Arrecadação federal cai 6,5% em junho, apesar de desempenho da Previdência
A receita tributária federal em junho foi de R$ 81,1 bilhões, contra R$ 82,7 bilhões em igual mês do ano passado, o que representou uma redução nominal de 1,96% e real de 6,55% (atualizada pelo IPCA). A queda da arrecadação administrada pela Receita Federal (que exclui a arrecadação previdenciária) foi ainda maior, de 7,06% nominal e de 11,41% em termos reais.
Como a receita previdenciária e as taxas recolhidas pelos demais órgãos públicos cresceram mais que os tributos administrados pela Receita, elas melhoraram o resultado total. O bom desempenho da arrecadação da Previdência decorreu, fundamentalmente, do forte crescimento da massa salarial, turbinada pelo aumento continuado do emprego e da renda do trabalhador.
A queda da receita administrada pela Receita Federal em junho em comparação com o mesmo mês do ano passado, decorreu da baixa arrecadação do governo com o chamado Refis da Crise, da queda da lucratividade das empresas e da retração da produção industrial.
Em junho de 2011, foram arrecadados R$ 6,7 bilhões com o Refis da Crise, receita extraordinária que não se repetiu este ano. No mês passado, a parcela do Refis recolhida foi de apenas R$ 1,2 bilhão. Excluindo essa receita extraordinária do ano passado, não houve queda nominal da arrecadação e a real foi de pouco mais de 2%.
A perda de lucros fica clara, segundo nota do Fisco, na arrecadação da CSLL e do IR da Pessoa Jurídica obrigadas a apuração pelo lucro real (estimativa mensal e balanço trimestral), “A arrecadação desses dois tributos, referente a esse grupo de contribuintes, apresentou uma redução real (atualizada pelo IPCA) de R$ 4 bilhões ou menos 17,3% em relação a igual período de 2011“, diz a nota.
As desonerações feitas pelo governo desde o fim do ano passado também influenciaram no resultado. O caso mais significativo foi o da redução da Cide-Combustíveis, que só em junho teve queda de 45,5% na arrecadação. Houve também queda de 73,7% na receita do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre os automóveis, pela redução das alíquotas do imposto.
A receita administrada pela RFB ainda apresentou um pequeno crescimento, em termos reais, de janeiro a junho deste ano, de 1,12%. No mesmo período, a receita tributária total da União, incluindo a arrecadação do INSS e dos demais órgãos federais, cresceu 3,66% em termos reais.
Para a secretária-adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta, o crescimento da arrecadação este ano deverá ser de 3,5% a 4%, em termos reais, e não os 5% imaginados originalmente. Ela disse que trabalha-se, agora, com 3% de crescimento do PIB, embora o Banco Central estime apenas 2,5%.
O que vem sustentando a arrecadação federal neste ano, segundo dados do relatório do Fisco, é o recolhimento de impostos relacionados ao mercado de trabalho, como as receitas previdenciárias e as incidentes sobre as importações. Os demais tributos, como IPI, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Cide, alvos de cortes em suas alíquotas como forma de estimular determinados segmentos da economia, vêm apresentando quedas.
Trabalho que ninguém quer
O cenário se repete semana a semana nas agências do trabalhador do Paraná: surgem vagas de emprego que ninguém quer assumir. Ou até quer, mas não é qualificado o bastante para ser contratado pelas empresas. Entre os setores que mais enfrentam essa dificuldade estão o de supermercados e o de construção civil.
O secretário municipal do Trabalho e Emprego de Curitiba, Paulo Bracarense, ressalta, entretanto, que a culpa não é só dos pretendentes às vagas, que são acusados de não se qualificarem adequadamente para o mercado de trabalho. As empresas que contratam, diz o secretário, também têm responsabilidade na defasagem de profissionais em seus quadros, já que não os capacitam de maneira adequada. “As pessoas qualificadas às vagas estão se tornando raridade. A rotatividade é muito grande. Falta às empresas entender que a responsabilidade também é deles. Elas têm de se adaptar ao empregado”, afirma. Segundo Bracarense, as empresas que investem em treinamentos e qualificação interna são as que têm tido melhor resultado financeiro.
Em Maringá, a situação é a mesma. O diretor da Agência do Trabalhador do Município, Maurílio Mangolin, explica que não há um controle sobre as vagas, mas que alguns setores específicos acumulam oportundidades. Na cidade, as empresas de construção civil, transporte e frigorífico são as mais afetadas.
