Investir em recursos no FGTS pode ser um risco de baixo rendimento
O baixo rendimento dos recursos aplicados no FGTS é o maior risco deste investimento no longo prazo. Isso porque, com rentabilidade de 3% ao ano mais a variação da TR, os recursos podem facilmente perder para a inflação e, dessa forma, este patrimônio do trabalhador tem seu poder de compra corrido pela inflação.
Assim, outras alternativas para investir nesses recursos são sempre muito bem-vindas, como aconteceu no passado com as ofertas para compra de ações de Petrobras e Vale. A verdade é que o custo de oportunidade é tão baixo que dificilmente você deixará de ganhar com a mudança de aplicação (veja vídeo). No entanto, observe que, se for usar os recursos no curto prazo (em até um ano), o melhor é ser conservador e deixar tudo como está.
Ainda falta conhecer as regras desta nova aplicação que deverá regulamentada em breve. Só assim será possível enxergar mais claramente a quais riscos o investidor estará exposto. O que vai definir se a aplicação no fundo de infraestrutura será ou não uma boa alternativa é a qualidade dos projetos que estarão na carteira do fundo. O setor de infraestrutura tem sido apontado por analistas como promissor, dada a necessidade de investimentos nessa área no Brasil.
Dívidas reduzirão fatia do 13º para presentes
A preocupação com as dívidas fez cair o percentual de consumidores dispostos a usar o 13º salário para compras de fim de ano. Segundo dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), houve queda de 12,50% da parcela dos que pretendem usar o benefício para comprar presentes, em relação ao ano passado (de 16% para 14%).
Esse é também o menor percentual desde o início da série histórica, em 2006, segundo o estudo. Já os brasileiros que pretendem usar o recurso extra para pagar dívidas já contraídas aumentou 1,64%, de 61% em 2012 para 62%. De acordo com a associação, 77% dos consumidores têm dívidas no cartão de crédito e no cheque especial e pretendem pagá-las.
Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac, a redução da atividade econômica e a inflação mais elevada aumentaram o endividamento. Ainda segundo o estudo, a parcela dos que pretendem aplicar o 13º na poupança, apesar de pequena, aumentou 33,33%: de 3% para 4%.
VALOR A SER GASTO
O levantamento mostrou também que o valor que os consumidores pretendem usar em presentes de Natal diminuiu neste ano. A parcela dos que devem gastar entre R$ 1.000 e R$ 2.000 ficou 25% menor. Dos entrevistados, 80% pretendem desembolsar até R$ 500 em compras, ante 76% no ano passado (aumento de 5,26%). A maior alta percentual, de 9,09%, foi observada entre os brasileiros que desejam gastar até R$ 100.
Brasil e Peru firmam acordo trabalhista, ambiental e de telefonia
A presidente Dilma Rousseff e seu colega do Peru, Ollanta Humala, firmaram nesta segunda-feira (11/11) três acordos de cooperação em matéria trabalhista, ambiental e de telecomunicações, durante visita oficial da brasileira a Lima. Os presidentes e seus gabinetes se reuniram no Palácio de Governo peruano, onde conversaram por três horas sobre uma nova agenda para fortalecer a aliança estratégica entre ambos os países e que data de uma década.
Um dos acordos firmados dispõe que peruanos e brasileiros terão facilidades para poder trabalhar em ambos os países apenas com a apresentação do documento de identidade, sem a necessidade de visto, ou de permissão de trabalho. Outro compromisso está relacionado ao meio ambiente e prevê o monitoramento e vigilância da vasta região amazônica compartilhada pelos dois países. Um terceiro convênio firmado estabelece que ambos os países fixarão tarifas reduzidas de telefonia nas cidades próximas da fronteira, com o objetivo de evitar que essas regiões tenham de pagar chamadas internacionais para se comunicar de um país para o outro.
“Celebramos dez anos da nossa aliança estratégica. Um conjunto de projetos bilaterais foi implementado, e os resultados foram muito concretos”, disse Dilma à imprensa após a reunião. “Decidimos avançar em novos eixos de integração. Peru e Brasil estão na obrigação de construir uma integração com espírito democrático”, acrescentou.
