Empresas terão que fazer mais adaptações ao Sped em 2015

Posted by Clayton Teles das Merces on 11 agosto 2014 in Sem categoria with Comments closed |

As empresas terão mais adaptações para se preocupar a partir do ano que vem dentro do ambiente do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Além do chamado eSocial, o qual deve unificar as declarações trabalhistas e previdenciárias e que deve envolver as pequenas empresas, as instituições financeiras terão o EFD-Financeiras, e as grandes companhias, a Escrituração Contábil Fiscal (ECF).

Contudo, o coordenador nacional do Sped, Clovis Belbute Peres, afirmou ao DCI que é recomendável que os negócios menores também se adaptem a esse sistema. Ele não descarta a hipótese de que as empresas de porte pequeno sejam, no futuro, obrigadas a se adequar ao ECF. Porém, o representante da Receita Federal comenta que esse programa pode ser usado como uma ferramenta contábil.

“O Simples Nacional tem suas peculiaridades [ante os demais regimes de tributação], mas há interfaces com o Sped que não tem como escapar, como a escrituração contábil, mesmo a empresa estando desobrigada. Acho que há interesse dessas empresas em manter as contas em dias. Se o empresário não utilizá-la é quase como perder uma oportunidade de ouro”, defendeu Peres, após participar do 2º Fórum Nacional do Sped, realizado pela Associação Brasileira de Advocacia Tributária (Abat), na última sexta-feira, na capital paulista.

Com relação ao eSocial, o auditor fiscal e que faz parte do grupo que desenvolve o programa na Receita Federal, Paulo Roberto Magarotto, também não descarta que um ano depois da publicação do manual do sistema – que deve ser divulgado ainda neste ano -, as pequenas empresas terão que estar adaptadas.

“Assim que foi anunciada a nova versão da manual do eSocial, haverá seis meses para finalizar o ambiente de teste pelas empresas que faturam acima de R$ 3,6 milhões. Às demais companhia, vai ser fixado outro prazo, por meio de conversas com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que também entrou nesse processo”, disse. Embora entendemos [fisco, comandado por Carlos Alberto Barreto] que vai reduzir o custo trabalhista, é uma mudança que gera críticas. Mas, em um ano pode ser que as pequenas empresas entrem no sistema”, acrescentou o auditor fiscal, também após participar do evento.

Com o eSocial, todas as empresas poderão mandar em uma única declaração as informações trabalhistas de seus funcionários, e esses poderão consultar seus dados, como o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Mas a adaptação está sendo complicada não só pelo volume de trabalho para apurar esses dados, como também por envolver diversos órgãos públicos, tais como Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério da Previdência Social e Caixa Econômica Federal. “Não sei se é mais difícil explicar o eSocial ou o sete a um para a Alemanha contra o Brasil, na Copa do Mundo”, disse Magarotto, ao justificar a dificuldade para essa adequação.

O coordenador nacional do Sped comentou ainda que o estudo para implantação na Nota Fiscal Eletrônica para o setor de serviços, a NFS-e, tomou força recentemente com o aumento de interesse de órgãos públicos, como as prefeituras. “A Nota Fiscal Eletrônica [NF-e, já em vigor] é para atacadistas e produtores. E existe o projeto para o NFS-e. Talvez a ideia é que, no futuro, todas essa notas possam convergir”, prevê Peres.

Conforme a Receita, com a NF-e, além da melhoria no processo de controle fiscal, possibilitando um melhor intercâmbio e compartilhamento de informações entre os fiscos, há uma diminuição da sonegação e aumento da arrecadação de impostos.

Segundo Peres, essa nota estará “umbilicalmente” ligada ao Imposto sobre Serviços (ISS). No entanto, existem discussões dentro da receita para que esse imposto possa ter seu próprio ambiente virtual dentro do Sped ou que ele possa fazer parte do EFD-Contribuições, já em vigor.

Evolução

Ao antecipar dados que serão divulgados em breve pela Receita Federal sobre o sistema de escrituração digital, Peres comentou que de 2012 para 2014, do volume total de declarações de pessoas jurídicas, os envios dentro do Sped saltaram de 10% para 43%.

“Isso mostra que já há uma migração crescente ao sistema. Além de que esse percentual deve subir à medida que os programas de escrituração substituam declarações como o Dacon [Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais, com a entrada em vigor do eSocial] e DIPJ [Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica, que se dará por meio do ECF]”, avaliou o especialista.

