Crise traz oportunidades para empresários
São Paulo – Empresários e representantes setoriais afirmam que há oportunidades de crescimento e de negócios, mesmo com o atual fraco ritmo da economia. Principalmente no caso das pequenas companhias.
“Não só no varejo, mas em diversos setores, as pequenas empresas têm chances de expansão acima da média comparada a negócios de portes maiores. Isso porque contam com mecanismo de facilitação. Ou seja, os entraves com tributação foram retirados com a criação do Supersimples, que foi ampliado”, comentou o vice-presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), Fernando de Castro, ao DCI.
Após participar de evento realizado ontem pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), Castro sugeriu que como o pequeno empresário tem mais chances de aproveitar nichos e oportunidades de mercado, o momento é propício para isso. “Mas, também tudo depende de como o executivo vai gerir seu negócio”, lembra.
Otimismo
Durante o evento que tratou sobre as perspectivas econômicas para 2015, representantes de setores e de multinacionais consideram que a economia no ano que vem deve apresentar o mesmo crescimento de 2014 ou estabilidade. Mas, mesmo assim, eles estão otimistas com o País no longo prazo.
“A imagem do Brasil é ainda positiva”, disse a diretora de assuntos governamentais e corporativos da Caterpillar no País, Suely Agostinho, ao se referir sobre a posição da matriz. “Nos nossos planos estratégicos, não estamos olhando para o curto prazo”, acrescentou.
“Na Whirlpool [sede], os comentários são ‘quem não lidera no Brasil, não lidera no mundo'”, afirmou o vice-presidente de relações institucionais e sustentabilidade da filial na América Latina, Armando Valle Júnior.
Porém, os executivos ressaltam que falta união do setor privado para que mudanças sejam feitas. “Não podemos só reclamar, temos que dar soluções ao governo”, disse Valle Jr.
Perspectivas
O economista do Itaú Unibanco, Caio Megale, explicou que a expectativa para este ano é de uma expansão de apenas 0,1%, com retomada em 2015 (alta de 1,3%). Mas afirmou que, com relação a 2016, há chances de o País crescer mais. “O desafio não será reestabelecer o crescimento, porque isso vai acontecer à medida que houver uma deslavancagem e ajustes, como há sinais. A grande dúvida é a velocidade de avanço no próximo ciclo.”
Cuidados com fraudes contábeis !
A fraude resulta da aplicação de inteligência (planejamento, organização, administração e execução) para cometer ato ilícito, reprovado pelas leis, pela moral e pela ética.
Logo, entende-se como tal o ato ou omissão decorrente da intenção planejada para omitir a verdade e, através da mentira, prejudicar o outro ou, então, leva-lo a errar.
Além do sentido de contravenção à lei, notadamente a fiscal, possui o significado de contrafação, isto é: clonagem de documentos, falsificação de qualquer artigo, marca e de dinheiro, adulteração de documentos e alteração indevida de uma coisa por outra, ou seja, tentar convencer alguém de que algo é verdadeiro ou provado quando, de fato, não o é.
É o ato lesivo aos interesses de outrem cometido com a intenção premeditada de causar mal ou prejuízo.
As fraudes administrativas, quanto à contabilidade, podem ocorrer de forma a buscar lesões ao erário (redução de forma ilícita de tributo devido), aos sócios (manipulação de resultados), fornecedores e bancos (balanços adulterados) e outros interessados direta ou indiretamente nas demonstrações contábeis (como auditores independentes, órgãos de regulação – BACEN, CVM, trabalhadores que recebem bônus por Participações nos Resultados, etc.).
De qualquer forma, há responsabilidade do contabilista e do administrador que assinam o balanço, bem como o auditor que o certifica, mesmo que venham alegar desconhecimento da prática dentro da organização.
Desta maneira, sugere-se que, preventivamente, as organizações, administradores e profissionais envolvidos com a contabilidade busquem práticas gerenciais regulares, coerentes e eficazes contra as fraudes, erros e incorreções, dentre elas:
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auditoria interna;
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controles internos;
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análises estatísticas para detectar desvios;
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conciliações periódicas de contas relevantes, como clientes, fornecedores, empréstimos bancários, aplicações financeiras, entre outras.
