{"id":4510,"date":"2014-04-28T15:48:35","date_gmt":"2014-04-28T18:48:35","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=4510"},"modified":"2014-04-28T15:48:35","modified_gmt":"2014-04-28T18:48:35","slug":"bird-recomenda-conselho-de-qualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/04\/bird-recomenda-conselho-de-qualidade\/","title":{"rendered":"Bird recomenda Conselho de Qualidade"},"content":{"rendered":"<p>Apresentado h\u00e1 alguns meses, o Relat\u00f3rio sobre a Observ\u00e2ncia de Normas e C\u00f3digos em Contabilidade e Auditoria (ROSC) 2012, produzido pelo Banco Mundial especialmente para o Brasil, passou quase despercebido entre os profissionais da categoria. Elaborado por uma equipe de especialistas internacionais e brasileiros, ele avalia positivamente os avan\u00e7os do setor, principalmente no acompanhamento das diretrizes internacionais de contabilidade, o que, segundo o documento, tem se refletido na melhora do clima de investimento, na promo\u00e7\u00e3o da competitividade, como tamb\u00e9m tem favorecido a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica internacional e regional.<\/p>\n<p>Preparado com o objetivo de ajudar o governo brasileiro a fortalecer as pr\u00e1ticas de contabilidade e auditoria e de aumentar a transpar\u00eancia financeira entre as empresas privadas, o ROSC 2012 faz uma an\u00e1lise detalhada das pol\u00edticas cont\u00e1beis no Pa\u00eds. &#8220;\u00c9 tranquilamente o estudo mais valioso e construtivo para melhorar a contabilidade e auditoria no Brasil emitido nos \u00faltimos anos&#8221;, observa Charles Holland, diretor-executivo de governan\u00e7a corporativa da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade (Anefac).<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado pela primeira vez em 2005, o ROSC avalia as pr\u00e1ticas de contabilidade, a informa\u00e7\u00e3o financeira e a auditoria nas empresas brasileiras, com base nas Normas Internacionais de Relat\u00f3rio Financeiro (IFRS) e nas Normas Internacionais de Auditoria (ISA), refer\u00eancias de boas pr\u00e1ticas na \u00e1rea, conhecidas tamb\u00e9m como padr\u00e3o europeu, o primeiro, e americano, o segundo. &#8220;A entidade reconhece os grandes avan\u00e7os feitos no Brasil, mostrando onde precisamos melhorar para atingirmos n\u00edveis de pa\u00edses desenvolvidos, alinhado com as melhores pr\u00e1ticas mundiais&#8221;, diz Holland. Em um dos pontos mais positivos do relat\u00f3rio, por exemplo, a entidade elogia o trabalho do Banco Central (BC) e da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), que &#8220;aprimoraram expressivamente suas capacidades institucionais de monitorar e aplicar requerimentos&#8221; cont\u00e1beis e de auditoria, cumprindo uma recomenda\u00e7\u00e3o feita no relat\u00f3rio de 2005.<\/p>\n<p>&#8220;O relat\u00f3rio enaltece o desempenho econ\u00f4mico, o sistema banc\u00e1rio e a estrutura de mercado de capitais brasileira, quando comparado com outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, e salienta as dificuldades a serem enfrentadas no futuro, como a implanta\u00e7\u00e3o de uma agenda de reformas estruturais, focada no aumento da produtividade, e um foco no baixo \u00edndice de poupan\u00e7a interna&#8221;, analisa Id\u00e9sio Coelho, diretor-t\u00e9cnico do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) e s\u00f3cio da Ernst &amp; Young.