Empresas de contabilidade poderão ser beneficiadas pela desoneração da folha

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As empresas de contabilidade poderão ser habilitadas a participar do regime atual de desoneração da folha de pagamentos, a exemplo do que acontece hoje com as empresas de hotelaria, de transporte de passageiros, de construção civil, entre outros 50 setores. A medida está prevista no Projeto de Lei 6750/13, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

Atualmente, os escritórios de contabilidade podem optar pelo pagamento do Simples Nacional, desde que o faturamento não ultrapasse os R$ 300 mil por mês. Após esse limite, a carga tributária total aumenta, em média, segundo Faria de Sá, de 17% para 29% do faturamento. “Nesse caso, inevitavelmente os empresários do setor serão obrigados a cortar custos, em especial, dispensando parte de seus empregados”, alertou.

Desoneração

A política de desoneração da folha de pagamentos tornou-se permanente em 2014, por medida provisória. A desoneração começou em 2011 e se aplica a 56 segmentos da indústria, serviços, transportes, construção e comércio.

“Como o segmento contábil é bastante intensivo em mão-de-obra, a medida proposta se adequa aos princípios informadores desse regime desonerativo”, argumentou o deputado.

Tramitação

A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Correção monetária da restituição do Imposto de Renda pode ser aumentada

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O valor da restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) poderá ter a correção monetária ampliada. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 247/2014 prevê que os juros da correção sejam calculados a partir do dia 1º de janeiro do ano em que for exigida a entrega da declaração de ajuste anual. A legislação atual determina que o dinheiro retido a mais durante o ano de ocorrência do fato gerador (ano-calendário) seja atualizado apenas a partir de maio.

O projeto, do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), também prevê a correção de 1% no mês em que o recurso for colocado no banco à disposição do contribuinte. Na justificativa do projeto, o senador argumenta que a forma atual, com a correção apenas a partir de maio, acarreta ganho indevido para a União e estimula a demora na devolução dos valores aos contribuintes. Moka diz que seu projeto objetiva eliminar essa distorção, permitindo que as restituições sejam corrigidas desde o dia 1º de janeiro.

Na visão do senador, a correção desde o primeiro dia de janeiro é uma forma de “justiça fiscal”. Moka explica que as retenções por antecipação facilitam a arrecadação e a fiscalização tributária, mas por outro lado privam os contribuintes de seus recursos, muitas vezes necessários para o custeio de despesas essenciais. Segundo o autor, a demora na devolução e a falta de atualização adequada comprometem o orçamento familiar dos verdadeiros titulares do direito.

Moka ainda informa que a diferença da correção entre janeiro e maio pode representar mais de R$ 600 milhões para o contribuinte, no ano de 2015. A matéria está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde tramita em caráter terminativo e aguarda a apresentação de emendas.

Aplicativos melhoram comunicação com clientes, diz pesquisa

Posted by Clayton Teles das Merces on 11 agosto 2014 in Sem categoria with Comments closed |

A adoção de aplicativos como estratégia de mercado ainda dá seus primeiros passos. Mas as empresas que apostaram no recurso já conseguem enxergar resultados. É o que mostra um estudo realizado pela Forbes Insights, divisão da Forbes dedicada a pesquisas. Os resultados foram apresentados na tarde da última quarta-feira (6/08), durante o Simpósio Adobe de Mobilidade.

O estudo ouviu 302 executivos de todo o mundo, sendo 47% deles vice-presidentes e diretores. As empresas nas quais trabalhavam tinham receita de pelo menos US$ 250 milhões. Nelas, tanto aplicativos internos (aqueles voltados a funcionários) quanto os externos (voltados para consumidores) estão ganhando espaço. Quase dois terços dos entrevistados (64%) oferecem os externos e ainda mais (79%) disseram possuir apps para fins internos.

Segundo Brenna Sniderman, diretora sênior de Pesquisa para Forbes Insights, é importante lembrar que estamos no início da era da revolução dos aplicativos. A ferramenta tende a ser mais adotada pelas empresas. Muitas informaram que estão aumentando o número ou a funcionalidade de seus apps. Três em cada quatro informaram que os orçamentos para o desenvolvimento e a implementação continuam crescendo.

Mas se engana quem pensa que eles apenas replicam o conteúdo ou a funcionalidade já existentes nos sites. O que está ajudando a aumentar a sua adoção é justamente a exclusividade no serviço. Ou seja, o app deve oferecer algo que só ele disponibilize. A maior parte dos entrevistados que obteve aumento no número de usuários dos aplicativos (60%) atribui o crescimento a conteúdos exclusivos.

