É difícil obter a licença de funcionamento até pela internet

Posted by Clayton Teles das Merces on 8 setembro 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo, Tecnologia da Informação T.I with Comments closed |

O excesso de exigências legais tem tirado a força de iniciativas que poderiam facilitar a vida do empreendedor. É o que acontece hoje com o Sistema de Licenciamento Eletrônico de Atividades (Slea) da prefeitura de São Paulo, que foi criado para permitir que o empresário obtenha a licença de funcionamento e regularize o seu negócio pela internet. Na prática, entretanto, poucos têm obtido sucesso ao usar esse caminho.

Estima-se que 70% das licenças de funcionamento emitidas pela prefeitura poderiam ser obtidas por meio do Slea. Mas apenas 12% delas são liberadas por meio do sistema. O problema é que o governo municipal levou para o ambiente digital toda a burocracia encontrada nos balcões dos órgãos públicos.

Ao entrar no sistema eletrônico, uma das primeiras informações exigidas do empresário é o risco envolvido na atividade que ele irá realizar. O grau de risco é uma informação trazida pela Classificação Nacional de Atividade Econômica (Cnae), usada praticamente em todo o Brasil, mas não na cidade de São Paulo, que adota o Cadastro de Contribuinte Mobiliário (CCM).

Essa discrepância complica a vida do contribuinte que solicita a licença, mas também prejudica a inserção de São Paulo em programas que envolvem outras instituições e órgãos federais.

Há um projeto do governo federal, em andamento, para integrar os sistemas da Junta Comercial, da Receita Federal e das Fazenda estadual e municipal para permitir que a abertura de empresa na capital paulista seja feita em até cinco dias.

Sem a padronização pelo Cnae não é possível fazer a integração dos sistemas, segundo Wilson Martins Poit, diretor-presidente da São Paulo Negócios, empresa de economia mista vinculada à Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico. Ele esteve nesta quarta-feira (02/09) em evento do Conselho de Política Urbana (CPU) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Poit citou outros entraves: o Slea não libera a licença de funcionamento caso o ponto comercial tenha irregularidades no Habite-se, que é o documento que atesta que o imóvel foi construído de acordo com as normas municipais.

Segundo Poit, mais da metade das recusas do Slea envolve problemas com o Habite-se.

Há ideias para mudar esse critério, que estão inseridas entre as propostas de revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS). Uma das propostas, apoiada pela ACSP, é a liberação da licença de funcionamento para atividades de baixo risco, mesmo que o imóvel não esteja regular.

A intenção não é eximir o proprietário do imóvel das responsabilidades legais, mas permitir que a atividade comercial seja realizada enquanto a regularização do estabelecimento é providenciada. “Não podemos admitir que se informatize a burocracia. É preciso adotar procedimentos simples para facilitar a vida do empresário”, disse Poit.

Empresários que tentaram usar o Slea também reclamaram que algumas informações que deveriam ser fornecidas pelo sistema não são encontradas nele. A largura das ruas, por exemplo, nem sempre está cadastrada no sistema, mas é exigida para obtenção da licença de funcionamento. Sem ter como informar esse dado pela internet, o empresário é obrigado a buscar o atendimento presencial.

A largura da via está associada à possibilidade de entrada de carros de bombeiro, ou criação de rotas de fuga, em caso de acidentes. Consta da proposta de alteração da LPUOS o fim dessa exigência para atividades de baixo risco – que englobam mais de 80% das empresas do município.

Durante o encontro na ACSP, Antonio Carlos Pela, coordenador da CPU, lembrou que as exigências feitas ao empreendedor fazem São Paulo perder competitividade. “Muitas empresas que poderiam produzir em São Paulo passaram a se instalar no Rio de Janeiro, onde encontraram mais facilidades para realizar suas atividades”, disse Pela.

Um levantamento do Banco Mundial para medir a competitividade das metrópoles globais colocou São Paulo na 120° posição entre 139 cidades. Um dos critérios que derrubou a capital paulista nesse ranking foi o tempo que se leva para abrir uma empresa, que é de 102 dias em média.

