{"id":6628,"date":"2016-06-30T15:59:20","date_gmt":"2016-06-30T18:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=6628"},"modified":"2016-06-30T15:59:20","modified_gmt":"2016-06-30T18:59:20","slug":"fisco-publica-decisao-sobre-credito-de-cofins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2016\/06\/fisco-publica-decisao-sobre-credito-de-cofins\/","title":{"rendered":"Fisco publica decis\u00e3o sobre cr\u00e9dito de Cofins"},"content":{"rendered":"<p>A Receita Federal pacificou o entendimento de que a aliena\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas ou equipamentos do ativo imobilizado impede o contribuinte de continuar aproveitando cr\u00e9ditos de PIS e Cofins relacionados \u00e0 deprecia\u00e7\u00e3o desses bens. Mesmo que a venda ocorra antes do fim do per\u00edodo durante o qual a companhia teria direito ao uso dos cr\u00e9ditos, segundo as Leis 10.833, de 2003, e 10.637, de 2002.<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o do Fisco, que consta da Solu\u00e7\u00e3o e Diverg\u00eancia da Coordena\u00e7\u00e3o-\u00adGeral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) n\u00ba 6, publicada ontem, pode impactar as empresas que, para tentar escapar da crise econ\u00f4mica atual, est\u00e3o vendendo ativos em reestrutura\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias ou recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Segundo a Cosit, \u00e9 vedada a apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito &#8220;dado n\u00e3o haver o aproveitamento econ\u00f4mico do bem na loca\u00e7\u00e3o a terceiros, na produ\u00e7\u00e3o de bens destinados \u00e0 venda ou na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, bem como n\u00e3o haver possibilidade de deprecia\u00e7\u00e3o de um bem ap\u00f3s sua efetiva aliena\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancia reforma a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 172, em sentido contr\u00e1rio. A solu\u00e7\u00e3o permitia o uso dos cr\u00e9ditos relativos aos custos com a m\u00e1quina, conforme a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 457, de 2002, \u00e0 raz\u00e3o de 1\/48 ao m\u00eas. O desconto poderia continuar, m\u00eas a m\u00eas, como forma de concretizar a n\u00e3o cumulatividade, ainda que o bem fosse revendido antes da utiliza\u00e7\u00e3o das quarenta e oito parcelas mensais.<\/p>\n<p>Para o advogado Abel Amaro, do Veirano Advogados, a posi\u00e7\u00e3o da Receita \u00e9 correta. Ele concorda que n\u00e3o cabe se falar em deprecia\u00e7\u00e3o de um bem depois de sua aliena\u00e7\u00e3o porque, a partir desse momento, n\u00e3o mais integra o patrim\u00f4nio da empresa. Assim, n\u00e3o mais h\u00e1 seu aproveitamento econ\u00f4mico. &#8220;Se n\u00e3o h\u00e1 mais bem, n\u00e3o h\u00e1 mais deprecia\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 mais cr\u00e9dito&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>J\u00e1 a advogada Marluze Barros, do Siqueira Castro Advogados, critica o novo entendimento, que orientar\u00e1 os fiscais do pa\u00eds. &#8220;H\u00e1 impacto principalmente para a ind\u00fastria que usa equipamentos pesados para sua opera\u00e7\u00e3o e precisa alien\u00e1\u00ad-los. Nas reestrutura\u00e7\u00f5es, com vendas de ativos, isso ter\u00e1 que entrar na conta&#8221;, diz. A advogada afirma que esse novo posicionamento viola o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade e n\u00e3o est\u00e1 previsto em lei. &#8220;Assim, h\u00e1 ilegalidade e inconstitucionalidade na solu\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancia&#8221;, diz. Ela n\u00e3o conhece decis\u00f5es judiciais a respeito.<\/p>\n<p>Marluze lembra que h\u00e1 norma neste sentido no caso do ICMS. Segundo ela, est\u00e1 determinado na Lei Complementar n\u00ba 102, de 2000, que no momento da aliena\u00e7\u00e3o a empresa perde o direito ao cr\u00e9dito do imposto, que ainda teria direito de aproveitar. &#8220;Quando o PIS e a Cofins tornaram-\u00adse n\u00e3o cumulativos, as leis n\u00e3o mencionaram essa situa\u00e7\u00e3o expressamente. Por isso, a solu\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancia pode ser questionada na Justi\u00e7a.<br \/>\nPor Laura Ign\u00e1cio<br \/>\nFonte: Valor Econ\u00f4mico <span class=\"style1\"><em>Not\u00edcia publicada quinta-feira, 30 de junho, 2016<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Receita Federal pacificou o entendimento de que a aliena\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas ou equipamentos do ativo imobilizado impede o contribuinte de continuar aproveitando cr\u00e9ditos de PIS e Cofins relacionados \u00e0 deprecia\u00e7\u00e3o desses bens. 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