“Executivos tem de dar um forte motivo para as pessoas usarem seus aplicativos”, disse Brenna. “Se não há motivo para usá-los, as pessoas não usarão. O que descobrimos é que a vasta maioria dos profissionais que afirmaram ter apps de sucesso só tinham êxito porque aquele conteúdo estava disponível exclusivamente por meio dos apps.”

Os principais benefícios identificados por eles foram a melhora da comunicação com o cliente (83%) e o atendimento ao público (79%). A capacidade de facilitar transações (69%), como compras e consulta de pedidos, e o envolvimento com a marca (67%) também foram destacados.

Isso não significa que a ferramenta seja perfeita. De acordo com o estudo, a experiência do usuário ainda é o maior desafio — criar aplicativos com interfaces de uso prático para manter o interesse e estimular o uso contínuo. Em média, o processo de planejamento, criação e implementação de um app demora quatro meses.

Outra pedra no sapato: a maior parte dos profissionais de marketing ainda não mede o uso de aplicativos. Menos da metade dos entrevistados (44%) usam métricas — geralmente para identificar o número de visualizações e downloads. Mas a captação de dados ainda foca pouco na análise da navegação do usuário ou no tempo gasto por ele no app. Isso sugere que as métricas ainda são parte muito recente na estratégia.

Mercado

Segundo o vice-presidente de vendas corporativas para Digital Media da Adobe, Monte Wilson, as empresas que mais costumam se beneficiar pelo uso de aplicativos são aquelas que mantêm bastante interação com o público, como as da área editorial, mas nãos são as únicas. A área comandada por Wilson inclui o Digital Publishing Suite — software da Adobe Systems para criação de apps, que independe de programadores.

“Começamos a ver muito mais empresas que você não imaginaria”, disse o executivo, em entrevista a Época NEGÓCIOS. “Elas estão descobrindo que essa é uma nova forma de se comunicar com o público. Estão descobrindo que é um diálogo mais direto e íntimo.”

Fabio Sambugaro, vice-presidente da Adobe Systems na América Latina, diz que no Brasil o movimento foi semelhante. “Também começamos para as empresas mais específicas de mídia. E, ao longo do tempo, estamos migrando para outras empresas, no mercado corporativo e educacional. Temos alguns casos de sucesso que têm funcionado muito bem”, afirma.

Para Alessandro Fonseca, executivo sênior de Contas de Digital Publishing Suite para a América Latina, o simples fato dos dispositivos móveis estarem nas mãos da maior parte das pessoas, de todas as classes sociais, já é uma mudança de paradigma. “Ninguém pode ser dar ao luxo de não reconhecer que as pessoas estão usando esses dispositivos para muitas coisas: mídia social, e-mail, navegar na web”, disse.

“O que muda para as empresas: usar aplicativos como um canal para construir relacionamento com o cliente externo e, em fusão desse relacionamento, usar os apps como uma plataforma para geração de negócios; comunicar-se mais diretamente com colaboradores, revendedores e com o ecossistema gerador de negócios; além de, sobretudo, como estamos falando de uma plataforma digital, entender o que está acontecendo, com base nos dados que são gerados. Você pode redirecionar seu negócio em função deles”, explica Fonseca. “As empresas colhendo os frutos dessa mudança são aquelas que estão, de fato, estabelecendo uma estratégia digital e a implementando através de aplicativos.”

Como aumentar o nível de confiança da sua equipe?

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Uma questão essencial para criar uma equipe mais produtiva é a confiança. Se as pessoas da equipe não confiam no líder ou nos demais membros do grupo, certamente o trabalho vai desandar. Eles deixarão de delegar corretamente e esconderão o jogo, as urgências vão aparecer e, dificilmente, a comunicação será feita de forma eficiente.

Ou seja, aumentar a confiança da equipe é uma forma de garantir a produtividade dos profissionais. No entanto, isso não é algo trivial, exige esforço, pois a confiança depende de uma tríade de fatores: tempo, oportunidades e exemplos.

Tempo porque a quebra ou a falta de confiança não se resolve em dias ou semanas. Às vezes demoramos meses, anos ou até décadas para voltar a ter crédito. Dependendo do estrago que foi feito, talvez não tenhamos nunca mais e precisaremos ter coragem e saber o momento certo de parar de tentar. Porém, na maioria dos casos, existem chances de se restabelecer essa confiança, basta ter paciência e investir parte do seu tempo nisso.

