Como conhecer a lucratividade por clientes das Empresas Contábeis ?
A eterna angústia por não conseguir compreender ou ter a certeza da rentabilidade líquida por cliente pode ser sanada com a simples elaboração de um relatório.
A angústia por desconhecer informações precisas para a tomada de decisão pode causar enormes buracos em qualquer negócio, pois como já disse Peter Drucker, “não se gerencia o que não se pode medir.”
Para as empresas prestadoras de serviço, especialmente aquelas que praticam honorários mensais e fixos, como é o caso das empresas contábeis, o acompanhamento do desempenho financeiro que cada cliente proporciona pode ser resolvido com a adoção de um relatório que contenha as seguintes informações:
Cliente;
Tempo mensal utilizado (o ideal são 12 meses, mas ao menos 3);
Calcular o tempo médio utilizado nos diversos meses;
Honorário mensal e fixo praticado no cliente;
Tempo contratado (honorário fixo dividido pelo valor de venda da hora);
Honorário sugerido (tempo médio utilizado multiplicado pelo valor de venda da hora);
Lucro líquido efetivo gerado (com base no tempo médio e o honorário fixo praticado calcular o lucro líquido que o cliente está gerando).
Para isto é necessário que todo o tempo aplicado no desenvolvimento dos diversos serviços que integram o honorário fixo contratado pelo cliente seja registrado numsoftware próprio que totalizará mensalmente de acordo com as necessidades da empresa.
A última informação – lucro líquido -, normalmente representada pela última coluna do relatório, é aquela que demonstra a necessidade, ou não, da revisão do honorário fixo. Para apurar este percentual são deduzidos todos os custos diretos e indiretos e o resultado é dividido pelo honorário fixo praticado.
Por vezes ocorre que o lucro líquido fique abaixo da média, mas o honorário dentro do padrão do mercado, então é necessário investigar os motivos da necessidade de tanto tempo investido naquele cliente. Uma das ocorrências nestes casos é que o colaborador não esteja preparado para o desempenho das funções ou o software é deficiente, exigindo assim mais tempo para executar o trabalho.
Esta metodologia funciona perfeitamente, é de fácil implantação e atende ao pensamento de Peter Drucker citado acima. James Harrington em complemento disse:
“Se você não pode medir algo, você não pode entender.
Se você não pode entender, você não pode controlar.
Se você não pode controlar, você não pode melhorar.”
Desoneração na Folha é estendida a sete categorias
A Lei nº 13.043/2014 (conversão da Medida Provisória nº 651/2014) foi republicada no Diário Oficial da União Edição Extra para determinar que as regras da desoneração da folha de pagamento tornaram-se definitivas também para as empresas de Tecnologia da Informação – TI; Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC; construção civil; transporte coletivo de passageiros (rodoviário, metroviário e ferroviário); call center; atividades de concepção, desenvolvimento ou projeto de circuitos integrados.
Na primeira publicação a Lei só tornava definitiva as regras da desoneração da folha de pagamento para as empresas de fabricação dos produtos contidos no anexo I da Lei nº 12.546/2011; comércio varejista; transporte; carga, descarga e armazenagem de contêineres; manutenção e reparação de aeronaves; e jornalísticas.
Essas empresas não estão sujeitas à Contribuição Previdenciária Patronal (20% sobre a folha de pagamento), e devem recolher em caráter de substituição a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta – CPRB com alíquotas de 1% ou 2% conforme o caso.
No que se refere à desoneração, também foram estabelecidas as seguintes regras:
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A exclusão a partir de 1º de março de 2015 dos setores de fabricação: de produtos de padaria e pastelaria (NCM 1901.90.90 e NCM 1901.20.00); de materiais têxteis de poliésteres (NCM 5402.46.00, NCM 5402.47.00 e NCM 5402.33.10);
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A dedução ou inclusão na base de cálculo da CPRB da receita decorrente de construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, no caso de contratos de concessão de serviços públicos;
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A inclusão, a partir de 1º de março de 2015, de empresas de execução continuada de procedimentos de preparação ou processamento de dados de gestão empresarial, pública ou privada, e gerenciamento de processos de clientes, com o uso combinado de mão de obra e sistemas computacionais como mais uma espécie de serviço de TI e TIC.
