{"id":4782,"date":"2014-07-01T16:25:58","date_gmt":"2014-07-01T19:25:58","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=4782"},"modified":"2014-07-01T16:25:58","modified_gmt":"2014-07-01T19:25:58","slug":"terceirizacao-de-servicos-ja-garante-bons-negocios-para-os-pequenos-empresarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/07\/terceirizacao-de-servicos-ja-garante-bons-negocios-para-os-pequenos-empresarios\/","title":{"rendered":"Terceiriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os j\u00e1 garante bons neg\u00f3cios para os pequenos empres\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Claudio Silva estava de f\u00e9rias quando um vizinho, sabendo de seu conhecimento de marcenaria, pediu que arrumasse a porta de um guarda-roupa. O servi\u00e7o agradou, o vizinho passou a indicar o trabalho para outros moradores, e os bons rendimentos fizeram o ent\u00e3o supervisor de log\u00edstica desistir do emprego e trabalhar por conta pr\u00f3pria. Silva distribuiu cart\u00f5es, fez cursos no Senai para conhecer mais sobre as \u00e1reas de hidr\u00e1ulica e el\u00e9trica, e tr\u00eas anos depois n\u00e3o conseguia mais manter em casa sua base de opera\u00e7\u00e3o. Hoje, passados oito anos, a Marido de Aluguel S.O.S. conta com 25 funcion\u00e1rios, atende cerca de 600 chamados por m\u00eas, tem uma filial em Sorocaba (SP), uma loja em um shopping de m\u00f3veis na capital paulista e se prepara para abrir novas unidades. Metade dos chamados vem de empresas e, em muitos casos, com contrato anual para atendimento. Silva faz parte de um contingente de empreendedores que t\u00eam descoberto na terceiriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os diversos, como limpeza, conserva\u00e7\u00e3o de jardins, bab\u00e1s, cuidador de pessoas e refor\u00e7o escolar, a oportunidade de garantir bons neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Do in\u00edcio informal, o empres\u00e1rio passou a Microempreendedor Individual (MEI), formaliza\u00e7\u00e3o que permitiu ganhar espa\u00e7o no mercado corporativo. Com o crescimento, teve de mudar e criou uma microempresa. Hoje, para fazer parte da equipe da Marido de Aluguel S.O.S., \u00e9 preciso ter curso em hidr\u00e1ulica ou el\u00e9trica pelo Senai e passar por uma semana de treinamento. N\u00e3o basta ser especializado em uma ou outra \u00e1rea, o cliente quer chamar um \u00fanico profissional para fazer pequenos reparos e instala\u00e7\u00f5es diversas, afirma Silva. Para os interessados em seguir a mesma trilha, Silva tem dois conselhos: escolher uma \u00e1rea de que goste e para a qual tenha habilidade e estudar. Al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m acompanhar a legisla\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as de normas. Nos \u00faltimos quatro anos, a empresa dele registrou alta de 50% na demanda atribu\u00edda ao maior poder aquisitivo e ao crescimento no n\u00famero de pr\u00e9dios residenciais e de escrit\u00f3rios.<\/p>\n<p>Esse tipo de servi\u00e7o \u00e9 pouco explorado no Brasil, diz o diretor de opera\u00e7\u00f5es da rede de franquias Maria Brasileira, Eduardo Pirr\u00e9 Filho. Criada no ano passado, a Maria Brasileira oferece profissionais de 12 \u00e1reas, entre elas: bab\u00e1, cuidador de idoso, dog walker, jardinagem, lavanderia, passadeiras e  bom vizinho, que cuida da casa quando a fam\u00edlia viaja. Atualmente s\u00e3o 53 unidades em opera\u00e7\u00e3o de um total de 92 comercializadas em 22 estados brasileiros. A expectativa \u00e9 encerrar este ano com 150 unidades vendidas e faturamento de R$ 15 milh\u00f5es. Cerca de 70% dos atendimentos s\u00e3o para as resid\u00eancias.