A empresa de transporte coletivo em que a psicóloga Fabiana Lotterman trabalha na cidade busca 40 motoristas para completar o efetivo. Mesmo com anúncios em jornais, quase ninguém apareceu. “Surgiram muitas empresas no ramo e acabaram atraindo os profissionais. Há cinco anos, mais ou menos, quando nós colocávamos anúncios nos jornais, chovia gente. Quase não cabiam os candidatos aqui. Hoje, a contratação está complicada”.
Dificuldades
A pedido da Gazeta do Povo, Bracarense listou os dez setores com maior dificuldade para contratação no Paraná. O mais problemático é o setor de supermercados. “As empresas estão fazendo ações para conseguir contratar alguém. A rotatividade é muito grande. Além disso, as pessoas acham que não é preciso se qualificar para ser padeiro, peixeiro, confeiteiro, por exemplo”, explica.
Em segundo lugar, está a construção civil. Para ele, o setor sofre com a estigmatização de algumas funções, como pedreiro e carpinteiro. “A construção civil, historicamente, atrai pessoas com pouco estudo. No entanto, é preciso se preparar da mesma forma que em outros setores. Os processos hoje são outros”, ressalta.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Maringá (Sintracom), Jorge Moraes, que também é mestre de obras há 37 anos, afirma que não há mais profissionais da região nos canteiros da cidade. “Não existe gente no mercado. Todas as empresas daqui estão com este problema. Elas estão tendo que buscar gente de fora, do Nordeste, para trabalhar aqui. Às vezes, buscam até do Haiti.”
Na lista de empregos rejeitados também estão os setores de gastronomia (chefes de cozinha, por exemplo), hotelaria (arrumadeiras e atendentes), logística (entregadores), transporte (motoristas), saúde (agentes de saúde e auxiliares de enfermagem), educação (professores e educadores em geral) e a administração de empresas (auxiliares administrativos).
37% dos empresários brasileiros planejam elevação de preços em 2012
Índice do segundo trimestre ficou 13 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período de 2011 e é considerado tímido. Ainda assim, percentual é maior que média global
Menos da metade dos empresários brasileiros esperam elevar os preços nos próximos 12 meses. De acordo com a pesquisa International Business Report (IBR), da Grant Thornton International, feita no segundo trimestre de 2012, 37% deles estariam dispostos a aumentar valores, índice 13 pontos percentuais a menos que o registrado no mesmo período do ano passado. Ainda assim, o número está acima da média global, de 24%.
O percentual brasileiro, de acordo com o estudo, é tímido devido ao desempenho da economia. Os maiores índices estão na Índia, com 67%, Turquia e Argentina, ambos com 62%, Bósnia, com 54%, e Peru, com 50%. Na contramão, estão o Japão (-30%), Irlanda e Grécia (ambos com -18%), Suíça (-14%), e Espanha (-9%). Regionalmente, os países da América Latina e os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) são os que mais pretendem elevar os preços, com 42%, seguidos pela América do Norte e APAC (Austrália, China, Índia, Nova Zelândia, Hong Kong, Malásia, Filipinas, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã), ambos com 33%.
No Brasil, 69% dos empresários locais esperam elevar a receita nos próximos 12 meses e 52% acreditam na melhora da lucratividade, 12 pontos percentuais abaixo do índice do mesmo período de 2011. No quesito investimento, entretanto, os resultados são muito similares aos do segundo trimestre do ano anterior, 56% de empresários apostam em mais investimento em novas instalações e equipamentos contra 54% do ano anterior. A pesquisa foi feita com 11.500 empresas privadas em 40 economias do mundo.
Receita lança aplicativo para orientar brasileiros em viagem ao exterior
(Notícias Agência Brasil – ABr)
Data: 24/07/2012
Desde ontem, (23), brasileiros que viajarem ao exterior têm à disposição um aplicativo móvel para tirar dúvidas sobre o transporte de bagagens. A Receita Federal lançou um programa para tablets e smartphones para facilitar a chegada dos brasileiros que retornam ao país.
Desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o aplicativo se chama Viajantes no Exterior. Por enquanto, o programa está disponível apenas para o sistema operacional Android, podendo ser baixado na loja virtual do Google. Em breve, a Receita lançará uma versão para o sistema iOS, da Apple.
