{"id":5698,"date":"2015-05-29T14:58:35","date_gmt":"2015-05-29T17:58:35","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=5698"},"modified":"2015-05-29T14:58:35","modified_gmt":"2015-05-29T17:58:35","slug":"alta-tributacao-tira-poder-de-compra-da-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2015\/05\/alta-tributacao-tira-poder-de-compra-da-populacao\/","title":{"rendered":"Alta tributa\u00e7\u00e3o tira poder de compra da popula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A alta carga tribut\u00e1ria no Brasil tem contribu\u00eddo para tirar dinheiro do bolso do contribuinte que poderia ser destinado para consumo ou poupan\u00e7a. Por isso, os brasileiros perdem poder de compra, que \u00e9 justamente o que move a economia. Para as empresas, a tributa\u00e7\u00e3o elevada reduz o volume de investimentos, motiva o fechamento de neg\u00f3cios e inviabiliza a abertura de novos, al\u00e9m de gerar consequ\u00eancias como a sonega\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n<p>Neste ano, os brasileiros v\u00e3o trabalhar at\u00e9 31 de maio, ou 151 dias, apenas para pagar tributos federais, estaduais e municipais, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT). O estudo constata ainda que o contribuinte trabalha atualmente quase o dobro de dias para cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es junto ao governo do que nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, quando eram dedicados, respectivamente, 76 e 77 dias de trabalho para esse objetivo. Neste ano, o pagamento de tributos vai subtrair, em m\u00e9dia, 41,37% do rendimento bruto do brasileiro, segundo o IBPT.<\/p>\n<p>&#8220;O imposto tira dinheiro do bolso do contribuinte que se tornaria consumo ou poupan\u00e7a. Quando o governo diminui o tributo, coloca dinheiro no bolso do consumidor&#8221;, explica o professor da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Londrina (PUC) M\u00e1rcio Massaro.<\/p>\n<p>Para ele, o imposto \u00e9 algo que entra como interven\u00e7\u00e3o do governo no equil\u00edbrio geral do mercado e influencia as leis naturais da economia. E, para as empresas, \u00e9 um empecilho porque as companhias vendem e empregam menos. Massaro lembra que o trabalho \u00e9 muito tributado e acredita que as empresas poderiam contratar mais com menos tributos. &#8220;Se tiv\u00e9ssemos estradas e infraestrutura melhores, por exemplo, n\u00e3o teria problema em cobrar imposto. O problema n\u00e3o \u00e9 a carga tribut\u00e1ria, mas n\u00e3o ter a contrapartida em servi\u00e7os para a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, opina.<\/p>\n<p>Segundo ele, a tributa\u00e7\u00e3o excessiva tamb\u00e9m contribui para diminuir a competitividade dos produtos brasileiros quando exportados para outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para ele, a recente alta de ICMS no Paran\u00e1, que entrou em vigor a partir do in\u00edcio de abril, vai diminuir o n\u00famero de investimentos de novas empresas no Estado. Massaro destaca ainda que esses aumentos de tributos no Paran\u00e1 terminam no bolso do consumidor, que fica com uma menor capacidade de consumo. &#8220;O aumento do tributo aumenta os pre\u00e7os dos produtos, o que impacta na infla\u00e7\u00e3o&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de IPVA no Estado, que passou de 2,5% para 3,5%, tamb\u00e9m reflete nas fam\u00edlias que n\u00e3o t\u00eam carro, segundo ele. O aumento deste tributo traz impacto para o frete das transportadoras e chega em cadeia para o consumidor. Al\u00e9m disso, \u00e9 repassado pelas empresas de \u00f4nibus e t\u00e1xi. &#8220;O tributo pega todo mundo direta ou indiretamente.&#8221;<\/p>\n<p>Para Massaro, o grande problema \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem retorno em servi\u00e7os p\u00fablicos, al\u00e9m de assistir a uma s\u00e9rie de den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds. &#8220;O respeito pelo contribuinte passa pela necessidade de o governo enxergar que tem que retornar isso para o cidad\u00e3o e para o setor produtivo.&#8221;<\/p>\n<p>Para o advogado tributarista e diretor da Pactum Consultoria Empresarial, Gilson Faust, a carga tribut\u00e1ria alta sufoca todo o ambiente de desenvolvimento empresarial. &#8220;O governo aplica mal os recursos e n\u00e3o d\u00e1 o retorno para a sociedade&#8221;, diz. Ele comenta que parte do dinheiro destinado pelas empresas para o pagamento de tributos poderia ser utilizada pela iniciativa privada para fazer investimentos. &#8220;Isso prejudica muito o desenvolvimento empresarial. Se a carga tribut\u00e1ria \u00e9 menor, disponibiliza mais riquezas para os empres\u00e1rios alavancarem em forma de investimentos e crescimento que gera emprego e renda.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo ele, o ajuste fiscal promovido pela presidente Dilma Rousseff teve como objetivo aumentar a receita muito mais do que diminuir as despesas do poder p\u00fablico. No Paran\u00e1, Faust acredita que o ideal tamb\u00e9m seria n\u00e3o aumentar os tributos e atuar na efici\u00eancia do gasto p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alta carga tribut\u00e1ria no Brasil tem contribu\u00eddo para tirar dinheiro do bolso do contribuinte que poderia ser destinado para consumo ou poupan\u00e7a. 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