{"id":6331,"date":"2016-02-23T15:05:47","date_gmt":"2016-02-23T18:05:47","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=6331"},"modified":"2016-02-23T15:05:47","modified_gmt":"2016-02-23T18:05:47","slug":"producao-de-acucar-rumo-a-um-novo-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2016\/02\/producao-de-acucar-rumo-a-um-novo-recorde\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar rumo a um novo recorde"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco safras &#8220;derrapando&#8221;, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar do Brasil, maior exportador global, volta a fazer barulho no mercado. Um volume recorde de cana estar\u00e1 dispon\u00edvel para moagem no Centro-Sul do pa\u00eds em 2016\/17 e, com isso, a produ\u00e7\u00e3o da commodity poder\u00e1 crescer at\u00e9 4,9 milh\u00f5es de toneladas em rela\u00e7\u00e3o a 2015\/16, conforme as estimativas at\u00e9 agora divulgadas.<\/p>\n<p>Influenciadas por essas proje\u00e7\u00f5es, as cota\u00e7\u00f5es do a\u00e7\u00facar na bolsa de Nova York recuaram 15% desde o in\u00edcio deste ano, conforme c\u00e1lculos do Valor Data. Mas, pelo menos por ora, esse decl\u00ednio n\u00e3o preocupa as usinas brasileiras, que j\u00e1 venderam antecipadamente 60% do a\u00e7\u00facar que v\u00e3o exportar em 2016\/17.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/16\/02\/arte23agr-101-acucar-b12.jpg?w=580\" alt=\"Proje\u00e7\u00f5es de consultorias para a safra 2016\/17 de cana no Centro-Sul do Brasil\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>Esse fator de press\u00e3o tende a perdurar, mas o espa\u00e7o para novas quedas &#8211; se \u00e9 que elas acontecer\u00e3o &#8211; j\u00e1 come\u00e7a a ser definido pelas previs\u00f5es de clima para o Centro-Sul e pelo mercado de etanol, cujo consumo bateu recorde em 2015. Mas \u00e9 consenso entre as principais consultorias e tradings que atuam no ramo que em 2016\/17 haver\u00e1 volumes de cana nunca antes vistos na regi\u00e3o (at\u00e9 650 milh\u00f5es de toneladas), o que tende a inflar a oferta de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Segundo a FG Agro, localizada em Ribeir\u00e3o Preto (SP), o mais tradicional polo canavieiro do pa\u00eds, se as usinas do Centro-Sul destinarem 44,4% do caldo da cana para fabricar a\u00e7\u00facar em 2016\/17 (ante 40,9% em 2015\/16), a produ\u00e7\u00e3o da commodity pode chegar a 35,6 milh\u00f5es de toneladas, o que seria um recorde &#8211; o anterior, de 34,4 milh\u00f5es de toneladas, foi no ciclo 2013\/14.<\/p>\n<p>A estimativa considera que as usinas da regi\u00e3o v\u00e3o conseguir processar 635 milh\u00f5es de toneladas de cana, de um total de 650 milh\u00f5es que estar\u00e3o dispon\u00edveis. A premissa \u00e9 que a moagem vai ocorrer por 204 dias, 11 dias a mais que na temporada atual.<\/p>\n<p>Ainda que se confirme esse cen\u00e1rio de grande produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, a consultoria n\u00e3o v\u00ea &#8220;amea\u00e7as&#8221; ao primeiro d\u00e9ficit global em cinco safras, previsto para esta &#8220;safra internacional&#8221; 2015\/16, que termina em 30 de setembro. &#8220;O mercado sabe que o d\u00e9ficit ser\u00e1 crescente [o consumo mundial tem crescido de 2,5 milh\u00f5es a 3 milh\u00f5es de toneladas por ano]. E isso dar\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os da commodity no longo prazo&#8221;, afirma o diretor da FG Agro, Gustavo Torrano Corr\u00eaa.<\/p>\n<p>Por outro lado, pesa na balan\u00e7a &#8220;altista&#8221; da commodity o fato de que cerca de 60% do a\u00e7\u00facar que o Brasil dever\u00e1 exportar em 2016\/17 j\u00e1 foi vendido antecipadamente. Na pr\u00e1tica, isso significa uma menor press\u00e3o de venda no mercado internacional no pr\u00f3ximo ciclo, na medida que o maior exportador global ter\u00e1 somente 40% de seu excedente export\u00e1vel a ofertar.<\/p>\n<p>Mas, se por alguma raz\u00e3o as cota\u00e7\u00f5es do a\u00e7\u00facar ca\u00edrem em demasia, reduzindo a rentabilidade das usinas &#8211; o que Corr\u00eaa considera improv\u00e1vel -, a safra do Centro-Sul poder\u00e1 &#8220;virar&#8221; para o etanol. Nesse cen\u00e1rio, o &#8220;mix&#8221; seria de 41% para a\u00e7\u00facar, e n\u00e3o mais 44,4%, e a produ\u00e7\u00e3o da commodity seria de 33 milh\u00f5es de toneladas. A produ\u00e7\u00e3o adicional de etanol, por sua vez, cresceria 150 milh\u00f5es de litros por m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o seria um problema para o mercado absorver essa oferta adicional sem afetar de maneira significativa os pre\u00e7os&#8221;, avaliou Corr\u00eaa. Mesmo porque no primeiro cen\u00e1rio, mais a\u00e7ucareiro, j\u00e1 \u00e9 considerada uma oferta bem &#8220;curta&#8221; de etanol &#8211; 27,6 bilh\u00f5es de litros, praticamente a mesma de 2015\/16.<\/p>\n<p>A maior parte das consultorias prev\u00ea uma produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar no Centro-Sul em 2016\/17 mais pr\u00f3xima de 34 milh\u00f5es de toneladas. Est\u00e3o nessa lista a brasileira Datagro, a americana FCStone (<em>ver infogr\u00e1fico<\/em>), a trading francesa Sucden (34,3 milh\u00f5es) e o banco holand\u00eas Rabobank (34 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o n\u00fameros que ainda podem mudar. A Kingsman enxerga que a oferta maior no Brasil reduzir\u00e1 o d\u00e9ficit mundial em 2015\/16. Em dezembro, projetou que a demanda superaria a produ\u00e7\u00e3o em 5,26 milh\u00f5es de toneladas, mas em janeiro, baixo o n\u00famero para 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco safras &#8220;derrapando&#8221;, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar do Brasil, maior exportador global, volta a fazer barulho no mercado. 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