“Desse tempo, 90 dias são usados apenas para conseguir a licença de funcionamento e, isso, para empreendimentos de baixo risco”, disse Beatriz Gusmão, diretora da São Paulo Negócios.

Não existe mais ” peixe pequeno” para a Receita

Posted by Clayton Teles das Merces on 1 setembro 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral with Comments closed |

Foi-se o tempo em que empresas pequenas, mesmo que formalmente abertas, podiam viver na informalidade, sonegando impostos e informações aos governos. Hoje, com a sofisticação do sistema de escrituração contábil e fiscal, cada vez mais informatizado, mudou a realidade dos contribuintes perante os fiscos: não tem mais peixe pequeno. Ou seja, todas as empresas, inclusive as pequenas, estão sujeitas às “garras do Leão” no cruzamento de informações e outras ferramentas de fiscalização.

Embora a Receita continue focando nos sonegadores de grande porte, a importância da contribuição dos pequenos vem crescendo. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, dados da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, ligada diretamente à Presidência da República, mostram que o montante arrecadado dos contribuintes optantes do Simples (regime de enquadramento para empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões) aumentou 15,4% no período, para R$ 34,1 bilhões. Em termos reais, descontando a inflação do IPCA, a alta acumula 6,7% – no mesmo período, a arrecadação total das receitas federais caiu mais de 3%.

“Antes havia a crença de que o ‘peixe pequeno’ nunca seria encontrado porque a fiscalização não teria interesse em quem recolhe tão pouco tributo. Mas isso está mudando”, afirma Valeria Zotelli, advogada e sócia da área tributária do Miguel Neto Advogados. “O fato de ser pequeno não protege mais o contribuinte”,  diz, lembrando que hoje as empresas prestam informações eletrônicas para o Fisco que podem ser cruzadas imediatamente. “O governo brasileiro tem equipamento para isso, tanto na esfera federal quanto nas estadual e municipal. A capacidade de obter informação aumentou.”

O responsável por esse aumento de capacidade é o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), fiscal e contábil. Implantado em 2008, a adesão foi escalonada e hoje está em sua etapa final. As empresas enquadradas no Simples ainda estão fora do sistema, mas muitos dos seus clientes e fornecedores se encontram dentro. Além disso, é esperada para breve – possivelmente em 2016 – a inclusão das que ainda estão fora.

Valeria lembra o aumento das “obrigações acessórias”, como a de informar impostos incluídos no preço na nota fiscal e o Sped social, que informatiza as informações sobre recursos humanos das empresas.

“Existem cerca de 17 milhões de empresas no Brasil que pagam algum tipo de tributo; destas, apenas 8 milhões (das quais 98% são micro e pequenas, a grande maioria enquadrada no Simples) pagam os impostos mais importantes, como o Imposto de Renda, Contribuição Social, PIS e Cofins”, informa Geuma Campos do Nascimento, mestra em contabilidade, professora universitária e sócia do grupo Trevisan Gestão & Consultoria.

Para as menores, que ainda não se preocupam com aspectos tributários, as advogadas sugerem correr atrás de informações, de consultoria, ou de um contador. “Elas precisam ser mais bem informadas, pois logo serão encontradas e nem vão saber por quê. O susto vai ser grande”, diz Valeria.  Para ela, pagar imposto não tem apenas uma função arrecadatória, mas também de inclusão social e cidadania.

Geuma lembra ainda outro aspecto do pagamento de impostos: é uma importante ferramenta de gestão. Para ela, o pagamento de impostos não pode inviabilizar a sobrevivência da empresa, tem que ser incluído no custo. Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita, sócia do SLM Advogados, sugere o planejamento tributário como forma de se enquadrar da melhor forma às exigências e ficar fora da malha fina. “Se a empresa não faz esse planejamento e está irregular, será alvo mais cedo ou mais tarde. Mas mesmo as empresas médias resistem ao planejamento. As menores, então, só procuram ajuda profissional depois que o problema acontece”, revela.