Por que tantas empresas ainda não investem em gestão?
Por mais que se propagem os benefícios de uma gestão estruturada ou os riscos de não tê-la, parece que nem todos os executivos dão a devida atenção ao tema. Recentemente, a revista Exame, publicou uma pesquisa na qual 20% dos entrevistados consideram que sua empresa não se preocupa em investir na melhoria da gestão. O estudo foi feito pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e entrevistou executivos de 212 empresas brasileiras.
Difícil acreditar que num ambiente de negócios tão acirrado como nos dias atuais, ainda haja descuido com a gestão. No segmento das PME’s, pequenas e médias empresas, a situação é ainda pior. Conforme publicado no jornal O Estado de São Paulo de 13 de agosto, dados de recente pesquisa do Sebrae-SP mostram que o empreendedor brasileiro ainda comete erros básicos. Diz a matéria: “nada menos do que 46% (quase metade) dos entrevistados não sabiam quantos eram seus clientes potenciais ou seus hábitos de consumo. Ainda pior: 39% deles desconheciam qual era o capital de giro necessário para manter o negócio em atividade e outros 38% não tinham sequer pesquisado sobre seus concorrentes”. Estes números ajudam a explicar em grande parte as dificuldades financeiras pelas quais passa o empresariado no país e o baixo índice de sobrevivência das empresas brasileiras.
Uma em cada quatro cerram as portas antes dos primeiros dois anos de atividades.
No mundo moderno tudo precisa ser gerenciado: a vida pessoal, a carreira profissional, o tempo, a agenda, enfim, tudo deve ser controlado e, quando algo escapa ao nosso controle ou não se apresenta como deveria, é provavelmente porque não o estamos gerenciando adequadamente. Desde cedo as crianças de hoje aprendem a ter responsabilidade sobre seus compromissos, isto é, aprendem a gerenciar sua agenda.
Com mais razão, se espera que um gestor de empresas busque um contínuo aperfeiçoamento de suas competências gerenciais, com vistas ao melhor desempenho de suas funções profissionais e aprimoramento do complexo de gerenciamento de sua empresa. O mesmo é esperado de um profissional liberal que, além de competência e conhecimentos no seu ramo específico de atuação, tem também que desenvolver capacidade de gerenciar sua atividade-empresa. Nestes casos, a competência na gestão ajuda a explicar porque profissionais, médicos, dentistas, advogados, arquitetos, entre outros, muitas vezes, formados na mesma escola, no mesmo ano, mesma turma, apresentam diferentes graus de sucesso em suas carreiras profissionais.
Todos sabemos que gerenciar uma organização, seja ela pequena, média, de grande porte, pública ou privada, não é tarefa simples. Gerenciar dá trabalho, entretanto, o ambiente dos negócios vem ficando cada dia mais competitivo, exigente e desafiador.
Gerenciamento tornou-se uma atribuição complexa, por tratar de questões muito abrangentes, com problemas e demandas de toda ordem, que ocorrem simultaneamente e exigem do gestor respostas adequadas e imediatas às mais diversas solicitações.
A importância da gestão e essas pressões do ambiente fomentaram, no mundo todo, uma verdadeira indústria do management editorial. Nos últimos vinte anos, se pesquisou e publicou mais sobre gerenciamento do que nos 2 mil anos precedentes, no mundo cristão. Como resultado, há hoje uma infinidade de modelos, conceitos, técnicas, parâmetros e ferramentas de gestão à disposição dos gerentes e administradores.
Como se vê, o mundo tem pesquisado e investido maciçamente em gerenciamento, pois cada vez mais as empresas e profissionais precisam aprimorar seus métodos e sua competência em gestão. E, como diz o ditado: “negócio ruim, com boa gestão fica bom; negócio bom com gestão ruim fica ruim”. Portanto, se não estiver gerenciando bem, cuidando adequadamente de sua empresa e/ ou sua carreira, você está na rota do insucesso. É hora de rever suas atitudes para não se arrepender mais tarde.