Empresas devem agendar adesão ao Simples Nacional
As empresas aptas à tributação pelo Simples Nacional já podem desde o começo de novembro agendar a adesão ao sistema, que possibilita às empresas diversos benefícios tributários. Nesse ano a novidade em relação ao tema é a possibilidade de adesão de empresas de serviços, o que não era possível no passado.
“Contudo, conforme análises feitas na Confirp, para a maioria das empresas desses ramos de atividades, não está sendo vantajosa a adesão ao Simples Nacional, sendo que, da forma que foi regulamentado pelo Governo, a adesão está levando ao aumento da carga tributária dessas empresas”, explica o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Welinton Mota.
Importância de agendar
A adesão ocorre efetivamente em 2015, contudo, com o agendamento as empresas poderão se adiantar para resolver problemas que possam ocorrer. Isso se deve ao fato de que, para que a opção seja aceita, é necessária a eliminação de possíveis pendências que possam inviabilizar o processo. Para as empresas que já aderiram, também é importante ficarem atentas, pois, as que não ajustarem sua situação de débitos tributários serão exclusas da tributação.
“A Receita Federal envia notificações às empresas devedoras, mas, mesmo sem receber nada, é importante fazer uma pesquisa e, caso tenha pendências, pagar ou parcelar os débitos, eliminando todos os riscos”, explica o diretor tributário da Confirp.
Já para agendamento da adesão, segundo Welinton Mota, não mudou nada, contudo, as empresas que podem se enquadrar devem se antecipar, pois, qualquer problema cadastral ou tributário poderá impedir a adesão ao Simples Nacional e fazer com que a empresa pague mais imposto durante todo o exercício de 2015.
“Se houver algum tipo de restrição será possível o ajuste até o fim de janeiro. Porém, se deixar para a última hora, as ações para ajustes serão praticamente impossível”, explica Welinton Mota, lembrando que o programa pode ser bastante atrativo, mas é preciso realizar um prévio planejamento tributário antes da opção.
Sobre o Simples Nacional
“Para as empresas que faturam pouco, é muito vantajoso. Mas quando se começa a faturar valores mais altos é necessário fazer as contas, pois, pode não ser tão vantajoso financeiramente, visto que a carga tributária é praticamente a mesma do lucro presumido. Mas, ainda assim tem o benefício da simplificação dos processos, principalmente, para quem tem alta folha de salários”, explicou o diretor da Confirp.
“O Simples Nacional é um regime simplificado de pagamento de tributos que beneficia as micro e pequenas empresas. Para aderir, além da limitação de faturamento, é fundamental que a atividade da empresa possibilite que faça parte desse regime e que os sócios não possuam impedimentos”, detalha Mota.
“As empresas já optantes não precisam optar novamente, pois já estará na condição de optante. Os novos pedidos que não apresentarem pendências serão deferidos imediatamente e os que apresentarem pendências ficarão na situação em análise e as pendências deverão ser resolvidas junto à Receita Federal do Brasil”, conta Welinton Mota. O resultado da resolução das pendências será divulgado no Portal do Simples Nacional até fevereiro.
É importante acrescentar que no caso de exclusão anterior, a opção poderá ser tentada novamente, salvo quando a exclusão tenha efeitos por 3 ou 10 anos.
O que é marketing: 15 dicas de como usá-lo na sua empresa
O empreendedor que quer ter não apenas uma boa empresa, mas uma empresa de alto impacto, precisa ter em mente que o marketing pode ser a diferença entre o ótimo e o incrível. Por isso, a Endeavor selecionou 15 conteúdos com dicas dos melhores especialistas na área, para te ajudar a montar sua estratégia de marketing. Aprenda a estruturar sua equipe, criar uma estratégia de branding para ter o posicionamento que você deseja no mercado e entenda como explorar o marketing digital para alcançar melhores resultados online. Quanto maior o sonho, maior a disposição para enfrentar os obstáculos.
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Governo aprova isenção de IR para ações de empresas menores
O governo federal oficializou nesta sexta-feira medidas para incentivar listagem de empresas médias na bolsa e para negócios com cotas de fundos de renda fixa.
Uma das medidas, que foram publicadas no Diário Oficial desta sexta, isenta investidores pessoa física de imposto de renda sobre ganhos de capital obtidos por com ações de empresas médias. A alíquota de IR sobre ganhos no mercado tradicional de renda variável é de 15 por cento.
