{"id":5147,"date":"2014-10-17T14:58:48","date_gmt":"2014-10-17T17:58:48","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=5147"},"modified":"2014-10-17T14:58:48","modified_gmt":"2014-10-17T17:58:48","slug":"para-especialistas-fim-do-fator-previdenciario-poderia-elevar-deficit-do-inss","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/10\/para-especialistas-fim-do-fator-previdenciario-poderia-elevar-deficit-do-inss\/","title":{"rendered":"Para especialistas, fim do fator previdenci\u00e1rio poderia elevar deficit do INSS"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo com decis\u00e3o judicial em sentido contr\u00e1rio, a C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) condenou o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar a recolher Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e multa, em um total de R$ 48 milh\u00f5es. A cobran\u00e7a \u00e9 relativa ao per\u00edodo de 2005 a 2007.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 90, a companhia conseguiu uma decis\u00e3o judicial que considerou a lei que instituiu a CSLL (Lei n\u00ba 7.689, de 1988) inconstitucional. Ao analisar agora o caso, por\u00e9m, os conselheiros da C\u00e2mara Superior \u2013 respons\u00e1vel por unificar o entendimento do Carf \u2013 entenderam que o fato de a norma ter sofrido altera\u00e7\u00f5es ao longo dos anos justifica a cobran\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com o processo, o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar n\u00e3o pagou o tributo por contar com decis\u00e3o judicial transitada em julgado \u2013 quando n\u00e3o cabe mais recurso. Como a empresa, diversas contribuintes entraram com a\u00e7\u00f5es na \u00e9poca em que a CSLL foi institu\u00edda, alegando que a contribui\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser institu\u00edda por meio de lei complementar, e n\u00e3o por lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Apesar de algumas das a\u00e7\u00f5es terem transitado em julgado de forma favor\u00e1vel aos contribuintes, o Supremo Tribunal Federal (STF) em 1992 entendeu que o tributo \u00e9 constitucional. A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s a an\u00e1lise de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (Adin).<\/p>\n<p>O tema foi analisado ainda pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) em 2011, por meio de caso similar que chegou ao Carf. A quest\u00e3o foi julgada por meio de recurso repetitivo, o que significa que tanto as inst\u00e2ncias inferiores quanto o Carf deveriam seguir o entendimento.<\/p>\n<p>No STJ, os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o consideraram que a cobran\u00e7a de CSLL de uma empresa com decis\u00e3o judicial em sentido contr\u00e1rio \u00e9 indevida. \u201cO fato de o Supremo  Tribunal Federal posteriormente manifestar-se em sentido oposto \u00e0 decis\u00e3o judicial transitada em julgado em nada pode alterar a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica estabilizada pela coisa julgada\u201d, afirmou o relator da a\u00e7\u00e3o, ministro Arnaldo  Esteves  Lima, em seu voto.<\/p>\n<p>O magistrado disse ainda que as normas que alteraram a Lei n\u00ba 7.689, editadas entre 1988 e 1992, n\u00e3o mudaram de forma substancial a cobran\u00e7a do tributo. Nesse sentido, prevaleceria a decis\u00e3o judicial transitada em julgado.<\/p>\n<p>No Carf, entretanto, entendeu-se que, por conta de altera\u00e7\u00f5es posteriores \u00e0 Lei n\u00ba 7.689, seria poss\u00edvel cobrar a CSLL do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar. O resultado foi dado por voto de qualidade \u2013 quanto h\u00e1 empate, e o voto do presidente, representante do Fisco, \u00e9 usado para resolver o impasse.<\/p>\n<p>De acordo com a tese vencedora, a decis\u00e3o judicial valeria apenas para o texto original da norma. As altera\u00e7\u00f5es posteriores permitiriam a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O entendimento diverge do expressado pela relatora do caso, conselheira Karem Jureidini Dias, durante o julgamento. Dentre outros pontos, ela considerou que o Carf \u00e9 obrigado a seguir o entendimento tomado pelo STJ.<\/p>\n<p>Segundo o procurador-geral da Fazenda Nacional (PGFN) no Carf, Paulo Riscado, a autua\u00e7\u00e3o fiscal foi feita com base em exig\u00eancias trazidas por leis editadas a partir de 1995. \u201cA partir de 1995 pode ser considerada uma lei nova. Ent\u00e3o, cessa a coisa julgada anteriormente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do Carf \u00e9 questionada por advogados de empresas. Para o tributarista Luiz Paulo Romano, do Pinheiro Neto Advogados, n\u00e3o houve mudan\u00e7as substanciais na Lei n\u00ba 7.689. \u201cTeve uma mudan\u00e7a de al\u00edquota, mas nunca houve altera\u00e7\u00e3o na matriz de incid\u00eancia ou na base de c\u00e1lculo, por exemplo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para o advogado, \u00e9 poss\u00edvel que o tema volte ao Judici\u00e1rio, agora para discutir se as altera\u00e7\u00f5es podem ser consideradas substanciais.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o da C\u00e2mara Superior do Carf reforma entendimento proferido em 2012 pela 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Turma da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho. Na ocasi\u00e3o, os conselheiros entenderam que o processo do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar seria igual ao julgado pelo STJ como repetitivo.<\/p>\n<p>Por meio de nota, o Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar informou que n\u00e3o comentar\u00e1 o assunto que encontra-se sub judice.