9 formas de ajudar um colega de trabalho que está deprimido
Os casos de depressão estão crescendo na Índia, e quem trabalha no setor corporativo está suscetível aos seus efeitos.
No ano passado, a associação Assocham India indicou que 42,5% dos funcionários do setor privado sofrem de depressão ou de transtornos de ansiedade.
O estudo citou jornadas de trabalho mais longas e altos níveis de estresse como os responsáveis por esses números. Nova Délhi foi citada como a cidade de maior incidência de depressão.
Há boas chances de que algum(a) dos seus colegas de trabalho sofra de depressão (pode ser até você mesmo). Mas estar atento também significa ser capaz de identificar a diferença entre uma fase de estresse e a depressão clínica.
Listando alguns dos sintomas da depressão clínica no trabalho, Samir Parikh, da Fortis Healthcare, afirma: ?Se alguma dessas mudanças de comportamento forem observadas por mais de duas semanas, seu colega (ou você) podem fazer um check-up mental ou procurar aconselhamento profissional?.
Os sintomas mencionados por Parikh incluem:
– Perda do poder de concentração por longos períodos
– Grande mudanças no apetite, seja falta de fome ou acessos de comilança
– Queda nos níveis de energia e motivação
– Sensibilidade extrema a críticas, ao mesmo tempo sendo extremamente crítico dos outros
– Irritabilidade
– Pouca de socialização: evitar tomar café com amigos ou colegas do trabalho
– Sorrisos forçados ou insinceros
– Queixas de exaustão física e dores no corpo
Segundo Prakriti Poddar, da Fundação Poddar, instituição de Mumbai especializada em saúde mental, amigos e familiares bem-intencionados acham que o apoio e as conversas serão suficientes para ajudar uma pessoa deprimida.
?Essas pessoas não estão preparadas para ajudar uma pessoa a sair da depressão. Você pode incentivá-la a procurar ajuda, a continuar com o tratamento prescrito e assegurá-las de que você confia na capacidade dela de se curar?, disse ela. ?Isso é muito importante e mais que suficiente.?
Especialistas sugerem algumas coisas que você pode fazer para ajudar um colega (ou a si mesmo):
1. Fique calmo: ?É importante não se estressar ou ficar ansioso?, diz Parikh. ?Se você ficar nervoso, não vai conseguir ajudar um(a) colega angustiado(a).?
2. Compartilhe histórias: ?Você pode não ter muitas histórias de estresse suas para contar. Mas falar sobre qualquer experiência pode levar a uma conversa franca, o que ajuda?, diz Era Dutta, psiquiatra do SL Raheja Fortis, de Mumbai.
3. Esteja alerta: Preste atenção em eventuais tendências suicidas. ?Quaisquer itens potencialmente perigosos, como objetos cortantes, remédios e substâncias venenosas, têm de ser removidos?, afirma Parikh.
4. Nunca diga: ?Bola pra frente. A vida é assim!? ?Isso pode piorar as coisas?, diz Poddar, comparando esse tipo de abordagem a esfregar sal numa ferida. Ofereça apoio em vez de confundir a pessoa ainda mais a respeito do estado de vulnerabilidade ? ninguém escolhe ficar deprimido.
5. Respeite os desejos: Espaço é importante. ?Seu(sua) colega talvez precise de um tempo de vez em quando, então respeite esse desejo?, diz Dutta. ?Às vezes é reconfortante ficar sozinho(a).?
6. Esteja presente: Se seu(sua) colega mora sozinho, tente garantir que ele(a) vá ter companhia. ?Estar sozinho(a) muitas vezes agrava o quadro?, diz Poddar.
7. Não fique magoado ou sinta-se afrontado com facilidade: Lembre que você está ajudando. Se a pessoa deprimida reclamar com você, não leve para o pessoal nem considere uma atitude pouco profissional. ?É a depressão, não seu(sua) colega. Não desista dele(a)?, diz Dutta.
