{"id":5911,"date":"2015-10-13T14:26:16","date_gmt":"2015-10-13T17:26:16","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=5911"},"modified":"2015-10-13T14:26:16","modified_gmt":"2015-10-13T17:26:16","slug":"inadimplencia-atinge-mais-da-metade-das-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2015\/10\/inadimplencia-atinge-mais-da-metade-das-empresas\/","title":{"rendered":"Inadimpl\u00eancia atinge mais da metade das empresas"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil registrou 4 milh\u00f5es de empresas inadimplentes, mais da metade das 7,9 milh\u00f5es de empresas em opera\u00e7\u00e3o, segundo crit\u00e9rios da Serasa Experian (\u00e9 considerada em opera\u00e7\u00e3o a empresa que teve o CNPJ consultado no \u00faltimo ano e que consta em atividade na Receita).<\/p>\n<p>Juntas, as inadimplentes somam d\u00edvidas de R$ 92 bilh\u00f5es, segundo dados de agosto da Serasa.<\/p>\n<p>O volume \u00e9 o maior desde julho do ano passado, in\u00edcio do levantamento e quando a inadimpl\u00eancia no setor produtivo chegava a 3,5 milh\u00f5es de devedoras, com R$ 80 bilh\u00f5es em d\u00e9bitos. Os valores mencionados n\u00e3o foram corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o d\u00edvidas em m\u00e9dia com 30 dias de atraso e que constam no cadastro da Serasa Experian, dona do maior banco de dados de cr\u00e9dito do pa\u00eds.<\/p>\n<p>As inadimplentes devem a bancos, deram cheques sem fundo, tiveram t\u00edtulos protestados ou enfrentam a\u00e7\u00f5es judiciais porque n\u00e3o pagaram a fornecedores ou funcion\u00e1rios. H\u00e1 casos ainda de empresas que entraram em recupera\u00e7\u00e3o judicial (processo em que pede prazo para negociar com credores).<\/p>\n<p>Com o aumento dos juros, cr\u00e9dito restrito e queda nas vendas, essas empresas enfrentam mais dificuldades para manter as contas em dia.<\/p>\n<p>&#8220;O quadro de recess\u00e3o na economia afeta diretamente o ritmo de neg\u00f3cios e a gera\u00e7\u00e3o de caixa das empresas&#8221;, diz Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa.<\/p>\n<p>Do total de empresas inadimplentes, 46% est\u00e3o no com\u00e9rcio (como vestu\u00e1rio, ve\u00edculos e eletr\u00f4nicos); 44% no setor de servi\u00e7os (bares, restaurantes, turismo, sal\u00f5es de beleza) e 10% na ind\u00fastria. Nove em cada dez inadimplentes s\u00e3o de micro e pequeno portes. Metade delas est\u00e1 na regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p>Economistas e empres\u00e1rios dizem acreditar que a tend\u00eancia \u00e9 de a inadimpl\u00eancia continuar em alta \u2013entre empresas e entre as pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n<p>&#8220;Com a queda nas vendas e os juros nas alturas n\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7a nesse cen\u00e1rio [de endividamento]&#8221;, diz Marcel Solimeo, da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No setor industrial, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. &#8220;As empresas est\u00e3o enfrentando mais dificuldade nas vendas de prazos mais longos, em que existe mais necessidade de capital de giro&#8221;, afirma Jos\u00e9 Ricardo Roriz Coelho, diretor da Fiesp.<\/p>\n<p>&#8220;E tamb\u00e9m para discutir alternativas de refinanciamento de d\u00edvidas e tomar novos cr\u00e9ditos pela falta de perspectivas de melhora do cen\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Krause, economista-chefe da Coface (empresa especializada em seguro de cr\u00e9dito) para a Am\u00e9rica Latina, destaca ainda o forte impacto da varia\u00e7\u00e3o cambial, especialmente no setor industrial, e da eleva\u00e7\u00e3o da tarifa de energia. &#8220;Est\u00e3o cada vez mais recorrentes os pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial.&#8221;<\/p>\n<p>PESSOA F\u00cd;SICA<\/p>\n<p>A Serasa tamb\u00e9m registrou que 3,1 milh\u00f5es de consumidores entraram na lista de inadimplentes de dezembro de 2014 a agosto deste ano.<\/p>\n<p>H\u00e1 no pa\u00eds 57,2 milh\u00f5es de pessoas endividadas com bancos (financiamento de carros, im\u00f3veis), com o varejo e com contas de consumo (luz, \u00e1gua, telefone) em atraso. Juntos esses consumidores devem R$ 246 bilh\u00f5es. Desemprego e infla\u00e7\u00e3o elevada s\u00e3o os principais fatores para explicar o aumento do endividamento (Folha de S.Paulo, 9\/10\/15)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou 4 milh\u00f5es de empresas inadimplentes, mais da metade das 7,9 milh\u00f5es de empresas em opera\u00e7\u00e3o, segundo crit\u00e9rios da Serasa Experian (\u00e9 considerada em opera\u00e7\u00e3o a empresa que teve o CNPJ consultado no \u00faltimo ano e que consta em atividade na Receita). 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