IRPJ – Encargos de Depreciação – Alinhamento às Normas Internacionais de Contabilidade

Posted by Clayton Teles das Merces on 20 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

A dedutibilidade dos encargos de depreciação encontra-se apoiada no artigo 57 da Lei 4.506/1964, o qual está sendo atualizado pela Medida Provisória 627/2013, com vistas a sua adequação aos novos conceitos contábeis, introduzidos nesta fase de alinhamento às normas internacionais.

Vale lembrar que pode ser computada como custo ou encargo, em cada exercício, a importância correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza e obsolescência normal.

A quota de depreciação dedutível na apuração do imposto será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição do ativo. Esta taxa é fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção dos seus rendimentos.

A administração fiscal publica periodicamente o prazo de vida útil admissível, em condições normais ou médias, para cada espécie de bem, ficando assegurado ao contribuinte o direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de depreciação dos seus bens, desde que faça a prova dessa adequação, quando adotar taxa diferente.
Alinhamento às Normas Contábeis

Conforme disposição trazida pela MP 627, caso a quota de depreciação registrada na contabilidade do contribuinte seja menor do que aquela calculada com base na taxa fiscal anual, a diferença poderá ser excluída do lucro líquido na apuração do Lucro Real. A partir do período de apuração em que o montante acumulado das quotas de depreciação computado na determinação do lucro real atingir o limite do custo de aquisição do bem, o valor da depreciação, registrado na escrituração comercial, deve ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real.

Comércio prevê alta de 5% nas vendas de Natal

Posted by Clayton Teles das Merces on 20 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

São Paulo – A pouco menos de um mês para o Natal, alguns shoppings já exibem a decoração típica da data e os lojistas contratam vendedores extras para atender à demanda dos consumidores. Mesmo com o fraco desempenho da economia, o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pelizzaro, espera um aumento de 5% nas vendas em comparação com 2012.

O otimismo é justificado pela injeção de R$ 143 bilhões na economia, proveniente do pagamento do 13º salário, montante 9,8% em relação ao verificado no ano passado. De acordo com a pesquisa encomendada pela CNDL em parceria com o Serviço de Proteção do Crédito (SPC)*, 51% dos entrevistados devem utilizar o 13º salário para comprar presentes.

“O consumidor vai usar esse dinheiro extra para agradar os familiares. Além disso, as classes C e D, que movimentam as vendas, estão sentindo menos a inflação por conta da estabilização no preço dos alimentos”, argumentou Pelizzaro.

O índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, aponta uma trajetória volátil para o grupo de alimentos e bebidas neste ano. O preço dos itens teve seu pico de alta em fevereiro – de 1,45% – e desacelerou gradativamente até protagonizar o maior recuo em junho, de 0,33%. Mas, a partir de então, um novo ciclo de alta se desenha. Em outubro, a inflação de 1,03% dos alimentos e bebidas fez os preços voltarem ao patamar de janeiro.

De acordo com projeção do mercado, a inflação geral deve terminar o ano em 5,84%, acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do teto. “As classes C e D não avaliam o cenário com olhos de economista. Para esses consumidores, o que importa é a sobra de dinheiro na carteira. Por isso, a intenção é gastar mais em presentes do que no ano passado”, disse Pelizzaro.

A pesquisa aponta que 57% dos entrevistados acreditam na melhora da própria situação financeira. Neste grupo, 44% justifica a evolução com o aumento da renda. O gasto médio com presentes, que, em 2012, foi de R$ 358, deve saltar para R$ 490 neste ano, para adquirir cerca de quatro mimos.

Descolamento
“O desempenho do varejo está descolado do restante da economia, pois no Brasil não há uma cultura de poupança e por isso a população consome. O pico de pessimismo com a situação financeira aconteceu no primeiro semestre, com o medo da crise, mas já foi dissipado”, avalia o economista do SPC Fávio Fonseca.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no varejo teve alta de 0,5% em setembro, o que confirmou o sétimo resultado positivo consecutivo. No ano, o indicador acumula avanço de 3,9%. “Com o Natal, esperamos que o varejo cresça 4,5% em 2013%”, projeta Fonseca.