O segundo fator é a existência de oportunidades ou, simplesmente, não haverá como desenvolver um novo comportamento. Um exemplo, é o profissional que perdeu a confiança do chefe por não entregar uma atividade no prazo estipulado. A oportunidade para reverter esse problema pode ser a realização de um novo relatório com prazo definido e com o cumprimento do combinado. Quando surgir uma oportunidade dessas, não pense duas vezes antes de agarrá-la, esse é o caminho mais rápido para restabelecer a confiança.

Por fim, dê o exemplo quando a oportunidade aparecer. Gosto de pensar que quando surge uma oportunidade, ela pode ser a última. Então faça certo desta vez. Intenções não são nada, o resultado é o que vale no fim das contas. O exemplo positivo também se alastra e reforça a confiança.

Com esses três fatores presentes, é possível retomar a confiança. No entanto, para que isso se mantenha, você precisa desenvolver as seguintes habilidades:

  1. Cumprir prazos: A má fama de uma pessoa que não entrega suas tarefas no tempo combinado é difícil de ser combatida. Quando assumir um compromisso, tenha a certeza de que poderá cumpri-lo ou esteja preparado para argumentar por que não o fez.
  2. Comunicar-se de maneira eficiente: Aprenda a se comunicar com a sua equipe ou com o seu chefe. Caso aconteça algo de errado, explique de forma clara e objetiva. Aponte os problemas e as suas soluções, não os culpados. Seja honesto, sem ferir as pessoas; direto, sem ser grosseiro e rápido, sem ser afobado.

  3. Cumprir as suas promessas: Grande parte dos chefes que perdem a confiança da equipe são aqueles que prometem algo que não terão condições de cumprir. Já vi diretor prometer promoções que nunca aconteceram, aumentos impraticáveis ou projetos que dependiam de terceiros. Antes de prometer algo, verifique todas as suas possibilidades, documente, estabeleça prazos, diga o que pode dar errado etc. As coisas mudam, não é possível prever tudo, mas, se você for transparente e mantiver a equipe dentro de tudo o que está acontecendo, o problema pode ser minimizado.

Confiança não é algo fácil de se recuperar, portanto o melhor a ser feito é honrar o crédito que lhe foi dado. Ninguém é perfeito, as pessoas erram e isso é natural do ser humano. A sua atitude com relação aos erros é que faz a confiança ser mantida ou quebrada.
Texto confeccionado por: Christian Barbosa

Mais Simples: Empreendedores, avante!

Posted by Clayton Teles das Merces on 8 agosto 2014 in Sem categoria with Comments closed |

A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem, sem vetos, a lei complementar que amplia o Simples Nacional, mais conhecido como Supersimples – sistema de tributação diferenciado para as micro e pequenas empresas que unifica oito impostos em um único boleto e reduz a carga tributária.

Com a atualização da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, cerca de 450 mil empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões poderão ser beneficiadas. Além disso, o Supersimples passa a permitir o ingresso de 142 atividades da área de serviços no regime simplificado de tributação.

A sanção da lei, em Brasília, foi acompanhada por Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e presidente-interino da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em cerimônia protagonizada pela presidente e por Guilherme Afif Domingos, ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Com a atualização, o Supersimples passou a estabelecer como critério de adesão o porte e o faturamento da empresa, em vez da atividade exercida. Antes, não podiam participar empresas prestadoras de serviços decorrentes de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, entre outras. Agora, profissionais como médicos, advogados, jornalistas e várias atividades do setor de serviços passarão a ser contemplados.

Foi estabelecida, ainda, garantia de entrada única e processo integrado para simplificar a abertura e o fechamento de empresas. O governo pretende também, com a criação de um Cadastro Único Nacional, diminuir processos burocráticos aos quais os empresários brasileiros têm de se submeter.

Além disso, será possível dar mais eficiência e velocidade ao processo de abertura e fechamento de empresas e, por meio de um sistema informatizado, será possível garantir a execução de processo único de registro e legalização. Dessa forma, empresas de qualquer porte poderão conseguir, em prazo reduzido, a legalização completa do negócio.

“Chamo esse projeto de universalização do Simples”, resumiu a presidente Dilma Rousseff. “Fica claro que sancionamos o projeto com a incorporação de todas as categorias ao Simples. Agora profissionais como advogados, corretores e fisioterapeutas estão abarcados pela lei.”