Fenacon aposta no e-Social e na NF eletrônica
As 90 mil empresas de contabilidade em atividade no Brasil só têm duas alternativas diante do avanço da informatização nos procedimentos contábeis, como a nota fiscal eletrônica e o futuro e-Social: evoluir e aproveitar o novo filão de negócio ou fechar. Ou seja: “Evolua ou morra”.
O recado é do novo presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e Contabilidade (Fenacon), Mario Berti, que tomou posse no cargo em janeiro e na semana passada participou, no Palácio do Planalto, da instalação do Comitê Interministerial de Avaliação do Simples Nacional, a convite da presidente Dilma Rousseff.
“Infelizmente temos muitos colegas que não se prepararam para a modernidade”, admitiu Berti, em entrevista exclusiva ao DCI, ao relatar que há profissionais recusando trabalhar com empresas que pagam pelos regimes tributários do Lucro Real e do Lucro Presumido.
“Isso é triste, porque Lucro Real, Lucro Presumido, Supersimples são formas de tributação e não uma forma de contabilidade”, pontuou. “Essas novidades todas são um divisor de águas. Tem que se preparar, tem que qualificar o seu pessoal. Tem, enfim, que entender que essa é uma realidade que não tem volta e que vai sobreviver”.
No caso do e-Social, programa do governo que promete descomplicar as chamadas obrigações acessórias das empresas, a exemplo do envio do recolhimento do FGTS, Berti reconhece que no momento vai encarecer o custo das empresas. Depois, previu, haverá a transmissão de dados on-line, tornando-se um benefício, como considera hoje a nota fiscal eletrônica.
Confira os principais trechos da entrevista:
DCI: Quais são seus principais projetos à frente da Fenacon?
Mário Berti: Uma bandeira de longa data é a luta contra a burocracia e contra a carga tributária. E como nós representamos 37 sindicatos do Brasil todo, temos uma meta de fortalecimento dos sindicatos e suas bases, por uma razão muito simples: se o sindicato é forte, a federação acaba sendo. A luta pela desburocratização e contra a carga tributária se estende também aos estados e municípios, onde nós temos também abrangência.
DCI: No Senado, o senador Flecha Ribeiro (PSDB-PA) fez um pronunciamento afirmando que a carga tributária do Brasil aumentou quase 300% de 2000 a 2013. E dando conta de que o Brasil é o segundo país com maior carga tributária da América Latina, perdendo só para a Argentina. O que se pode fazer para diminuir isso e melhorar os serviços públicos prestados?
MB: Eu discutia isso com o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, e ele me falou algo emblemático: “A carga tributária é alta porque o custo da máquina pública é alto”.
Outra coisa. O governo hoje está muito bem equipado em informática. Se isso está acontecendo, e vai acontecer cada vez mais, a base de arrecadação deve aumentar. Me parece que aí seria assim uma boa oportunidade para, aproveitando os benefícios da informatização da era moderna, reduzir a carga tributária. Porque a base de contribuintes fatalmente vai aumentar.
DCI: Alguns parlamentares governistas dizem que o governo está fazendo alguma reforma tributária com a desoneração da folha, a Lei da Informática…
MB: Mas ainda é muito tímida. Isso se mede agora com esse resultado da carga tributária, divulgada no final do ano, de até 37% do PIB, que reúne a soma das riquezas do País.
DCI: O e-Social vai encarecer muito o custo das empresas por que vai exigir que elas invistam muito em informática?
MB: Num primeiro momento, sim. Mas, se a gente levar em conta que na sequência nós vamos eliminar algumas obrigações acessórias, que serão dadas on-line, as coisas vão ficar mais fáceis. Agora, é verdade, num primeiro momento vai encarecer porque as empresas de software, por exemplo, vão ter que fazer as adaptações necessárias nesse novo projeto. Mas, se nós formos considerar que recentemente lutamos contra Speed fiscal, Speed contábil, nota fiscal eletrônica, e a sensação era a mesma. A gente superou isso tudo, e hoje é uma realidade interessante para as empresas e para contadores.
DCI: A nota fiscal eletrônica já é obrigatória?