8. Leve-os(as) para consultar um especialista: Se você conseguir convencê-lo(a) a ver um especialista, acompanhe-o(a). Especialmente se ele(a) estiver se mutilando, bebendo em excesso ou deixando de tomar os remédios prescritos, diz Poddar.
9. A motivação funciona: Incentive-o(a) (gentilmente) a praticar atividades que davam prazer no passado, diz Dutta. Também alerte seus superiores, mas de maneira cuidadosa, para que seu(sua) colega não se sinta ameaçado(a).
Fonte: HuffPost Brasil Notícia publicada quinta-feira, 07 de julho, 2016
Simples Nacional Tributação dos serviços de instalação, manutenção e reparação elétrica
Este foi o entendimento emitido pela Receita Federal através da Solução de Consulta nº 6.030/2016 (DOU de 05/07
Para a Receita Federal os serviços de instalação, manutenção e reparação elétrica são tributados pelas alíquotas do Anexo III da Lei Complementar nº 123, de 2006, e não estão sujeitos à retenção da contribuição previdenciária prevista no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991, ainda que prestados mediante empreitada.
Entretanto, se forem prestados mediante cessão ou locação de mão-de-obra, constituem atividade vedada ao Simples Nacional.
Por Josefina do Nascimento
Fonte: Siga o Fisco Notícia publicada terca-feira, 05 de julho, 2016
5 tendências (sem volta) do trabalho no futuro
O expediente tradicional – ou seja aquelas 8 horas (no mínimo) com seu chefe acompanhando todos os seus passos e relatórios no escritório ? caminha para a extinção. No seu lugar, ganham força novas modalidades de trabalho e gestão, em que a autonomia é a regra de ouro.
A conclusão é da pesquisa mundial Future of Work (Futuro do Trabalho) realizada pela ADP com 2 mil funcionários de empresas com 250 ou mais empregados. Brasil e países como Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Austrália, China, Índia e Cingapura estão representados no levantamento que indicou cinco pontos que vão guiar a maneira como se trabalha nos próximos anos. Confira as principais tendências que estão na pesquisa:
1. Liberdade
A liberdade de poder escolher como, onde e em que horário trabalhar dá o tom do futuro nas empresas. ?A gente pode traduzir essa tendência como flexibilidade?, diz Mariane Guerra, VP de recursos humanos de ADP do Brasil. Entre os brasileiros, 77% querem ter controle e flexibilidade para trabalhar onde e do jeito que quiserem.
O ambiente de trabalho vai se adaptar às necessidades pessoais, segundo Mariane. ?As novas tecnologias já permitem que as pessoas se conectem. Na prática isso já acontece?, diz ela.
2. Conhecimento
O estudo indica que 75% dos brasileiros entrevistados acham provável a adoção da tecnologia como o principal instrumento de aprendizado e registro de novos conhecimentos no meio corporativo. ?As pessoas querem ter acesso ao aprendizado online e isso revoluciona a maneira como as empresas organizam seus treinamentos?, diz Mariane.
A sofisticação das ferramentas de EAD tem paulatinamente enfraquecido resistências e essa modalidade de estudo, ano a ano registra aumento no número de adeptos.
Na ADP, já há exemplos desta mudança. No lugar de congressos só para convidados, eventos online democratizam o acesso à informação.
3. Autogestão
Mais uma tendência que aponta para o protagonismo do profissional no trabalho e para o avanço da tecnologia. ?Ninguém mais vai pegar na mão do funcionário e controlar sua produtividade?, diz Mariane.
A administração do desempenho da equipe deixará de ser restrita aos gestores, o que deve redefinir a relação de trabalho entre superiores e subordinados, segundo a pesquisa. ?O mundo caminha para que as estruturas sejam menos hierarquizadas e mais colaborativas?, diz Mariane.
Autogestão não significa que não haverá mecanismo de controle de desempenho. A tendência é que feedback e reconhecimento ganhem dinamismo e sejam feitos em tempo real.
Vale destacar que o Brasil é um dos países mais resistentes à essa tendência. Por aqui, só 39% dos entrevistados acreditam que as empresas do país irão investir em sistemas de autogestão nos próximos anos.