Preferências
Os presentes mais procurados serão roupas e calçados, uma vez que 73% e 38% dos entrevistados, respectivamente, colocaram esses itens do topo da lista. Perfumes e cosméticos, com 33% da preferência, ocupam o terceiro lugar. No entanto, mais da metade dos pesquisados afirmou que gostaria de ganhar produtos eletrônicos, como notebooks ou tablets.

“Muitas pessoas podem se decepcionar ao abrir os pacotes”, brincou o presidente da CNDL, para quem foi uma surpresa o fato de 11% dos entrevistados apontar a intenção de comprar livros para presentear. “Isso mostra que há uma evolução no segmento cultural”, comenta.

Pagamento
O dinheiro foi apontado por 57% dos entrevistados como a forma de pagamento pretendida. Em segundo lugar, com menção de 16%, figura a opção por pagar as compras com cartão de crédito parcelado. O cartão de débito é a terceira opção, apontada por 12% dos pesquisados.

Na avaliação de Pelizzaro, a preferência pela utilização de dinheiro se deve à maior preocupação do consumidor em controlar os gastos. “A taxa de inadimplência vem mostrando queda ao longo do ano, pois o brasileiro está olhando para a segurança orçamentária”, disse. De acordo com o Banco Central, a taxa de inadimplência de pessoa física se manteve estável, em 7%, em setembro. Este é o menor patamar em mais de dois anos.

13º Salário – 1ª Parcela – Insalubridade e Periculosidade

Posted by Clayton Teles das Merces on 20 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

O valor do adiantamento do 13o. salário corresponderá á metade do salário recebido pelo empregado no mês anterior, sendo pago proporcionalmente ao tempo de serviço do prestado ao empregador, considerando-se a fração de 15 dias de trabalho como mês integral.

Desta forma, se a primeira parcela for paga no mês de novembro, o valor do adiantamento será calculado com base no salário do mês de outubro. Os adicionais de insalubridade e de periculosidade integram o pagamento do 13º salário, uma vez que fazem parte da remuneração do empregado.

Estes adicionais, embora sejam percentuais aplicados sobre valores determinados (salário básico ou salário-normativo, se mais vantajoso), não precisa ser feito média, ou seja, há que se verificar a proporcionalidade em relação ao período em que o empregado realmente exerceu atividade insalubre ou periculosa.

Exemplo – Cálculo
Empregado admitido em 02 de janeiro. Salário mensal de R$ 1.550,00. Recebe adicional de periculosidade.

Adicional de periculosidade: R$ 1.550,00 x 30% = R$ 465,00
R$ 1.550,00 + R$ 465,00 = R$ 2.015,00
1a. parcela do 13o salário = R$ 2.015,00 x 50% = R$ 1.007,50

Empreendedores elevam em 170% número de vagas criadas

Posted by Clayton Teles das Merces on 19 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

As empresas empreendedoras foram responsáveis pela criação de 3,2 milhões de postos de trabalho assalariado de 2009 a 2011, o equivalente a 56% de todas as vagas criadas nesses três anos, informou a pesquisa Estatística de Empreendedorismo, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, as empresas registraram um aumento de cerca de 170% no número de vagas. Uma companhia é considerada empreendedora, chamada empresa de Alto Crescimento (EAC) quando possui 10 ou mais funcionários assalariados após ter registrado crescimento de ao menos 20% no pessoal ocupado assalariado nos três anos anteriores.

O IBGE separa ainda as empresas de alto crescimento orgânico, que são companhias que tiveram aumento no seu pessoal ocupado assalariado graças a novas contratações e não apenas por fusões ou incorporações. Essas empresas geraram 2,8 milhões de vagas, o equivalente a 48,5% do total de postos criados por empresas com pessoal ocupado assalariado. “Essas são empresas que efetivamente geraram postos, que não tiveram aumento de pessoal ocupado por uma fusão com outra empresa”, disse Cristiano Santos, responsável pela pesquisa.

A geração de postos de trabalho no Brasil ainda está concentrada em um pequeno número de companhias, ainda segundo estudo do IBGE. Em 2011, as EAC correspondiam a apenas 0,8% do total das companhias ativas no Brasil, mas eram responsáveis por 15,4% da massa de assalariados e 14,4% dos salários pagos aos trabalhadores brasileiros.