Já o presidente peruano destacou que “a relação estratégica e a integração em infraestrutura entre Peru e Brasil é irreversível e inexorável, visando ao desenvolvimento de ambos os povos”. “Estamos firmando um conjunto de acordos, mas estamos fazendo mais do que isso, estamos delineando o caminho para avançar na relação de associação estratégica”, enfatizou.
Humala disse que, em seu encontro com Dilma, ambos os governos trocaram experiências sobre a implementação de planos sociais, como o programa de farmácias populares aplicado no Brasil para a venda de remédios a preços baixos em todo o país. O presidente peruano lembrou que, atualmente, há projetos conjuntos de investimento em petroquímica, transporte público, energia, projetos de ampliação da fronteira agrícola, integração da banda larga em telecomunicações, assim como a modernização de portos e aeroportos.
Dilma Rousseff reconheceu os benefícios da estrada Interoceânica, que une o sul do Peru aos estados brasileiros do Acre, Rondônia e Mato Grosso, beneficiados, segundo ela, com o aumento do turismo e do comércio. O mesmo benefício atinge as regiões peruanas de Arequipa, Cuzco e Madre de Dios, acrescentou. A presidente brasileira destacou o aumento do comércio entre ambos os países, apontando que, de janeiro a setembro, as exportações peruanas aumentaram em mais de 50%. “O Brasil terminará este ano, tendo o Peru como importante sócio comercial. O Peru é o terceiro destino dos investimentos brasileiros na América do Sul”, acrescentou Dilma.
Dólar chega a R$ 2,33 e pune turista; especialistas recomendam cautela
A disparada do dólar sobre o real virou sinônimo de preocupação para quem planeja viajar ao exterior no Natal e no ano-novo. Em um intervalo de pouco mais de 20 dias, a cotação da moeda norte-americana avançou 7%, saindo da mínima de R$ 2,16, em 17 de outubro, para R$ 2,330 ontem, com alta de 0,51% no dia. “A tendência é de que a divisa continue subindo, podendo atingir R$ 2,40 até o fim do ano”, disse Sidnei Nehme, economista da NGO Corretora. Além da demanda maior por dólar para as viagens, neste período, as empresas multinacionais que atuam no país correm atrás da moeda para fechar os balanços e fazer remessas de lucros aos países de origem.
Segundo os especialistas, os brasileiros estão pagando mais caro pelo dólar, devido ao descontrole das contas públicas do país, que minou a confiança dos investidores, e à perspectiva de redução de estímulos à economia dos Estados Unidos. Diante desse quadro, quem tem viagem marcada deve redobrar a atenção com os gastos. A dica de especialistas é colocar, na ponta do lápis, não só as despesas principais, como passagem aérea e hospedagem, mas também os gastos diários com alimentação, transporte e passeios. “Todo cuidado é pouco para não fazer da viagem de férias um pesadelo para o bolso”, avisou a especialista em planejamento financeiro Letícia Camargo.
O alerta maior vai para brasileiros que buscam pechinchas. “Tive um cliente que viajou para os EUA e se encantou com as liquidações nas lojas. Resultado: comprou 10 calças e 20 camisas, sem precisar”, contou Letícia, que apontou as compras por impulso como um dos maiores desafios para quem pretende manter a situação financeira equilibrada. “É importante que a pessoa se imponha limites. Se ela gasta mais do que pode, quando voltar de viagem acabará entrando no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito, com juros elevadíssimos. Aí o barato acaba custando caro”, disse.
Mercado financeiro prevê inflação maior e menos crescimento em 2014
Mais inflação e menos crescimento econômico em 2014. Essa foi a previsão dos economistas do mercado financeiro feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como boletim Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013, a previsão do mercado financeiro permaneceu estável em 5,85% na última semana. Já para 2014, a previsão do mercado avançou de 5,92% para 5,93%.
Caso a expectativa do mercado se confirme, a inflação deste ano ficará acima do valor registrado em 2012 (5,84%). O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem prometido queda da inflação neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e com um novo novo recuo no ano de 2014.
Produto Interno Bruto
Para o comportamento do PIB neste ano, o mercado financeiro manteve sua previsão de uma alta de 2,50%, em linha com as estimativas tanto o Banco Central quanto o Ministério da Fazenda. Para 2014, a estimativa dos analistas para o crescimento da economia caiu de 2,13% para 2,11%.
