Viver no automático: um caminho rumo à trilha da insatisfação pessoal

Posted by Clayton Teles das Merces on 23 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral with Comments closed |

Não são poucas as pessoas que após anos de dedicação a uma determinada profissão, empresa e até mesmo relacionamento param e para fazer um retrospecto e sentem uma insatisfação pessoal que por mais desejem identificar quais são suas raízes, sentem-se como se precisassem recomeçar tudo novamente ou, então, dar um novo sentido às suas vidas. Isso é muito comum quando ao homem contemporâneo, pois grande é a parcela mundial que se entrega à aceleração tecnológica, às pressões do trabalho e, por vezes, deixam sua qualidade de vida e o próprio bem-estar em décimo plano. Mas há um momento em que o “copo transborda” e tudo vem à tona. Quando isso ocorre já não dá mais para fechar os olhos e seguir no automático, como se tudo estivesse transcorrendo às “mil maravilhas”.
Para Paulo Vieira, coach internacional e presidente da Febracis (Federação Brasileira de Coaching Integral), a velocidade dos pensamentos é assustadora, e para muitos se torna preciso ocorrer um baque, um momento de ruptura ou de dor intensa para se repensar a vida: o filho precisa ter problemas sérios para o pai repensar a relação entre os dois; uma doença necessita surgir para que a pessoa passe o cuidado com a saúde virar rotina. “Contudo, alguém sábio tem a sensibilidade de andar na velocidade adequada para olhar a vida e questionar se está tudo certo, mas quem não tem esse nível de maturidade e sensibilidade emocional, só para quando não há mais jeito de seguir”. Em uma interessante entrevista concedida ao RHcom.br, Paulo Vieira que é autor do livro “O Poder da Ação, Editora Gente”, fala, ainda, sobre os impactos da aceleração da carreira proporciona ao homem e o preço que temos sido obrigados a “pagar” por não repensar nosso modo de vida, seja campo pessoal ou profissional. Boa leitura e aproveite a chance de repensar o que pode ser melhorado no seu dia a dia!
RH.com.br – A insatisfação profissional é um sentimento que acompanha a vida de muitas pessoas. Por que grande parte das pessoas só se dá conta de que precisava ter agido de outra forma, quando vários anos já se passaram?
Paulo Vieira – As pessoas estão vivendo no modo automático. O mundo está tão acelerado com trabalho, tecnologia, celular, computador, internet, contas para pagar… Por conta disso, as pessoas não param. A velocidade dos pensamentos é assustadora, é preciso ocorrer um baque, um momento de ruptura ou de dor intensa para se repensar a vida: o filho precisa ter problemas sérios para o pai repensar a relação entre os dois; uma doença precisa surgir para então o cuidado com a saúde virar rotina. Contudo, alguém sábio tem a sensibilidade de andar na velocidade adequada para olhar a vida e questionar se está tudo certo, mas quem não tem esse nível de maturidade e sensibilidade emocional, só para quando não há mais jeito de seguir. Somente assim, há questionamento e se identifica com clareza a insatisfação com o estado atual.

RH – A necessidade de dar uma guinada pode vir em qualquer fase da vida ou se concentra em momentos mais específicos?
Paulo Vieira – A grande guinada da vida vem mediante alguma demanda. Há pessoas cuja demanda na infância foi tão grande, que já na adolescência querem estudar, querem prosperar. Há casos em que as cobranças da vida só vêm na fase adulta, mas para algumas pessoas essa demanda nunca vem. A vida passa e o indivíduo não fez nada, não realizou nada, não construiu nada, pois o estilo de vida dele não gerou demanda. O que nos tira da zona de conforto na maior parte das vezes é uma demanda física, um desconforto intenso. Há quem passe a vida em um extremo desconforto e quando o eliminá-lo simplesmente param de buscar mais. Também há quem seja tirado da zona de conforto pelos sonhos, pelos objetivos.

RH – Fazer uma autoavaliação é fundamental para encontrar as raízes que geram a insatisfação?
Paulo Vieira – Toda mudança começa de um ponto de partida. No Coaching Integral Sistêmico, por exemplo, nós chamamos isso de identificação do estado atual. Olha-se para áreas específicas da vida, para as circunstâncias, e questionamentos são feitos: como está meu casamento, minha saúde, meu estilo de vida? O que estou vivendo hoje é o que quero, de fato, para mim? Saber qual é o estado atual é fundamental, pois a vida parte daí, ela se faz e se perfaz no ato de sair de um local e ir para outro, de deixar um nível e ir para outro.

RH – Quais os principais fatores que contribuem para a insatisfação humana, notadamente no campo profissional?
Paulo Vieira – Há dois motivos: ou a pessoa não tem uma visão clara, um objetivo claro da sua carreira, ela trabalha sem um motivo e, por isso, se desmotiva ou ela se deixa levar por um estilo de vida muito acelerado. A grande questão da vida profissional, ou em qualquer área da vida, é entender o seu porquê, a sua razão, o seu objetivo: o que te motiva? O que te apaixona? O que te move? Mas as pessoas não sabem os seus porquês, não sabem quais são suas metas e mesmo assim continuam trabalhando. Como se pode realizar algo se não há consciência do que se quer realizar? O ser humano é movido por realizações, por aquilo que construiu. Quando o profissional trabalha só por dinheiro, a insatisfação e a desmotivação vêm ao longo do tempo. Nenhum trabalho vale o sacrifício se for por dinheiro apenas, porque essa motivação rapidamente se consome. As pessoas estão trabalhando sem um porquê, sem um objetivo e vão se desmotivando ou porque não realizam ou porque não são reconhecidas. Já em um estilo de vida muito acelerado profissionalmente, as pessoas sabem os seus porquês, gostam do que fazem, geram resultados, ou geram pelo menos algum resultado palpável, têm algum reconhecimento, mas não conseguem equilibrar a vida profissional com a vida pessoal. Nesses casos, elas estão produzindo no campo profissional, mas estão destruindo seus relacionamentos, prejudicando a saúde, a vida social e chega um momento em que elas em vez de adequar o seu ritmo, tem um surto profissional, abandonam tudo, desistem. Venho observando isso acontecer com mulheres talentosíssimas. Por não conseguirem equilibrar suas carreiras com a vida pessoal, chega um momento em que repensam tudo, os filhos nascem e essas mulheres jogam tudo para o alto para poderem ter uma vida pessoal mais plena. As pessoas precisam equilibrar o profissional com o seu estilo de vida, sendo produtivas, mas respeitando o bem-estar e a qualidade de vida.

