{"id":5595,"date":"2015-03-30T14:47:06","date_gmt":"2015-03-30T17:47:06","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=5595"},"modified":"2015-03-30T14:47:06","modified_gmt":"2015-03-30T17:47:06","slug":"industria-ja-estuda-repassar-para-preco-fim-da-desoneracao-da-folha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2015\/03\/industria-ja-estuda-repassar-para-preco-fim-da-desoneracao-da-folha\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria j\u00e1 estuda repassar para pre\u00e7o fim da desonera\u00e7\u00e3o da folha"},"content":{"rendered":"<p>Quatro em cada dez produtos fabricados pela ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o est\u00e3o no programa desonera\u00e7\u00e3o da folha e devem sofrer o impacto do aumento da contribui\u00e7\u00e3o previsto no projeto de lei encaminhado pelo governo.<\/p>\n<p>A alta da al\u00edquota de 1% para 2,5%, proposta no PL, atinge 40 segmentos da ind\u00fastria e parte deles j\u00e1 estuda o repasse desse custo para o pre\u00e7o. Juntos, o grupo de desonerados representa 36% do total que a ind\u00fastria faturou e 54% do total de empregos em 2014.<\/p>\n<p>Ind\u00fastrias t\u00eaxteis, de vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados, pl\u00e1sticos, alimentos e m\u00f3veis estimam que o repasse deve ser de 2% a 10% no pre\u00e7o final.<\/p>\n<p>&#8220;Ou a empresa aumenta o pre\u00e7o, o que afeta diretamente a infla\u00e7\u00e3o, em um momento em que o consumo est\u00e1 fraco, ou absorve esse custo, o que tem efeito direto no corte de investimentos&#8221;, diz Jos\u00e9 Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade da Fiesp.<\/p>\n<p>Empresas t\u00eaxteis e confec\u00e7\u00f5es, as primeiras a entrar no programa de desonera\u00e7\u00e3o em 2011, preveem dificuldades para fazer o repasse.<\/p>\n<p>&#8220;A desonera\u00e7\u00e3o representa 10% do pre\u00e7o final do produto. Com aumento de energia, combust\u00edvel, do d\u00f3lar (que encarece o insumo importado) e alta de juros, ser\u00e1 dif\u00edcil absorver mais esse custo&#8221;, diz Ronald Masihah, do Sindivestu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nas empresas de pequeno a grande porte, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. Antonio Trombeta, dono de uma confec\u00e7\u00e3o com 70 empregados, diz que, com a concorr\u00eancia dos importados, a desonera\u00e7\u00e3o da folha foi importante para baixar os pre\u00e7os em at\u00e9 4%. &#8220;Em mar\u00e7o, as vendas ca\u00edram at\u00e9 20%. Sem o incentivo, o repasse ter\u00e1 de ser acima de 5%.&#8221;<\/p>\n<p>No grupo Marisol, o repasse tamb\u00e9m \u00e9 estudado. &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o simples. O consumidor se acostumou \u00e0 estabilidade de pre\u00e7os. Para se habituar a um novo patamar, ser\u00e1 um choque&#8221;, diz Giuliano Donini, presidente do grupo, com 2.772 empregados.<\/p>\n<p>Para Flavio Rocha, presidente da Riachuelo, n\u00e3o \u00e9 o momento de aumentar imposto. &#8220;Se o Brasil n\u00e3o for reinserido no jogo competitivo, todas as conquistas, da estabilidade da moeda \u00e0 inser\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de consumidores, ficam amea\u00e7adas.&#8221;<\/p>\n<p>No grupo Guararapes (dono da Riachuelo e de outras empresas), a alta na al\u00edquota &#8220;custa&#8221; R$ 60 milh\u00f5es ao ano.<\/p>\n<p>Fiesp e associa\u00e7\u00f5es das ind\u00fastrias t\u00eaxteis (Abit), de m\u00f3veis (Abim\u00f3veis) e cal\u00e7ados (Abical\u00e7ados) defendem a extin\u00e7\u00e3o do projeto. &#8220;No m\u00ednimo, a al\u00edquota de 1% tem de ser mantida para os setores empregadores e que sofrem concorr\u00eancia direta dos importados&#8221;, diz Fernando Pimentel, da Abit.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro em cada dez produtos fabricados pela ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o est\u00e3o no programa desonera\u00e7\u00e3o da folha e devem sofrer o impacto do aumento da contribui\u00e7\u00e3o previsto no projeto de lei encaminhado pelo governo. 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