Câmara aprova MP de incentivos fiscais do Plano Brasil Maior
Texto aprovado desonera folha salarial de empresas para incentivar a competitividade e reduz a zero tributos incidentes sobre a cesta básica.
O Plenário da Câmara aprovou nesta segunda-feira (16) a Medida Provisória 563/12, que faz parte do Plano Brasil Maior de estímulo à economia e concede isenção tributária a produtos, estabelece regimes fiscais diferenciados e desonera a folha de pagamentos de alguns setores. A proposta segue agora para votação no Senado.
O texto aprovado é projeto de lei de conversão da comissão mista, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que amplia o rol de setores beneficiados pela MP original com a isenção da contribuição em folha em troca do pagamento de um percentual sobre a renda bruta.
O texto original inclui os setores de hotéis, móveis, autopeças, naval, aéreo, empresas de call center e de projetos de circuitos integrados (chips). Para as corporações desses ramos, a mudança começa em 1º de agosto.
Já os setores acrescentados pelo relator serão beneficiados a partir do primeiro dia do quarto mês após a publicação da futura lei ou a partir de 1º de janeiro de 2013. Nesse caso, estão as empresas de transporte de carga e de passageiros (rodoviário, marítimo e aéreo), os fabricantes de brinquedos (bonecos, triciclos, trens elétricos, musicais), os fornecedores de pedras (granitos e mármores), e parte do agronegócio (carnes, soja, milho).
As alíquotas de 1% ou de 2% incidirão sobre toda a receita bruta conseguida com as atividades relacionadas a esses produtos, independentemente de sua classificação contábil. Setores que antes da MP pagavam alíquotas de 2,5% e de 1,5% contarão também com a redução dos percentuais (vestuário, têxtil, tecnologia da informação, por exemplo).
Mudanças
O Plenário da Câmara fez cinco mudanças na proposta aprovada pela comissão mista. A principal delas é a aprovação de uma emenda do PSDB que garante a isenção total, para os produtos que compõem a cesta básica, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e das contribuições PIS/Pasep e Cofins. A emenda foi baseada em um projeto de lei em tramitação na Casa (PL 3154/12).
Pelo texto, a composição da cesta básica será definida pelo peso relativo dos alimentos no gasto das famílias brasileiras, de recomendações nutricionais estabelecidas pelo Ministério da Saúde e deverá priorizar a agricultura familiar.
Outra emenda aprovada alterou a Lei do Bem (11.196/05), que traz incentivos fiscais para a área de informática, com a intenção de garantir que apenas os notebooks e computadores fabricados no Brasil terão direito à isenção de Pis/Pasep e Cofins prevista na lei. A ideia é dar a esses dois produtos o mesmo tratamento tributário dos tablets.
Obstrução
Para garantir a aprovação da MP 563/12, o governo teve de enfrentar a obstrução da oposição, que lançou mão de diversos mecanismos para tentar inviabilizar a votação da proposta. Além de descontentes com o ritmo de liberação de emendas parlamentares pelo governo federal, os oposicionistas criticaram a política econômica do Executivo, que, na avaliação deles, preferiu medidas tributárias pontuais a uma ampla reforma. Houve acordo apenas na fase de votação de destaques, passadas mais de duas horas de embate.
O deputado Cesar Colnago (PSDB-ES) chegou a dizer que o governo se vale de medidas “anabolizantes”, que teriam pouco impacto de longo prazo. “Esse é o nono pacote. O Executivo não trata de planejar, mas de estancar uma hemorragia”, reclamou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que é vice-líder do partido.
Coube à relatora-revisora da MP, deputada Rebecca Garcia (PP-AM), a defesa da proposta, que chamou de “ensaio” de uma reforma tributária. “A MP desonera alguns segmentos da indústria, aqueles possivelmente afetados caso a crise [internacional] venha de alguma maneira afetar o País. É uma medida importantíssima”, opinou a deputada.
Receita define novo prazo para EFD Contribuições
Atendendo a mais uma solicitação da Fenacon, a Receita Federal do Brasil, RFB, divulgou no Diário Oficial de ontem, 16, a Instrução Normativa nº 1.280, que prorroga o prazo de entrega da EFD Contribuições para 1º de janeiro de 2013.
O pedido foi realizado pelo presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, em reunião ocorrida no dia 13 de junho com o secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto. Na ocasião também foi solicitado que seja promovida ampla divulgação para o empresariado brasileiro, tanto da exigência da RFB como da necessidade dos investimentos em gestão.