Taxa de juros
A maior parte dos analistas do mercado financeiro segue acreditando que os juros básicos da economia, atualmente em 9,5% ao ano após cinco elevações consecutivas por parte do Banco Central, avançarão para 10% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central deste ano – marcada para o fim de novembro. Para o fim de 2014, a estimativa do mercado para a taxa de juros também ficou estável na semana passada, em 10,25% ao ano.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2013 permaneceu em R$ 2,25 por dólar. Para o fechamento de 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar ficou estável em R$ 2,40.
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2013 caiu de US$ 1,90 bilhão para US$ 1,55 bilhão na semana passada. Para 2014, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 9,25 bilhões para US$ 10 bilhões na última semana. Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros continuou em US$ 60 bilhões na última semana.
Clima de cautela deve prevalecer na semana
A expectativa pelo aperto monetário nos Estados Unidos por conta de indicadores positivos aliada à deterioração da política fiscal no Brasil espalhou alto grau de nervosismo no mercado nos últimos pregões. O Ibovespa protagonizou quatro quedas consecutivas e recuou 3,27% no acumulado da semana, para os 52.248 pontos. O dólar disparou 2,71% nesta sexta-feira e terminou cotado a R$ 2,318.
De acordo com o analista da Ágora Corretora Daniel Marques, embora o clima de cautela permaneça, a bolsa de valores pode ter altas pontuais nas próximas sessões. “O Ibovespa foi bastante impactado, mas defendeu a importante resistência de 51.800 pontos. Desta maneira, pode buscar os 53.650 pontos, o que abre um ponto de entrada para aquele investidor que está ávido por uma compra”, diz. Marques ressalta, no entanto, que a volatilidade deve prevalecer e recomenda operações curtas, de, no máximo, quatro dias.
Para o economista da Vetorial Asset Management Pedro Paulo Silveira, o duelo entre governo e mercado no país deve prevalecer na próxima semana. Por isso, a agenda fica em segundo plano. Os dados do varejo, na quarta-feira, e a prévia do PIB, o IBC-BR, na quinta-feira, não devem mexer com o humor dos investidores.
Balanços
No entanto, Silveira destaca que a continuidade da temporada de balanço sempre impacta os negócios. Serão conhecidos os números do resultado do terceiro trimestre de empresas como Banco do Brasil, Eletrobras, das construtoras Brookfield, Cyrela e Rossi, dos frigoríficos Marfrig, Minerva e JBS e das empresas de educação Anhanguera, Kroton e Abril.
Vale destacar que a semana será mais curta. O feriado de segunda-feira nos Estados Unidos -Dia dos Veteranos – fecha o mercado de títulos e as bolsas operaram, mas provavelmente com volume reduzido. Já na sexta-feira, é comemorado o dia da Proclamação da República e os mercados não operam.
O economista-chefe da Geral Investimentos Denilson Alencastro afirma que a atenção dos agentes deve se voltar para os indicadores americanos por conta da expectativa pela redução do programa de compra de títulos do Federal Reserve (Fed). Entre os destaques, está o Índice de Atividade Nacional, a ser divulgado pelo Fed na quarta-feira. “Na sexta-feira, será conhecido ainda o dado de produção da indústria americana de outubro, mas o número só deve impactar por aqui na outra semana”, disse.
Na avaliação de Alencastro, o nervosismo por conta de uma possível redução do estímulo pelo Fed ainda este ano é exagerado. “Embora os dados de emprego tenham mostrado avanço, a taxa de desemprego ainda está em 7,3%. E a autoridade monetária sinalizou que o patamar ideal para a diminuição do ritmo do estímulo seria de 6,5%”, afirma o economista, para quem qualquer tipo de declaração de membros do governo brasileiro em relação à política fiscal pode mexer de forma consistente, para o bem ou para o mal o mercado.
Depois da curta trégua, inflação quase dobra e se espalha na economia
Depois de um curto período de trégua, a inflação retomou o fôlego e está disseminada pela economia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 67,7% de todos os produtos e serviços pesquisados pelo órgão apontaram aumentos em outubro. Foi a maior taxa de difusão desde março, quando 69% dos itens apontaram alta. Diante disso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o mês passado com alta de 0,57%, quase o dobro do 0,35% de setembro. Não à toa, 53,7% dos entrevistados pela pesquisa CNT/MDA, divulgada ontem, disseram estar muito preocupados com a força da inflação e temem seu descontrole.
