{"id":6293,"date":"2016-02-10T14:27:21","date_gmt":"2016-02-10T16:27:21","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=6293"},"modified":"2016-02-10T14:27:21","modified_gmt":"2016-02-10T16:27:21","slug":"governo-quer-reducao-de-meta-fiscal-em-ano-de-pib-fraco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2016\/02\/governo-quer-reducao-de-meta-fiscal-em-ano-de-pib-fraco\/","title":{"rendered":"Governo quer redu\u00e7\u00e3o de meta fiscal em ano de PIB fraco"},"content":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da fixa\u00e7\u00e3o de um limite para a expans\u00e3o dos gastos p\u00fablicos\u00a0 o governo federal discute a possibilidade de descontar da meta fiscal parte da queda da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos em anos de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>Dessa forma, a meta poder\u00e1 ser ajustada ao ciclo econ\u00f4mico. A mudan\u00e7a em fase de elabora\u00e7\u00e3o faz parte da reforma fiscal que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, quer deixar pronta entre mar\u00e7o e abril deste ano a ser enviada ao Congresso Nacional.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 ter um limite de gasto, segundo um integrante da equipe econ\u00f4mica, e a cada ano fixar uma meta de economia para o pagamento dos\u00a0<a class=\"classtermo\" href=\"http:\/\/www.contabeis.com.br\/termos-contabeis\/juros\">juros<\/a>\u00a0da d\u00edvida p\u00fablica, o chamado super\u00e1vit prim\u00e1rio das contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, as mudan\u00e7as introduzem na pol\u00edtica fiscal brasileira um sistema de banda de flutua\u00e7\u00e3o para o esfor\u00e7o fiscal do governo, que poder\u00e1 inclusive permitir d\u00e9ficits por conta de frustra\u00e7\u00e3o de receita projetada.<\/p>\n<p>A meta fiscal ser\u00e1 uma s\u00f3 para cada ano. &#8220;Mas se tiver frustra\u00e7\u00e3o de receita, poder\u00e1 ser abatida da meta uma parte sem que haja aumento de gasto&#8221;, explicou a fonte. A mudan\u00e7a \u00e9 para acomodar eventual perda de receita, cen\u00e1rio que vem ocorrendo nos \u00faltimos anos e que contribuiu para o\u00a0rombo hist\u00f3rico\u00a0de R$ 115 bilh\u00f5es das contas p\u00fablicas em 2015. &#8220;Teremos um limite de gasto intertemporal e a cada ano teremos uma meta, como \u00e9 hoje&#8221;, disse o integrante da equipe econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O modelo est\u00e1 sendo desenhado tamb\u00e9m com mecanismos que evitem que excessos de arrecada\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do projetado, funcionem como um gatilho para a eleva\u00e7\u00e3o dos gastos.<\/p>\n<p>A proposta visa criar uma regra que evite que o governo expanda os gastos em anos de boa arrecada\u00e7\u00e3o sem que isso seja sustent\u00e1vel ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Foi justamente esse problema que agravou o quadro das contas da Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios nos \u00faltimos anos. &#8220;O importante \u00e9 o limite de gasto&#8221;, destacou a fonte.<\/p>\n<p>Com a introdu\u00e7\u00e3o desse limite, o ministro Nelson Barbosa pretende afastar as resist\u00eancias \u00e0 mudan\u00e7a na pol\u00edtica fiscal, justamente num momento de forte deteriora\u00e7\u00e3o e de um rombo estrutural nas contas p\u00fablicas. O d\u00e9ficit foi agravado pelo engessamento or\u00e7ament\u00e1rio das despesas obrigat\u00f3rias, aquelas que n\u00e3o podem deixar de ser feitas ao longo do ano.