Dilma disse que a questão da micro e pequena empresa sempre foi uma das principais preocupações de seu governo, por se tratar de um segmento da economia “que é responsável pela realização de um sonho para as pessoas: ter um negócio e ser o próprio patrão”, disse. “Nossos microempreendedores trarão efeitos muito positivos sobre a sociedade e sobre a economia, nos ajudando a criar o país que todos almejamos, que é o de sermos um país de classe média”, disse a presidente.

“Quando há vontade e uma adequada definição de rumos, boas mudanças acontecem. Isso exige estratégia e prática do diálogo visando à construção de consensos. Foi a única aprovação dessa legislatura por unanimidade. Por isso, podemos dizer que a lei assinada hoje é fruto de um entendimento sobre o que é melhor para o Brasil”, acrescentou.

De acordo com Afif, o novo Simples “é o embrião da reforma tributária”. Durante a cerimônia de sanção no Palácio do Planalto, o ministro lembrou da forma consensual como a matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional, o que, segundo ele, demonstra a relevância e a aceitação do tema no País.

Afif argumenta que o novo Simples apenas colocou “o óbvio” em prática. “Mas é fundamental dar sequência a essa prática do óbvio”, disse ao lembrar que em 90 dias estarão prontos os estudos que pretendem rever as tabelas do Simples. O documento final desse estudo será um Projeto de Lei de autoria do Executivo, que será apresentado ao Congresso Nacional. “Vamos montar a proposta de lei a quatro mãos para aperfeiçoar ainda mais o sistema”, disse Afif.

“O Brasil dos brasileiros está melhor do que o Brasil dos economistas. É exatamente esse subterrâneo que está trabalhando na geração de renda. A micro e pequena empresa responde pelo aumento de renda e emprego, e facilitou a vida. Já já seremos 9 milhões de unidades de negócios. Se cada um puder gerar um emprego, serão 9 milhões de empregos. Isso impacta em 28% na taxa de emprego privado e no lucro familiar de 36 milhões de pessoas”, disse o ministro.

Afif destacou que a lei também prevê a criação do cadastro único das pequenas empresas que entrará em vigor a partir do ano que vem. “O Supersimples instituiu o nosso sonho, que é o Cadastro Nacional Único que começa a vigorar a partir de março de 2015 e acaba com a inscrição estadual e municipal.”

A nova lei, observou o ministro, também irá possibilitar a redução do prazo para abertura das pequenas empresas, dos atuais 107 dias, para cinco dias. “Vamos ficar entre os 30 melhores países que descomplicam a vida dos seus cidadãos”, disse Afif. “Se hoje é difícil abrir uma empresa, fechar é impossível. Temos milhões de CNPJ inativos. Vamos baixar na hora o CNPJ. A lei nos dá esse poder. Desvincula débito fiscal de débito da empresa”, acrescentou.

Diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Eduardo Barretto lembrou que essa é a quinta reforma do sistema tributário que “melhora o País”. “As micro e pequenas empresas são responsáveis por 27% do PIB; por 52% dos empregos com carteira assinada; e por 40% da massa salarial do País. Portanto não há desenvolvimento se não incluirmos as micro e pequenas empresas na agenda decisiva para o Brasil, visando à competitividade”, disse. Os micro e pequenos empresários interessados em aderir ao Supersimples podem obter informações no site do Sebrae.

Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), destacou que a atualização do Simples Nacional irá facilitar a atividade empresarial.

“A sanção da nova lei não encerra a luta de todos os que se empenharam até agora, mas é um passo fundamental para que as empresas possam continuar a gerar riquezas, oferecer emprego e renda e contribuir para o aumento do bem-estar da população”, disse Amato, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e presidente-interino da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

Segundo João Bico de Souza, presidente da Tecnolamp do Brasil e vice da ACSP, com a atualização do regime simplificado “haverá redução de 40% da carga tributária, aumento de arrecadação e geração de novos empregos”. Bico destacou também o novo simples “representa um significativo avanço para o desenvolvimento do empreendedorismo”.

Para Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Sescon-SP), o novo Simples Nacional “trará avanços significativos” às micro e pequenas empresas.

Porém, ele acredita que para efetivar os benefícios a essas classes empresariais será preciso que o governo reformule as alíquotas das tabelas do regime simplificado, especialmente o Anexo 6, criado para o setor de serviços e incluso no projeto sancionado.