RH – Em seu livro O Poder da Ação, Editora Gente, o senhor afirma que é possível quebrar o ciclo da insatisfação. Por onde se deve começar esse processo de mudanças?
Paulo Vieira – Dentro de si. As pessoas querem mudar o chefe, mudar a maneira que a empresa trabalha, mas na verdade isso não vai mudar, a pessoa resolve seu problema de insatisfação mudando internamente. A primeira coisa é estar atento a quais são os seus valores? O que te move? O que é importante para você pessoal e profissionalmente? Quais são realmente os seus valores? Existindo essa consciência dos valores, você está pronto para a segunda etapa: estabelecer metas e objetivos pessoais e profissionais que respeitem esses valores, pois o que se costuma ver são pessoas que estão em uma empresa e não questionam seus valores. Pode ocorrer da maneira daquela empresa trabalhar ir de encontro aos seus valores e à pessoa, dessa forma, ficar insatisfeita, ou pode ocorrer de o estilo de vida que se está levando trabalhando naquela empresa vai de encontro aos seus valores. O primeiro passo é identificar quais são os seus valores, o que é importante para você. Seus porquês estão claros na sua mente? Sabendo disso, trace os seus objetivos. Você sabe quais são os seus objetivos na empresa em que trabalha? Quais são os seus objetivos de vida? Como você concilia os seus objetivos de vida com os seus objetivos profissionais? A conciliação dos objetivos profissionais e das pessoais precisa ser trabalhada. Caso contrário, alguém sempre está perdendo: a empresa, ou a vida pessoal ou profissional. Alinhe seus valores e os adeque a suas metas pessoais e profissionais. Quando isso acontece, a vida segue feliz, na melhor maneira que pode ser, respeitando os valores da pessoa. Assim, a insatisfação deixa de existir.

RH – Que ferramentas o indivíduo pode adotar, para se livrar definitivamente livre da insatisfação?
Paulo Vieira – Essa não é uma resposta fácil de dar. Primeiro, é preciso entender até que ponto essa insatisfação é benéfica e até que ponto ela é ruim. A insatisfação, assim como o estresse, é boa. Ninguém pode dizer que o estresse é ruim, o estresse é bom, o que é ruim é o estresse em alto nível e sem uma trégua. A mente humana quando é estressada e tem um tempo de repouso e descanso, torna-se uma mente mais alerta. Primeiro, é preciso entender que insatisfação não é ruim, como o medo não é ruim. Medo, estresse e insatisfação não são ruins. É bom ter medo, é importante ter medo, porque o medo me alerta para não fazer coisas que podem botar minha vida em risco. Uma pessoa fica forte quando ela estressa os seus músculos com atividade física intensa, o músculo rompe as fibras e depois quando cicatriza, cicatriza mais forte. A mesma coisa acontece com a insatisfação. É ela que move pra mudança, a questão é que nível de insatisfação é esse?

RH – Durante a aplicação das ferramentas de mudança, deve-se fazer um processo de avaliação de metas para que o foco não se perca?
Paulo Vieira – Sempre! Como eu falei, a primeira coisa é saber quais são os seus valores. Imagine um executivo que tem a família como um valor muito forte. Ele, então, recebe uma proposta profissional na qual terá de passar de 20 a 25 dias por mês fora de casa. Ele aceita a proposta porque satisfaz os objetivos profissionais dele, mas o seu valor família não é respeitado. Com o tempo, a família ficar desguarnecida e vendo a família ir por água abaixo, a produtividade dele cai e ele perde profissionalmente grandes resultados. A pessoa tem de saber quais são os seus valores, quais são as suas metas pessoais e profissionais. Mas o que ocorre é as pessoas querem viver uma vida plena só com metas pessoais, ou só com metas profissionais. Isso não existe. Um bom coach, um bom profissional, vai trabalhar para que exista complementaridade entre essas metas. Estabelecidas essas metas, aí sim nós vamos bolar todo tipo de estratégia para se manter, para se validar essas metas, vamos fazer plano de ação, vamos ver efetivamente as metas, vamos fazer mapas, murais representativos das metas e aí vem uma série de ferramentas pra se manter o foco.

RH – Já que falamos de foco, o que se torna imprescindível para não perdê-lo?
Paulo Vieira – O primeiro passo é ter uma imagem do que se quer, não uma dissertação, mas uma descrição em forma de imagem, que pode ser uma carreira, um cargo, um pro labore ou um desafio especifico. Deve-se ter uma visão positiva sobre o objetivo e quando eu falo em visão, refiro-me a uma imagem mesmo, que pode ser do cargo, da filial, da empresa. O segundo passo é alimentar o foco, você precisa pesquisar sobre esse objetivo, sobre essa imagem, preciso falar sobre ela, precisa buscar pessoas que também são motivadas por isso, precisa ler e estudar sobre isso, precisa falar para as pessoas certas. Dessa maneira, você cria energia, o que eu chamo de foco comportamental. Comportamentos, falas e ações são gerados e assim se coloca energia em torno do alvo. E por último é o foco constante, que é manter-se olhando pra figura, pensando na figura, mas também dedicar o tempo necessário fazendo tudo isso, olhando, falando, se comportando, pesquisando, observando, comunicando, estudando, lendo, agindo até que de fato essa visão se torne realidade.