Maior parte das empresas de médio e pequeno porte atrasa sua declaração

Posted by Clayton Teles das Merces on 1 setembro 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral with Comments closed |

Mais da metade das empresas brasileiras não está pronta para entregar a Escrituração Contábil Fiscal (ECF) e a dificuldade é mais sentida pelas PMEs. O documento deve ser passado à Receita Federal durante este mês, até dia 30.

A ECF faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e deve ser entregue pelas pessoas jurídicas não vinculadas ao Simples Nacional que sejam tributadas por lucro real, arbitrado ou presumido. O documento deverá informar à Receita Federal todas as operações que influenciem a composição da base de cálculo e o valor devido do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) .

Este é o primeiro ano em que a ECF faz parte da realidade das empresas brasileiras. Até 2014, valia a Declaração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (DIPJ) . Segundo Naiana Dutra, diretora de consultoria tributária da Premium Bravo, “a nova obrigação é bem mais extensa e trabalhosa, exigindo informações muito mais detalhadas do que a DIPJ”. A consultora ressalta também que “como o documento é muito longo, fica mais difícil fazer o trabalho manualmente. Assim, surge a necessidade de um sistema contábil fiscal preparado para realizar este trâmite”.

Dutra alerta sobre as punições previstas para as pessoas jurídicas que passarem informações incorretas ou perderem o prazo de entrega para a Receita Federal: “as multas para os contribuintes são bastante pesadas e o percentual aplicado é sobre o lucro líquido, podendo chegar a até R$ 5 milhões de reais”. Ao falar sobre os seus clientes, a analista conta que “hoje, faltando um mês, ninguém tem o documento totalmente pronto. Todos estão se preparando, correndo atrás para gerar informações e transmiti-las a Receita”, disse.

A dificuldade para se adaptar ao ECF é evidente: ainda que o prazo para a entrega do documento esteja perto do fim, 56% das pessoas jurídicas brasileiras não estão prontas para transmitir a Escrituração para a Receita Federal, segundo pesquisa feita pela Sage. De acordo com especialistas, as pequenas e médias empresas (PMEs) são as menos preparadas para produzir e enviar ECF.

“As companhias maiores já possuíam um sistema de contabilidade completo e têm departamentos especializados para fiscalização e tributação, além do auxílio de consultorias”, explica Valdir de Oliveira Amorim, consultor da Sage. “Enquanto grande parte das pequenas e médias está sendo apresentada a essas novas tarefas agora, precisando adquirir novas ferramentas e tecnologias para realizar esse trabalho”, completa.

Naiana Dutra lembra também que as empresas de menor porte têm, em geral, “menos recursos para investir em sistemas ou contratar escritórios que possam realizar o trabalho necessário para a ECF”.

Sobre os desafios trazidos pela entrada em vigor da nova Escrituração, Amorim destaca que a “grande prova” é a “união entre as áreas de tecnologia da informação e contabilidade” nas empresas. Segundo ele, o conjunto é necessário porque o primeiro setor é “o responsável pelos softwares” e a segunda parte “tem maior contato com as cobranças e pagamentos”.

A pesquisa da Sage apontou também as dificuldades das pessoas jurídicas em relação ao ECF. Para 36% dos entrevistados, a falta de informações sobre a obrigação é a principal complicação. A inexistência de ferramentas que facilitam o processo de prestação de contas aparece em seguida, citada por 32% dos empresários.

As medidas apontadas pelos empresários como possíveis facilitadoras do processo de produção do ECF também foram elencadas. Para 34% dos entrevistados, ajudaria a existência de ferramentas e softwares que agilizem a organização de dados e garantam que as informações enviadas estejam corretas. Treinamentos para os profissionais responsáveis pela entrega da ECF (28%) e a disponibilização de materiais online com informações sobre a obrigação (27%) foram outras ações apontadas.