“Isso é mais um serviço do Sistema Fenacon às empresas contábeis e aos empresários brasileiros”, disse Pietrobon.
Segue a íntegra da norma:
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1.280, DE 13 DE JULHO DE 2012
Altera a Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012, que dispõe sobre a Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Previdenciária sobre a Receita (EFD-Contribuições).
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 280 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista o disposto no art. 11 da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, no art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, no art. 35 da Lei nº 12.058, de 13 de outubro de 2009, e no Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, resolve:
Art. 1º Os arts. 4º e 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 4º ……………………………………………………………………………………………………………….
II – em relação à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins, referentes aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2013, as demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Presumido ou Arbitrado;
………………………………………………………………………………………
Parágrafo único. Fica facultada às pessoas jurídicas referidas nos incisos I e II do caput, a entrega da EFD-Contribuições em relação à escrituração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, referente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 2011 e de 1º de julho de 2012, respectivamente.” (NR)
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Ações de cobrança de condomínio em SP crescem 13% no semestre
O número de ações de cobrança por falta de pagamento na taxa de condomínios na cidade de São Paulo aumentou no primeiro semestre apesar da redução no mês de junho.
Segundo levantamento feito pelo Secovi-SP (sindicato da habitação) nos fóruns do município, foram ajuizadas 5.314 ações nos seis primeiros meses do ano. O número é 13,09% superior aos casos registrados no mesmo período de 2011.
No mês passado, contundo, o número foi 23,67% inferior ao registrado em maio e praticamente igual ao de junho de 2011.
O sindicato atribui a queda mensal ao maior número de acordos extrajudiciais e à lei aprovada em 2008 que abriu a possibilidade de protestos de boleto de condomínio atrasado.
Pelos dois fatores, a tendência é de redução ao longo deste ano, retomada neste mês após uma interrupção em maio.
Para os casos de atraso, o sindicato recomenda aos síndicos e administradoras que negociem com os inadimplentes. De acordo com a entidade, o acordo é a vantajoso para as duas partes, já que uma ação de cobrança pode levar anos para ser resolvida.
Aluguel global de escritórios desacelera, mas segue forte em países emergentes
Dados do Índice Global de Escritórios, feito pela Jones Lang LaSalle, empresa especializada em consultoria de investimentos e serviços imobiliários, apontam desaceleração no desempenho dos aluguéis de escritório em 90 mercados globais.
Segundo a Jones Lang LaSalle, o crescimento foi de 0,5% no primeiro trimestre de 2012, contra 0,8% no quarto trimestre de 2011.
Nas Américas, houve o maior crescimento de aluguéis, chegando a 1,6% no período. Na Europa, houve queda de 0,3%, o primeiro declínio desde o quarto trimestre de 2009.
De acordo com a empresa, o índice que mede os aluguéis caiu em aproximadamente um terço dos mercados e houve baixo volume de locação em Nova York e Londres.
Por outro lado, houve alta nos aluguéis em Pequim e Jacarta (Indonésia), com crescimento de 49% em ambas as cidades. São Paulo apresentou alta de 30%.
Já os volumes de investimento e locação de escritórios no mundo caíram em torno de 20% ante os níveis registrados no primeiro trimestre de 2011.
Projeção de expansão do PIB em 2012 cai pela décima semana e chega a 1,9%
Brasília – A expectativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano caiu pela décima semana seguida. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), desta vez, passou de 2,01% para 1,9%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,3%.
Para 2013, houve redução de 4,2% para 4,1%. As informações constam do boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), divulgada toda segunda-feira. Publicado normalmente por volta das 8h30, hoje o boletim foi divulgado pelo BC com cerca de uma hora de atraso, devido a problemas técnicos.
A redução na estimativa de crescimento econômico ocorre em momento em que o país enfrenta efeitos da crise econômica externa. Na última quinta-feira (12), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que a economia ficou estagnada em maio (retração de 0,02%, na comparação com o mês anterior). Nos cinco meses do ano, ante igual período de 2011, houve expansão de apenas 0,85%. Neste ano, o BC espera que a economia cresça 2,5%, ante a estimativa anterior de 3,5%. Em 2011, a expansão do PIB foi de 2,7%.
A expectativa dos analistas para o crescimento da produção industrial também caiu, pela sétima semana seguida, ao passar de 0,1% para 0,09%, em 2012. Para 2013, a expectativa é de recuperação, com crescimento de 4,3%, ante 4,25% previstos anteriormente.