4. Estabilidade
É a tendência que mais surpreendeu a VP de recursos humanos da ADP porque trata-se de um novo conceito de estabilidade.
Menos ligada ao emprego e mais relacionada ao potencial de empregabilidade, a pesquisa mostra a transferência da gestão de carreira das empresas para os profissionais, que passam a trabalhar sob demanda e não por contratos de longo prazo.
?O foco é a administração da rede de contatos que é o que vai garantir a possibilidade de trabalho no futuro?, diz Mariane.
5. Significado
Em tempos de crise, quem procura emprego pode até pensar que significado é a última das prioridades quando se tem uma lista de contas a pagar. Talvez por isso, os brasileiros sejam os mais desconfiados do valor do propósito no trabalho: só 34% consideram este um aspecto fundamental.
Mas, assim que a situação econômica melhorar, é fato que o salário vai perder força na hora de segurar um profissional a um emprego que não faça sentido ou que não esteja conectado às aspirações pessoais do profissional. Segundo Mariane, vale aqui uma máxima: ?a guerra de talentos acabou. E os talentos venceram. ?
Fonte: Exame.com Notícia publicada terca-feira, 05 de julho, 2016
Governo prorroga prazo para sacar abono salarial do PIS/Pasep
Os trabalhadores que não conseguiram sacar o abono salarial do ano-base 2014 poderão receber até 31 de agosto. Em uma decisão inédita, o governo federal prorrogou o prazo ? que havia terminado no dia 30 – devido ao grande número de pessoas que deixou de receber o benefício, cerca de 1,2 milhão de beneficiários.
Quem está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; tenha trabalhado pelo menos 30 dias em 2014 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos; e tenha seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) têm direto a receber o abono, no valor de um salário mínimo (R$ 880).
Números
Desde o início do calendário do ano-base 2014, foram pagos mais de R$ 18 bilhões a 22,27 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 94,45% do total de pessoas com direito ao recurso. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, espera que, com essa nova medida do governo, pelo menos mais 300 mil trabalhadores consigam realizar o saque, totalizando um montante de R$264 milhões.
?É uma medida de justiça do governo para aquele trabalhador de baixa renda, para que um número maior de trabalhadores, que realmente precisam, possam receber esse benefício. Esse dinheiro é do trabalhador?, afirma Ronaldo.
Ano-base 2015
Na semana passada, o governo federal divulgou o calendário de pagamento do abono salarial do ano-base 2015. A estimativa é que sejam destinados R$ 14,8 bilhões. Quem nasceu de julho a dezembro, recebe o benefício neste ano (2016) e os nascidos entre janeiro a junho, no primeiro trimestre de 2017. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2017, prazo final para o recebimento.
Como sacar
– PIS: o trabalhador que possuir Cartão Cidadão e senha cadastrada pode sacar o PIS nos terminais de autoatendimento da Caixa, ou em uma Casa Lotérica. Se não tiver o Cartão Cidadão, pode receber o abono em qualquer agência da Caixa mediante apresentação de documento de identificação. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-726 02 07, da Caixa.
– Pasep: quem recebe o Pasep precisa verificar se houve depósito na conta. Caso isso não tenha ocorrido, deve procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil
– Mais informações: a Central de Atendimento Alô Trabalho, do Ministério do Trabalho, que atende pelo número 158, também tem informações sobre o PIS/Pasep.
Fonte: A Cidade On Notícia publicada terca-feira, 05 de julho, 2016
Mais de 1.000 empresas pediram falência no primeiro semestre
De janeiro a junho um contingente de 1.098 empresas quebraram no Brasil sob os impactos da crise que assola a economia, revela levantamento da Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito. O número representa um aumento de 26,5% sobre o total de empresas que pediram falência no primeiro semestre do ano passado. Só em junho a Boa Vista registrou aumento de 20,2% na quebradeira de empresas comparativamente a maio e crescimento de 22,8% na comparação com o mesmo mês de 2015.
