, e Igor Ocasaque, 15, aprenderam uma lição ao experimentar o sucesso: devem acreditar no próprio trabalho.
No projeto que criaram para a feira de empreendedorismo da escola, eles montaram uma barraca de frutas com chocolate derretido chamada “Doce Pecado“. Em menos de 30 minutos, todo o estoque foi vendido para os colegas.
O resultado? Correria para comprar mais frutas e começar a produção do zero para atender à demanda.
“Decidimos a ideia do negócio na última hora. Não esperávamos vender tanto assim“, recorda Ocasaque.
Ao todo, os jovens arrecadaram R$ 700 e somaram um lucro de R$ 470 em um dia. “Foram oito caixas de morango. Quase acabamos com as frutas da região“, brinca Erick Manuli.
Apesar do lucro, para Ocasaque, os ganhos foram outros: “Aprendi a planejar melhor e a não subestimar o meu trabalho e as minhas ideias“.
Governo prepara fusão de impostos
Depois das mudanças na remuneração na caderneta de poupança, a presidente Dilma Rousseff prepara uma ampla reforma em dois dos mais complexos tributos cobrados no País: as contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social (PIS).
A proposta já foi levada à análise da presidente na sexta-feira passada pelos secretários Nelson Barbosa (executivo da Fazenda) e Carlos Alberto Barreto (Receita Federal), numa conversa da qual participou também o empresário Jorge Gerdau.
Ela prevê a unificação da Cofins e do PIS. A fusão dará origem a uma nova contribuição, que terá uma sistemática de cobrança mais simples.
O governo alega que as modificações trazem vantagens para as empresas e também para o Fisco. A alteração exige apenas uma lei ordinária e pode ser feita por medida provisória (MP).
Com a mudança, a presidente pretende dar mais um passo importante na sua estratégia de reformar o sistema tributário em fatias. Ela evitou o caminho dos governos anteriores, que perseguiram reformas amplas e ambiciosas e fracassaram.
O PIS e a Cofins são tributos cobrados de duas formas: cumulativa e não cumulativa. Na forma não cumulativa, que é a mais nova e abrange a maioria das empresas, o que é pago em uma etapa de fabricação vira crédito a ser descontado na nova etapa.
Ocorre que, hoje, nem tudo o que uma empresa adquire para sua produção dá direito a créditos tributários. Há uma série de exceções e esse é um dos principais focos de complicação. As empresas precisam montar grandes estruturas para lidar com essas regras.
Segundo apurou o Estado, a proposta ataca esse problema, ao garantir que todos os insumos passarão a gerar crédito. A expectativa é que essa mudança simplificará a vida não só das empresas, mas também da Receita, que terá mais facilidade em fiscalizar. Isso só foi possível com a implantação da nota fiscal eletrônica. Nela, haverá um campo específico para informar sobre a aquisição de insumos.
Alíquota. Há, porém, um problema que faz com que Dilma esteja cuidadosamente preparando terreno para a mudança. Como haverá maior geração de créditos tributários, é possível que seja necessário elevar a alíquota do tributo. O nível deverá ficar acima dos 9,25% que hoje são cobrados de quem está na sistemática não cumulativa.
O governo ainda não decidiu se o sistema cumulativo será ou não mantido após a fusão dos dois tributos. O que já está certo é que serão preservadas todas as desonerações de PIS-Cofins que o governo concedeu nos últimos anos. Por essa razão, o ex-secretário da Receita Everardo Maciel acha que não haverá a simplificação desejada: “É como querer emagrecer sem abrir mão de uma dieta rica em gorduras.“
Contabilista reclama dos excessos da legislação
Empresários do setor de revenda de combustíveis estavam reunidos na sexta-feira, 25, no II Workshop promovido pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Sergipe (Sindpese), que está sendo realizado na Fazenda Boa Luz, no município de Laranjeiras.