RH – Na fase em que está tentando desligar-se da insatisfação, é aconselhável que o profissional recorra a algum mentor?
Paulo Vieira – Primeiro é preciso definir quem é o mentor, é um mentor profissional, é um mentor de carreira, é um especialista em carreira? Se ele for um profissional, ele vai ter muitas ferramentas de assessment – avaliação, de identificação de perfil, estratégia, planejamento. Se não é um profissional especifico de carreira que você busca, contrate então um coach, uma pessoa que saiba criar um plano de ação, uma estratégia precisa e focada, e saiba envolver nele os atributos de conhecimento, de habilidade, de atitudes necessárias pra chegar num alvo específico, que pode ser sair de uma empresa “X” para uma empresa “Y” ou sair de um cargo “A” para um cargo “B”. Para isso acontecer, existe toda uma programação, toda uma tecnologia de coaching, que vai levar a pessoa, se for um bom coach, um coach integral sistêmico, ele faz isso com muita propriedade, trabalhando conhecimento, habilidades e conteúdos, trabalhando estratégias, os componentes emocionais, a estrutura emocional, as competências emocionais, refazendo e reprogramando crenças que adequem a pessoa a um novo cargo, a uma nova empresa, a um novo desafio.

RH – Alguma dica para quem se encontra em um momento de insatisfação profissional e deseja dar uma virada 360º?
Paulo Viera – Primeiro, mensure o estado atual, como qualquer coach profissional sério faria. Quem sou eu hoje como profissional? Quais são os meus talentos? Quais são os meus atributos? Qual o meu potencial? Quais são os resultados que eu gerei na empresa? Com muito critério, mapeia-se o estado atual profissional. Esse passo é fundamental para que a pessoa não se engane, para que ela não pense dela algo que o mercado não pensa, que ela não julgue ter um nível de competência e de capacidade de gerar resultados que – de fato – não tem ou que pelo menos não tem para determinado tipo de empresa. O segundo passo é estabelecer metas. Qual o seu objetivo profissional? É carreira, é cargo, é função? É outra empresa? O que de fato se quer. Sabendo disso, vamos adequar, conciliar esse momento com o objetivo. O seu objetivo é condizente com o seu potencial e sua capacidade de gerar resultados? Se o cargo estiver aquém das potencialidades, cria-se uma estratégia cognitiva, um plano de desenvolvimento individual, identificam-se quais os saberes essa pessoa precisa. Mas se a questão não for intelectual e sim emocional, o Coaching Integral Sistêmico traça um plano de desenvolvimento emocional para preparar emocionalmente para o desafio que vem à frente. Mas se não atende é preciso identificar qual é o estado atual dessa pessoa, o nível de competência, a capacidade de gerar resultado hoje, estabelecer os objetivos que ela tem e ver em que ponto isso é coerente, ela vai estar dando um salto sem paraquedas, totalmente despreparada.

Fonte: Para Paulo Vieira, coach internacional e presidente da Febracis

Nova PIS/Cofins deve esfriar exportação de etanol dos EUA para o Brasil

Posted by Clayton Teles das Merces on 23 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

O governo brasileiro deve publicar nas próximas horas uma alta na tarifa de importação de etanol para 11,75 por cento, beneficiando usinas locais e provocando preocupação em tradings dos Estados Unidos, principal exportador para o Brasil.

No fim de maio, o Senado aprovou a Medida Provisória (MP) 668 que aumenta as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre importações, incluindo as de etanol.

A presidente Dilma Rousseff assinou a lei no fim da sexta-feira, disse a assessoria do Palácio do Planalto nesta segunda-feira.

Ainda não está claro se a presidente incluiu algum veto a partes da lei aprovada no Senado. O Diário Oficial da União desta segunda-feira não incluiu o texto assinado pela presidente, mas a Secretaria de Imprensa do Planalto disse que a lei poderia ser publicada em edição extra do Diário Oficial na tarde desta segunda-feira.

O aumento da tarifa de importação entra em vigor assim que for publicado no Diário Oficial.

O etanol importado pelo Brasil recebe atualmente tarifação de 9,25 por cento, embora o importador receba créditos tributários que compensam a tarifa.

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“O crédito irá terminar quando o governo elevar a tarifa, portanto é uma alta efetivada de 11,75 por cento”, disse o analista-chefe da Bioagência, Tarcilo Rodrigues.

O Brasil importou 357 milhões de litros de etanol dos Estados Unidos de janeiro a maio, alta de 26 por cento ante o mesmo período de 2014, segundo dados da alfândega brasileira.

Operadores disseram que os carregamentos de etanol dos EUA para o Brasil em 2015, destinados principalmente para o Nordeste, foram provavelmente negócios fechados quando os preços ainda estavam atrativos em 2014.

“A arbitragem não está mais atrativa nesta direção, mas o aumento da tarifa irá esfriar totalmente esse comércio”, disse o analista Arnaldo Corrêa, da Archer Consulting.

Comerciantes norte-americanos de etanol também expressaram preocupação, dizendo que o aumento do PIS/Cofins será uma “barreira significativa” para as exportações. Os estoques de etanol dos EUA estão perto do maior nível desde 2012 e os preços nos mercados futuros estão pressionados.