MB: A nota fiscal eletrônica já é obrigatória para uma grande maioria dos segmentos. Grandes empresas hoje, empresas do Lucro Presumido, Lucro Real. Ainda tem algumas concessões para empresas do Supersimples. Mas é muito pequeno o universo hoje.
DCI: A tendência é a informatização?
MB: Para todas as empresas. Até as que vão emitir cupom fiscal vão entrar nesse processo. Vão ter que emitir cupom fiscal eletrônico, com a transmissão on-line das vendas.
DCI: Muitas pessoas criticam o Speed e acham difícil compreendê-lo.
MB: Isso é uma coisa do ser humano. Tudo aquilo que é desconhecido a gente tem medo dele, até que aprenda a lidar com o novo e ver que não é um bicho de sete cabeças, até ver que é possível que esse temor se transforme em benefício. Hoje eu digo que o Speed já é. O que acontece? O contador, enquanto não existiam essas ferramentas, ele era obrigado a fazer correções. Hoje, não emitiu a nota não tem mais como voltar atrás.
DCI: É claro que o Comitê Interministerial de Avaliação do Simples Nacional deve aguardar a tramitação da nova revisão da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Mas antes disso o senhor acha que é possível algum avanço para desburocratizar?
MB: Tem um projeto chamado Redesim, que trata da abertura e do fechamento de empresas, o que hoje é um absurdo, o que faz o Brasil ser considerado um dos piores países do mundo em ambiente de negócios, na avaliação do Banco Mundial. A Redesim tem o envolvimento das juntas comerciais, da Receita Federal, das receitas dos estados. Não é coisa fácil. É o gargalo. Mas a presidente Dilma quer que esse projeto esteja praticamente implantado até o final do ano para reduzir de 115 dias para cinco dias o tempo para abertura de novas empresas. E usar o tal do registro único, acabar com inscrição estadual, municipal. O CNPJ vai ser o único número de inscrição da empresa. Qual é o problema? A prefeitura exige das empresas, independentemente de tamanho, coisas absurdas. Tem-se uma estatística de que 90% das empresas que são abertas diariamente são de risco baixo. Mas ela se sujeita às exigências dos bombeiros. Se lá em Santa Maria [onde houve a tragédia na boate Kiss] já tivesse implantado um sistema desse, os bombeiros não poderiam ir dizendo que não foram fazer vistoria porque tinham 300 processos para examinar. Então, eu acho que se não tem risco, faz o alvará de funcionamento na hora. O ministro Afif está batendo muito nisso. Mesmo goela abaixo, as prefeituras vão ter que aceitar isso.
DCI: A qualidade dos serviços das empresas de contabilidade no Brasil é alta, razoável ou baixa?
MB: Razoável. Infelizmente temos muitos colegas que não se prepararam para a modernidade. Só para te dar um exemplo, ontem mesmo a gente conversava com o pessoal de São Paulo e do Rio de Janeiro e eles comentavam o seguinte: “Estão aparecendo clientes nas nossas empresas por que o contador deles disse que ‘olha, eu não atendo empresas do Lucro Real, não atendo empresas do Lucro Presumido’.” Lucro Real, Lucro Presumido, Supersimples são formas de tributação e não uma forma de contabilidade. E os profissionais não se sentem capacitados para dar continuidade ao atendimento. Essas novidades todas são um divisor de águas. Tem que se preparar, tem que qualificar o seu pessoal. Têm, enfim, que entender que essa é uma realidade que não tem volta e que vai sobreviver. Quem ficar querendo só atender empresas do Simples vai morrer. É preciso que o contábil tenha a exata noção de que o momento é sério e exige uma reflexão sobre o assunto decisão.
DCI: Quer dizer, evolua ou morra?
MB: Esse é o detalhe: evolua ou morra.
Até os super-heróis precisam de ajuda, empreendedor
Em seu livro “O Herói de Mil Faces”, Joseph Campbell revela que sempre há um momento em que heróis se sentem despreparados e precisam de um empurrãozinho.
Ao observar grandes empreendedores e suas batalhas diárias para manter e fazer crescer um negócio conseguimos enxergá-los também como heróis e que precisam não só de um momento de ajuda, mas de frequentes auxílios ao longo das trajetórias de crescimento.