“Com a aprovação da lei, abre-se a contagem regressiva de 90 dias para que as tabelas sejam revisadas e as entidades do empreendedorismo acompanharão de perto”, comentou o presidente do Sescon-SP. Ainda segundo ele, “se não houver uma mudança expressiva neste Anexo 6, o benefício pode se transformar numa armadilha para o setor de serviços”, disse Approbato.

Solução de TI, para um bom negócio.

Posted by Clayton Teles das Merces on 8 agosto 2014 in Sem categoria with Comments closed |

Mudar a mentalidade do empresário hoje compensa a redução de gastos da empresa no futuro? Pelo menos no que diz respeito a adotar soluções de TI na gestão de processos administrativos, sim – principalmente em relação aos gastos com viagens corporativas, que podem cair até 30% com o controle minucioso dessas despesas. É o que revela pesquisa patrocinada pela empresa de tecnologia Argo IT, que aponta que 52% dos entrevistados não utilizam nenhuma solução para auxiliar nesses processos. Por outro lado, 74% dos que utilizam ferramentas de mercado como OBT (ou Online Booking Tool, para gestão), e outros 70%, que usam a Expense Management (que administra as despesas), consideram a redução de custos como os principais atributos do uso de ambas. O levantamento, realizado pela Multifocus e gerenciado pela Academia de Viagens entre março e abril, abrangeu 257 gestores de empresas de todos os portes em 13 estados.

De acordo com Alexandre Arruda, diretor geral da Argo TI, o foco da pesquisa foi entender o mercado para esse tipo de solução como um todo. E a conclusão, além da crença geral sobre os altos custos de implantação, é que boa parte das empresas têm grande resistência interna em implantar esse tipo de ferramenta, motivadas pela falta de percepção sobre sua relevância – e os benefícios que ela pode trazer. “Principalmente no caso das PMEs, a gestão (não só de viagens, mas de RH ou contábil) é mais informalizada. Por isso, a tendência é essas empresas não verem valor em implementar soluções de tecnologia – mesmo que possam ser adequadas a empresas de qualquer porte”, diz.

Rodrigo Zulim, diretor da divisão de consultoria de gestão da BDO, lembra que o mercado tem inúmeras soluções de tecnologia a custos não tão elevados – a despeito de os gestores “tradicionais” ainda acharem esse tipo de despesa desnecessário: afinal, “é melhor não mexer em time que está ganhando”. Ele dá exemplos de soluções de TI para gestão a custos menores, como as que utilizam o celular, já que uma simples foto de um comprovante de despesa pode ser enviada para o banco de dados do sistema de gestão da empresa. “Sem dúvida, além de excelente, essa solução é muito mais prática. Passar informações diretamente para o sistema via mobile garante a gestão mais segura do negócio”, ressalta.

O grande desafio norteado pela pesquisa e que pode ser aplicado por todas as empresas de TI, de acordo com Alexandre Arruda, é mostrar que é necessário estar mais próximo desses gestores e apontar os diferenciais dessas soluções para que sejam percebidos pelo cliente final. Também é preciso ser mais agressivo na comunicação – em especial para os clientes de pequeno porte, para que vejam que há ferramentas mais simples que atendem a todos os mercados, mas não deixam de ser robustas e completas. “Esse cliente precisa de um pouco mais de auxílio e capacitação para mapear processos internos – e aí sim partir para o processo de implantação, no menor tempo possível”.

Quando começar – Há momento ideal para começar a usar esse tipo de ferramenta? Na opinião de Zulim, o momento certo é quando se começa o planejamento do negócio. Dependendo do empreendimento, o crescimento é muito rápido, e sem esse planejamento as empresas ficam despreparadas. “O ideal é prever tudo isso já com as ferramentas – e começar com elas desde o início para fugir das planilhas de Excel”, destaca o executivo.

Para evitar prejuízos na escolha, Zulim reforça a importância do bom planejamento e muita pesquisa em relação às ferramentas disponíveis no mercado, além de avaliar cases de sucesso –inclusive entre as mais simples –, para descobrir se quem já as utiliza está satisfeito. “É interessante que essa empresa de TI abra cases para que o empresário conheça, visite e converse com o gestor. Normalmente, quando não se tem nada a esconder, ele se sente mais seguro”, afirma.

Por outro lado, o diretor da BDO lembra que uma decisão errada pode levar a um “prejuízo tremendo”. “Já vi muitos investirem em uma ferramenta ótima, mas sem planejamento adequado. Depois, perderam todo esse investimento e tiveram que começar do zero”, alerta.