As falências decretadas também fecharam o semestre em alta. Subiram 11,3% na comparação com os decretos contabilizados de janeiro a junho de 2015. Em junho, comparativamente ao mesmo mês no ano passado, os decretos de falências cresceram 0,9%. Já em relação a maio, caíram 15,6%.
A Boa Vista SCPC também tabulou os dados relativos aos pedidos de recuperação judicial e recuperações judiciais deferidas. Os pedidos crescerem 113,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado e os deferimentos cresceram 118,8% na mesma base de comparação.
“O crescimento das falências no primeiro semestre de 2016 é bem mais significativo do que o observado no primeiro semestre de 2015, quando os pedidos acumulavam alta de 9,25”, dizem os técnicos da Boa Vista SCPC. Para eles, a fraca atividade econômica e os elevados custos atingiram fortemente o caixa das empresas ao longo de 2015. Naquele ano os pedidos de falência cresceram 16,4%, enquanto as recuperações tiveram alta de 51%.
“A tendência de alta não só continuou como se intensificou neste primeiro semestre do ano. Sem previsão de mudança no cenário macroeconômico em 2016, os indicadores parecem conservar, de forma mais intensa, a tendência observada ao longo de 2015”, afirmaram.
Por: FRANCISCO CARLOS
Fonte: O ESTADO DE S.PAULO Notícia publicada terca-feira, 05 de julho, 2016
6 competências de quem é promovido em plena crise
Num momento em que tantas empresas cortam investimentos e promovem demissões em massa, sonhar com uma promoção parece loucura. Mas não é.
De acordo com Lucas Nogueira, gerente sênior da consultoria Robert Half, o processo de ascensão profissional sofreu grandes transformações com a crise econômica, mas continua sendo possível.
?Até dois ou três anos atrás, havia muitas posições em aberto, inflação salarial e uma relativa facilidade para galgar posições?, afirma. ?Era um cenário irreal?.
Hoje, com a escassez de recursos, a distribuição de promoções ocorre de forma mais criteriosa ? e, na opinião de Nogueira, meritocrática. “Mais do que nunca o executivo está sendo testado, e precisa realmente se provar para subir hierarquicamente”, explica ele.
Embora mais raras e disputadas, as promoções seguem acontecendo para profissionais que revelam certas competências técnicas e comportamentais. Veja a seguir algumas delas:
1. É flexível
De acordo com Rodrigo Maranini, gerente da consultoria Talenses, o acúmulo de trabalho imposto pela crise revela quem são as pessoas mais ?elásticas? da equipe. ?Enquanto algumas não aceitam fazer nada além das tarefas que ?são pagas para fazer?, outras estão dispostas a incorporar novas atribuições sem se queixar?, afirma. ?O segundo grupo tem mais chance de ganhar visibilidade na empresa e receber uma promoção hoje ou num futuro próximo?.
2. Dá resultados mensuráveis
Quem é improdutivo não corre apenas o risco de não ser promovido: sua própria permanência no emprego está sob ameaça. Mais do que nunca, as empresas buscam e recompensam profissionais com alto rendimento. ?As promoções têm sido cada vez menos políticas, como no passado, e cada vez mais técnicas ou científicas, com base em números que comprovam a produtividade de cada um?, diz Maranini.
3. É capaz de ser líder mesmo sem ser chefe
Para Lucas Nogueira, gerente da Robert Half, quem pretende galgar posições hierárquicas deve mostrar potencial para gestão. Em outras palavras, mostrar-se capaz de ensinar, inspirar e unir os demais, mesmo sem ocupar formalmente um cargo de chefia. Para liderar, é importante saber se comunicar de forma clara e didática, além de esbanjar inteligência emocional.
4. Não se deixa contaminar pela melancolia coletiva
A boa gestão das emoções não serve apenas para se posicionar como um líder natural da equipe: ela também é fundamental para manter o seu discurso positivo em meio ao desânimo geral causado pela crise. ?Espalhar negativismo entre os colegas, maldizer o chefe ou alimentar fofocas são atitudes que eliminam qualquer chance de crescimento na empresa?, diz Nogueira. Quem tem potencial para ser promovido faz o contrário: tem um discurso otimista, resiliente e com foco no trabalho.