Em alguns casos, o empreendedor precisa de um pouco mais de coragem e de autoconfiança para dar um novo passo, porém em outros, ele precisa de uma ajuda maior.
Para aqueles empreendedores que sempre fizeram tudo sozinhos, não costuma ser fácil aceitar que ele já não consegue concentrar tudo em suas mãos. Mas conforme as empresas crescem, cresce também a complexidade da operação e, se o empreendedor não tiver outros líderes para auxiliá-lo no dia-a-dia, ele dificilmente terá tempo para se dedicar à estratégia da empresa, o que, na verdade, deve ser um de seus principais focos.
Por isso, é importante que o empreendedor dedique parte de seu tempo à busca e ao desenvolvimento de talentos, afinal ele só terá a tranquilidade de delegar quando confiar nessas pessoas, acreditando que elas têm competência técnica, lealdade, transparência e valores.
É possível ter indícios dessa afinidade em uma boa conversa, mas a verdadeira confiança precisa ser construída. E o empreendedor precisa saber que isso exige dedicação de sua parte: é importante interagir, acompanhar o progresso, dar feedback e se colocar à disposição para ajudar.
Por isso, é sempre melhor encontrar essas pessoas dentro da própria empresa, já que neste caso a probabilidade de errar é menor. Para aqueles que precisam buscar profissionais de fora da empresa, frequentar grupos de jovens talentos ou redes formadas por executivos com um perfil desejado também é uma boa estratégia.
Com o tempo, isso acaba ficando mais fácil. Gente boa atrai gente boa e o empreendedor passa a contar com a ajuda desses novos líderes para dividir a responsabilidade de buscar talentos para sua empresa.
O importante para ter em mente é que um super-herói também precisa de ajuda. E se ele conseguir selecionar e desenvolver uma boa equipe, por mais que demande parte de seu tempo no início, no futuro ele terá a segurança e o tempo necessários para enfrentar batalhas maiores.
Contabilista: Valorize-se!
Poucas profissões no Brasil são tão imprescindíveis ao progresso econômico e social como a profissão contábil. Nosso trabalho impulsiona mudanças, pela sua origem de análise de fatos registrados nas organizações, sendo a categoria mais relevante para a governabilidade de nosso país, pois somos responsáveis pela maior parte da apuração de tributos a serem pagos pelos contribuintes.
Hoje, é raro o profissional que esteja à procura de emprego. Estimo que menos de 1% da classe contábil esteja desempregada. Um grande percentual está empregado ou em atividade própria autônoma ou empresarial, mas de olho em novas oportunidades.
Multinacionais, setor público, ONGs e até pequenas e médias empresas estão à caça de talentos. O retorno do investimento em um bom profissional é garantido, já que a contabilidade hoje é muito mais que mera exigência legal, é uma ferramenta de gestão, transparência, controle e necessidade para qualquer organização.
Os salários, remunerações e benefícios diretos e indiretos dispararam. Um bom profissional contábil está valendo tanto ou mais que os demais administradores. Quando não, o contabilista é o próprio líder da organização, CEO ou diretor administrativo.
Mas a valorização não irá acabar, ao contrário, continuará em ascensão pelo menos no Brasil. Profissionais que falem 2 ou mais línguas serão os mais valorizados, porém aqueles que tiverem conhecimentos mais específicos (como planejamento tributário, gestão de orçamento, custos, auditoria, controladoria e finanças) estarão (e estão) em alta, por um bom tempo.
A você, acadêmico do curso de Ciências Contábeis: permaneça até a conclusão do curso e invista na carreira contábil – este é meu conselho – você não se arrependerá, o mercado está de braços abertos a você.
A você, estudante que está concluindo o ensino médio e quer uma boa opção profissional: considere a carreira contábil como uma das mais modernas e dinâmicas hoje existentes no Brasil, e faça a opção por este curso no ensino superior.