<\/p>\n<p>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>De fato, o relat\u00f3rio n\u00e3o aponta apenas os acertos, mas tamb\u00e9m traz recomenda\u00e7\u00f5es de aspectos que podem ser melhorados, como o refor\u00e7o do curr\u00edculo do ensino de contabilidade em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. Outro destaque \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um Conselho de Revis\u00e3o da Qualidade de Auditoria, \u00f3rg\u00e3o regulador que seria ligado \u00e0 CVM, para avaliar, supervisionar e fiscalizar o trabalho dos auditores independentes que tenham como clientes companhias abertas, bancos, seguradoras e fundos de pens\u00e3o. O relat\u00f3rio recomenda a comprova\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o de um m\u00ednimo de horas de est\u00e1gio monitorado, como complemento ao Exame de Sufici\u00eancia necess\u00e1rio para o registro profissional de bachar\u00e9is em contabilidade, como sugere a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Contadores (Ifac, na sigla em ingl\u00eas). Outra proposta \u00e9 a inclus\u00e3o do c\u00f3digo de \u00e9tica profissional no curr\u00edculo escolar e de um programa de atualiza\u00e7\u00e3o dos professores universit\u00e1rios sobre IFRS, regras cont\u00e1beis internacionais para o setor p\u00fablico (Ipsas) e as ISAs. &#8220;As normas v\u00eam sendo implementadas, mas h\u00e1 defici\u00eancias&#8221;, explica o auditor Taiki Hirashima, fundador da Hirashima e Associados, que trabalhou no relat\u00f3rio ROSC de 2005.<\/p>\n<p>Para o auditor, um dos questionamentos ao relat\u00f3rio \u00e9 que ele \u00e9 de 2012, apenas dois anos depois que as demonstra\u00e7\u00f5es no padr\u00e3o internacional IFRS se tornaram obrigat\u00f3rias. E um dos problemas desse padr\u00e3o, explica, \u00e9 que, ao contr\u00e1rio do americano, que \u00e9 mais objetivo, o europeu \u00e9 muito interpretativo, o que dificulta o trabalho dos contadores brasileiros, que ainda est\u00e3o se adaptando. Hirashima tamb\u00e9m analisa a quest\u00e3o das notas explicativas dos balan\u00e7os brasileiros, que ficaram muito extensas. &#8220;A cr\u00edtica \u00e9 para torn\u00e1-las mais condensadas e intelig\u00edveis. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o t\u00e9cnico&#8221;, diz. O documento tamb\u00e9m v\u00ea defici\u00eancias na estrutura de fiscaliza\u00e7\u00e3o da Superintend\u00eancia Nacional de Seguros Privados (Susep) e da Superintend\u00eancia Nacional de Previd\u00eancia Complementar (Previc) na checagem da qualidade das informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis de seguradoras e fundos de pens\u00e3o, respectivamente.<\/p>\n<p>Para Alfried Pl\u00f6ger, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e seu representante no Comit\u00ea de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC), quase todas as recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o pertinentes, mas acha que, no caso da Susep, o relat\u00f3rio ficou defasado. &#8220;A Susep fez grandes avan\u00e7os nos \u00faltimos anos, entre 2012 (data do relat\u00f3rio) e 2014 e melhorou muito. A vontade \u00e9 chegar ao n\u00edvel do Banco Central&#8221;, compara. \u00c9 um trabalho herc\u00faleo, que vai levar muito tempo, mas tudo isso trar\u00e1 a transpar\u00eancia que n\u00f3s n\u00e3o temos&#8221;, diz Pl\u00f6ger sobre as recomenda\u00e7\u00f5es. Apesar delas, ele e boa parte dos especialistas est\u00e3o otimistas com o futuro do setor.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 tranquilamente o estudo mais valioso e construtivo para melhorar a contabilidade e auditoria no Brasil emitido nos \u00faltimos anos&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentado h\u00e1 alguns meses, o Relat\u00f3rio sobre a Observ\u00e2ncia de Normas e C\u00f3digos em Contabilidade e Auditoria (ROSC) 2012, produzido pelo Banco Mundial especialmente para o Brasil, passou quase despercebido entre os profissionais da categoria. 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