5. Investe em habilidades técnicas
Embora apostar numa pós-graduação ainda seja importante, garantir a qualidade das suas tarefas operacionais se tornou decisivo na crise. ?As empresas precisam mais do que nunca de profissionais com excelência técnica”, explica Nogueira. “É fundamental exibir competências úteis para o dia a dia, como o domínio efetivo do inglês e das novas tecnologias?.
6. Permanece curioso
O fantasma da demissão e o excesso de trabalho, duas consequências inevitáveis da crise, jogam contra o interesse e a disponibilidade de muita gente. Quem consegue fugir a essa regra se dá bem. ?Chama a atenção quem continua curioso para aprender e se mostra entusiasmado em discutir novos projetos?, explica.
Fonte: Exame.com Notícia publicada sexta-feira, 01 de julho, 2016
Fisco publica decisão sobre crédito de Cofins
A Receita Federal pacificou o entendimento de que a alienação de máquinas ou equipamentos do ativo imobilizado impede o contribuinte de continuar aproveitando créditos de PIS e Cofins relacionados à depreciação desses bens. Mesmo que a venda ocorra antes do fim do período durante o qual a companhia teria direito ao uso dos créditos, segundo as Leis 10.833, de 2003, e 10.637, de 2002.
A interpretação do Fisco, que consta da Solução e Divergência da Coordenação-Geral de Tributação (Cosit) nº 6, publicada ontem, pode impactar as empresas que, para tentar escapar da crise econômica atual, estão vendendo ativos em reestruturações societárias ou recuperação judicial.
Segundo a Cosit, é vedada a apuração do crédito “dado não haver o aproveitamento econômico do bem na locação a terceiros, na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, bem como não haver possibilidade de depreciação de um bem após sua efetiva alienação”.
A solução de divergência reforma a Solução de Consulta nº 172, em sentido contrário. A solução permitia o uso dos créditos relativos aos custos com a máquina, conforme a Instrução Normativa nº 457, de 2002, à razão de 1/48 ao mês. O desconto poderia continuar, mês a mês, como forma de concretizar a não cumulatividade, ainda que o bem fosse revendido antes da utilização das quarenta e oito parcelas mensais.
Para o advogado Abel Amaro, do Veirano Advogados, a posição da Receita é correta. Ele concorda que não cabe se falar em depreciação de um bem depois de sua alienação porque, a partir desse momento, não mais integra o patrimônio da empresa. Assim, não mais há seu aproveitamento econômico. “Se não há mais bem, não há mais depreciação e também não há mais crédito”, afirma.
Já a advogada Marluze Barros, do Siqueira Castro Advogados, critica o novo entendimento, que orientará os fiscais do país. “Há impacto principalmente para a indústria que usa equipamentos pesados para sua operação e precisa aliená-los. Nas reestruturações, com vendas de ativos, isso terá que entrar na conta”, diz. A advogada afirma que esse novo posicionamento viola o princípio da não cumulatividade e não está previsto em lei. “Assim, há ilegalidade e inconstitucionalidade na solução de divergência”, diz. Ela não conhece decisões judiciais a respeito.
Marluze lembra que há norma neste sentido no caso do ICMS. Segundo ela, está determinado na Lei Complementar nº 102, de 2000, que no momento da alienação a empresa perde o direito ao crédito do imposto, que ainda teria direito de aproveitar. “Quando o PIS e a Cofins tornaram-se não cumulativos, as leis não mencionaram essa situação expressamente. Por isso, a solução de divergência pode ser questionada na Justiça.
Por Laura Ignácio
Fonte: Valor Econômico Notícia publicada quinta-feira, 30 de junho, 2016
Ministro da Fazenda diz que já houve conquistas na economia
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz que já conquistou resultados na economia, um deles é a inversão na tendência de queda de índices de confiança no país. ?A curva já inverteu, o que mostra que estamos no caminho certo?, disse Meirelles ontem (29) na abertura da 43ª edição da premiação Melhores e Maiores, da revista Exame.