A você, colega profissional: invista em você mesmo, continue lendo, aprendendo, buscando novos conhecimentos – você vale ouro, em breve, valerá mais que isto! Mas valorize-se, buscando não apenas uma justa remuneração, mas reconhecimento, aceitando novos desafios e oportunidades que surgirão, constituindo empreendimentos viáveis, sendo irrepreensível na ética profissional e pessoal – o Brasil precisa de você!
Como enfrentar o fim de ano sendo uma pequena empresa
Ainda faltam alguns meses para o final do ano, mas para a maioria das empresas essa reta final requer planejamento e preparação financeira. O cenário este ano está particularmente complicado com uma eleição totalmente incerta e a instabilidade política apenas complica as coisas.
Como uma pequena empresa, se você possui funcionários, não deixe de calcular já todos os seus gastos com décimo terceiro salários e férias. Saber desde agora o que está previsto e antecipar os gastos inevitáveis é a forma mais saudável de fazer essa provisão. O ideal é já bater um papo com seu contador e adiantar o assunto.
Reveja também suas metas e calcule sua projeção prevendo uma baixa de produtividade nas últimas semanas do ano. Poucas empresas levam em consideração que inevitavelmente as empresas desaceleram, muitas vezes por conta de férias de colaboradores (internos e externos) que são necessários para alguma atividade ou tarefa. O interessante de levar isso em consideração é focar toda a energia das equipes na primeira semana de dezembro, para adiantar os dias de trabalho que são mais devagares no fim do mês.
Outro ponto quase sempre ignorado são as despesas com festas para funcionários e presentes corporativos. As empresas que conseguem organizar seus eventos por agora, conseguem descontos e preços mais em contas, tanto no aluguel do espaço, quanto nas lembranças que são distribuídas internamente e para clientes.
Além disso, se sua empresa for das mais adiantadas, já está pensando em ter toda a documentação organizada para o fechamento do ano. Ter tudo arquivado agora significa não perder tempo inútil depois.
O importante é ficar atento e não ser pego desprevenido. O pior que pode acontecer para um departamento financeiro de uma pequena empresa, é começar o ano com resquícios de problemas do ano anterior para resolver. Organize-se desde agora para um 2015 de crescimento e sucesso.
Governo eleva alíquota do Reintegra de 0,3% para 3%, a partir de outubro
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (29/09) que, a partir de outubro, a alíquota do programa Reintegra (regime de restituição de crédito para exportadores de bens manufaturados) vai passar de 0,3% para 3% para todos os beneficiados, mesmo valor já previsto para valer em 2015. O impacto fiscal estimado em R$ 6 bilhões ocorrerá apenas no ano que vem.
Segundo Guido Mantega, essa é uma importante medida para aumentar a competitividade das empresas exportadoras. “Resolvemos fazer uma agenda urgente para o setor de exportação, pois ele apresenta problemas desde a crise de 2008. A concorrência está violenta e predatória”, disse após reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O ministro informou também que o governo vai aumentar em R$ 200 milhões o orçamento do Proex-Equalização, programa de financiamento às exportações. “Isso permitirá expandir as exportações em mais de US$ 3 bilhões, em um curto espaço de tempo.” Na avaliação de Mantega, as duas medidas vão permitir a redução do prazo de exportação e importação.
Durante o encontro, o ministro apresentou aos empresários a agenda governamental em curso para aumentar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional. Ele ainda reafirmou que o desemp
enho da economia brasileira no segundo semestre será melhor que a apresentada no primeiro, uma vez que a inflação está sob controle e o mercado consumidor se expandindo.
Entre as medidas anunciadas pelo ministro está também a ampliação do Drawback (desoneração de impostos na importação) e do Recof (Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado). Na prática, as mudanças permitirão que todas as empresas, independente do tamanho, possam se beneficiar de uma maior agilidade no reconhecimento de isenção de impostos quando da aquisição de insumos no exterior, desde que eles sejam destinados à produção para exportação.
O governo também se compromoteu a implementar um portal único do comércio exterior, simplificando processos que, no final, permitirão reduzir custos e prazos de exportação e importação. A meta final, segundo explicou o ministro, é diminuir o prazo total das operações de exportação de 13 para 8 dias e das importações de 17 para 10 dias.