A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano segue em R$ 1,95, em 2012, e foi ajustada de R$ 1,94 para R$ 1,95, no fim de 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 18,09 bilhões para US$ 18,04 bilhões, neste ano, e de US$ 14,78 bilhões para US$ 13,75 bilhões, em 2013.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 35,55% para 35,5%, este ano, e mantida em 34%, no próximo ano.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi mantida em US$ 65 bilhões, este ano, e ajustada de US$ 71,06 bilhões para US$ 70,8 bilhões, em 2013.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, em 2012, e em US$ 59,5 bilhões, no próximo ano.
CAIXA INICIA PAGAMENTO DE BENEFÍCIOS DO PIS A MAIS DE 40 MILHÕES DE TRABALHADORES
Beneficiários correntistas da CAIXA receberão o crédito na conta a partir de 24 de julho
A Caixa Econômica Federal inicia, na próxima terça-feira (24), o pagamento dos benefícios do Programa de Integração Social (PIS), relativos ao calendário 2012/2013. São 17,9 milhões de trabalhadores com direito ao abono salarial, e mais de 27 milhões poderão sacar os rendimentos do PIS. Beneficiários que possuam conta no banco terão o valor creditado automaticamente, a partir de 24 de julho, em sua conta corrente ou poupança CAIXA, desde que a conta tenha o trabalhador como único titular.
As empresas conveniadas com o banco creditarão o benefício diretamente na folha de pagamento de julho e agosto de seus empregados. Mais de 27 mil empresas estão cadastradas, o que significa que aproximadamente 2,9 milhões de empregados receberão o abono ou os rendimentos do PIS em seus contracheques.
Trabalhadores que não possuem conta na CAIXA e não estão vinculados a uma empresa conveniada poderão sacar o benefício a partir de 15 de agosto, nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui ou Agências da CAIXA. Os benefícios serão liberados conforme o mês de nascimento do trabalhador:
NASCIDOS EM:
RECEBEM A PARTIR DE:
JULHO
15/08/2012
AGOSTO
22/08/2012
SETEMBRO
29/08/2012
OUTUBRO
12/09/2012
NOVEMBRO
19/09/2012
DEZEMBRO
26/09/2012
JANEIRO
09/10/2012
FEVEREIRO
17/10/2012
MARÇO
24/10/2012
ABRIL
13/11/2012
MAIO
21/11/2012
JUNHO
28/11/2012
Balanço do Calendário 2011/2012:
A CAIXA encerrou o exercício 2011/2012 com mais de R$ 9,7 bilhões em pagamentos de abonos e rendimentos do PIS. 95,6% dos empregados identificados efetuaram o saque do abono salarial, o que representou um total de R$ 9,1 bilhões. O número de abonos salariais retirados superou em mais de 1,7 milhão o volume pago no ano anterior.
Já os rendimentos do PIS foram sacados por mais de 13,1 milhões de trabalhadores, representando R$ 607,8 milhões em pagamentos. Os rendimentos não retirados retornam para a conta de participação do trabalhador.
Cerca de 23 mil empresas participaram do CAIXA PIS-Empresa e possibilitaram a antecipação de R$ 1 bilhão em benefícios a mais de 3,2 milhões de trabalhadores.
Quem tem direito:
Ao Abono – Trabalhadores cadastrados no PIS ou PASEP até 2007 (cinco anos de cadatramento), que tenham trabalhado no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, no ano de 2011, com carteira de trabalho assinada por empresa, que tenham recebido, em média, até dois salários mínimos mensais e que tiveram seus dados informados corretamente pela empresa ao Ministério do Trabalho e Emprego na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do ano-base 2011.
Aos Rendimentos – Tem direito ao saque o trabalhador que foi cadastrado no PIS-PASEP até 04/10/1988 e que tenha saldo na conta PIS. O pagamento obedece ao mesmo calendário do Abono Salarial.
Ao Saldo da conta PIS – Atualmente é permitido o saque do saldo de quotas da conta PIS ao trabalhador que apresentar algum dos motivos previstos em lei: aposentadoria, invalidez permanente, reforma militar, transferência para a reserva remunerada, tratamento de AIDS ou câncer do titular ou de seus dependentes, morte do titular, como benefício assistencial à pessoa portadora de deficiência e ao idoso e participante com idade igual ou superior a 70 anos.