Micro franquia é opção para o primeiro negócio

Posted by Clayton Teles das Merces on 1 setembro 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral with Comments closed |

Na atual conjuntura brasileira de economia em retração, as microfranquias despontam como alternativa alheia à crise. Enquanto o governo sobe, desce e dobra metas confusas, o setor segue confiante de que crescerá entre 10% e 15% em 2015. “O franchising é tradicionalmente o último a entrar na crise e o primeiro a sair dela”, diz José Rubens Oliva Rodrigues, diretor de microfranquias da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Segundo ele, uma das causas disso é a migração para as franquias das pessoas despejadas do mercado de trabalho.

Quem quer entrar no negócio precisa, porém, ter em mente que franquia não é emprego, o risco faz parte do jogo e saber vender é essencial. “Há cerca de 500 interessados por mês, mas apenas cinco possuem as qualidades necessárias”, afirma.

O modelo atrai por exigir menos dinheiro do que as franquias tradicionais. De acordo com a classificação da ABF, microfranquia é aquela cujo investimento inicial vai até R$ 80 mil. O valor, calculado com base nos números de 2014, representa cerca de três vezes o PIB anual per capita.

O crescimento das microfranquias de 2013 para 2014 foi de 12,8%, sendo que entre as 2.942 redes de franquias no País, 433 possuem modelo micro.

“A grande fonte de renda é o dinheiro sacado do FGTS”, comenta a consultora Cristiane de Paula, da Úniko Consultoria. “Mesmo neste momento de crise tivemos crescimento de 11% no primeiro semestre”, argumenta. “Ao contrário de uma franquia de lanchonete, por exemplo, cujo investimento inicial supera R$ 1 milhão e precisa de equipe, a microfranquia não tem custo de aluguel ou de empregados, já que o franqueado geralmente trabalha sozinho em casa.”O aceno da facilidade, no entanto, muitas vezes acaba por iludir. Cristiane lembra dois erros que o empreendedor iniciante precisa evitar: misturar a conta bancária pessoal com a jurídica e esperar lucros altos já no primeiro ano. “Precisa ser rígido: o caixa da empresa é para gastos com a empresa. E não existem milagres. Alguns chegam achando que vão ganhar 20% logo de cara. Quando digo que a lucratividade média é de 8%, desanimam.”

Consciente dos riscos, Sandro Maeda comprou a franquia INews em maio deste ano. Pagou R$ 18.900 pelo software que reúne notícias especializadas. Os clientes pagam mensalidades de R$ 550 e R$ 3.500. “Não é clipagem. É um agregado de informações essenciais para melhor administrar um negócio”, explica. Faz tudo sozinho: prospecção de vendas, monitoramento, administração e atendimento. Sabe que ainda pode demorar alguns meses até ter lucros. Mas mantém o pé no chão e os custos baixos. “Para trabalhar só preciso de um computador, internet banda larga e uma linha telefônica.”

Se a INews exige dedicação integral, a microfranquia Mr Kids oferece a possibilidade de trabalhar apenas duas vezes por semana abastecendo as máquinas de pequenos brinquedos e doces, geralmente instaladas em shoppings e supermercados. Investimento: R$ 19 mil.

Já a Único Asfaltos é para quem entende do assunto. Afinal, nenhum confeiteiro vai se aventurar a lidar com pavimentações. Investindo R$ 18 mil, anunciam retorno em quatro meses. E ter familiaridade com tatuagens é requisito parar abrir o estúdio Kauai, ainda no projeto.

A Poltrona 1 abusa do conceito de micro. Custa R$ 9.800. Funciona como uma agência de viagens personalizada. Quer investir ainda menos? Aposte na CoalaCar, que exige R$ 6.800 para entrar no ramo de limpeza ecológica de carros. O franqueado nem precisa ter empresa. Basta o registro de MEI (Micro Empreendedor Individual).

“Existem muitas opções. O essencial é ter espírito genuinamente empreendedor”, resume Cristiane de Paula.

eSocial: aplicativo consulta cadastro on line

Posted by Clayton Teles das Merces on 1 setembro 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral with Comments closed |

Resolução do Comitê Gestor do eSocial, publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (31), disponibiliza o Módulo Consulta Qualificação Cadastral on-line, para facilitar a regularização dos dados cadastrais nos órgãos oficiais, como CEF, Receita, Trabalho, Previdência e demais órgãos federais. Por meio de aplicativo disponível no site www.esocial.gov.br, o empregado ou empregador poderá verificar o batimento dos seus dados nesses órgãos e proceder a atualzação necessária.