Apesar desses números, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou o IPCA de outubro como um “bom resultado”, pois veio abaixo das expectativas do mercado — a média das estimativas apontava para elevação de 0,60%. “Foi um IPCA normal para esta época do ano, quando começa a ter aumento (no preço) de alimentos e produtos que estão na entressafra, como carnes”, afirmou Mantega. O governo comemorou com mais ênfase, porém, o fato de a inflação acumulada em 12 meses ter caído pelo quarto mês consecutivo, de 5,86% para 5,84%. No entender da equipe econômica, ainda é possível que a carestia neste ano fique abaixo da registrada no ano passado, de 5,84%.
Conforme a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, os alimentos voltaram a pesar na mesa dos brasileiros. No geral, esses produtos saíram de uma alta de 0,14% em setembro para 1,03% no mês passado, respondendo, com as bebidas, por 44% de toda a inflação de outubro. O grande vilão foi o tomate, com alta de 18,65%. O fruto havia se tornado o símbolo da inflação do governo Dilma Rousseff, mas, nos últimos meses, com a produção maior, os preços haviam cedido. Também as carnes e as massas engoliram parte do orçamento das famílias impactadas pelo dólar. Com a estiagem, o gado e os frangos são alimentados com ração de milho e soja, cujos preços são dolarizados. As massas e os pães levam trigo em sua composição. Quase a metade do cereal consumida no país é importada.
Instituição da Escrituração Contábil de Transição: O processo de involução
O sistema tributário brasileiro composto por diversas obrigações principais ou acessórias está cada vez mais complexo e de difícil compreensão aos contribuintes, principalmente para as Pessoas Jurídicas, haja vista a dificuldade de definição clarividente das bases de cálculos bem como a multiplicidade de informações que devem ser demonstradas no envio de obrigações acessórias.
Este complexo sistema tributário sufoca o contribuinte devido ao alto valor para manter equipe de tributos extremamente qualificada, aumentando o custo não operacional do negócio, fazendo com que, em muitas vezes, as companhias optem pela terceirização do compliance das obrigações acessórias, através de consultorias especializadas, que mantém corpo de profissionais treinados constantemente, visando diminuir o risco de eventuais inconsistências entre as obrigações acessórias enviadas ao fisco, que podem acarretar em lavratura de Auto de Infração de Imposição ou Multa (“AIIM”).
Ao contrário dos anseios dos contribuintes que esperam obrigações acessórias simplificadas e desburocratizadas, o fisco federal surpreendeu, mais uma vez, com a instituição da Escrituração Contábil Fiscal (“ECF”), através da IN 1.397/2013, que também disciplinou o Regime Tributário de Transição (“RTT”).
A instituição da “ECF”, obrigatória para as companhias tributadas pelo regime do Lucro Real, é um verdadeiro retrocesso à adequação do padrão contábil brasileiro (“BRGAAP”) as normas contábeis praticadas internacionalmente (“IFRS”), que visa oferecer maior transparência as demonstrações contábeis das companhias estabelecidas no Brasil, uma vez que a obrigação acessória estabelece o envio de informações ao fisco brasileiro com base no “BRGAAP”, cuja vigência foi extinta em 31/12/2007.
A nova obrigação acessória, mandatória a partir do Ano-Calendário 2014, com entrega prevista até o último dia útil do mês de Junho/2015, estabelece que o contribuinte envie, ao fisco federal, a Escrituração Contábil Fiscal em conformidade com os métodos e critérios contábeis vigentes até 31/12/2007; situação sempre aludida como a ideal pelo fisco nacional.
Desta forma, as Pessoas Jurídicas, a partir do AC 2014, deverão transmitir a Receita Federal do Brasil duas demonstrações contábeis, ambas na base do SPED, as quais sejam:
a) Escrituração Contábil Digital (“ECD”) -> Demonstração Contábil Societária baseada em práticas que buscaram a adequação “IFRS”, fundamentada nas Leis nº(s) 11.638/2007 e 11.941/2009; e
b) Escrituração Contábil Fiscal (“ECF”) -> Demonstração Contábil Fiscal baseada nas práticas do “BRGAAP”, de acordo com as normas previstas na Lei nº 6.404/1976 vigentes em 31/12/2007.