No entanto, a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) afetou a capacidade de empreender do empresário brasileiro, e a geração de emprego perdeu fôlego. A taxa de crescimento do pessoal ocupado assalariado nas empresas empreendedoras passou de 37,0% em 2010 para 29,1% em 2011. No mesmo período, o PIB brasileiro saiu de um crescimento de 11,5% para 2,7%.

“A gente tem uma desaceleração quase geral nos indicadores dessa pesquisa de 2010 para 2011, mas isso reflete um pouco o período”, explicou Cristiano. “Fica mais difícil de as empresas empregarem no mesmo volume.”

No período, as empresas de alto crescimento reduziram ainda sua participação no número de empresas com empregados assalariados no País, na proporção de pessoal ocupado e no montante de salários pagos. Em 2011, o Brasil possuía 34.528 empresas de alto crescimento (EAC), com cinco milhões de empregados assalariados, que receberam R$ 95,4 bilhões em salários e outras remunerações. Embora tenha havido um aumento de 3,6% no número dessas empresas em relação ao ano anterior, elas representavam apenas 1,5% das companhias com pelo menos um assalariado em 2011, contra uma fatia de 1,6% registrada em 2010. Houve aumento de 0,8% no número de funcionários, mas, a proporção no total de assalariados do País caiu de 16,2% em 2010 para 15,4% em 2011. Já a massa de salários pagos cresceu 8,1% em relação a 2010, porém, a participação no pagamento total de remunerações caiu de 15,6% naquele ano para 14,4% em 2011.

Recuperação de crédito avançou firme em outubro

Posted by Clayton Teles das Merces on 19 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

Os consumidores estão preocupados em zerar as dívidas até o fim do ano. Graças a essa disposição, o Indicador de Recuperação de Crédito avançou de 2% em outubro frente ao mês anterior, de acordo com o total de exclusões dos registros de inadimplência. O resultado, já com desconto de efeitos sazonais, foi divulgado na semana passada pela Boa Vista Serviços (BVS), administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Para os economistas da empresa, a perspectiva é de que o índice se mantenha elevado até dezembro, porém a ritmo mais lento que o observado no primeiro semestre em razão da desaceleração do ritmo de criação de postos de trabalho e a redução dos impactos que as melhores condições na concessão de crédito proporcionaram anteriormente. Para 2013, a projeção é de um crescimento de 3% ante o resultado de 2012.

O acumulado do ano até outubro apontou alta de 3,5% no total de pagamento de débitos vencidos ante o mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, ou seja, de novembro de 2012 ao mês passado, ante o período imediatamente anterior (de novembro de 2011 a outubro de 2012), houve alta de 3,6% – média que ficou dentro das expectativas da BVS.

O levantamento de outubro mostra que o desempenho regional também ficou dentro das previsões. Em outubro frente a setembro, as regiões Sul e Nordeste apresentaram as maiores altas de, respectivamente, 3,7% e 3,1%, já descontados os efeitos sazonais. O Sudeste registrou alta de 2%. As retrações foram observadas no Norte (0,6%) e Centro-Oeste (0,4%) na mesma base de comparação. No acumulado dos últimos 12 meses, frente ao período imediatamente anterior, a região Norte foi a que apresentou alta mais expressiva, de 7,3%, seguida do Nordeste, com avanço de 7,1%. Já no Sudeste e no Sul, os aumentos foram mais modestos, de 2% e 3,7% respectivamente.

No varejo – O levantamento também analisou a recuperação de crédito espedificamente no setor varejista. O índice geral de outubro recuou 0,8% ante setembro, já descontados os efeitos sazonais. No acumulado de janeiro a outubro deste ano ante os dez primeiros meses de 2012, houve alta de 3,3%. Quando se observa o resultado acumulado dos últimos 12 meses, em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores, foi registrado igual aumento de 3,3%.

O desempenho do varejo do ponto de vista regional no acumulado dos últimos 12 meses ante igual período anterior indicou que todas as regiões registraram alta, com destaque para o Nordeste (5%) e Sul (3,6%). O Indicador de Recuperação de Crédito do Consumidor é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista Serviços pelas empresas credoras.