Meirelles disse um diagnóstico correto da crise econômica é importante diante do ambiente de recessão que o Brasil passa, para que se possa trabalhar nas soluções. ?Na economia, como na vida e como na medicina, é importante que o diagnóstico seja correto. A partir daí, nós vamos trabalhar com eficiência as causas dos problemas?, disse.
Segundo Meirelles, os países que mais cresceram e que mais deram certo foram aqueles que atacaram, a princípio, os principais problemas, e não aqueles que tentaram resolver todos os problemas de uma só vez.
Meirelles citou uma comparação entre dois grupos de países que tinham partido de uma base baixa, os chamados subdesenvolvidos. ?[Em] ambos os grupos, os países tem longa lista de problemas. A tentação de todos é atacar todos os prolemas ao mesmo tempo?, disse. Segundo o ministro, os países que se concentraram em identificar os principais problemas e resolvê-los cresceram de forma substancial. ?Deixaram de ser países pobres, deixaram de ser países subdesenvolvidos e passaram a ser potências industriais?.
Causas da crise
Sobre as causas da crise, para Meirelles, houve a queda da confiança no país e em sua economia, que fez com que o Brasil perdesse investimento e diminuísse contratações. Ele atribui esses problemas à falta de sustentabilidade do crescimento das despesas públicas e da dívida pública. Segundo o ministro, no momento em que a despesa e a dívida públicas sobem muito e de forma insustentável, consequentemente aumenta-se também o risco.
?Quanto mais sobre a dívida pública, é mais recursos que o governo tem que captar na sociedade. As coisas se somam numa espiral negativa?, disse, citando o desemprego, a queda do consumo e uma série de ações em cadeia que tendem a desestabilizar a economia.
Meirelles acredita que, frente ao que chama de ?diagnóstico central?, o país tem que controlar esse crescimento insustentável da despesa pública. A solução apontada por ele é uma proposta de emenda constitucional sobre o teto de gastos, que limitaria o crescimento das despesas à inflação do ano anterior.
Edição: Fábio Massalli
Fonte: Agência Brasil Notícia publicada quinta-feira, 30 de junho, 2016
Governo define calendário de pagamento do PIS/Pasep 2016/2017
O calendário de pagamento do Abono Salarial,ano-base 2015, foi definido nesta quarta-feira (29/06) durante a reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília (DF). A estimativa é que 22,3 milhões de trabalhadores tenham direito ao benefício, que começa a ser pago a partir de 28 de julho, seguindo as novas regras definidas pela Medida Provisória 665.A estimativa é que serão destinados R$ 14,8 bilhões para pagamento do Abono Salarial no calendário 2016/2017. Quem nasceu de julho a dezembro, recebe o benefício neste ano (2016) e os nascidos entre janeiro a junho, no primeiro trimestre de 2017 (tabela abaixo). Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2017, prazo final para o recebimento.Novas regras – Neste exercício, entram em vigor as novas regras do Abono Salarial. Aprovadas pelo Congresso Nacional (Medida Provisória 665), elas associam o valor do benefício ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Nesta situação, quem trabalhou um mês no ano-base 2015 receberá 1/12 do salário mínimo, e não 100% como determina a regra vigente até junho de 2016.Quem recebe – Tem direito ao Abono Salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais, com carteira assinada, e exerceu atividade remunerada durante pelo menos 30 dias em 2015. Para sacar o benefício, o trabalhador deve estar cadastrado no Programa de Integração Social (PIS) , ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), há pelo menos cinco anos. O empregador precisa ter relacionado o empregado na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) , entregue ao Ministério do Trabalho.O PIS e o Pasep são contribuições sociais feitas pelas empresas para financiar os benefícios do Seguro-Desemprego e do Abono Salarial. O PIS é destinado a funcionários de empresas privadas, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e o Pasep, aos servidores públicos.Balanço – No exercício 2015/2016, cujo calendário de pagamento será encerrado nesta quinta-feira (30 de junho), mais de 22 milhões de trabalhadores sacaram o Abono Salarial, movimentando um montante superior a R$18 bilhões. A taxa de cobertura é de 94%.