Assim sendo, todas as companhias tributadas pelo Lucro Real deverão manter duas escriturações contábeis, sendo uma para fins societários e outras para fins fiscais.
Por outro giro, se a demonstração dos ajustes de RTT através do Controle Fiscal Contábil de Transição – FCONT -, que será extinto a partir do AC 2014, é completamente estressante aos contribuintes; o trabalho para o cumprimento da nova obrigação acessória causará ainda mais sofrimento aos profissionais da área tributária, além de incorrer em análises mensais em seus respectivos encerramentos de períodos das Demonstrações do Resultado do Exercício.
Se isso já não fosse o bastante, as companhias deverão empreender/demandar esforços de sua área de infraestrutura tecnológica para o desenvolvimento e parametrização sistêmica que possibilite a emissão de relatórios conforme as disposições do texto normativo.
Contudo, é necessário demonstrar que a instituição da ECF não enfrenta o problema central da adequação as normas contábeis internacionais.
É imprescindível que seja publicado um novo decreto que regulamente o imposto de renda, especialmente referente à Pessoa Jurídica, para que ocorra a extinção do Regime Tributário de Transição e que seja possível diminuir as obrigações acessórias enviadas ao fisco.
Nesse sentido, o processo a ser adotado, a partir do próximo ano, representa hialina involução, em relação as obrigações acessórias reportadas ao Fisco, isso é tudo o que o contribuinte não precisava neste momento.
Portanto, a instituição da Escrituração Contábil Fiscal, instituída pela IN nº 1.397/2013, representa retrocesso ao mundo empresarial, pois obriga o contribuinte a duplicar a escrituração contábil, sendo uma para fins societários e outra para fins fiscais; além de não estabelecer uma resolução definitiva para os ajustes do Regime Tributário de Transição, que se faz permanente há, no mínimo, cinco anos.
Impacto de flutuação do dólar é pequeno na América Latina
As empresas latino-americanas se mostraram resilientes a flutuações de moedas em 2013. O impacto de movimentos cambiais sobre o fluxo de caixa nos próximos 12 meses deve ser limitado na região, de acordo com novo relatório da Fitch Ratings, uma vez que os títulos de empresas latino-americanas denominados em dólares e com vencimento nos próximos dois anos e meio representam apenas cerca de 7% das atuais emissões internacionais de bônus.
“A Fitch acredita que, apesar da capacidade de gerar manchetes dramáticas, a volatilidade cambial é administrável para a maioria das empresas da América Latina”, afirma Joe Bormann, diretor executivo do grupo de Corporates da Fitch para a região. “As condições que levaram a uma série de perdas relativas a hedge cambial em 2008 não se aplicam ao atual ambiente. Durante aquele período, muitos hedges foram feitos para proteger as companhias contra a apreciação das moedas locais, o que estava tornando os exportadores da região menos competitivos”.
As empresas brasileiras apresentam a menor incidência de derivativos na região. Delas, 61% possuem instrumentos de hedge, com 52% com proteção de fluxo de caixa; 35%, balanço; e 25%, ambos. Emissores com grau especulativo estavam mais propensos a utilizar essas ferramentas de hedge.
Em comparação, 71% dos emissores mexicanos, 83% dos chilenos e 90% dos colombianos reportaram ter algum tipo de hedge. A proteção cambial foi utilizada amplamente por emissores com graus de investimento, principalmente no Chile e na Colômbia, e por produtores de commodities. Isto provavelmente se deve tanto à alta proporção de emissores com grau de investimento nesses países – dos que participaram do levantamento, 70% na Colômbia e 75% no Chile – quanto a estratégias de hedge voltadas para custos operacionais.
Cerca de 60% das empresas brasileiras que realizam hedge possuem compromissos de marcação a mercado em seus contratos, proporção mais alta do que a de todos seus pares regionais. Entre mexicanos, chilenos e colombianos, menos de um terço reportou necessidades de pagamentos com marcação a mercado. Esta diferença se deve a mais contratos de derivativos no Brasil serem negociados na BM&F Bovespa e requererem pagamentos de marcação a mercado.