Aplicações em renda fixa são mais rentáveis para caderneta de poupança

Posted by Clayton Teles das Merces on 19 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

Quando você deixa na poupança os investimentos de longo prazo, você está correndo o risco do retorno da aplicação perder para a poupança. Com isso, seu dinheiro vai perdendo poder de compra. Ou seja, o preço dos produtos e serviços aumenta mais do que suas economias. Não despreze esse risco.

Por isso, os analistas insistem que é necessário manter o foco no ganho real de suas aplicações, que é o retorno do investimento menos a taxa de inflação do período. Só assim você consegue de fato engordar suas economias.

Os analistas dizem que investimentos acima de dez anos obrigatoriamente devem contemplar uma fatia em ações. No entanto, para quem está acostumado a concentrar suas aplicações na caderneta de poupança, o melhor é primeiro concentrar as aplicações em renda fixa, mas em alternativas mais rentáveis do que a poupança. O Tesouro Direto é extremamente conservador, pois você está emprestando dinheiro para o Tesouro Nacional, o menor risco que existe.

Outra alternativa são os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), títulos emitidos por bancos. O problema é que os grandes bancos costumam oferecer taxas baixas para pequenos valores. Portanto, se esta for sua alternativa, procure aplicar em bancos menores, onde você poderá negociar taxas melhores. No entanto, atenção. Aplique no máximo R$ 200 mil por banco. Isso porque, em caso de algum problema com o banco, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobre o seu crédito contra o banco em até R$ 250 mil. Os fundos de renda fixa são veículos muito interessantes, principalmente para o pequeno aplicador, pois você poderá contratar um gestor profissional que escolherá os títulos públicos e privados (CDB, debêntures, etc). Neste caso, fique atento às taxas de administração dos fundos que costumam ser caras.

Os planos de previdência como PGBL e VGBL também são interessantes para aplicações acima de 10 anos e você poderá escolher planos que tenham carteira diversificada entre ações e renda fixa. O PGBL é interessante se você faz a declaração completa do IR, pois seus investimentos podem ser abatidos da sua renda tributável no limite de até 12% da renda. Há também as LCIs, títulos com lastro em projetos imobiliários que contamcom isenção de IR o que aumenta o retorno da aplicação.

Brasil é 5º país em desenvolvimento mais vulnerável à crise, diz estudo

Posted by Clayton Teles das Merces on 18 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

Brasil só é menos vulnerável que Colômbia, Argentina, Indonésia e Turquia. Para analista, estudo é ‘cruel’ e não há risco de crise financeira no país.

Estudo do Wells Fargo Securities divulgado recentemente aponta o Brasil como o quinto país em desenvolvimento, entre 28 economias pesquisadas, mais vulnerável a uma crise financeira, sendo “ultrapassado” neste ranking somente pela Colômbia, Argentina, Indonésia e Turquia.

O Wells Fargo criou um “sistema de aviso prévio” sobre possíveis crises financeiras, que leva em consideração, segundo a instituição financeira, pesquisas conduzidas nas últimas duas décadas por diferentes pesquisadores.

Pelo sistema, cinco variáveis econômicas estão associadas com crises financeiras: o nível de reservas internacionais na sua comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) nominal; a valorização da taxa real de câmbio; o crescimento do crédito ao setor privado em sua porcentegem do PIB; o avanço do PIB propriamente dito; e o nível do déficit em transações correntes (contas externas).

“Países que têm baixo nível de reservas internacionais, taxa de câmbio apreciada, crescimento rápido do crédito e do PIB, além de déficits em conta corrente, tendem a ter maior probabilidade de crises financeiras”, avaliou o Wells Fargo no estudo.

Brasil
Segundo o estudo, o Brasil é vulnerável por ter registrado, nos últimos anos, crescimento rápido do crédito ao setor privado, o que, segundo o Wells Fargo, geralmente vem acompanhado de relaxamento dos parâmetros prudenciais de empréstimos, além de ter apurado valorização da taxa de câmbio – que leva ao aumento do déficit das contas externas – também registrado no Brasil (que tende a ser financiado por ingresso de capitais).