Para saber se tem direito ao Abono Salarial ou aos Rendimentos do PIS, o trabalhador pode consultar a página da CAIXA na internet, www.caixa.gov.br, escolhendo as abas “Você”, “Serviços Sociais”, “PIS”, “Consulta o Pagamento”, ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone 0800 726 0101, opção 2.
Ao ligar para o SAC da CAIXA, o trabalhador deve sempre ter em mãos o número do seu PIS. Com este número, ele também poderá fazer a consulta eletrônica, pelo 0800 726 0101, 24 horas por dia, nos 7 dias da semana.
16/07/2012
Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal
www.caixa.gov.br
Brasileiro está mais endividado, mas não deixa de pagar suas contas
SÃO PAULO – Os brasileiros estão acumulando mais dívidas, considerando a situação dos cidadãos entre os anos de 2011 e 2010. No ano passado, 62,5% das famílias brasileiras estavam endividadas, crescimento de 6,39% frente 2010, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
Esse crescimento significa que, somente nas capitais, 525 mil famílias contraíram dívidas novas. O volume de dívidas nas capitais também aumentou, quase 12% no período. Se em 2010 as famílias deviam R$ 145,1 bilhões, em 2011 esse montante subiu para R$ 161,9 bilhões, ou R$ 13,5 bilhões por mês.
Rendimento das famílias aumenta
Por outro lado, o rendimento das famílias endividadas cresceu 11,7%, saltando de R$ 491,5 bilhões para R$ 549,2 bilhões, ou R$ 45,8 bilhões por mês. O brasileiro conseguiu aumentar sua dívidas sem ampliar, na mesma proporção, a parcela da renda comprometida com esta. Nesse quesito, segundo a Fecomercio, houve ligeira redução. O recuo foi de somente 0,04 ponto porcentual.
A rigor, isso mostra que houve estabilidade na relação dívida/renda, demonstrando que as famílias estão aprendendo a administrar melhor sua renda. O que pode confirmar essa avaliação é que a relação dívida/renda em 2010 foi de 29,5%, “enquanto os economistas mais conservadores afirmam que é saudável ter até um terço da renda comprometida com dívidas”, diz a FecomercioSP.
Inadimplência recua
A federação ainda observa que houve redução de 2 p.p. no número de famílias inadimplentes, que hoje representam somente 22,9% do total, e a retração de 0,9 p.p. no total de famílias que afirmam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas dívidas, que hoje são 8% da população.
Por outro lado, houve aumento de 2,4 p.p. na taxa de juros na média nacional computada pelo BC (Banco Central). O aumentou custou às famílias um desembolso adicional de R$ 42,3 bilhões no ano.
No total, foram R$ 183,5 bilhões gastos com juros, somente nas capitais brasileiras. “Montante poderia ter ampliado o consumo das famílias e, consequentemente, alimentado à cadeia produtiva, estimulado a geração de emprego e renda e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)”, avalia a federação.
Os dados apresentados pela FecomercioSP fazem parte do estudo a “Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras”.
Mais categorias no Simples e descontos
O ingresso de mais categorias de serviços no regime tributário reduzido do Super Simples e a criação descontos para o segmento no ICMS. Essas são as principais bandeiras que serão levantadas pela Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa a partir de agosto para serem aprovadas no final do ano legislativo, após o período eleitoral.
Uma minuta de projeto de lei está sendo distribuída para os coordenadores da Frente Parlamentar para ser avaliada e negociada com o governo federal. “Vamos apresentar a minuta em agosto para tentar colocar a matéria em votação depois de outubro”, afirmou ao DCI o presidente da Frente, deputado Pedro Eugênio (PT-PE). Em princípio, segundo o parlamentar, a intenção é propor ao governo a adoção de um critério único para o acesso ao Super Simples – o do faturamento anual, no caso até R$ 360 mil, para microempresas, e até R$ 3,6 milhões, no caso de pequena empresas. Se isso não surtir efeito, pois é grande a resistência da Receita Federal à ampliação do sistema favorecido, a Frente quer definir um rol de novas categorias de serviços que possam aderir ao regime criado em 2006 com a aprovação da Lei Geral a Micro e Pequena Empresa, explicou o parlamentar.
Pedro Eugênio disse que a Frente trabalha em duas linhas para contornar os efeitos perversos da adoção indiscriminada pelos governos estaduais da figura da substituição tributária – a cobrança antecipada na indústria em relação ao ICMS. Isso elimina a redução desse tributo, um dos oito embutidos no Super Simples.