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com decis\u00e3o judicial em sentido contr\u00e1rio, a C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) condenou o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar a recolher Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e multa, em um total de R$ 48 milh\u00f5es. A cobran\u00e7a \u00e9 relativa ao per\u00edodo de 2005 a 2007. Na d\u00e9cada de 90, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p28224-1l1","jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":3095,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/06\/contribuinte-deve-pagar-honorarios-a-uniao\/","url_meta":{"origin":5147,"position":0},"title":"Contribuinte deve pagar honor\u00e1rios \u00e0 Uni\u00e3o","author":"Clayton Teles das Merces","date":"13 junho 2013","format":false,"excerpt":"\u00a0 Os contribuintes que desistiram de a\u00e7\u00f5es judiciais para aderir ao Refis da Crise - Lei n\u00ba 11.941, de 2009 - devem pagar honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia aos procuradores da Fazenda Nacional. A decis\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Como a quest\u00e3o foi definida por meio\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":1320,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/06\/justica-impede-fisco-de-cobrar-cofins-de-profissionais-liberais\/","url_meta":{"origin":5147,"position":1},"title":"Justi\u00e7a impede Fisco de cobrar Cofins de profissionais liberais","author":"Clayton Teles das Merces","date":"11 junho 2012","format":false,"excerpt":"A Justi\u00e7a Federal em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, impediu a Fazenda Nacional de cobrar PIS e Cofins de uma empresa que obteve decis\u00e3o judicial definitiva para n\u00e3o recolher as contribui\u00e7\u00f5es sociais. A determina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais um cap\u00edtulo de uma longa discuss\u00e3o judicial entre o Fisco e as\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":212,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2011\/08\/deposito-vinculado-a-debito-judicial-com-transito-em-julgado-pode-pagar-divida-tributaria-noticias-stj\/","url_meta":{"origin":5147,"position":2},"title":"Dep\u00f3sito vinculado a d\u00e9bito judicial com tr\u00e2nsito em julgado pode pagar d\u00edvida tribut\u00e1ria (Not\u00edcias STJ)","author":"Clayton Teles das Merces","date":"16 agosto 2011","format":false,"excerpt":"O contribuinte pode utilizar dep\u00f3sitos judiciais, ainda n\u00e3o transformados em pagamento definitivo, vinculados a processos j\u00e1 transitados em julgado, para a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos com as redu\u00e7\u00f5es por remiss\u00e3o e anistia previstas na Lei\u00a011.941\/09. A decis\u00e3o \u00e9 da Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ao julgar um caso\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":4361,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/03\/quebra-de-sigilo-pelo-fisco-sem-ordem-judicial-e-inconstitucional\/","url_meta":{"origin":5147,"position":3},"title":"Quebra de sigilo pelo Fisco sem ordem judicial \u00e9 inconstitucional","author":"Clayton Teles das Merces","date":"24 mar\u00e7o 2014","format":false,"excerpt":"A quebra do sigilo banc\u00e1rio para fins de fiscaliza\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias \u00e9 inconstitucional, porque conflita com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Assim entendeu o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o ao determinar a suspens\u00e3o da exigibilidade de cr\u00e9dito fiscal no valor de R$ 16 milh\u00f5es cobrado em auto de infra\u00e7\u00e3o lavrado\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":5126,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/10\/pgfn-passa-a-aceitar-prazo-de-dez-anos-para-devolucao-de-tributos\/","url_meta":{"origin":5147,"position":4},"title":"PGFN passa a aceitar prazo de dez anos para devolu\u00e7\u00e3o de tributos","author":"Clayton Teles das Merces","date":"13 outubro 2014","format":false,"excerpt":"A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) passou a aceitar o prazo de dez anos para os contribuintes que ingressaram na esfera administrativa, antes de 2005, para pedir a restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o de tributos pagos a mais. Antes, o direito s\u00f3 era reconhecido para as empresas que buscaram a Justi\u00e7a. A\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":2148,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/10\/o-agio-o-carf-e-a-fiscalizacao\/","url_meta":{"origin":5147,"position":5},"title":"O \u00e1gio, o Carf e a fiscaliza\u00e7\u00e3o","author":"Clayton Teles das Merces","date":"19 outubro 2012","format":false,"excerpt":"\u00c0 semelhan\u00e7a de anos anteriores, surgem rumores sobre a possibilidade de altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o que poderiam limitar ou, at\u00e9 mesmo, impedir a amortiza\u00e7\u00e3o fiscal do \u00e1gio - diferen\u00e7a positiva entre o valor da aquisi\u00e7\u00e3o e o valor patrimonial da sociedade adquirida. O \u00e1gio \u00e9 um velho conhecido de quem, alguma\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5147"}],"collection":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5147"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5147\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5148,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5147\/revisions\/5148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}