{"id":4577,"date":"2014-05-19T14:21:04","date_gmt":"2014-05-19T17:21:04","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=4577"},"modified":"2014-05-19T14:21:04","modified_gmt":"2014-05-19T17:21:04","slug":"brasileiro-fica-mais-tempo-no-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/05\/brasileiro-fica-mais-tempo-no-emprego\/","title":{"rendered":"Brasileiro fica mais tempo no emprego"},"content":{"rendered":"<p>O tempo m\u00e9dio de perman\u00eancia do brasileiro no seu emprego atingiu um patamar recorde de 161,2 semanas (ou pouco mais de tr\u00eas anos) no primeiro trimestre deste ano. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) compilados pelo \u2018Estado\u2019, este patamar \u00e9 o mais alto de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2002.<\/p>\n<p>No primeiro trimestre de 2003, quando Luiz In\u00e1cio Lula da Silva assumiu a Presid\u00eancia, o indicador apontava uma dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 135 semanas. Isso significa que, em pouco mais de uma d\u00e9cada, subiu de dois anos e meio para 3,1 anos a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do contrato de trabalho formal no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros v\u00e3o na contram\u00e3o das despesas cada vez maiores com o seguro-desemprego, gastos que o governo promete h\u00e1 anos que vai reduzir. Entre janeiro e mar\u00e7o, o governo Dilma Rousseff gastou R$ 10,1 bilh\u00f5es com seguro-desemprego e abono salarial, volume 20% superior a igual per\u00edodo do ano passado. Pressionado pelo mercado, investidores internacionais e ag\u00eancias de rating por causa do desempenho das contas p\u00fablicas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu duas vezes, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, que reduziria essa despesa. Isso ainda n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>Segundo o economista Jo\u00e3o Saboia, especialista em mercado de trabalho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os dados levantados pelo Estado podem indicar &#8220;Uma hip\u00f3tese \u00e9 que esses dados indicam isso e, tamb\u00e9m, empresas menos dispostas a trocar a m\u00e3o de obra, retendo os profissionais por mais tempo, aguardando uma nova tend\u00eancia, seja ela de crise, algo que parece mais dif\u00edcil, ou de novo ciclo de crescimento&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Recorde. O dado mais elevado de toda a s\u00e9rie foi encontrado em mar\u00e7o deste ano, quando o tempo mediano de perman\u00eancia no emprego chegou a 164,5 semanas, ou quase 3,2 anos. No m\u00eas anterior, o indicador apontava 161,1 semanas . Nunca, em 12 anos de dados mensais, esse term\u00f4metro havia registrado 160 semanas ou mais.<\/p>\n<p>Para o professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especialista em emprego, H\u00e9lio Zylberstajn, os dados levantados pelo Estado podem indicar um aumento da formaliza\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Como a pesquisa do IBGE \u00e9 feita com trabalhadores formais e tamb\u00e9m informais, e o tempo de perman\u00eancia tem crescido, esse fen\u00f4meno pode ser a formaliza\u00e7\u00e3o: &#8220;o trabalhador j\u00e1 desempenhava a fun\u00e7\u00e3o como informal, e depois teve a carteira assinada, e isso prolonga o tempo total na vaga&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;A grande not\u00edcia \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo neste momento, em 2014&#8221;, disse Saboia, &#8220;porque o ritmo dos \u00faltimos anos tem sido razoavelmente parecido, e come\u00e7ou a subir mais fortemente neste ano.&#8221; O Estado levantou nos arquivos do IBGE os dados que indicam o tempo &#8220;mediano&#8221; de perman\u00eancia no trabalho principal, coletados mensalmente pelos t\u00e9cnicos do instituto junto \u00e0 Pesquisa Mensal de Emprego (PME).<\/p>\n<p>Esse indicador aponta o ponto central dos dados. Isto \u00e9, no primeiro trimestre de 2014, metade dos trabalhadores brasileiros estava menos de 161,2 semanas no emprego principal, e outra metade, mais tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tempo m\u00e9dio de perman\u00eancia do brasileiro no seu emprego atingiu um patamar recorde de 161,2 semanas (ou pouco mais de tr\u00eas anos) no primeiro trimestre deste ano. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) compilados pelo \u2018Estado\u2019, este patamar \u00e9 o mais alto de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2002. 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