Como abrir seu próprio escritório de contabilidade

Posted by Clayton Teles das Merces on 23 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral with Comments closed |

Quando um contador decide abrir um escritório de contabilidade, ele precisa cumprir alguns requisitos que ajudam no desenvolvimento do empreendimento, pois, além de prestar serviços para as empresas em geral, ele precisa conseguir ter lucratividade para que o seu negócio prospere, gere rendimentos e se mantenha por muitos anos no mercado.

Existem muitos profissionais da área que possuem espírito empreendedor e só precisam de um empurrão na direção certa para consolidarem uma carreira como gestores e donos de sua própria empresa. Veja como abrir seu escritório de contabilidade!

Planejamento

Para qualquer tipo de empreendimento, planejar é fundamental. É importante que você tenha um plano de negócios para o seu escritório de contabilidade, que nada mais é que a definição dos objetivos do negócio.

Como forma de increqmentar os serviços, muitos escritórios se integram com outros segmentos prestando serviços em áreas diversas, como advocacia, consultoria e etc. Pense sobre essa necessidade, analise o mercado, estude a concorrência e reflita com carinho em cada passo antes de montar o escritório.

Além disso, conheça todas as exigências burocráticas e providencie toda a documentação necessária para regularizar a abertura do seu escritório de contabilidade em todos os órgãos.

Localização

Apesar desse tipo de empresa não precisar de muita visibilidade física (como uma loja de roupas, por exemplo), é preciso que o escritório esteja bem localizado, perto dos principais centros comerciais da sua cidade, para estar próximo aos clientes e potenciais clientes.

Outro fator importante é que você vai precisar se deslocar para ir aos órgãos como Receita Federal, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Finanças, Junta Comercial e outros, por isso, é importante que o escritório esteja em uma região de fácil acesso para esses lugares.

Estrutura

Leve em consideração o tamanho da equipe de trabalho para pensar na infraestrutura de que você vai precisar. Uma sala para reuniões, espaço para arquivo, uma recepção e a sala para realização dos serviços nas áreas contábil, fiscal e trabalhista, por exemplo, é mais ou menos o básico.

A forma de organização vai de acordo com a sua vontade e estilo, no entanto, vale a pena prezar pela beleza, conforto e aconchego do local de trabalho. Além disso, preocupe-se com a estrutura de equipamentos para a boa execução dos serviços contábeis: cadeiras, mesas, armários, computadores, impressoras multifuncionais, estantes, telefones, meios de backup, sistema de gestão contábil, e etc.

Equipe de trabalho

Muitos contadores trabalham sozinhos quando começam a empreender. No entanto, à medida que o número de clientes cresce, você vai precisar de mais gente ao seu lado para que o serviço mantenha a qualidade e satisfaça os clientes.

Alguns profissionais podem auxiliar na execução dos serviços contábeis do seu escritório:

Secretária;

Contador (inicialmente o empreendedor realiza essa função);

Assistente contábil;

Assistente de Setor Fiscal;

Profissional de Recursos Humanos;

Assistente de Setor Pessoal;

Auxiliar de Serviços Gerais;

Auxiliar de Serviços Externos (office boy);

Divulgação e marketing do escritório de contabilidade

A divulgação do empreendimento precisa entrar no seu planejamento. Encontre maneiras de divulgar sua empresa sem ferir o código de ética contábil. Você pode investir na criação de um site, anúncio em revistas empresariais, etc. Tudo isso depende do valor que você tem para investir no seu marketing, claro. Além disso, você pode apresentar um portfólio a sua rede de contatos e mostrar, de maneira ética (sem fazer uso de concorrência desleal), os seus serviços e os resultados que você pode oferecer aos clientes.

Procure ajuda especializada e coloque o seu negócio em destaque no mercado.

Organização do processo de produção

A criação de rotinas para execução das atividades precisa ser bem definida, de forma que o escritório atenda a todas as obrigações contábeis, fiscais e trabalhistas. A contabilidade precisa cumprir uma série de obrigações acessórias (SPED Contábil, SPED Fiscal, eSocial, DIRF, GFIP, CAGED, RAIS e outros) que, caso não sejam entregues dentro do prazo, vão gerar multas pecuniárias para os clientes — e isso acaba com a reputação sobre a qualidade do serviço prestado por um escritório.

Apresente aos clientes toda a rotina de apresentação da documentação nas diversas áreas, de forma que seu escritório trabalhe com tempo suficiente para executar as atividades com qualificação e sem erros.

A organização do processo de produção dos serviços contábeis pode definir o sucesso ou o fracasso de um escritório de contabilidade. Um atendimento de qualidade é o que vai te destacar no mercado e permitir, até mesmo, trabalhar com uma cobrança diferenciada de honorários.

Simples Social quer desburocratizar terceiro setor

Posted by Clayton Teles das Merces on 23 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

A criação do Simples Social, regime tributário destinado às organizações da sociedade civil, tem conquistado espaço nas discussões políticas. Baseado nos moldes do Simples Nacional, o projeto pretende simplificar e diminuir a tributação de entidades como associações, fundações, organizações não governamentais (ONGs) e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips).

A proposta é defendida pelo ministro da Secretaria Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, e por instituições como a Fenacon, federação nacional que representa mais de 400 mil empreendimentos de serviços contábeis, assessoramento, perícias, informações e pesquisas. “Às vezes, as atividades sem fins lucrativos precisam cumprir obrigações acessórias da mesma forma que multinacionais, o que inviabiliza seu funcionamento”, avalia o presidente da Fenacon, Mario Berti.

Conceitos iniciais – Como o tema é inédito e ainda não existe projeto de lei em andamento, a Fenacon elaborou uma análise preliminar sobre o assunto, sugerindo a simplificação das obrigações tributárias (principais e acessórias) e dos processos burocráticos (abertura, encerramento e certidões).