Por meio da ferramenta, será possível realizar o batimento dos dados cadastrais e verificar se há inconsistência nas informações das bases de registro do Número de Identificação Social (NIS) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do trabalhador, de forma a garantir sua correção antes de serem inseridos definivamente no cadastrado do eSocial. Além de manter as bases de dados governamentais sempre atualizadas para facilitar futuras transmissões de informações das relações de trabalho do empregado.

Para utilizar o aplicativo, basta acessar www.esocial.gov.br e clicar em “Consulta Qualificação Cadastral” no canto inferior esquerdo da página. Deverão ser informados nome, data de nascimento, número de CPF e NIS do trabalhador. O resultado da pesquisa, então, validará cada campo informado de acordo com os dados constantes nas bases CPF e CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Caso haja divergências nos dados informados, o aplicativo apresentará as orientações necessárias para a correção.

Os domésticos já podem fazer essa atualzação no sistema a partir de hoje. Em fevereiro do próximo ano inicia o mesmo processo para as demais categorias obrigadas ao eSocial.

eSocial – É um projeto do governo federal que vai unificar o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados. É uma ação conjunta dos seguintes órgãos e entidades do governo federal: Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério da Previdência Social  (MPS), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). O Ministério do Planejamento também participa do projeto, promovendo assessoria aos demais entes na equalização dos diversos interesses de cada órgão e gerenciando a condução do projeto, por meio de sua Oficina de Projetos.

ECF: Aprovada nova versão do Manual de Orientação do Leiaute da Escrituração Contábil Fiscal

Posted by Clayton Teles das Merces on 31 agosto 2015 in Contabilidade, Geral, Sped with Comments closed |

Por meio do Ato Declaratório Executivo Cofis nº 60/2015 – DOU 1 de 28.08.2015, foi aprovado o Manual de Orientação do Leiaute da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), cujo conteúdo está disponível para download em http://www1.receita.fazenda.gov.br/sistemas/ecf/legislacao.htm.

O manual contém informações de leiaute do arquivo de importação, regras de validação aplicáveis aos campos, registros e arquivos, tabelas de códigos utilizados e regras de retificação da ECF.

A ECF deve ser transmitida anualmente, de forma centralizada pela matriz, ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) até o último dia útil do mês de setembro do ano seguinte ao ano-calendário a que se refira, e que, portanto, o prazo para a transmissão da escrituração relativa ao ano-calendário de 2014 encerra-se em 30.09.2015.

6 habilidades que os melhores profissionais do mercado têm

Posted by Clayton Teles das Merces on 3 agosto 2015 in Contabilidade, Direito, Empresas, Geral with Comments closed |

Quem já entrou em uma sala de entrevista de emprego preparado para dar a simples descrição de cargos anteriores e foi surpreendido com perguntas que pediam detalhes concretos do seu comportamento no trabalho já teve a chance de experimentar o que são as chamadas entrevistas por competência.

A técnica, usada por recrutadores, tenta mitigar riscos de uma constante nas empresas: profissionais, contratados por habilidades técnicas, são demitidos por problemas de relacionamento ou de atitude.

“Seria arrogância dizer que a entrevista por competência e outras técnicas neste sentido garantem que a contratação dê certo, mas, sem dúvida, minimizam a chance de ela dar errado”, diz Rafael Meneses, sócio da People Oriented Consultoria, especializada em recrutamento de média e alta gerência.

O caráter comportamental faz, sim, toda a diferença, de acordo com ele. “Por isso, mesmo que a empresa não nos peça, fazemos um relatório de entendimento da posição que inclui as características de comportamento”, diz Meneses. A partir desta análise, é que serão definidas as estratégias de seleção usadas com cada candidato.