Crises são evitáveis
“As crises, entretanto, não são necessariamente inevitáveis nos países pesquisados [10 primeiros colocados, entre eles o Brasil]. O país pode parecer ‘maduro’ [pronto] para uma crise, mas pode eventualmente ser capaz de evitá-la. Os mecanismos de auto correção de uma economia podem funcionar, ou as autoridades podem tomar medidas para corrigir os desequilíbrios econômicos antes que uma crise financeira se instale”, avaliou o Wells Fargo em seu relatório.

Entretanto, o documento também pondera que, caso algum evento econômico gere aversão maior ao risco na economia global, os países que aparecem como sendo mais vulneráveis no ranking estariam em “perigo maior” do que as economias que estão mais estáveis econômica e financeiramente.

Avaliação de economistas
Segundo Gilberto Braga, economista do Ibmec, a avaliação do Wells Fargo precisa ser respeitada, pois não está “necessariamente errada”, mas ponderou que os modelos econômicos utilizados são apenas uma “ferramenta de análise”.

“Não estamos tão ruins como eles estão observando. Nosso nível de reservas [cambiais, acima de US$ 370 bilhões] é bastante positivo. Temos estabilidade interna e política. Embora pouco façamos em termos de marco regulatório, temos um país em paz, sem guerra, sem ditadura e sem governo militar. Uma democracia, que ainda aos trancos e barrancos funcione, é um diferencial da economia brasileira”, avaliou o economista do Ibmec.

Para Celso Grisi, presidente do Instituto Fractal de Análises de Mercado, essa avaliação da Wells Fargo é “um pouco cruel”. “Tivemos expansão do crédito e comprometimento da renda elevados, assim como o consumo das famílias, o que produziu inflação. Mas isso se reduziu com a alta da Selic [juros básicos] e com o ritmo menor de crescimento da economia. Os bancos estão fazendo uma política mais seletiva de crédito. Não há nenhum risco de crise financeira”, declarou ele.

De acordo com o economista, o passivo externo brasileiro, por sua vez, também é “saudável”. “Grandes corportações buscam recursos lá fora e temos mais de US$ 370 bilhões em reservas internacionais, suficientes para enfrentar oscilações do dólar. Se houver redução de estímulos nos Estados Unidos em 2014, será gradual. Os riscos de ruptura sao cada vez menos presentes”, disse Grisi.

Ele admitiu, porém, que o risco de rebaixamento da nota brasileira, pelas agências de classificação de risco, é “muito provável” no futuro por conta da política fiscal (gastos públicos). O economista do Instituto Fractal recomendou que o governo “pense em em elementos que tornariam ambiente de negócios mais atraente no Brasil”.

Inadimplência do consumidor aumenta 3,7% em outubro

Posted by Clayton Teles das Merces on 18 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência do consumidor em outubro foi basicamente devida a fatores sazonais.

São Paulo – A inadimplência do consumidor registrou alta de 3,7% em outubro deste ano, na comparação com o mês anterior, de acordo com a Serasa Experian. Este é o primeiro crescimento depois de quatro quedas seguidas.

Já no acumulado de janeiro a outubro de 2013, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice caiu 0,6%, representando a primeira queda histórica da série para o período de janeiro a outubro.

Na comparação anual, o indicador registrou declínio de 11,9%, sendo esta a quinta queda mensal consecutiva na comparação interanual.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência do consumidor em outubro foi basicamente devida a fatores sazonais (maior volume de vendas pelo do Dia das Crianças e maior número de dias úteis em relação a setembro) e, por isto, não pode ser interpretada como reversão de tendência do atual momento de recuo dos níveis de inadimplência dos consumidores.

As dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) puxaram a alta da inadimplência em outubro, com variação positiva de 5,1% e contribuição de 2,2 p.p.

A inadimplência com os bancos, os títulos protestados e os cheques sem fundos também colaboraram para o crescimento do índice, com variações positivas de 0,9%, 16,8% e 10,6% e contribuições de 0,4 p.p., 0,2 p.p., e 0,8 p.p., respectivamente.

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou queda de 6,5% de janeiro a outubro de 2013, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os títulos protestados também caíram 4,2%. Já os cheques sem fundos e as dívidas com os bancos registraram alta de 8,5% e 2,0%, respectivamente.