No caso das PMEs, o executivo da BDO afirma que é preciso mais cuidado, pois, por serem especialistas em seu negócio, costumam só pensar em formas de aumentar a produtividade com o mínimo de custo possível. “Mas há sistemas que podem gerir o negócio por ele enquanto ele se concentra onde conhece bem – por isso vale gastar dinheiro com estrutura de TI. Em resumo: é mudar a mentalidade hoje para constatar que compensa no futuro”, finaliza Zulim.

Universalização do Supersimples é elogiada

Posted by Clayton Teles das Merces on 7 agosto 2014 in Sem categoria with Comments closed |

A garantia de menor carga tributária para um maior número de segmentos do setor de serviços é a principal vitória da Lei Complementar (LC) 60/2014 que altera a Lei do Simples Nacional (LC 123/06), e que cuja sanção da presidente Dilma Rousseff está agendada para hoje. Além de ampliar o regime tributário diferenciado e favorecido para mais de 100 novas atividades econômicas, (empresas e microempreendedores individuais com faturamento máximo de R$ 3,6 milhões ao ano) – incluindo, agora, dezenas de profissões de curso superior –, a legislação ainda permite maior progressividade ao modelo, facilita a transição para outros regimes tributários e incentiva a participação das microempresas e do setor de serviços no mercado externo.

Após sancionada, a lei deve garantir o acesso ao Supersimples para atividades com significativa representatividade e importância econômica no Estado, beneficiando, entre outras dezenas de profissões, advogados, corretores de imóveis e de seguros, veterinários, engenheiros, fisioterapeutas e representantes comerciais. “Muitas entidades representativas se organizaram para vir de caravana à Brasília, tamanho a importância da sanção da Lei para estas categorias”, revela o gerente de Políticas Públicas do Sebrae/RS, Alessandro Machado, que também deve presenciar o ato, representando a entidade, que, desde 2011, vinha reivindicando a revisão da LC 123/06 junto a autoridades federais.

“Consideramos uma grande vitória para as micro e pequenas empresas e para os microempreendedores individuais (MEIs), em vista de que a nova legislação reduz em torno de 40% a carga tributária de 140 atividades”, aponta o presidente do Sebrae/RS, Vitor Augusto Koch. Na prática, profissionais que utilizam o regime do Lucro Presumido, por exemplo, podem agora se enquadrar no Supersimples.

“Essa lei permite a regularização de segmentos da sociedade que até então estavam atuando na informalidade”, completa o diretor-tesoureiro da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-RS), Luiz Henrique Cabanellos Schuh. O dirigente explica que até então algumas categorias não tinham possibilidade de trabalhar na formalidade, devido à excessiva carga tributária, que pesava no bolso, por não condizer com a dimensão da receita dos profissionais. “Ou seja, para o governo, a lei representará um acréscimo na arrecadação, uma vez que permite a regularização destes segmentos.”

“Quanto mais desonera a micro e pequena empresa, mais ela gerar emprego e renda”, concorda Machado.

No Rio Grande do Sul, a OAB representa 100 mil profissionais (pessoas físicas), sendo 70 mil advogados atuantes. “A categoria atuava muito na condição de autônomo, de profissional liberal, sendo que poucos se reuniam como pessoas jurídicas”, informa Schuh. De acordo com o dirigente, a expectativa, a partir da sanção presidencial, é que com a nova legislação, haja uma alternativa aos advogados que queiram se reunir em sociedades. “A partir de uma legislação que facilita e reduz a carga tributária, há opção de trabalhar de forma mais estruturada, tendo condições de cumprir com obrigações tributárias e fiscais, por conta do benefício que a iniciativa traz.”

De acordo com o Projeto de Lei Complementar 60/2014, as novas regras começam a valer partir de 1 de janeiro de 2015, e devem contemplar mais de 450 mil empreendimentos. A chamada universalização do Supersimples é resultado de um trabalho conjunto entre o Sebrae nacional, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República e a Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa.

Senado aprova preço diferente para cartão

Posted by Clayton Teles das Merces on 7 agosto 2014 in Sem categoria with Comments closed |

O plenário do Senado aprovou ontem proposta que permite ao comerciante fazer cobrança diferenciada entre as compras pagas com dinheiro e as compras feitas com o cartão de crédito. O projeto, de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), susta os efeitos da Resolução nº 34/89 do extinto Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, que proíbe a diferenciação dos valores.