O evento conta com palestrantes especialistas em direito tributário, administração, contabilidade e também com técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os empresários analisam a legislação e não escondem a insatisfação com o rigor, principalmente quanto às elevadas multas aplicadas por órgãos fiscalizadores em casos de infrações que lesam o consumidor.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), Flávio Andrade, há casos em que as multas chegam ao patamar de R$ 1 milhão. Portanto, impraticáveis, na ótica do empresariado. “Os valores das multas são inaplicáveis, acho que os valores devem ser reavaliados e a multa ser aplicada no último estágio”, comenta, ao defender a orientação e prazos para que os infratores possam fazer as correções. “Não é que não queremos a fiscalização. A fiscalização é dever constitucional, mas ela deve orientar, dar prazos para corrigir e, no último caso, que se aplique (a multa) àquele empresário que não quiser cumprir”, analisa. “O empresário que anda certo às vezes cessa o direito de defesa e algo errado aconteceu por uma fatalidade”, complementa.
O vice-presidente da Federação Nacional dos Contabilistas (Fenacon), Guilherme Tostes, foi um dos palestrantes da manhã. Ele fez uma abordagem voltada para margem do ponto de vista contábil, dissociando a lucratividade de um empreendimento com a abundância de dinheiro em caixa e fazendo relação entre risco e retorno.
Para Tostes, em todas as atividades a relação risco/retorno está desequilibrada. “A maioria das atividades empresariais sofreu aumento de risco por conta da burocracia, por causa do manicômio legal instituído no Brasil”, conceituou o vice-presidente da Fenacon, numa referência aos excessos da legislação. “É impossível saber e cumprir a legislação, que o empreendedor tem que se submeter”, explicou.
Tostes destaca que a questão tributária e as exigências da legislação ambiental são os aspectos que mais contribuíram para o aumento do risco e redução de retorno na atividade do comércio varejista de derivados de petróleo, além da competição do mercado. Ele diz que todas atividades foram abaladas pelo aumento de risco e redução do retorno, mas a área de combustível foi uma das mais afetadas.
Flávio Andrade: flexibilidade das multas
O gerente regional do Inmetro, Miguel Ângelo Seixas, explicou que o órgão só fiscaliza os instrumentos de medição dos postos de combustível, que seriam as bombas. Ele revelou que há, em Sergipe, alguns problemas pontuais com a quantidade de combustível fornecida ao cliente em alguns postos, mas nada que caracterize fraude.
Sentindo-se lesado quanto à quantidade do combustível fornecido, o cliente pode acionar a Ouvidoria do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), que é o órgão delegado pelo Inmetro para executar a fiscalização no Estado. As reclamações podem ser feitas por e-mail ouvidoria@itps.se.gov.br ou por telefone 3179 – 8055
Arrecadação de tributos chega a R$ 600 bi; veja o que é possível fazer com o valor
Os brasileiros vão desembolsar, desde o primeiro dia de 2012 até as 0h30 desta segunda-feira (28), R$ 600 bilhões com o pagamento de tributos federais, estaduais e municipais, de acordo com dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
Com o total arrecadado até esta quarta, é possível pagar mais de 970 milhões de salários mínimos ou fornecer medicamentos para todos os brasileiros por mais de 233 mil meses.
Outras aquisições
O dinheiro ainda permite comprar mais de 22,3 milhões de carros populares, mais de 502,8 milhões de notebooks e mais de 548,5 milhões de geladeiras simples.
Ainda seria possível construir mais de 17,2 milhões de casas populares de 40 metros quadrados, quase 43,7 milhões de salas de aula equipadas, mais de 2 milhão postos de saúde equipados ou mais de 12,5 milhões de postos policiais.
Além disso, poderiam ser construídos mais de 6,5 milhões de quilômetros de redes de esgotos e serem pagas mais de 4,3 bilhões de Bolsas Família, considerando o benefício no valor de R$ 70, e plantar quase 121 bilhões de árvores.
Impostômetro
O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Também pela internet (www.impostometro.com.br), qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios.
O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até a data escolhida pelo usuário.