Por meio do aplicativo, o viajante pode saber que tipo de produto pode trazer ao país e em que situação é obrigado a declarar a bagagem ao desembarcar no Brasil. Todos os viajantes que retornam ao Brasil precisam preencher a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) caso tenha bens a declarar, conforme norma da Receita. O documento somente pode ser entregue em via impressa.
O programa tem quatro itens: vídeo informativo, dicas de viagem, assistente para entrega da DBA e avaliação, em que o contribuinte dá nota ao programa e envia sugestões. Esse é o segundo aplicativo móvel da Receita lançado nas últimas semanas. Em junho, o Fisco lançou o programa Pessoa Física, que permite ao contribuinte consultar o pagamento da restituição do Imposto de Renda.
10 dicas para saber se você tem potencial para tornar-se um empreendedor de sucesso no País
Horários mais flexíveis, menos estresse com cobranças e mais disponibilidade para a família são algumas das metas daqueles que sonham abrir o próprio negócio. Mas, deixar de ser empregado para ser patrão não é tarefa fácil. A pequena e média empresas tem inúmeras dificuldades para se estabelecer nos primeiros anos de vida.
Em geral, o empreendedor sofre por não conhecer muito bem o setor em que atua, por não saber lidar com clientes ou por não dominar aspectos financeiros básicos para gerir seu caixa. Mas esta realidade está começando a mudar.
De acordo com Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP, o perfil do empreendedor brasileiro está em transformação. Até meados da década de 1990, eles geralmente eram aquele tipo de trabalhador que, quando demitido, sacava o fundo de garantia e abria um negócio qualquer para garantir renda. Atualmente, quem pensa em empreender está mais preparado e atento ao mercado em que pretende entrar.
“A cada empresa aberta por necessidade há 2,24 abertas por oportunidade”, explica.
No entanto, os números de empreendimentos que têm vida curta é alto. Segundo dados de estudos conduzidos pelo Sebrae-SP sobre a sobrevivência e a mortalidade das empresas paulistas, de cada 100 negócios abertos no Estado, 22 fecham as portas até o segundo ano de atividade.
Por isso, antes de se arriscar no mercado é importante saber o que é preciso para ter sucesso. Confira abaixo 10 dicas para saber se você tem o perfil adequado para gerir seu próprio negócio.
1. Planejamento
Capacidade de planejamento é a característica fundamental de qualquer empreendedor de sucesso. Esta habilidade define se a empresa vai para frente ou não. Para o negócio decolar, o empresário precisa constantemente revisar seus planos, levando em conta os resultados obtidos e as mudanças circunstanciais. Também é importante manter registros financeiros e os utilizar para tomar decisões.
2. Iniciativa
O empreendedor é o líder, o cabeça da empresa. Para criar o negócio, há investimentos de tempo e economias. Portanto, não é possível esperar que alguém resolva seus problemas. Ele deve ir atrás e buscar soluções, além de estar sempre atento ao movimento do mercado, dos clientes e também dos concorrentes para encontrar melhorias para a empresa e novas oportunidades de negócios.
3. Persistência
Quem pretende empreender, precisa estar motivado e confiante. E, acima de tudo, deve estar ciente desde o início que empreender é um desafio e o desânimo atrapalha a condução dos negócios.
4. Lidar com riscos
O líder de uma empresa de sucesso aceita riscos, mas sabe onde pisa. Normalmente, ele sabe até onde ir e arriscar.
5. Ser exigente
Quem está à frente de uma empresa deve ser exigente com a qualidade de seus produtos ou serviços e deve exigir o mesmo comprometimento dos colaboradores, que também devem buscar o melhor.
6. Comprometimento
O empreendedor faz um sacrifício pessoal ou despende um esforço grande para completar uma tarefa. Ele deve estar disponível para colaborar com os empregados para terminar um trabalho, além de se esforçar para manter os clientes satisfeitos. “Existe um mito de que o dono do negócio não sofre cobranças ou que tem mais horas de lazer com a família. Na verdade é o contrário. Trabalhar por conta traz outros benefícios, mas exige mais comprometimento”, explica Caetano.
7. Ser interessado
O empreendedor dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores ou concorrentes. Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço. Consulta especialistas para obter assessoria técnica ou comercial.