A matéria seguirá agora para análise da Câmara dos Deputados. Atualmente, não se pode ter uma cobrança diferenciada nos preços do pagamento feito em dinheiro de quando é feito com cartão de crédito.

Autor da proposta, Roberto Requião disse que não consegue entender como os senadores têm defendido o contrário. Segundo ele, a medida pode ajudar até no combate à inflação. “Não se pode obrigar uma pessoa pobre que ganha um salário mínimo pagar de 7% a 11% a mais porque o Senado se recusa a votar (a proposta)”, afirmou.

Contrária à votação imediata, a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu que a matéria passasse pelas duas comissões para ampliar o debate. A senadora disse ter “dúvidas” sobre a validade da proposta, uma vez que uma série de entidades de defesa do consumidor, como o Idec, se posicionaram contrariamente à matéria.

A proposta é um retrocesso para o consumidor, aponta a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Proteste. A estratégia da entidade, agora, será tentar impedir, na Câmara, que a proposta avance.

“O cartão de crédito é um meio de pagamento à vista como qualquer outro e quem paga com ele tem o mesmo direito a descontos e promoções”, afirma a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci. Ela defende que usar o cartão é também uma questão de segurança, pois é possível cancelá-lo em caso de roubo.

Ao aderir a um cartão de crédito o consumidor já paga anuidade, ou tem custos com outras tarifas e paga juros quando entra no rotativo. Por isso, não tem porque pagar mais para utilizá-lo, defende a Proteste. Segundo a entidade, o custo do lojista para trabalhar com cartão faz parte do risco do negócio e cabe a ele negociar com a credenciadora o aluguel de máquinas e taxa de administração cobrada sobre o valor de cada compra, sem envolver o consumidor.

Receita paga R$ 1,9 bilhão no 3º lote do IR 2014; consulta abre na sexta

Posted by Clayton Teles das Merces on 7 agosto 2014 in Sem categoria with Comments closed |

A Secretaria da Receita Federal informou que abrirá nesta sexta-feira (8), a partir das 9h, as consultas ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2014, além de lotes residuais de anos anteriores (para quem caiu na malha fina) .

Assim que abertas, as consultas poderão ser feitas no site da Receita, em: http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/index.asp

Também poderão ser feitas pelo telefone 146 (opção 3) ou via aplicativo para dispositivos móveis (smartphones e tablets).

Os valores das restituições serão pagos em 15 de agosto.

Valores e número de contribuintes Segundo o Fisco, o terceiro lote do IR 2014 pagará R$ 1,9 bilhão em restituições para 1,59 milhão de contribuintes.

Considerando os valores dos lotes residuais de anos anteriores, as restituições sobem para R$ 2 bilhões no lote deste mês, englobando 1,62 milhão de contribuintes, dos quais 25,9 mil contribuintes idosos e 2,77 mil contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave (no valor de R$ 101 milhões).

Regras de recebimento Após o pagamento dos idosos e contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou moléstia grave, as restituições são pagas ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda – desde que o documento tenha sido enviado sem erros ou omissões. Geralmente, são sete lotes do IR em todos os anos, entre junho e dezembro. Em 2014, o Fisco recebeu 26,8 milhões de declarações do Imposto de Renda até 30 de abril, o prazo legal.

Contribuinte pode saber se caiu na malha fina A Receita Federal lembra que os contribuintes que entregaram o IR 2014, ano-base 2013, e caíram na malha fina já podem corrigir eventuais pendências ou inconsistências em sua declaração.

Para conferir a situação da declaração e resolver possíveis problemas, os contribuintes devem entrar no site da Receita Federal na internet e buscar pelo e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) do órgão. O sistema exige o uso de um código de acesso gerado na própria página da Receita, ou um certificado digital emitido por autoridade habilitada.

O acesso ao extrato também permite conferir se as quotas do IR estão sendo quitadas corretamente, além de identificar e parcelar eventuais débitos em atraso, entre outros serviços.

Caso as declarações tenham problemas, elas entram na malha fina do órgão, ou seja, ficam retidas, e não aparecem nos lotes de restituição até que tudo seja resolvido.
Veja o calendário de pagamentos das restituições do IR 2014:

  • 1° lote, em 16 de junho de 2014 – 2° lote, em 15 de julho de 2014 – 3° lote, em 15 de agosto de 2014 – 4° lote, em 15 de setembro de 2014 – 5° lote, em 15 de outubro de 2014 – 6° lote, em 17 de novembro de 2014 – 7° lote, em 15 de dezembro de 2014

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