<\/p>\n<p>Inicialmente, o trabalho pode ser de agenciamento, no qual a franquia recebe para fazer a sele\u00e7\u00e3o do profissional. \u00c0 medida que a demanda aumenta, o franqueado forma uma equipe pr\u00f3pria de funcion\u00e1rios registrados em carteira, informa o executivo. No caso da Maria Brasileira, \u00e9 preciso ter uma sala comercial ou loja e capital de giro de aproximadamente R$ 50 mil. Ser din\u00e2mico, ativo para visitar clientes e divulgar o trabalho \u00e9 uma das principais caracter\u00edsticas necess\u00e1rias a quem quer fazer parte da rede.<br \/>\nOutra rede que tem apostado no setor \u00e9 o grupo Zaiom, que re\u00fane seis redes de microfranquias &#8211; quando o investimento necess\u00e1rio \u00e9 de at\u00e9 R$ 80 mil. Entre elas est\u00e3o a Home Angels, que se destaca nos cuidados com pessoas, a Dr. Faz Tudo e a Dr. Jardim.  O primeiro investimento foi na Tutores, para oferecer refor\u00e7o escolar. Enquanto preparava o lan\u00e7amento do novo neg\u00f3cio, os s\u00f3cios pesquisaram alternativas de microfranquias e, em 2009, surgia o grupo Zaiom.  Em 2013, com 470 unidades pelo Pa\u00eds, o Zaiom obteve receita de R$ 40 milh\u00f5es, uma alta de 30% sobre 2012.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou, muitas das franquias tinham como base a casa do empreendedor, e hoje 65% delas t\u00eam sedes comerciais, os s\u00f3cios consideram melhor para os neg\u00f3cios.  &#8220;Em casa h\u00e1 muitas interfer\u00eancias. Se est\u00e1 frio ou o tr\u00e2nsito est\u00e1 dif\u00edcil, o franqueado acaba n\u00e3o saindo&#8221;, diz o s\u00f3cio-diretor do grupo Zaiom, Artur Hip\u00f3lito.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ter uma unidade aberta, trabalhando em casa, no modelo&#8221;home based&#8221;, impulsionou o crescimento das microfranquias, devido principalmente aos menores custos. Mas duas caracter\u00edsticas pessoais  s\u00e3o indispens\u00e1veis para obter sucesso com essa escolha: ter muita disciplina e automotiva\u00e7\u00e3o, alerta Filomena Garcia, s\u00f3cia da Cherto, consultoria especializada em franquias.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os em domic\u00edlio s\u00e3o os que mais crescem entre as microfranquias  hoje, informa o diretor de microfranquias da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franchising (ABF), Edson Ramuth. &#8220;\u00c9 uma franquia de baixo investimento, a partir de R$ 10 mil, e houve um aumento da classe m\u00e9dia que quer ser empres\u00e1ria&#8221;, afirma Ramuth.<\/p>\n<p>Por conta pr\u00f3pria<\/p>\n<p>Segundo Sandra Fiorentini, consultora do Sebrae-SP, independentemente do porte do neg\u00f3cio a ser montado \u00e9 preciso primeiro levantar todos os custos, honor\u00e1rios de contadores, instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, material utilizado e pre\u00e7o da m\u00e3o de obra que ter\u00e1 de ser contratada. Se a empresa n\u00e3o trabalha como uma agenciadora, que recebe uma taxa para recrutar o profissional, os funcion\u00e1rios devem ser registrados. Existem contratos de trabalho alternativos, com custos menores, ou mesmo contrato de m\u00e3o de obra tempor\u00e1ria por prazo de at\u00e9 90 dias.<\/p>\n<p>Formalizar o neg\u00f3cio e emitir nota fiscal permite ter um n\u00famero maior de clientes, inclusive participar de licita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, e possibilita o acesso ao cr\u00e9dito. A formaliza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser feita como Microempreendedor Individual (MEI), cujos custos s\u00e3o menores. Para ser MEI, n\u00e3o pode ter s\u00f3cio, tem que faturar no m\u00e1ximo R$ 60 mil por ano e ter no m\u00e1ximo um funcion\u00e1rio ganhando sal\u00e1rio m\u00ednimo ou o piso da categoria em que atuar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Claudio Silva estava de f\u00e9rias quando um vizinho, sabendo de seu conhecimento de marcenaria, pediu que arrumasse a porta de um guarda-roupa. 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