<\/p>\n<p>Sem um avan\u00e7o do crescimento, o d\u00e9ficit estrutural demorar\u00e1 para ser revertido, j\u00e1 que o governo n\u00e3o tem muita margem para diminuir os seus gastos sem mudan\u00e7as em regras que exigem altera\u00e7\u00e3o legislativa, como a reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>CORTE<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 inten\u00e7\u00e3o da equipe econ\u00f4mica anunciar a proposta de reforma com o corte do\u00a0Or\u00e7amento\u00a0deste ano.<\/p>\n<p>&#8220;O contingenciamento vai sair, mas n\u00e3o estamos discutindo a mudan\u00e7a de meta&#8221;, disse a fonte. Esse corte dever\u00e1 ser inferior a R$ 50 bilh\u00f5es &#8211; no ano passado, ficou em R$ 80 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na sexta-feira (5\/2), o Broadcast, servi\u00e7o em tempo real da Ag\u00eancia Estado, apurou que o contingenciamento pode ficar em torno de R$ 24 bilh\u00f5es, segundo os \u00faltimos cen\u00e1rios tra\u00e7ados pelo governo. &#8220;Ser\u00e1 entre R$ 20 bilh\u00f5es e R$ 30 bilh\u00f5es&#8221;, disse uma fonte.<\/p>\n<p>Uma outra fonte envolvida nas discuss\u00f5es destacou, inclusive, que n\u00e3o est\u00e1 descartado um valor menor. &#8220;O Or\u00e7amento de 2016 j\u00e1 teve dois cortes, um pelo Executivo no envio do projeto ao Congresso e outro pelo relator-geral&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>O dilema maior para a presidente Dilma Rousseff \u00e9 que o governo j\u00e1 sabe, como antecipou o Broadcast, que n\u00e3o conseguir\u00e1 garantir o cumprimento da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio deste ano fixada em R$ 30,5 bilh\u00f5es, o correspondente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) fixada para todo o setor p\u00fablico. A defesa \u00e9 que a mudan\u00e7a das regras fiscais ocorram ainda esse ano para evitar nova revis\u00e3o da meta em 2018.<\/p>\n<p><strong>&#8220;TRANSPAR\u00caNCIA&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O l\u00edder do governo na Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento (CMO), deputado Paulo Pimenta (PT-RS), disse ontem ser favor\u00e1vel que o Executivo apresente uma proposta de reforma fiscal ainda este ano. Segundo ele, a banda fiscal vai permitir que o Pa\u00eds tenha uma economia &#8220;mais transparente.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 melhor do que estabelecer a meta para depois alter\u00e1-la&#8221;, afirmou o deputado. Ele exemplificou que, em rela\u00e7\u00e3o ao desempenho econ\u00f4mico do Brasil em 2015, a meta fiscal n\u00e3o foi alcan\u00e7ada porque o gasto p\u00fablico ocorreu, mas houve frustra\u00e7\u00e3o de receitas decorrente da queda da atividade econ\u00f4mica e do pre\u00e7o das commodities.<\/p>\n<p>Pimenta disse ter defendido, no fim do ano passado durante as discuss\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, a ado\u00e7\u00e3o de uma meta fiscal flex\u00edvel que englobasse os investimentos com o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). Contudo, lembrou, prevaleceu a proposta do ent\u00e3o ministro da Fazenda Joaquim Levy de adotar um super\u00e1vit de 0,5% do PIB sem nenhum tipo de dedu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um debate mais amplo que precisamos fazer com a ado\u00e7\u00e3o de metas flex\u00edveis: qual o n\u00edvel de investimento que o setor publico est\u00e1 disposto a realizar e tamb\u00e9m como alavancar as parceiras p\u00fablico-privadas&#8221;, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da fixa\u00e7\u00e3o de um limite para a expans\u00e3o dos gastos p\u00fablicos\u00a0 o governo federal discute a possibilidade de descontar da meta fiscal parte da queda da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos em anos de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Dessa forma, a meta poder\u00e1 ser ajustada ao ciclo econ\u00f4mico. 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