Clima econômico brasileiro e mundial apresenta melhora

Posted by Clayton Teles das Merces on 18 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

O indicador de clima econômico (ICE) da América Latina de outubro se manteve igual ao divulgado em julho deste ano, é o que aponta sondagem elaborada pela Fundação Getulio Vargas, junto com o instituto alemão Ifo, divulgada ontem. Os países mantiveram o desempenho de 4,4 pontos, construído pelo índice de situação atual (ISA) (4,0) e o de expectativas (IE) (4,8). Como os dois ficaram abaixo de 5, a equipe técnica que elabora o estudo entende que a região vive um período de recessão.

O movimento apresentado pela América Latina é diferente daquele que apresenta o do mundo. O indicador de clima econômico do mundo aumentou de 5,2, em julho deste ano, para 5,5 em outubro. “Os indicadores da América Latina tendiam sempre a ser melhores que os indicadores para o mundo. Este ano, já desde janeiro, nas últimas sondagens, tem acontecido exatamente o contrário”, chamou a atenção Lia Valls, pesquisadora da Área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV.

Para o diretor de economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Andrew Storfer, essa mudança diz mais sobre o desempenho de países como Estados Unidos e uma parte da Europa. “Quando você fala de 2008, pega-se uma situação muito pontual, uma crise que teve nos EUA e que países da América Latina não foram tão afetados, países que não tinham o mesmo envolvimento financeiro com o resto do mundo. Por isso o clima era muito melhor. Nós continuamos no mesmo lugar, mas a Europa e Estados Unidos tinham piorado muito”, disse. Storfer explicou ainda, que a diferença negativa para a América Latina, sinalizada desde janeiro deste ano, está, portanto, mais relacionada a uma melhora na situação dos países mais afetados pela crise.

Para o professor de economia internacional das Faculdades Rio Branco, Rogério Buccelli, o índice deve ser olhado com muito cuidado, uma vez que ele reflete a forma como especialistas estão enxergando o mercado e podem não mostrar outros fatores importantes da economia. Ele atenta para o fato de termos uma tendência de a expectativa ter pontuação maior que a situação atual. “É muito otimismo para pouca realidade”, afirmou.

O Brasil teve aumento de 26,3% no ICE, que foi de 3,8, em julho, para 4,8 no último mês. Em outubro do ano passado, o indicador fechou em 6,1 pontos. O aumento em relação ao trimestre anterior foi sustentado pelo crescimento de quase um ponto no índice da situação atual (4,2) e de 1,1 ponto no de expectativas (5,3). Rogério disse que ainda não é possível falar em uma tendência de crescimento do indicador brasileiro sem esperar a publicação do próximo trimestre. “O mês de setembro foi extremamente positivo para a economia. A indústria praticamente esgotou os estoques nesse trimestre, mas será que novembro e dezembro serão tão bons, a ponto de manterem a situação de 4,2?”, questionou.

Para Storfer, também é possível relativizar esse crescimento. “Se você compara esses meses com os anteriores, estava um clima pior por causa das manifestações. Quando você analisa pontualmente, pode dar certa distorção. Agora melhorou porque pararam as manifestações, mas em termos de ambiente de negócios não vejo nenhuma melhora. A burocracia continua a mesma, a inflação continua alta e o crescimento do PIB segue baixo”, afirmou.

Levantamento aponta crescimento nas exportações do agronegócio

Posted by Clayton Teles das Merces on 12 novembro 2013 in Sem categoria with Comments closed |

De janeiro a outubro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro somaram quase US$ 86,5 bilhões, aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações alcançaram pouco mais de US$ 14 bilhões, ou seja, o saldo da balança comercial do agronegócio foi positivo, chegando a cerca de US$ 72 bilhões.

A soja continua sendo o principal destaque nas exportações. Em seguida, vêm as carnes.
Os países da Ásia, sobretudo a China, foram os principais destinos dos produtos agrícolas brasileiros, respondendo por 42% do total exportado. Só em outubro, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 8,4 bilhões. Já em volume, os números foram 12% menores do que o mesmo período do ano passado.

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