“A intenção é definir tabelas de alíquotas adequadas ao terceiro setor e estabelecer regras para enquadramento nas opções de imunidade e isenção”, afirma Berti. Outros procedimentos aplicáveis seriam a limitação para dispensa de emissão de nota fiscal, como ocorre com o MEI; e a utilização do Redesim para questões estatutárias e de abertura ou encerramento.

Aceitação – O Simples Social tem o apoio da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que já apresentou e validou uma proposta nesse âmbito, conforme a Fenacon. O ministro da pasta, Guilherme Afif Domingos, defendeu publicamente a desburocratização envolvendo o terceiro setor em artigo publicado pelo jornal Folha de São Paulo, no dia 26 de fevereiro.

“O projeto ainda deverá sofrer ajustes, mas já foi aceito. Importantes organizações da sociedade civil também são favoráveis a proporcionar mais condições de sustentabilidade para tais iniciativas. Não vale a pena tanta burocracia considerando que a União arrecada pouco com essas entidades”, analisa Berti.

Ministro virá à Capital – O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, vem a Campo Grande na próxima quarta-feira (24), para o lançamento do Propeq (Programa Estadual de Apoio aos Pequenos Negócios), o evento é uma união entre poder público e setores empresariais.

Durante o evento, serão apresentadas soluções em várias áreas, como desburocratização, orientação, capacitação e assistência técnica aos pequenos negócios. A solenidade acontece às 13h30, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

No evento acontece ainda posse dos membros do Fórum Estadual Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, assinatura do Termo de Cooperação Técnica do programa de desburocratização pela Redesim; e lançamento do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor.

Profissionais liberais devem ficar mais atentos à contabilidade

Posted by Clayton Teles das Merces on 23 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

A partir do próximo ano, os profissionais liberais terão mais uma preocupação em relação aos cuidados da parte contábil da sua empresa. Ao realizarem a declaração do imposto de renda, eles precisarão apresentar o CPF de todas as pessoas físicas para as quais prestaram serviço. A regra deve ser seguida pela maioria dos profissionais liberais, como psicólogos, dentistas e médicos.

Porém, a organização para ter todos esses dados até o fim do ano deve começar agora! O Livro Caixa da empresa desse profissional, onde são registrados todos os recebimentos e pagamentos da empresa em dinheiro de forma cronológica, deverá mensalmente ser preenchido com os dados e CPF dos clientes.

Para esse processo, o trabalho de contabilidade, mês a mês, é essencial. O contador coleta todas essas informações para que no ano que vem, em abril, esse arquivo seja inserido no imposto de renda, já que a Receita Federal fará o cruzamento desses dados.

Caso não se preocupe agora com isso, futuramente, esse profissional terá que passar pelo transtorno de solicitar, às pressas, o número do documento de todas as pessoas que contribuíram com a receita do ano anterior. Por esse motivo, a partir de agora, é preciso dar ainda mais atenção à contabilidade da sua empresa.

3 novas formas de trabalho na era digital

Posted by Clayton Teles das Merces on 22 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo, Tecnologia da Informação T.I with Comments closed |

O planeta mudou e as tecnologias evoluíram. Com isso, o mundo do trabalho também passa por uma série de transformações. Algumas profissões já deixaram de existir e outras não devem durar muito, seja porque terão suas funções substituídas por máquinas ou por não fazerem mais sentido no novo contexto do mercado. Várias outras funções, no entanto, têm surgido, devido às novas demandas do cenário que está sendo construído. E, nessa era, o meio digital já é o grande nicho de oportunidades.

A internet, a cultura da conexão móvel e os novos hábitos que a presença desses fatores na sociedade têm gerado criam cotidianamente novas necessidades. Para supri-las, surgem novos profissionais. Prova disso é que em todas as listas de profissões do futuro divulgadas nos últimos anos estão atividades como as de analista de mídias sociais, desenvolvedor de apps, entre outras.

A era digital traz também novas maneiras de estruturar e desenvolver o trabalho, que abarcam não só as novas profissões, mas também redefinem a maneira como outras, mais tradicionais, funcionam.

Abaixo, reunimos algumas novas formas de trabalho possibilitadas pela era digital:

Home-office

Trabalhar de casa não é, necessariamente, algo que surgiu com a era digital. Mas essa modalidade tem crescido muito nos últimos anos. E isso só foi possível por causa da internet. Jornalistas, desenvolvedores de softwares, pesquisadores, entre outros profissionais, hoje podem trabalhar sem terem a necessidade de bater ponto em uma empresa.

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Trabalho remoto

Sob a mesma lógica do home-office, muitas empresas têm conseguido viabilizar melhor o trabalho de equipes formadas por profissionais espalhados em diferentes locais. As ferramentas digitais – desde serviços para desktop até aplicativos para celular – desenvolvidas especificamente para gestão de tarefas são fundamentais e ajudam, por exemplo, a controlar o fluxo do trabalho e permitem aos gestores o acompanhamento com clareza de tudo que está sendo feito.

Trabalho coletivo

Cada vez mais, médicos, por exemplo, têm realizado procedimentos complexos, como cirurgias, com a participação de colegas que não estão na mesma sala naquele momento, graças às ferramentas de videoconferência via web. Hoje, até mesmo robôs desenvolvidos especificamente para a realização de procedimentos cirúrgicos podem ser operados à distância (com a supervisão de uma equipe in loco, claro).

Carreira: 3 sinais de que você deve considerar uma 2ª graduação

Posted by Clayton Teles das Merces on 22 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

Apostar em um novo curso de graduação depois de já ter concluído a faculdade é um investimento de alto risco.