O pacote de medidas para incentivar o mercado de capitais foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em junho.
No caso das ações, o benefício vale para ofertas de empresas com capitalização de mercado inferior a 700 milhões de reais e cuja receita bruta no anterior não tenha superado 500 milhões de reais. A isenção do imposto para o investidor, que poderá investir diretamente ou por meio de fundos, vale até 2023.
Empresas já no mercado também poderão se valer do benefício, desde que, com a oferta subsequente, a regra de capitalização de mercado mencionada seja observada. E a isenção do IR para o investidor só valerá para as ações novas.
As medidas chegam num momento de fraqueza do mercado de capitais brasileiro, que teve apenas uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2014.
O governo também aprovou o sistema de tributação nos ganhos com cotas de fundos de renda fixa. Pelo anunciado em junho, os Exchange Traded Funds (ETFs), cotas de fundos negociados no mercado serão isentos da cobrança do “come-cotas”, regime em que investimentos em renda fixa sofrem uma cobrança tributária a cada seis meses.
O texto do Diário Oficial determina que os ganhos com ETFs de renda fixa sofrerão alíquota de imposto de renda de 25 por cento quando houver resgate ou venda em prazo inferior a 180 dias, 20 por cento no resgate superior a seis meses e inferior a dois anos e 15 por cento daí em diante.
Pratique a sustentabilidade no seu negócio de contabilidade
Com os recentes estudos a respeito do clima e da escassez de recursos naturais, a sustentabilidade deixou de ser mera preocupação de cientistas para se tornar uma questão urgente em todas as esferas do cotidiano, não só em casa, mas também no ambiente de trabalho. Adotar hábitos conscientes e de fácil aplicação são fundamentais para manter o equilíbrio e preservar elementos essenciais aos seres humanos.
Em um setor tão desenvolvido e com tanta demanda quanto a área de contabilidade, não é raro encontrar condutas de desperdício de energia, produção excessiva de lixo e, principalmente, consumo elevado de papel. Criar uma postura ativa em relação à sustentabilidade é importante tanto para a saúde dos colaboradores quanto para o planeta. Além disso, quem trabalha feliz e em um ambiente saudável produz mais e de forma mais eficiente.
Confira como implementar a sustentabilidade no seu escritório de contabilidade:
Mude os seus hábitos
Muitas das posturas cotidianas prejudiciais ao meio ambiente não passam de meros hábitos, adquiridos de forma inconsciente. Isso significa que a alteração de postura pode ser mais complicada, mas certamente não é impossível. Exigir novas práticas em forma de regras e proibições provavelmente comprometerá a adoção plena por parte dos colaboradores, por isso, para começar as mudanças, invista em ações de engajamento que despertem a atenção para os objetivos das novas diretrizes.
Consuma menos papel
Todo escritório produz um volume desnecessário de papel. No ramo da contabilidade, é bastante comum que os clientes apresentem uma quantidade imensa de documentos físicos. Após o preenchimento de guias e declarações, as cópias que não serão mais utilizadas são descartadas de forma incorreta ou ficam armazenadas ao longo de anos.
Com o aumento de obrigatoriedade de envio de declarações fiscais apenas por meio eletrônico, não faz sentido que o escritório acumule tanto papel. Além de não precisar imprimir tudo o que se recebe, digitalizar as informações recebidas pelos clientes diminui os custos e reduz drasticamente o risco de perda de documentos originais de grande importância.
Gaste menos com material e, caso a impressão seja inevitável, encaminhe os papéis para a reciclagem quando não for mais utilizá-los.
Polua menos
Boa parte das informações contábeis dos clientes podem ser encaminhadas por e-mail e esclarecidas por um simples contato telefônico. Utilize a tecnologia a seu favor, economize tempo e gastos com deslocamento e polua menos. Outra boa ideia é incentivar a utilização do transporte público ou estimular a criação de um sistema de caronas entre os colaboradores.
Incentive o consumo consciente do material de escritório
Certamente, há um grande número de materiais como lápis, canetas e borrachas com pouco ou nenhum uso na empresa. Demonstre aos funcionários a importância de solicitar ao setor de almoxarifado apenas o que será usado.