Além das entrevistas por competência, a checagem de referências também é uma prática utilizada no processo de recrutamento, assim como ferramentas psicométricas. “Partimos da premissa de que comportamento passado prediz comportamento futuro”, diz Meneses.

Na hora checar as referências indicadas durante a entrevista, ele opta por conversar com quem já foi subordinado, colega ou superior de cada candidato. “Mas, sempre respeitando a confidencialidade do processo”, afirma.

E, mesmo com as devidas especificidades de cada posição, algumas características sempre serão investigadas dentro deste processo. Veja quais são:

  1. Comprometimento e engajamento

Por meio destas duas atitudes é que a visão de dono do negócio – tão valorizada pelos especialistas em recursos humanos – apresenta-se na sua forma maneira genuína. E o envolvimento é mensurado, por meio de entrevistas por competência, checagem de referências, entre outras técnicas utilizadas pelos recrutadores.

  1. Foco em resultado

Bater metas e entregar além do que a empresa espera são pontos chave de quem se destaca na carreira. Essa, por exemplo, é uma das características que o presidente da Bombril adora encontrar em candidatos a oportunidades profissionais na empresa.

“O que eu mais gosto de perceber em um candidato durante a entrevista é se ele tem o perfil “hands on” (mão na massa), de quem não se apega a cargo, é preocupado com resultado, é humilde e generalista”, disse, em entrevista a EXAME.com.

  1. Adaptabilidade

Perfis pouco resistentes a mudanças se destacam em tempos de estruturas enxutas. Os melhores profissionais, aos olhos das empresas, são aqueles prontos a assumir funções que não estavam previstas na hora da contratação.

Na opinião de Meneses, esta habilidade ganhou força com a globalização do mercado e o grande número de fusões e aquisições consequentes. “Não é só por causa da crise”, diz.

  1. Visão estratégica

Principalmente em posições de gestão, o pensamento deve voltar-se também à projeção de resultados em longo prazo. Profissionais em cargos operacionais, em tese, estão mais restritos ao campo da tática que envolve os objetivos imediatos, segundo Meneses.

  1. Relacionamento interpessoal

Especialista em recrutar profissionais para multinacionais, Meneses afirma que os brasileiros costumam se destacar na questão de relacionamento com a equipe de trabalho.

Para ele, a importância da habilidade de relacionamento está justamente na sua ligação com a capacidade de construção de alianças no ambiente profissional.

  1. Gestão 360º

“Liderança é também estar aberto para ser liderado”, diz Meneses. Ou seja, não é o cargo no crachá que vai definir que “manda e quem obedece”.

É preciso se comunicar e influenciar não só pessoas que estejam em cargos mais baixos, mas também colegas e chefes. Executivos que agem desta maneira crescem mais rápido na carreira.

“As empresas mais em evidência com relação ao modelo de gestão são as de cultura mais flexível, escritórios abertos e algumas não tem nem lugar fixo de trabalho, justamente para estimular o pensamento mais aberto”

5 regras que afastam funcionários das empresas

Posted by Clayton Teles das Merces on 3 agosto 2015 in Contabilidade, Direito, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

É difícil quebrar algumas máximas sobre trabalho que são repetidas desde sempre, como por exemplo: o ambiente profissional deve ser formal e não há espaço para brincadeiras. Muitas companhias entendem a relação entre espontaneidade e desempenho, mas outras não.

Algumas empresas organizam seus escritórios como se fossem prisões. Funcionários são advertidos por voltarem três minutos atrasados na hora do almoço. Líderes assim não tem tato e a área de recursos humanos deveria intervir e mostrar que o mercado atual não é mais rígido como já foi. Se regras rígidas assim forem estabelecidas pelo RH, o setor precisa de uma reformulação.

Certos chefes só percebem o erro que cometem ao tratar seus funcionários dessa forma quando eles se demitem e vão trabalhar em empresas concorrentes. Só assim eles entendem que uma empresa mantém boas pessoas se as tratarem como merecem.