Cotação
O dólar avançou e fechou o pregão de ontem acima de R$ 2,30 pela primeira vez em dois meses, com investidores mais apreensivos sobre o futuro do programa de estímulo econômico do Banco Central dos Estados Unidos (FED).
Pequena empresa vira foco de gigantes da tecnologia no País
As pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras estão, aos poucos, se rendendo à nuvem, que é, essencialmente, o armazenamento e o compartilhamento de dados na rede mundial de computadores. De olho neste mercado potencial, as empresas desenvolvedoras deste tipo de tecnologia veem nas PMEs uma ótima oportunidade de mercado.
“Empresas grandes já estão se consolidando em termos de tecnologia. Temos mais de 400 mil PMEs no mundo que não se decidiram sobre qual solução empresarial aderir”, revela Sandra Vaz, vice-presidente de vendas, ecossistemas e canais da SAPSouthern Latin America. A companhia alemã vem focando tanto neste nicho que organizou, esta semana, um encontro, em sua sede na capital paulista, para discutir o atual momento da tecnologia da computação em nuvem para as PMEs.
A grande vantagem da nuvem para as PMEs é a possibilidade de poder contar com uma tecnologia avançada e acessível por um custo muito menor do que um software comum. “Se uma empresa pequena quisesse implementar uma tecnologia desse nível há quatro anos, seria necessário comprar equipamento, software, hardware. Seria inviável. A empresa compraria uma programa de computador da banca de jornal que resolvia 30% do problema. Agora, com a nuvem, elas conseguem resolver o problema por completo”, analisa Jorge Toledo, diretor sênior de produtos CRM da Oracle para América Latina.
Na visão de Marcia Conrado, diretora sênior da SAP para ecossistemas de cloud na América Latina, os recentes escândalos envolvendo vazamentos de dados e espionagens por parte do governo norte-americano ainda fazem algumas empresas resistirem à nuvem. “Ainda encontramos dificuldades com alguns clientes em relação à segurança, mas já vimos a nuvem ser usada para muitas coisas, como, por exemplo, para transferências bancárias. O próximo passo é levar isso ao ambiente corporativo”, conta.
O norte-americano Kevin Gilroy, vice-presidente sênior global de canal indireto da SAP, encara o tema segurança com naturalidade. “As pequenas e médias empresas do mundo todo estão entendendo essas mudanças. Eu não vejo a questão da segurança como um desafio, e sim como uma oportunidade”, analisa.
Na visão da Oracle, no entanto, segurança não é a maior preocupação das PMEs na hora de aderir – ou não – à nuvem. “As pequenas empresas não têm preocupação com espionagem, vazamento de informações. Eles têm preocupação com a perda de seus dados”, revela Toledo. E esta foi a motivação que fez a Unotech, importadora e exportadora que atua no ramo de filtração e lubrificação industrial. Fundada em 1997, a empresa conta com 60 empregados e receita anual de US$ 22 milhões. “Eu uso a nuvem porque já perdi toda minha base de dados, inclusive o back-up. Duas vezes”, conta Manoel Machado, diretor da Unotech.
Mas a comodidade de ter os dados da Unotech na rede mundial de computadores não foi o único fator que motivou o diretor da empresa a aderir à nuvem. A simplicidade na hora de manusear a ferramenta – além de uma diminuição considerável nos custos – também pesaram. “Eu sou do ramo de importação e exportação. Não sou especialista em TI”, brinca.
Para Toledo, além da economia financeira com a nuvem para as PMEs, existe uma disparidade no modo como o investimento é aplicado. “A diferença é grande na forma de gastar. Antes, o cliente precisava fazer investimentos maiores, pagar o software e ele teria o retorno em quatro, cinco anos. Agora só é preciso pagar um valor fixo mensal”, conta.
Os desenvolvedores desta tecnologia, claro, enxergam a enorme possibilidade de ganhos proveniente do investimento em desenvolver soluções para pequenas e médias empresas. “80% dos clientes SAP são PMEs”, revela Gilory. Na Oracle a situação não é muito diferente. “A nossa área de vendas indiretas que atende PMEs é a área que mais cresce”, finaliza o executivo.