8. Rede de contatos
Quem pretende lançar seu próprio negócio deve frequentar feiras e outros eventos em que estão pessoas diretamente ligadas ao seu setor de atuação, como possíveis clientes e fornecedores. Cada pessoa que conhece nestas ocasiões pode gerar uma expectativa de negócio. Deve agir para desenvolver e manter relações comerciais.
9.Ousadia
A crença em si mesmo faz o indivíduo arriscar mais, ousar, oferecer-se para realizar diferentes tarefas, enfim, torna-o mais empreendedor. No entanto, ele deve estar aberto a ouvir a opinião dos colaboradores, que também estão no cotidiano da empresa e podem contribuir de diferentes maneiras.
10. Definir metas
O líder da empresa deve ter uma visão ampla do negócio. Precisa estar apto a estabelecer metas de longo prazo, claras e específicas e saber mensurar os resultados.
Contribuições apuradas em junho devem ser recolhidas nesta quarta-feira, dia 25-7
As pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, exceto instituições financeiras, devem recolher nesta quarta-feira, dia 25-7, as contribuições do PIS e da Cofins sobre as receitas auferidas no mês de junho/2012.
Abono do PIS será liberado na terça
A Caixa Econômica Federal começa na próxima terça-feira a realizar os pagamentos de abono salarial e benefícios do Programa de Integração Social (PIS), relativos ao calendário 2012/2013. Têm direito ao abono salarial todos os trabalhadores que estejam registrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que tenham trabalhado por pelo menos 30 dias com carteira assinada em 2011 e que tenham recebido, em média, até dois salários mínimos por mês no ano passado. O abono equivale ao valor de um salário mínimo, atualmente de R$ 622.
Trabalhadores que possuem conta corrente ou poupança na Caixa recebem o crédito automaticamente na conta, a partir da próxima terça, 24. Aqueles que trabalham em empresas parceiras do banco terão o valor creditado na folha de pagamento, entre julho e agosto.
Trabalhadores que não se encaixam nestas condições devem retirar o benefício nas agências e terminais da Caixa, casas lotéricas ou Correspondentes Caixa Aqui. Para esses casos, os saques ficam disponíveis a partir de 15 de agosto e são liberados de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. O abono fica disponível para saque até 28 de junho de 2013.
Receita Federal disponibiliza novo serviço no Portal e-CAC
A Coordenadora Especial de Ressarcimento, Compensação e Restituição, através do Ato Declaratório Executivo 2, de 19-7-2012, publicado no Diário Oficial de hoje, dia 23-7, inclui no e-CAC – Centro Virtual de Atendimento o serviço de resposta a notificações em auditoria de compensação em Gfip – Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social.
O acesso às informações poderá ser realizado pelo próprio contribuinte mediante a utilização de código de acesso gerado na página da RFB – Secretaria da Receita Federal do Brasil, na Internet, no endereço http://www.receita.fazenda.gov.br.
Contribuição descontada dos empregados deve ser recolhida até 31/7
No dia 31/7, terça-feira, vence o prazo para recolhimento, sem acréscimo, da contribuição sindical descontada dos empregados.
Estão obrigados ao recolhimento todos os empregadores, assim definidos pela CLT – Consolidação das Leis do Trabalho.
O fato gerador do recolhimento é a remuneração do mês de junho/2012.
O empregador deve descontar a contribuição sindical dos empregados admitidos no mês de maio/2012, que não contribuíram no ano de 2012. O recolhimento deve ser efetuado na GRCSU – Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical Urbana.
A penalidade pelo recolhimento fora do prazo corresponde a:
a) multa: 10% sobre o valor da contribuição, nos primeiros 30 dias, acrescida de 2% por mês subsequente de atraso;
b) juros: 1% ao mês ou fração.
Vence dia 25-7 o prazo para recolhimento do PIS-Folha
No dia 25-7 vence o prazo para recolhimento, sem acréscimo, do PIS – Folha de Pagamento.
Estão obrigadas ao recolhimento as entidades sem fins lucrativos, inclusive condomínios, e as cooperativas que excluírem da base de cálculo do PIS-Faturamento ou da Cofins qualquer das receitas elencadas no artigo 15 da Medida Provisória 2.158-35/2001 ou 30-A da Lei 11.051/2004.
O fato gerador do recolhimento é o pagamento da folha de pagamento de junho/2012 e a alíquota para recolhimento é de 1%.
Código para recolhimento no Darf: 8301.