Veja na abaixo cinco políticas de empresas que desestimulam seus funcionários:

Horários rígidos

Se um funcionário passou por um processo de seleção e foi escolhido entre tantos outros, é porque ele foi considerado confiável. Não é necessário monitorar a hora que ele entra e sai do escritório todos os dias. Se alguém ficou até mais tarde no trabalho, é normal que chegue um pouco depois no dia seguinte.

Avaliação individual de desempenho

Já é hora de parar de fazer avaliações individuais de desempenho. Elas não são verdadeiramente úteis e só fazem com que a empresa perca tempo. É ainda pior ranquear os funcionários, como se alguns fossem piores que outros.

Fale com a equipe sobre objetivos, trabalho em equipe, assim todos podem crescer juntos. Fazer críticas é importante, mas pense em como os funcionários podem aprender com seus erros.

Burocracias para um funcionário mudar de área ou ser promovido

É comum que, se um funcionário queira trocar de área ou aplique para uma promoção, seu chefe tenha de assinar papeis a provar essa transferência. No entanto, é comum que o superior não queira perder uma boa pessoa de sua equipe e, por isso, não aprove a mudança.

Para evitar situações desse tipo, seria ideal se a área de recursos humanos cuidasse do assunto e fizesse entrevistas para aprovar ou não a mudança pedida pelo funcionário. Desta forma, o processo seria impessoal e o chefe não teria como influenciar no processo.

Salários imutáveis

O mundo se move rápido demais para continuar com os moldes rígidos de pagamento. Se um funcionário pedir um salário não se deve responder que isso é impossível. É preciso tentar, especialmente se ele for dedicado, trabalhar muito e a empresa precisar dele.

Regras em excesso

Muitas companhias têm políticas demais e, ao longo do tempo, criam mais e mais. A maioria dos funcionários não conhece as regras escritas de uma empresa e, provavelmente, não pretendem ler algum tipo de manual com todas elas, a não ser que ele seja curto.

Outro erro comum é assustar os funcionários ao afirmar que, se quebrarem as regras, serão demitidos. Isso não ajuda em nada, só os afasta da companhia.

8 dicas para utilizar as redes sociais ao seu favor profissionalmente

Posted by Clayton Teles das Merces on 28 julho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

Muitas pessoas pensam nas redes sociais apenas como uma ferramenta para descontração, o que não está errado, desde que tomados os devidos cuidados, contudo, uma boa parcela mais antenada já percebeu que o uso adequado dessas ferramentas de comunicação pode potencializar as carreiras, promovendo o crescimento profissional e o network.

Mas, como saber esse limite? Simples, basta levar em conta que nesse novo mundo online que muitos estão descobrindo são necessários muitos cuidados similares aos que tomamos em nosso dia a dia, nos passeios, no trabalho ou em casa. O recomendável para se valorizar é dar foco adequado ao que é positivo e evitar exposições desnecessárias.

Para isso preparei algumas dicas para quem quer crescer profissionalmente utilizando as redes sociais, seja ela mais profissional, como o LinkedIn, ou mesmo o Facebook:

Amplie seus contatos qualificadamente – é interessante ter um amplo grupo de amigos, assim busque amizade online com pessoas que tenha contato e ache interessante profissionalmente. Contudo, se preocupe mais com a qualidade do que com a quantidade, não precisa ir convidando todo mundo que conhece ou que é ‘amigo do amigo’ para ser seu amigo, isso pode não soar bem!

Valorize suas conquistas profissionais – mostre ações que realizou que tiveram sucesso, resultados de projetos que foram interessantes ou titulações alcançadas, contudo, evite se autopromover demasiadamente, pois isso pode soar arrogante. E busque, com permissão prévia, marcar as pessoas que estavam envolvidas nos trabalhos, de forma elegante, pois isso aumenta sua visibilidade.

Publique com inteligência – cada vez mais se multiplicam publicações vazias, assim busque se diferencias com publicações pertinentes. Evite postes irrelevantes que possam atrapalhar sua imagem. Busque levantar assuntos relacionados ao seu campo de atuação.