Termina hoje prazo para entrega do ITR
Termina hoje, à meia noite, o prazo para proprietários de imóveis rurais de todo o País entregarem a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). De acordo com a Receita Federal, até o dia 28 de agosto, mais de 4,8 milhões de declarações haviam sido entregues, das 5,2 milhões previstas em todo o território nacional. No Paraná, o ritmo segue similar a média brasileira, com 431,3 mil transmitidas pelo site da Receita, das 470 mil que devem ser entregues até hoje.
Segundo a Receita, devem declarar a pessoa física ou jurídica proprietária, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título; um dos condôminos (quando o imóvel pertencer a várias pessoas); e o inventariante, em nome do espólio (enquanto não for concluída a partilha). No caso dos contribuintes imunes ou isentos, a entrega do ITR é obrigatória apenas para os que tiveram alterações cadastrais.
“Este ano tudo correu tranquilo. Até o momento por volta de 93% das declarações previstas já foram enviadas e acredito que até amanhã (hoje) vamos atingir os números estipulados previamente. De forma geral, como faz algum tempo que o envio das declarações não passa por mudanças, o público está habituado a realizar pelo site com tranquilidade”, explicou o assessor da Superintendência Regional da Receita Federal na 9ª Região Fiscal, que engloba os estados do Paraná e Santa Catarina, Vergílio Concetta.
Em Londrina, o Sindicato Rural Patronal realizou agendamentos durante mais de um mês com o intuito de auxiliar os produtores a declararem de maneira correta. A expectativa era que o número ultrapassasse a marca de 800 declarações do ano passado, o que de fato ocorreu. De acordo com o presidente do Sindicato, Narciso Pissinatti, foram mais de mil registros enviados até o momento. “O que causou certo transtorno foi a alteração dos valores da terra nua realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral). Coube a cada produtor seguir a tabela ou estipular na declaração um valor que considerava justo, ficando atento a não colocar valores baixos demais e acabar recebendo uma notificação da Receita”, explicou.
Pissinati se referiu a um reajuste nos valores das terras que aconteceu recentemente porque estavam defasados, de acordo com o Deral. Em Londrina, por exemplo, a terra roxa mecanizada subiu de R$ 15,2 mil o hectare em 2013 para R$ 30 mil este ano, reajuste de 97%. Já as áreas não mecanizáveis saltaram de R$ 7,6 mil o hectare para R$ 15 mil. “O Deral buscou o valor de mercado, e não para a realização do ITR. Coube ao produtor estipular o quanto vale a sua terra no momento da declaração, já que nem todas as propriedades são iguais e não utilizam as terras da mesma forma. No final, houve consenso e tranquilidade para solucionar essa questão”, relatou ele.
O produtor de grãos em Londrina, Milton Casaroli, transmitiu as informações da sua declaração para a Receita ontem. Ele disse que estimou um incremento de 45% no valor das terras em comparativo ao ano passado, o que gerou uma cota de pagamento mais salgada. “Em 2013, paguei em apenas uma parcela. Já esse ano, com o reajuste, parcelei em quatro cotas. Aliado a esse reajuste dos valores da terra nua, os preços do milho e da soja não estavam tão bons como do ano passado, o que dificultou um pouco para nós”.
De forma geral, porém, ele viu como positivo tal aumento, já que, por outro lado, a terra é valorizada para futuros negócios. “Nós sabíamos que os preços estavam defasados e que isso iria acabar impactando no ITR. Agora, está dentro da faixa de negociação do município de Londrina”, complementou ele.
Contadores Demitindo Clientes!
É sério isso mesmo? Em pleno ano de 2014, com a economia estagnada e crescimento do país quase zerado, existem empresas dispensando clientes?
Sim, é verdade, e o paradoxo é esse: contadores estão dispensando clientes por um conjunto válido de motivos. Mas está certo isso? Provavelmente não, como veremos.
O primeiro motivo é que essa estagnação atual do mercado não é verdadeira nas empresas do ramo de contabilidade. O governo, com sua sede de arrecadação, está exigindo um nível cada vez maior de formalização e organização do contribuinte, e nesse cenário o (bom) profissional de contabilidade ganhou uma importância nunca vista no Brasil. Isso quer dizer que quem consegue esclarecer e resolver a vida do cliente, apesar da burocracia, vale ouro e está até o teto de trabalho.