Além do gasto de tempo e dinheiro, diz Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, as chances de sucesso podem ser limitadas – sobretudo se a mudança é muito tardia.

“Depois dos 30 anos da idade, é bem mais difícil se inserir em um mercado de trabalho totalmente novo, com concorrentes mais jovens que você”, diz o especialista.

De acordo com Souto, a trajetória ideal de um profissional é fazer a graduação e, depois, passar a carreira fazendo pós-graduações. Quem tem dois cursos universitários foge a essa lógica.

Ter duas graduações, portanto, não é exatamente um diferencial. Uma recente pesquisa da Produtive mostra que os empregadores valorizam mais, em termos salariais, quem enriquece o currículo com cursos de mestrado, doutorado ou especializações.

E mais: se os seus dois diplomas forem completamente díspares – como engenharia e filosofia, por exemplo – o recado pode ser negativo. “O recrutador pode interpretar isso como falta de foco”, diz Souto.

Ainda assim, voltar aos bancos da faculdade pode ser um movimento bem-vindo em alguns casos, diz Viviane Tetu, professora e supervisora de orientação profissional na PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

“É sempre bom fazer uma reflexão sobre o caminho que você escolheu, ainda mais porque a maioria dos jovens escolhe sua carreira universitária muito cedo, sem conhecê-la tão bem”, diz ela.

Para bancar a decisão, porém, é preciso ter convicção. Veja a seguir três sinais de que esse passo faz sentido para a sua carreira:

  1. Você (realmente) está infeliz na sua área

Se você não suporta mais o seu trabalho, a perspectiva de começar um novo curso, do zero, pode parecer tentadora. Mas cuidado, alerta Souto: você detesta a sua profissão ou apenas o seu emprego atual?

“Muita gente confunde problemas passageiros com o chefe ou a empresa com um descontentamento mais profundo”, explica.

Por isso, segundo Viviane, é preciso esgotar as suas tentativas antes de desistir completamente. “Se você já experimentou a área diversas vezes e continua desmotivado, então a mudança pode valer a pena”, diz a professora da PUC-PR.

  1. Você precisa adquirir conhecimentos técnicos

Se você tem uma formação mais generalista e deseja se especializar em uma área, a primeira opção deve ser sempre uma pós-graduação, na opinião de Souto.

Mas, se você precisa de um complemento técnico na sua formação, outro curso universitário pode se fazer necessário. Um administrador, por exemplo, pode buscar uma graduação em contabilidade para adquirir ferramentas específicas, que não seriam oferecidas numa especialização.

O novo diploma também pode ser uma exigência legal, no caso de profissões regulamentadas por conselhos, que só podem ser exercidas por quem é formado na área.

  1. Você quer ter um plano B

Até profissionais satisfeitos e bem estabelecidos em suas carreiras podem considerar um retorno à faculdade. O objetivo, nesse caso, é fazer um investimento de longo prazo.

De acordo com Souto, são muitos os executivos que, embora bem-sucedidos, estão interessados em “pavimentar” um caminho profissional alternativo para o futuro – e que pode exigir um diploma específico.

“Conheço muitas pessoas experientes que estão fazendo faculdade de Direito agora porque pretendem advogar quando forem mais velhas”, explica.

Entenda sobre o certificado digital do eSocial

Posted by Clayton Teles das Merces on 22 junho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo, Sped, Tecnologia da Informação T.I with Comments closed |

A transmissão de dados pela internet está se tornando cada vez mais comum. Com a troca de informações importantes e sigilosas, o uso de ferramentas de validação de dados é já uma necessidade para garantir a autenticidade dos fatos. Nesse cenário, surgiu o certificado digital, uma importante tecnologia que tem se tornado fundamental para as empresas cumprirem suas obrigações legais. E o eSocial vem para reforçar essa necessidade, já que será obrigatório possuir o certificado.

Neste artigo, falaremos mais sobre esta ferramenta e suas aplicações. Acompanhe:

Certificado digital: o que é?

É uma tecnologia de identificação que permite que transações eletrônicas sejam feitas com garantia de autenticidade, confidencialidade e segurança. A certificação digital funciona com um recurso chamado assinatura digital, que utiliza de criptografia para validar as informações, comprovando a identidade de pessoas e empresas.

Tipos de certificados digitais

Existem diversos tipos, mas os mais comuns são:

A1: utilizado para assinar eletronicamente documentos e fazer transações. É um arquivo de identificação gerado e armazenado no próprio computador, o que facilita a sua utilização. Além disso, tem um custo baixo (em torno de R$ 170) com validade de 1 ano.

A3: com a mesma utilização do A1, mas com uma gama maior de aplicações, é o mais usado por escritórios contábeis visto que alguns SPEDs obrigam o seu uso. Sua maior vantagem é a segurança adicional, já que as informações ficam salvas num microchip ou num pendrive externo. Sua desvantagem é o valor (cerca de R$ 470) e a obrigatoriedade da compra de um leitor de cartão, caso não optem pelo pendrive.

Na prática

Os órgãos públicos são os maiores geradores de demanda de assinatura eletrônica, ou seja, do certificado digital. Com ele, é possível emitir notas fiscais sem a necessidade de login e senha, efetuar todas as declarações para a Receita Federal, entrar com pedidos na justiça e no DETRAN, fazer transações bancárias e até mesmo se inscrever no PROUNI, por exemplo.

O certificado digital do eSocial

Com a chegada do eSocial, torna-se obrigatório que empresas de todos os portes adquiram o seu certificado. Tanto o A1 quanto o A3 serão aceitos para as transmissões através do programa. Ou seja, se a empresa já utiliza o certificado digital A1 para emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e), continuará utilizando-o no eSocial. Assim como escritórios contábeis que já utilizam o padrão A3.

