{"id":5333,"date":"2014-12-04T14:28:26","date_gmt":"2014-12-04T16:28:26","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=5333"},"modified":"2014-12-04T14:28:26","modified_gmt":"2014-12-04T16:28:26","slug":"apos-anuncio-de-equipe-economica-juros-vao-a-1175-os-maiores-em-3-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/12\/apos-anuncio-de-equipe-economica-juros-vao-a-1175-os-maiores-em-3-anos\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s an\u00fancio de equipe econ\u00f4mica, juros v\u00e3o a 11,75%, os maiores em 3 anos"},"content":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), do Banco Central, subiu a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) de 11,25% para 11,75% ao ano. S\u00e3o os maiores juros em mais de tr\u00eas anos, desde agosto de 2011 (quando estavam em 12%). Tamb\u00e9m \u00e9 o segundo aumento seguido, e representa uma acelera\u00e7\u00e3o no ritmo de alta. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime entre os integrantes do comit\u00ea.<\/p>\n<p>Na \u00faltima reuni\u00e3o, o Copom havia elevado os juros em 0,25 ponto percentual, de 11% para 11,25% (uma varia\u00e7\u00e3o mais corriqueira nas decis\u00f5es do BC). Agora a subida foi de 0,5 ponto percentual. Esta foi a \u00faltima reuni\u00e3o do Copom no ano sobre taxa de juros. A pr\u00f3xima delibera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 em 20 de janeiro.   Foi a segunda decis\u00e3o sobre juros depois da reelei\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff (PT). Na primeira reuni\u00e3o do Copom ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o, tr\u00eas dias depois do segundo turno, a alta da taxa para 11,25% surpreendendo o mercado, que esperava manuten\u00e7\u00e3o.   Em nota, o Copom diz que o resultado do aumento de juros \u00e9 &#8220;defasado&#8221; e precisa ser aplicado com &#8220;parcim\u00f4nia&#8221; (de forma cautelosa).   &#8220;Considerando os efeitos cumulativos e defasados da pol\u00edtica monet\u00e1ria, entre outros fatores, o comit\u00ea avalia que o esfor\u00e7o adicional de pol\u00edtica monet\u00e1ria tende a ser implementado com parcim\u00f4nia&#8221;, afirma a nota.<\/p>\n<p>Taxa de juros \u00e9 ferramenta para tentar combater infla\u00e7\u00e3o Uma das maiores cr\u00edticas a Dilma tem sido a economia, incluindo a infla\u00e7\u00e3o em alta. Os juros s\u00e3o usados, entre outras coisas, para tentar controlar a infla\u00e7\u00e3o. O governo tenta recuperar confian\u00e7a do mercado.   No fim do m\u00eas passado, foram anunciados os nomes da nova equipe econ\u00f4mica. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, j\u00e1 acenou com metas mais realistas e controle de gastos. O mercado gostou de sua nomea\u00e7\u00e3o.   A Selic \u00e9 uma taxa de refer\u00eancia para o mercado e remunera investimentos com t\u00edtulos p\u00fablicos, por exemplo. N\u00e3o representa os juros cobrados dos consumidores, que s\u00e3o muito mais altos. A taxa m\u00e9dia de juros cobrada das pessoas na vida real em outubro chegou a 103,05% ao ano, segundo a Anefac, associa\u00e7\u00e3o de executivos de finan\u00e7as.   A infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo IPCA (\u00cd;ndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo) atingiu 6,59% em 12 meses at\u00e9 outubro, estourando o limite m\u00e1ximo da meta do governo, que \u00e9 de 6,5%. A meta do BC \u00e9 manter a infla\u00e7\u00e3o em 4,5% ao ano, mas s\u00e3o aceitos dois pontos percentuais para cima ou para baixo (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%, o chamado teto da meta).   A Selic \u00e9 usada pelo BC para tentar controlar o consumo e a infla\u00e7\u00e3o, ou estimular a economia. Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o pre\u00e7o das mercadorias cair, controlando a infla\u00e7\u00e3o, em tese. Por outro lado, juros altos seguram a economia e fazem o PIB (Produto Interno Bruto) ficar baixo.   Se os juros est\u00e3o elevados, as empresas investem menos, porque fica caro tomar empr\u00e9stimos para produ\u00e7\u00e3o, e as pessoas tamb\u00e9m reduzem seus gastos, porque o credi\u00e1rio fica mais alto. Essa situa\u00e7\u00e3o deixa a economia com menos for\u00e7a. O lado bom \u00e9 que investimentos baseados em juros s\u00e3o beneficiados e rendem mais para o aplicador.   Por outro lado, com juros mais baixos, h\u00e1 mais consumo e mais risco de infla\u00e7\u00e3o, porque as pessoas compram mais e nem sempre a ind\u00fastria consegue produzir o suficiente. Quando h\u00e1 falta de produtos, a tend\u00eancia \u00e9 que eles fiquem mais caros.   Al\u00e9m de infla\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds tem um crescimento muito pequeno. Segundo o IBGE, a economia brasileira, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto), cresceu 0,1% no terceiro trimestre. Esse leve crescimento tirou o pa\u00eds da recess\u00e3o t\u00e9cnica, que ocorre quando o PIB (Produto Interno Bruto) tem resultados negativos em dois trimestres seguidos.   A economia brasileira encolheu 0,6% no segundo trimestre e 0,2% no primeiro trimestre. Recess\u00e3o significa redu\u00e7\u00e3o de consumo, menos produ\u00e7\u00e3o e risco de desemprego. Poupan\u00e7a continua rendendo igual A poupan\u00e7a continua rendendo com seu potencial m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>Uma nova regra de 2012 estabelece que ela renda menos quando a Selic estiver igual ou inferior a 8,5% ao ano. Nesse caso, a poupan\u00e7a daria 70% da Selic mais a TR. Como est\u00e1 acima disso, o rendimento \u00e9 o tradicional: 6,17% ao ano mais a TR.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), do Banco Central, subiu a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) de 11,25% para 11,75% ao ano. S\u00e3o os maiores juros em mais de tr\u00eas anos, desde agosto de 2011 (quando estavam em 12%). Tamb\u00e9m \u00e9 o segundo aumento seguido, e representa uma acelera\u00e7\u00e3o no ritmo de alta. 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