Equipamentos ociosos estimulam o consumo vazio, sem utilidade alguma, acumulam volume desnecessário e aumentam o desperdício. Evite também o uso de copos plásticos e peça aos colaboradores que levem sua própria caneca ou garrafa para a água. Produtos descartáveis são responsáveis diretos por grandes gastos evitáveis no ambiente de trabalho.
Economize energia
Aproveite a luz natural abrindo janelas e cortinas. Dessa forma você diminui a quantidade de energia necessária para lâmpadas e ar-condicionado ao tornar o ambiente mais fresco. No horário de almoço, apague todas as luzes e o monitor do computador. Para resultados mais concretos, considere trocar lâmpadas comuns por fluorescentes e instalar torneiras automáticas.
Dê destinação correta ao lixo
Evite o desperdício de materiais e separe o lixo orgânico do seco: implante um sistema e instale lixeiras de coleta seletiva, encaminhando para a reciclagem papéis, metas, plásticos e vidros.
Em um escritório de contabilidade, todo profissional conhece a necessidade de cortar gastos e evitar a depreciação de bens. Aplique algumas noções básicas de equilíbrio financeiro para manter a saúde ambiental de sua empresa e aposte na sustentabilidade como forma de preservar recursos!
A mágica do Vale do Silício e a evolução empresarial no Brasil
Vivemos um momento que requer ousadia, criatividade e muita iniciativa. Características de quem quer aprender cada vez mais, crescer pessoal e profissionalmente, obter sucesso e, de quebra, contribuir com o sucesso de todos à sua volta. Pode até parecer que isso só é possível com um pouco de mágica, mas estas características pertencem a quem reconhece que evoluir não é apenas uma questão de sorte, mas de planejamento, estudo, constante avaliação e muito comprometimento.
Uma empresa que busca produtividade, competitividade e inovação, vai enfrentar, em determinado momento, a necessidade de incrementar seus negócios. Ao estudar novos modelos, visitar outras empresas e instituições de ensino, conversar com clientes e profissionais de mercado, o empreendedor vai perceber que não basta buscar novas formas de evoluir, é preciso ir além, é preciso entender que apenas atender demandas ou buscar novos talentos não vai impulsionar a empresa rumo à perenidade. Ajuda, mas não resolve.
Visitei muitas empresas no Brasil e no exterior, inclusive no famoso Vale do Silício, berço das maiores empresas de tecnologia do mundo, e analisei ecossistemas de inovação, casos de sucesso, melhores práticas de Corporate Venture e modelos de atuação de Aceleradoras de startups. Então percebi que ousadia e iniciativa não levam a lugar nenhum sem um planejamento muito bem estruturado.
Localizado no coração da Califórnia, numa faixa de aproximadamente 60km do sul de San Francisco até o sul de San Jose, o Vale do Silício é o oásis do empreendedorismo mundial. Lá nasceram Apple, Google, Facebook, Intel, HP, Sales Force, eBay, Evernote, Twitter, Linkedin, Netflix, Yahoo e diversas outras empresas pequenas, médias, grandes e gigantes, B2B, B2C, B2B2C, de hardware, de software, que crescem espantosamente, que são rentáveis ou não, que são vendidas, compradas, fundidas, que fazem IPO, empresas que são líderes e referências em diversas indústrias e mercados globais.
E sabe como esses empreendedores evoluem? Ao desenvolver um novo negócio, eles pensam no impacto global desta ideia, mas iniciam sua atuação localmente. Em seguida, com planejamento e muito investimento de grandes empresários e outras companhias, escalam em alta velocidade. Serão algum dia empresas gigantes? Algumas sim, outras não. Muitas serão absorvidas e outras se transformarão em outros negócios ainda mais inovadores.
A lição que eu tirei dessas visitas? Pensar rápido, entender o mercado e apresentar ofertas flexíveis e inovadoras é essencial, sim. Talvez isso não seja novidade e não gere tanto impacto na sua percepção de evolução no mundo de negócios. O impacto acontece quando você se insere nesse ecossistema e passa a multiplicar seu aprendizado, seu negócio, sua liderança, seu sonho. As barreiras nas empresas, que antes eram sinal de proteção, hoje representam limitação ao crescimento e a necessidade de compartilhar conhecimento é essencial. Mas, como fazer? Abra espaço para que seus colaboradores possam inovar, receba e invista em ideias do mercado, amplie seu leque de possibilidades de lançamento de novas ofertas com programas de empreendedorismo internos e externos. Sonhe grande, planeje e, principalmente, aja. Decidir é importante, sim, mas não é a decisão que transforma um sonho em realidade, é a ação. Por isso, acredite em você e aja. A mágica acontece, você vai ver.