É importante frisar que o certificado digital é um documento único, emitido por diversas empresas privadas e que tem diversas utilidades, não sendo apenas o certificado do eSocial, mas sim um instrumento que pode facilitar a vida das empresas em outros aspectos.

Como adquirir o certificado

Escolha uma certificadora conveniada à Receita Federal, inicie a compra pela internet e conclua o processo indo até uma agência da certificadora para validar o produto. O processo somente será concluído com o atendimento presencial e com a entrega da documentação da empresa.

Em geral é necessário apresentar original e cópia do contrato social e cartão do CNPJ impresso um dia antes da visita. Esses documentos deverão ser levados somente pelo representante legal da empresa, que também deve estar munido de 2 documentos diferentes de identificação (RG e CNH, por exemplo), CPF, comprovante de endereço, foto 3×4 e documento que comprove os seus poderes de representação.

O eSocial marcará a história do país com a fiscalização mais estreita ao cumprimento das leis trabalhistas. A aquisição do certificado digital é apenas o primeiro passo no processo de adequação das empresas.

Plano prevê corte de 30% na jornada e nos salários

Posted by Clayton Teles das Merces on 22 junho 2015 in Contabilidade, Direito, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

A área técnica do governo fechou a proposta do programa de redução da jornada de trabalho e de salários, que deve sair até o fim deste mês como medida para controlar o aumento do desemprego na indústria. Pelo desenho proposto, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, a jornada seria reduzida em 30%, mesmo porcentual que as empresas cortariam do salário. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), porém, pagaria 15% do salário para o empregado.

Para os empregadores, a redução nos custos seria da ordem de 30%. Para os trabalhadores, o salário seria cortado em 15% porque contariam com o complemento do FAT, fundo responsável pelos pagamentos do seguro-desemprego e do abono salarial.

A proposta, batizada de Plano de Proteção ao Emprego (PPE), é vista com simpatia pelo Planalto e, principalmente, pela equipe econômica. As discussões foram comandadas pela Casa Civil, com apoio técnico do Ministério do Trabalho. Defensores da proposta consideram essencial colocá-la em prática para impedir o aumento do desemprego – a taxa de abril foi a maior em quatro anos.

Grandes empresas ainda fazem lobby para que o governo aumente o porcentual de redução da jornada e, consequentemente, do salário em até 50% (o FAT teria de bancar 25%).

Alemanha

O início do debate se deu há três anos, quando o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fez a proposta. Um grupo formado por representantes do governo, de sindicalistas e de patrões foi à Alemanha para se informar.

Na Alemanha, boa parte da indústria e dos sindicatos concorda em reduzir a jornada de trabalho e os salários, em caráter excepcional e com prazo de validade, para permitir que a economia atravesse a crise sem falências ou demissões. O instrumento foi muito usado para combater os efeitos da crise econômica de 2008, mas já tinha sido usado nos anos 60 e 80.

A redução da jornada e do salário precisa ser aprovada em assembleias com os sindicatos para ser implementada. É o que diz a Constituição, que impede a redução de direitos trabalhistas, a não ser por acordos desse tipo. Ficou decidido que o limite por trabalhador para a contrapartida do FAT será de R$ 1.385,91 (parcela máxima que o fundo paga de seguro-desemprego). Na outra ponta, a redução não pode fazer com que o empregado ganhe menos que um salário mínimo (R$ 788).

Trabalhadores afastados

Há um consenso entre patrões, empregados e governo sobre a importância da medida para conter o aumento das demissões, principalmente na indústria automotiva. Atualmente, cerca de 25 mil trabalhadores estão afastados por lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho), férias coletivas ou licenças remuneradas, como consequência da queda na produção de veículos. A indústria automobilística é responsável pela geração de 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos.

No lay-off, o contrato de trabalho é suspenso por cinco meses, que podem ser prorrogados. O empregado recebe o seguro-desemprego por cinco meses. No PPE, como o trabalhador continua empregado, há continuidade na arrecadação de contribuições trabalhistas e previdenciárias e impostos, que são pagos pelas empresas e pelos trabalhadores.

Para o governo, é mais vantajoso completar uma parte dos salários dos trabalhadores e continuar arrecadando impostos do que aumentar os gastos com o seguro-desemprego.

Pressão no Congresso

A flexibilização das leis trabalhistas deve ser proposta por meio de Medida Provisória (MP), que teria efeito imediato. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirma que as montadoras e os sindicatos vão pressionar o Congresso para que a MP seja aprovada e a mudança passe a valer definitivamente.

“É um programa preventivo para evitar o desemprego, que fere a dignidade do trabalhador”, diz Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT. “Deve ser uma espécie de socorro dos bombeiros, usado para apagar incêndios. Servir apenas para momentos como o de agora: a indústria está pegando fogo.” A confederação reúne 85 sindicatos em todo o País. Os sindicatos representam quase 1 milhão de trabalhadores.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, apoia a medida, embora tenha sugerido que a complementação do salário tenha como origem os recursos do adicional de 10% da multa do FGTS, pago pelas empresas em demissões sem justa causa. De acordo com ele, os cerca de R$ 3 bilhões arrecadados por ano poderiam ser usados para constituir esse fundo que seria acionado em momentos de crise sistêmica.