Fonte: DCI – SP / Abnor Gondim
Taxa de juros de 8% incentiva busca por aplicação mais ousada e barata
Com o juro básico cada vez menor, agora em 8% ao ano, os investidores acostumados à renda fixa precisam pesquisar aplicações com custos menores para manter a rentabilidade de antes.
Por causa das taxas de administração e do Imposto de Renda, são poucos os fundos de renda fixa atrelados à Selic que pagam hoje, descontados os custos, mais do que a poupança.
Isso ocorre apesar da redução da rentabilidade da caderneta para depósitos feitos a partir de 4 de maio.
A taxa de administração dos fundos é cobrada anualmente e incide sobre todo o patrimônio, não apenas sobre o rendimento. Já o IR é cobrado sobre os ganhos.
O imposto também come boa parte da rentabilidade de outras opções de investimento, como CDB (Certificado de Depósito Bancário) e LFT (Letra Financeira do Tesouro).
SIMULAÇÕES
O quadro abaixo traz simulações de retorno líquido –descontados IR e taxas– de investimento de R$ 10 mil por 12 meses em algumas modalidades de renda fixa.
Dessas, apenas o CDB que paga 85% do CDI (juro dos empréstimos entre bancos) ganha da poupança. Mesmo assim, a diferença é de apenas R$ 2.
“O investidor sempre procura a aplicação mais vantajosa, mas, especialmente para pequenas quantias, é preciso avaliar se a diferença de rendimento entre as alternativas compensa o esforço”, diz Erasmo Vieira, consultor da Planilhar Planejamento Financeiro.
O ganho líquido mensal dos fundos de renda fixa com taxa de administração a partir de 1,5% ao ano sempre perde do oferecido pela poupança, segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Nas alternativas com taxa de 1% ao ano, compensa apenas o retorno das aplicações com mais de dois anos, pois a alíquota de IR a partir desse período é a mínima (15%).
E somente os fundos com taxa de administração de 0,5% ao ano –concedida, normalmente, em aplicações acima de R$ 50 mil– oferecem ganho sempre igual ou superior ao da poupança.
VARIEDADE
Nesse cenário, fundos que já foram pouco populares, como os multimercados, têm sido mais procurados.
Esses fundos mesclam a aplicação em ações, moedas e derivativos (contratos com vencimento futuro), além da renda fixa.
Mas o investidor tem que ficar atento porque esse tipo de investimento traz risco bem maior que o de uma aplicação em renda fixa –é possível perder parte ou todo o valor investido. Por disso, é preciso se informar bem sobre o perfil de papéis em que o fundo aplica.
No primeiro semestre, os multimercados tiveram captação líquida (diferença entre aplicações e resgates) de R$ 5,9 bilhões, segundo a Anbima, associação de entidades do mercado de capitais.
O volume ainda é menor que o captado pelos fundos DI e de renda fixa, mais conservadores. Mas, considerando os primeiros seis meses dos quatro anos anteriores, em que os multimercados tiveram resgate líquido –saques maiores que aplicações–, o desempenho indica maior interesse do público.
Receita deposita hoje o maior lote de restituição da história do IR
A Receita Federal deposita nesta segunda-feira (16) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda de 2012 –o maior da história. O dinheiro será depositado no banco indicado pelo contribuinte na declaração.
Ao todo, a Receita desembolsará R$ 2,6 bilhões, para 2,46 milhões de contribuintes. Além das restituições referentes ao 2º lote do exercício de 2012, serão liberadas também da malha fina restituições de declarações dos anos de 2011, 2010, 2009 e 2008.
O calendário de pagamento dos lotes regulares de restituições começou no dia 15 de junho e vai até 17 de dezembro.
Correção monetária
Para o exercício de 2012, as restituições terão correção de 1,74%, referente à variação da taxa Selic (juros básicos da economia) de maio a junho do ano passado.
Para os lotes residuais, a correção corresponderá a 12,49% (2011), 22,64% (2010), 31,10% (2009) e 43,17% (2008), também equivalentes à variação acumulada dos juros básicos calculados de maio de cada respectivo exercício até junho de 2012.
Dinheiro fica disponível no banco por um ano
A restituição ficará disponível no banco por um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la mediante o Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição), disponível na internet.
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença na unidade local da Receita.
Para saber se a declaração foi liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone, no número 146.