“Direto de Brasília”: Multa impede adesão ao Supersimples
Em dez dias, 30 mil pessoas aderiram à petição elaborada pela Fenacon, entidade de empresas de contabilidade, que pede aprovação de projeto no Congresso sobre extinção de multas aplicadas a milhões de empresas por falhas no envio de informações ao governo.
As multas são aplicadas pela falta ou atraso da apresentação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) no período entre 2009 e 2013, segundo a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon).
Para evitar que isso aconteça, a entidade criou uma petição pública solicitando apoio na aprovação do Projeto de Lei nº 7.512, de 7 de maio de 2014, que prevê a extinção das multas.
Exclusão do Simples
Além de livrar as empressas de despesas, a aprovação da matéria também é urgente por outro motivo: a partir de dezembro, as empresas podem alterar ou manter a opção pelo regime fiscal do Supersimples. Com a existência desses débitos, elas poderão ser bloqueadas da opção. Além disso, os empreendimentos que já estão no Supersimples podem ser desenquadrados, perdendo uma condição especial para a gestão das micros e pequenas empresas.
Prazo para correção
De autoria do deputado Laércio Oliveira (SD/SE), o projeto pede o estabelecimento de um prazo de 90 dias, a partir da publicação da nova legislação, para as empresas que não prestaram tais informações poderem promovê-las, sem a cobrança de valores retroativos.
Multas retroativas
Apesar de estabelecidas em lei do ano de 1990, as multas só começaram a ser aplicadas em 2013, retroativamente desde 2009, devido à junção dos sistemas da Previdência Social e da Receita Federal. No caso de não entrega da GFIP sem movimento, o valor é de R$ 200 e, nas situações com movimento, a cobrança é de no mínimo R$ 500.
A título de exemplo, para uma empresa que deixou de cumprir essa obrigação acessória por um ano, a multa pode chegar a R$ 6 mil, passando para R$ 30 mil ao longo de cinco, o que pode inviabilizar a atividade.
Desburocratização
A Fenacon reivindica, ainda, que a GFIP possa ser emitida apenas na abertura da empresa e, posteriormente, quando houver movimentação. “Ao diminuir mais uma das várias obrigações acessórias que as empresas precisam encaminhar, os contadores e os empreendedores ganham mais agilidade e rapidez nos processos que envolvem o dia a dia das empresas”.
Três setores ficam fora da desoneração da folha
As farmácias, os escritórios de engenharia e arquitetura e as empresas de transporte de afretamento ficarão fora da desoneração da folha. O presidente da República em exercício, Michel Temer, vetou a inclusão dos setores no regime especial de contribuição previdenciária.
Segundo o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, a falta de recursos para arcar com novas desonerações incluídas durante a tramitação da Medida Provisória (MP) 651 no Congresso Nacional justificou o veto.
Os principais erros contábeis cometidos pelas empresas
Talvez o seu cliente ainda não tenha clareza disso, mas a contabilidade está para as empresas assim como a medicina está para a saúde. Ela é o coração de uma empresa e qualquer erro neste setor pode custar o próprio patrimônio do empreendedor. Além de imprescindível perante as exigências legais e fiscais do país, a contabilidade é hoje um braço estratégico dentro das corporações, já que reúne informações valiosas para a tomada de decisões estratégicas, como investimentos ou aplicações.
Mas, ainda assim, estudo realizado pela CONFEB (Conselho Fiscal Empresarial Brasileiro) mostrou que 84% das empresas já identificaram deslizes internos ou junto aos escritórios de contabilidade que prejudicaram a corporação. Neste cenário de insegurança, sai na frente quem possui os recursos para uma contabilidade mais precisa e em conformidade com a volátil legislação tributária brasileira, única maneira de evitar que as empresas atendidas se exponham a riscos como problemas com o Fisco, processos trabalhistas, entre outros.