Ricardo Patah, presidente da UGT, diz que a terceira maior central sindical do País considera a proposta pertinente para evitar que demissões em massa da indústria automobilística causem impacto ao comércio e aos serviços – atividades de 70% dos sindicatos filiados à central. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Oito em cada 10 municípios do País têm situação fiscal ruim, aponta Firjan

Posted by Clayton Teles das Merces on 22 junho 2015 in Contabilidade, Geral, Governo with Comments closed |

Oito em cada dez municípios brasileiros estão em situação fiscal difícil ou crítica, mostra o Í;ndice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado nesta quinta-feira (18). O grande vilão da gestão das contas das prefeituras são os gastos com pessoal. O IFGF nacional de 2013 ficou em 0,4545, o pior resultado desde o início da série histórica, em 2006. A queda em relação a 2012 foi de 10,5%, a maior desde 2009, quando as contas públicas foram abaladas pela crise internacional de 2008.

A Federação das Indústrias do Rio analisou as contas de 5.243 das 5.570 cidades do País (324 não forneceram informações confiáveis), e concluiu que 15,2% delas descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000, que determina o equivalente a 60% das receitas como teto para as despesas com a folha de pagamento do funcionalismo municipal.

Os dados são de 2013, e o cenário deve ter piorado ainda mais em 2014, ano de forte deterioração das contas públicas, que registraram déficit primário na conta global, com Estados e União. “O problema fiscal brasileiro, que vimos em âmbito federal, sobretudo em 2014, é também um problema municipal”, diz o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.

Em todo o País, apenas 18 prefeituras têm gestões de excelência, ou seja, com índice acima de 0,8 – em 2012, eram 74. Esse é o menor número desde 2006. Outras 808 (15,4% do total) possuem gestão boa, com notas entre 0,6 e 0,8, enquanto 84,2% têm nota abaixo de 0,6 e são classificadas pela Firjan nos conceitos C (gestão em dificuldade) e D (gestão crítica).

Segundo Mercês, os maus resultados são explicados por um quadro negativo e estrutural das finanças de cidades, Estados e União nos últimos anos: a receita cai, seja por causa da desaceleração do crescimento da economia, seja pelas desonerações fiscais que tentaram animar a atividade econômica nos anos de crise, mas os gastos obrigatórios seguem em crescimento vegetativo. Nas prefeituras, as despesas com o funcionalismo têm o maior peso no orçamento obrigatório.

“O índice de 2013 foi determinado pelo binômio aumento dos gastos com pessoal e queda nos investimentos”, afirma Mercês. A resposta das prefeituras para o desequilíbrio entre receitas e despesas é a diminuição dos investimentos em educação, saúde e infraestrutura urbana. Assim, as contas não degringolam de vez, porém ruas ficam esburacadas ou deixam de ser asfaltadas, postos de saúde ficam em situação precária e a escola que falta em determinado bairro deixa de ser construída.

Outra saída, além de cortar investimentos, é empurrar despesas de um ano para serem pagas no exercício seguinte, deixando obrigações nos “restos a pagar”. Segundo a Firjan, as obrigações em circulação, formadas quase na totalidade por restos a pagar, somaram R$ 31,6 bilhões em 2013, contra R$ 18,6 bilhões em 2006, com valores já atualizados pela inflação. De 2006 a 2013, houve alta todos os anos, acumulando um aumento real de 70,3%.

De acordo com o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, apenas no Orçamento federal deste ano, são R$ 226 bilhões registrados como restos a pagar de exercícios anteriores. A postergação de despesas, sobretudo repasses de programas sociais e pagamentos de subsídios a bancos públicos, está na origem da contabilidade criativa e das “pedaladas fiscais” que podem levar à rejeição das contas do governo federal de 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas não é esse o caso das prefeituras, diz Almeida.

“O governo federal tem mecanismos para isso. No caso dos municípios, é muito mais atrasos de pagamentos. Não é ilegal, não é pedalada”, explica o economista.

Os dados do IFGF mostram que as desigualdades regionais do País se reproduzem nas contas das prefeituras. As melhores gestões estão nas regiões Sul e no Sudeste e as piores, no Nordeste e no Norte.

No topo do ranking estão cidades pequenas em locais que concentram atividades econômicas: as vizinhas Conceição do Mato Dentro, de 18,3 mil habitantes, e Alvorada de Minas, de 3,7 mil habitantes, em Minas Gerais, e Gramado (RS), de 34,1 mil habitantes. As duas primeiras foram beneficiadas pelo projeto Minas-Rio, maior mineroduto de ferro do mundo – o projeto da mineradora Anglo Americana atrasou e viu seus custos explodirem, mas gerou recursos elevados para as prefeituras. No caso da cidade da serra gaúcha, é o forte fluxo de turistas que movimenta os negócios e garante receitas.

Os municípios, sobretudo os mais pobres, dependem de transferências federais e estaduais: 83% das prefeituras não geram nem 20% de suas receitas, e o quadro se mantém estanque desde 2010. Os dispêndios com investimentos caíram 67,9% em relação a 2012. Quando decrescem os investimentos e a capacidade de geração própria de receita, componentes do IFGF, o indicador global da cidade cai junto.

Almeida lembra que a dificuldade de arrecadação está associada com a falta de “base econômica” em muitos municípios. As prefeituras de cidades muito pequenas em regiões pobres convivem com pequenas populações e baixa atividade econômica, dificultando a arrecadação do ISS, cobrado de estabelecimentos comerciais, e do IPTU, os dois principais impostos recolhidos em âmbito municipal.

Mercês, da Firjan, vê um número excessivo de municípios, o que eleva os gastos com custeio de pessoal, pois cada cidade tem que ter uma estrutura administrativa, no executivo e no legislativo, o que desperdiça ganhos de escala – um município maior tem mais base para arrecadar.

Essa é a terceira vez que os dados compilados pela Firjan são divulgados. Baseado em números fornecidos pelas prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional, o IFGF tem cinco componentes: a receita própria do município, os gastos com pessoal, os investimentos, o custo da dívida de longo prazo e a liquidez (suficiência de caixa).

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