Evite debates inúteis – nas redes sociais existem momentos tensos, de debates políticos, religiosos e outros similares, contudo, por mais que possa ‘coçar’, evite entrar nesse tipo de conversa. Repare que geralmente essas não levam a lugar nenhum e não terminam bem. Sem contar que você não sabe qual o posicionamento de seus parceiros de negócios

Cuidado com as características das redes – Não é por que o Linkedin tem um lado mais profissional e o Facebook é mais aberta que deverá tratar a segunda com maior desleixo, saiba que parceiros e recrutadores também entrarão nessa rede. Assim, é importante que a pessoa tome cuidado em não colocar coisas irrelevantes em cada um deles.

Pense antes de curtir uma publicação ou página – Antes de curtir e compartilhar um texto, leia atentamente para ver se não nada nas entrelinhas. E se for curtir uma página ou participar de uma comunidade, pesquise antes, evite as que que incitem o ódio ou o preconceito

Antes de escrever algo pense – Analise os pontos positivos e negativos de uma postagem. Sei que parece chato, e tira um pouco a graça dessas redes, mas essa é a única forma de garantir que o postado nas redes sociais não interferirá no lado profissional. As pessoas hoje tem acesso ao que você faz 24 horas. Por isso, preserve sua imagem. Lembrando que ser feliz não o que se está na rede mundial.

Evite situações não profissionais – multiplicam-se as fotos de baladas, roupas de banho e bebedeiras nas redes, será que é interessante. Não cabe a ninguém julgar o estilo de vida das pessoas, mas se expor de forma inadequada trará consequências negativas para imagem de um profissional. Todos estão expostos a avaliações, por isso pode ter certeza que isso contará na hora que olharem, e não adianta bloquear o acesso das pessoas as suas fotos nas redes sociais e achar com isso que está segura, ledo engano, pois outras pessoas poderão compartilhar a mesma foto, e assim de nada adiantou essa preocupação.

Distorções no seguro-desemprego

Posted by Clayton Teles das Merces on 28 julho 2015 in Contabilidade, Empresas, Geral, Governo with Comments closed |

Em vigor desde 17 de junho, as novas regras do seguro-desemprego ajustam a concessão deste benefício, pois muitas pessoas se acostumaram a revezar períodos de trabalho pela CLT com “desemprego” remunerado com esse dinheiro.

Antes da Lei 13.134/2015, para que o trabalhador demitido sem justa causa embolsasse o seguro-desemprego, bastava ter recebido salários nos últimos seis meses anteriores à data da dispensa. Esta distorção sempre incentivou a má-fé de trabalhadores que forçam uma demissão sem justa causa.

Enquanto alguns permanecem parados recebendo o seguro-desemprego, sem buscar uma recolocação, outros conseguem vaga em empresas que concordam em mantê-los sem o registro em carteira enquanto durar o benefício.

Mais rígida, a nova regra estabelece que para fazer a primeira solicitação do seguro-desemprego, será preciso ter trabalhado, no mínimo, 12 meses nos últimos 18 meses imediatamente anteriores à data de dispensa.

Para um segundo pedido, o prazo mínimo é de nove meses, nos últimos 12 meses. O trabalhador poderá receber em três parcelas se tiver trabalhado de nove a 11 meses, nos 36 meses anteriores. Em quatro parcelas, se tiver trabalhado de 12 a 23 meses, nos 36 meses anteriores; ou em cinco parcelas, para um período mínimo de 24 meses trabalhados.

A partir da terceira solicitação, o prazo cai para seis meses. Desta forma, a pessoa poderá receber em três parcelas se tiver trabalhado de seis a 11 meses, nos 36 meses anteriores. Em quatro parcelas, se tiver trabalhado de 12 meses a 23 meses, nos 36 meses anteriores. E em cinco, para o mínimo de 24 meses, nos 36 meses anteriores.

A correção de tamanha aberração fará o país economizar milhões de reais. Ao mesmo tempo, as novas regras tornarão a concessão dos benefícios mais ágil e segura, acabando com o intolerável “jeitinho brasileiro” de se dar bem.

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