{"id":6593,"date":"2016-06-24T14:41:25","date_gmt":"2016-06-24T17:41:25","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=6593"},"modified":"2016-06-24T14:41:25","modified_gmt":"2016-06-24T17:41:25","slug":"saber-usar-o-microcredito-define-negocios-e-destinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2016\/06\/saber-usar-o-microcredito-define-negocios-e-destinos\/","title":{"rendered":"Saber usar o microcr\u00e9dito define neg\u00f3cios e destinos"},"content":{"rendered":"<p>Com o microempreendedorismo em alta no Brasil, \u00e9 inevit\u00e1vel que em um dado momento o neg\u00f3cio precise de um refor\u00e7o de capital para avan\u00e7ar. Mas esse passo, geralmente decisivo, esbarra na falta de preparo para lidar com o dinheiro emprestado, principalmente dos bancos.<br \/>\nN\u00e3o foi o que aconteceu com Rosemary Miranda da Silva, 35 anos, e Sandra Margarete Pinheiro, 43 anos, que souberam planejar o empr\u00e9stimo de microcr\u00e9dito para alavancar suas atividades informais, ampliar sua renda e melhorar a condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social de suas fam\u00edlias.<br \/>\nRosemary passou por v\u00e1rias etapas at\u00e9 pegar um financiamento individual de R$ 17 mil no Santander para dobrar de 5 mil para 10 mil unidades m\u00eas a produ\u00e7\u00e3o do &#8220;Atelier de Bolos, Doces e Salgados&#8221; que fundou h\u00e1 dez anos em uma das ruas mais movimentadas de Parais\u00f3polis &#8211; a segunda maior favela da capital paulista, encravada ao lado do Morumbi, um dos bairros mais nobres da cidade de S\u00e3o Paulo.<br \/>\n&#8220;Primeiro, passei por um empr\u00e9stimo coletivo, de R$ 8 mil, para quatro mulheres, com aval solid\u00e1rio. Com o dinheiro, comprei mesas, cadeiras, balc\u00f5es para a loja. A experi\u00eancia me deu seguran\u00e7a para assumir sozinha uma d\u00edvida de maior valor&#8221;, conta Rosemary. Apontando para a ag\u00eancia do Santander, localizado em frente ao atelier, ela prev\u00ea para o pr\u00f3ximo ano novas melhorias no neg\u00f3cio, com a fabrica\u00e7\u00e3o de chocolates. Para isso, far\u00e1 a &#8220;ousadia de tirar mais R$ 30 mil no banco&#8221;, como ela mesma diz. &#8220;Agora n\u00e3o preciso mais dizer n\u00e3o para encomendas de \u00faltima hora&#8221;, salienta a empreendedora, que emprega duas pessoas e prefere manter os quatro filhos estudando e trabalhando longe de seu ganha p\u00e3o. &#8220;Misturar as coisas n\u00e3o d\u00e1 certo. E faz parte do meu sonho ver meus filhos na universidade.&#8221;<br \/>\nOutro orgulho de Rosemary \u00e9 ter vendido um bolo de milho para S\u00e9rgio Rial, presidente do Santander Brasil, quando o executivo visitou a favela.<br \/>\nCinco em uma<br \/>\nCom Sandra Margarete Pinheiro n\u00e3o foi diferente. &#8220;J\u00e1 tenho dez anos de microcr\u00e9dito&#8221;, ressalta. De um quiosque em Parais\u00f3polis, ela passou para duas lojas na favela e est\u00e1 abrindo a terceira no Maranh\u00e3o em sociedade com uma irm\u00e3. A &#8220;Sandra Lingerie&#8221; \u00e9 uma esp\u00e9cie de cinco em uma, pois comercializa moda fitness, praia, lingerie, artigos de sex shop e beleza &#8211; neste \u00faltimo, uma das tr\u00eas filhas que trabalham com Sandra \u00e9 consultora da Mary Kay.<br \/>\n&#8220;Para chegar at\u00e9 aqui, foram v\u00e1rios financiamentos. O primeiro, de R$ 1,8 mil, multipliquei com a compra de produtos. Depois os valores foram crescendo. Sempre usei o dinheiro no neg\u00f3cio: para ampliar a oferta de mercadorias, manter o estoque sempre com novidades&#8221;, explica.<br \/>\nPara levar adiante o projeto da quarta loja, est\u00e1 pegando R$ 30 mil no Santander.<br \/>\nUm dos ingredientes da receita de sucesso de Sandra &#8211; que paga R$ 2,3 mil de aluguel em seu principal ponto de venda de 45 metros quadrados, em Parais\u00f3polis &#8211; \u00e9 o fato de continuar sacoleira at\u00e9 agora. &#8220;Sei que tenho cr\u00e9dito no banco, mas \u00e9 preciso pagar em dia para continuar usufruindo disso e realizar a pr\u00f3xima etapa do meu projeto: ter uma loja em um shopping center que deve ser aberto aqui em breve&#8221;, planeja.<br \/>\nEssas opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o sustent\u00e1veis economicamente porque os neg\u00f3cios financiados s\u00e3o sustent\u00e1veis, avalia o superintendente de microcr\u00e9dito do Santander, Jeronimo Rafael Ramos. Segundo ele, dentre os fatores que fazem 95% dos tomadores de microcr\u00e9dito pagarem em dia as parcelas est\u00e3o as a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o financeira no modelo de atua\u00e7\u00e3o do banco para evitar o endividamento excessivo, o levantamento socioecon\u00f4mico feito pelos agentes de cr\u00e9dito nos locais dos neg\u00f3cios, de palestras e orienta\u00e7\u00e3o permanentes sobre quest\u00f5es b\u00e1sicas de administra\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ajuda para formaliza\u00e7\u00e3o, quando o financiado solicitar. &#8220;Para continuar investimento neste programa de alto impacto social, h\u00e1 15 anos passamos a ver o microcr\u00e9dito como um neg\u00f3cio com sustentabilidade econ\u00f4mica&#8221;, enfatiza o superintendente do Santander. De 2001 para c\u00e1, a institui\u00e7\u00e3o financeira liberou R$ 3,3 bilh\u00f5es para cerca de 350 mil empreendedores, &#8220;ou em torno de 1,4 milh\u00e3o de beneficiados&#8221;.<br \/>\nFonte:\u00a0DCI &#8211; SP <span class=\"style1\"><em>Not\u00edcia publicada quinta-feira, 23 de junho, 2016<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o microempreendedorismo em alta no Brasil, \u00e9 inevit\u00e1vel que em um dado momento o neg\u00f3cio precise de um refor\u00e7o de capital para avan\u00e7ar. Mas esse passo, geralmente decisivo, esbarra na falta de preparo para lidar com o dinheiro emprestado, principalmente dos bancos. 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