CRONOGRAMA DE PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL | EXERCÍCIO 2016/2017
PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL ? PIS
NAS AGÊNCIAS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERALCRÉDITO EM CONTA PARA CORRENTISTAS DA CAIXACRONOGRAMA DE PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL | EXERCÍCIO 2016/2017 PROGRAMA DE FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO SERVIDOR PÚBLICO – PASEPNAS AGÊNCIAS DO BANCO DO BRASIL S.A.
Fonte: Acessoria Imprensa do Ministério do Trabalho Notícia publicada quinta-feira, 30 de junho, 2016
Os 10 tipos de funcionários que destroem qualquer empresa
Se há uma coisa que deixa qualquer um aflito é lembrar que, todo dia, terá de sair de casa para trabalhar e ficar ao lado de uma pessoa difícil de lidar. Pior ainda, se essa pessoa for o chefe.
Uma das falhas mais graves em um processo de contratação é a decisão de contratar a pessoa devido ao seu conhecimento técnico, pouco levando em consideração seus aspectos comportamentais.
Um funcionário-problema afeta todo o grupo, pois todos são contagiados. Alguns exemplos de perfis de funcionários que só atrapalham e tornam a empresa improdutiva:
1. O mal-humorado. Seu comportamento ranzinza afasta as pessoas, prejudicando os relacionamentos, que são tão necessários para a eficiência dos processos.
2. O pessimista. Assim como existe o efeito placebo, no qual ?expectativas boas geram bons resultados?, existe o efeito ?nocebo?, em que expectativas pessimistas contribuem para resultados desfavoráveis. Funcionários que dizem ?isso não vai dar certo? contribuem para que as coisas de fato não funcionem.
3. O mentiroso. Deixa o chefe e a equipe na mão, por terem confiado nele e tomado decisões muitas vezes erradas, que afetam até mesmo os clientes.
4. O orgulhoso. Aquele que deixa de aprender e não admite seus próprios erros. Perde oportunidades de se desenvolver e contribuir para o crescimento de todos.
5. O inseguro. Transmite insegurança para toda a equipe, fazendo, em alguns casos, com que outras pessoas realizem suas tarefas, o que sobrecarrega os colegas.
6. O que não sabe dizer não. Ao não se impor perante às demandas que surgem, promete entregar tudo para todos. Assim, não cumpre os prazos prometidos, e todos se prejudicam.
7. O desorganizado. Espelha sua mente desorganizada em sua agenda e na mesa de trabalho. Perde compromissos, chega atrasado em reuniões importantes e prejudica todos com sua desorganização pessoal e profissional.
8. O despreparado. Não se atualiza profissionalmente, não absorve as novas tecnologias adotadas na empresa e, com isso, vive criticando os sistemas modernos. Prefere seguir fazendo à moda antiga, que é como sempre deu certo na sua visão.
9. O passivo. Tende a ser submisso, não expressa suas opiniões e seus sentimentos a respeito dos fatos. Com isso, prejudica todos, pois ninguém sabe realmente o que ele pensa.
10. O agressivo. Tenta se impor por meio da violência verbal, humilha os colegas e causa ressentimentos no grupo, afetando a autoestima das pessoas. Faz cair a motivação e a produtividade da equipe.
É importante identificar, já nas entrevistas de contratação, esses aspectos comportamentais, pois não basta o funcionário ter apenas competência técnica. Devemos ter em mente que mudar comportamentos é muito mais difícil que treinar um profissional de forma a capacitá-lo para a realização de tarefas.
Alexandre Rangel é sócio-fundador da Alliance Coaching.
Fonte: Exame.com Notícia publicada quarta-feira, 29 de junho, 2016