E você, sabe como explicar a importância disso para seu cliente? Veja neste post, os quatro erros contábeis mais cometidos pelas empresas e saiba explicar por que você pode resguardá-lo deles!
Erro na agenda de pagamentos
A saúde contábil de uma empresa engloba uma série de fluxos, entre eles os pagamentos de tributos e de funcionários nas datas precisas. A falta de uma organização interna nos lançamentos, na geração de guias de pagamentos ou a incidência de atrasos e omissões de pagamentos importantes gera problemas facilmente evitáveis. Assim, a exatidão nos lançamentos e o cuidado com os prazos são essenciais. Um sistema de contabilidade que integre lançamentos diversos com folha de pagamentos, a escrituração fiscal e o controle patrimonial é uma boa alternativa para evitar esse tipo de equívoco.
Desorganização dos arquivos contábeis
Tudo o que é declarado na contabilidade deve ser potencialmente provado. Para isso, a organização de notas e documentos fiscais é imprescindível. Ter esses documentos arquivados em versão digital evita erros como duplicidade ou omissão de lançamentos, divergências nos valores lançados ou mesmo inversão e trocas de contas. Esses cuidados resguardam a empresa de multas de fiscalização por divergências.
Violação dos princípios da contabilidade
O respeito aos princípios da contabilidade é o que garante a uniformidade dos processos contábeis para todas as empresas. Porém, alguns contadores e escritórios de contabilidade ainda cometem erros ao violar esses princípios, quando supervalorizam os ativos, por exemplo. Esse erro, que fere o princípio de prudência, pode gerar uma interpretação falsa do patrimônio da empresa, levando-a a decisões estratégicas prejudiciais.
Falhas na emissão de notas fiscais eletrônicas
Como a emissão correta de uma nota fiscal eletrônica depende do preenchimento exato de campos como PIS, ISS e CONFINS, este processo está sujeito a falhas comuns. E, claro, erros na emissão das notas fiscais eletrônicas também podem prejudicar uma empresa, fazendo-a pagar impostos desnecessários ou mesmo serem notificadas pelos órgãos de fiscalização.
A automatização do processo de emissão dessas notas através de um sistema de gestão contábil evita esse tipo de erro e é um diferencial importante para os contadores e escritórios frente aos clientes em potencial.
Solicitações do CNPJ agora feitas somente online, diz a Receita Federal
A partir desse mês, os contribuintes de todo o Brasil deixaram de utilizar o aplicativo de Coleta Offline do Programa Gerador de Documentos do CNPJ (PGD CNPJ 4.0), que é o programa utilizado para preenchimento de solicitações (inscrição, alteração e baixa) relativa aos dados cadastrais das pessoas jurídicas e equiparadas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
A partir do último dia 3 de novembro, os contribuintes passaram a utilizar exclusivamente o aplicativo de Coleta Online do CNPJ (Coleta Web) para preenchimento de solicitações cadastrais de inscrição, alteração ou baixa. Portanto não há mais a necessidade de se fazer o download e instalação de qualquer programa para efetuar as solicitações, informa a Delegacia da Receita Federal em Porto Velho.
Domicílio Tributário Eletrônico-DTE
A Receita Federal coloca à disposição do cidadão o chamado Domicílio Tributário Eletrônico-DTE, que permite que sua Caixa Postal no e-CAC também seja considerada seu Domicílio Tributário perante a Administração Tributária Federal.
Ao aderir ao DTE, o contribuinte terá várias facilidades, como: cadastrar até três números de celulares e três endereços de e-mail para recebimento do aviso de mensagem na caixa postal; redução no tempo de trâmite dos processos administrativos digitais; garantia quanto ao sigilo fiscal e total segurança contra o extravio de informações; e acesso, na íntegra, a todos os processos digitais existentes em seu nome, em tramitação na RFB, na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
“Isso evita dissabores como cobrança de impostos e multas, às vezes via judicial com penhora de bens, por falta de resposta à intimação a contribuinte que se muda e não informa o endereço atual, cuja ciência se dá por edital”, diz o Delegado da Receita Federal em Porto Velho, Claudiney Cubeiro dos Santos.
Para adotar o DTE, o contribuinte precisa ter a certificação digital e fazer a opção no Portal e-CAC -> Serviços em Destaque -> Opção pelo Domicílio Tributário Eletrônico.