O segundo motivo é que pelo artigo 1.177 do código civil, “a responsabilidade dos profissionais de contabilidade é direta, pessoal e solidária no caso de prática de atos dolosos”. Em outras palavras, o contador é responsável pelas informações enviadas ao fisco em nome do seu cliente – e isso significa risco.
E o risco é alto, já que a empresa de contabilidade pode ser entendida como uma fábrica, que busca as informações do cliente, as transforma e gera vários produtos acabados: contabilidade, apurações de impostos, arquivos a serem enviados ao fisco, entre diversas outras coisas. A matéria prima dessa fábrica é informação gerada pela empresa cliente, e a qualidade dela depende inteiramente da sua gestão e organização internas. Agora, e se a matéria prima dessa fábrica é de baixa qualidade, adivinha o que vai sair do outro lado? Isso mesmo que você pensou… Vai sair algo que ninguém quer se responsabilizar.
Então é isso: Mercado contábil aquecido + Cliente com risco = Fila anda
Só isso? Não. Empresa desorganizada gera mais uma coisa desagradável para o escritório de contabilidade além do risco: o custo. Quanto pior a qualidade da matéria prima, mais trabalho isso gera na fábrica.
Muitos escritórios que conheci apuram o custo por lançamento contábil, sabendo exatamente a margem de lucro de cada cliente. E segundo muitos depoimentos que ouvi, cliente que gera risco também gera custo excessivo. Isso parece ser uma regra geral.
Mas calma lá: então o único culpado dessa “demissão” é o próprio cliente?
Nem sempre. Numa relação complexa como essa dificilmente um lado é totalmente inocente e o outro totalmente culpado.
O lado negativo que a grande quantidade de obrigações fiscais gera é que muitos contadores não tem tempo para executar uma das suas principais funções: orientar o cliente. Esse trabalho pode ser árduo mas tem que ser feito com insistência. Se a empresa gera informação de baixa qualidade para o contador, este precisa explicar as possíveis consequências e prestar orientação ao cliente.
Nisso, muitos contadores falham involuntariamente. São capazes de jurar que estão orientando, e que o cliente negligenciou ou simplesmente não se mexeu, por mais que ele explique e insista.
O que esses contadores esquecem é que eles falam um idioma bem diferente do cliente. Em pleno 2014, boa parte dos contadores ainda não entendeu que o empresário brasileiro só pensa em duas coisas: vender mais e gerar resultado. E como ele rarissimamente planeja “como” vai conseguir isso, vive apagando incêndio e correndo atrás do prejuízo. Ah, e quanto menor a empresa, pior é este cenário. Então aqui vão algumas dicas para os nossos contadores:
Se envolva mais no negócio do cliente. Descubra os detalhes operacionais da empresa;
Ao invés de apenas “entender o negócio do cliente”, é bem mais importante “entender como o empresário entende o negócio dele”. Você ficará surpreso em como essas duas coisas podem ser diferentes;
Empresas são pessoas. Conheça essas pessoas, principalmente aquelas que estão na base da pirâmide e que são a origem da informação que chega a você;
Descubra formas do empresário ganhar mais ou gastar menos. Se você conseguiu isso ao menos uma vez, o empresário vai começar a prestar muito mais atenção a você e em suas orientações;
Não reclame do governo. Tudo tem um lado bom, até as incontáveis exigências fiscais atuais;
Ataque com tecnologia. Tecnologia é sem dúvida a melhor forma de melhorar a qualidade da informação na sua origem;
A lista acima exige tempo e investimento do contador, e acaba que existem casos onde “demitir o cliente” pode parecer mais fácil ou barato nos dias atuais, mas e no futuro? Será que a balança vai continuar inclinada para um lado para sempre? Quem já viveu um pouco sabe que não… E se você contador enxerga no longo prazo, vai perceber que vale muito mais a pena aprender a falar esse idioma confuso, a língua do empresário brasileiro, do que demiti-lo.