{"id":4230,"date":"2014-02-17T13:14:43","date_gmt":"2014-02-17T16:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=4230"},"modified":"2014-02-17T13:14:43","modified_gmt":"2014-02-17T16:14:43","slug":"o-pib-da-criatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/02\/o-pib-da-criatividade\/","title":{"rendered":"O PIB da criatividade"},"content":{"rendered":"<p>Setores que combinam criatividade e diferencia\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os despontam pelo potencial de gera\u00e7\u00e3o de valor, revigorando a velha matriz produtiva. Desvendar os mecanismos e as demandas da chamada economia criativa canaliza a\u00e7\u00f5es de governos e institui\u00e7\u00f5es. Atores de diversos segmentos dessa nova ind\u00fastria demarcam seu lugar, acionam instrumentos pr\u00f3prios de neg\u00f3cios e podem reorientar o jeito de acessar cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>No mundo dos nativos da economia criativa &#8211; alguns tamb\u00e9m falam ind\u00fastria criativa -, o que menos importa \u00e9 o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB), a maior medida de grandeza de uma na\u00e7\u00e3o, estado ou munic\u00edpio. Enquanto o mundo da velha economia tenta dimensionar o que os novos produtores de valor est\u00e3o gerando, os antenados do planeta criativo j\u00e1 definiram suas estrat\u00e9gias. Se n\u00e3o tem acesso a cr\u00e9dito, busca-se algu\u00e9m que aposte na qualidade da ideia e do que ela pode render. Se n\u00e3o tem canal de venda, una-se a outros iguais e forme a rede de comercializa\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 comum \u00e9 o que todos os interlocutores dessa matriz que fala a l\u00edngua da era da tecnologia mais repetem: vale a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Esse ambiente, que setores de governos, organiza\u00e7\u00f5es empresariais e institutos de an\u00e1lise tentam decifrar, est\u00e1 cada vez mais se pulverizando. Segundo a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Com\u00e9rcio e Desenvolvimento (Unctad), bra\u00e7o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a chamada economia criativa responderia por 7% do PIB global. E o que mais interessa \u00e9 a velocidade do crescimento das trocas globais: 16% a 20% ao ano. No Brasil, que \u00e9 considerado o quarto maior mercado do setor, a fatia estaria entre 6% e 7% da riqueza gerada. No Rio Grande do Sul, um estudo in\u00e9dito da Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE) dimensionou, com dados de 2010, que o PIB criativo na ind\u00fastria e no com\u00e9rcio varia entre 13,7% e 6,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>Nos servi\u00e7os, que n\u00e3o foram captados porque a metodologia se alimenta de dados fiscais do ICMS, o coordenador do estudo, o economista e professor de Economia Internacional da Ufrgs Leandro Valiati, avalia que a participa\u00e7\u00e3o ultrapasse os dois d\u00edgitos. Neste setor, o levantamento revelou ainda que o Estado t\u00eam participa\u00e7\u00e3o entre 10% a quase 15% dos empreendimentos existentes no Pa\u00eds (ver p\u00e1gina 10). \u201cO foco foi entender o modelo de neg\u00f3cio dos segmentos criativos e definir uma concep\u00e7\u00e3o para dimensionar sua participa\u00e7\u00e3o no valor adicionado\u201d, esclarece Valiati, que elucida: \u201cO que se percebe \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico canal de neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<p>O trabalho mapeou os segmentos e as atividades que, no interior dos macrosetores, trazem o fator criativo. Hoje, pa\u00edses pelo mundo adotam a concep\u00e7\u00e3o da Unctad, que engloba no caldeir\u00e3o desde artes, teatro, m\u00fasica, audiovisual, games, arquitetura, gastronomia, artesanato e turismo cultural. E o conceito para calibrar o lugar de cada componente nessa diversidade segue a defini\u00e7\u00e3o: \u201csetores cujo processo produtivo seja baseado na imagina\u00e7\u00e3o, criatividade, habilidades e no talento de profissionais\u201d. E tudo alinhavado por uma constata\u00e7\u00e3o. \u201cComo a transforma\u00e7\u00e3o pela tecnologia est\u00e1 mudando o capitalismo\u201d, provoca Valiati.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria-adjunta da pasta de Ci\u00eancia, Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico (SCIT), Ghissia Hauser, enxerga o que chama de inova\u00e7\u00e3o por meio da criatividade. \u201cTemos de densificar esse setor pelo seu poder de agregar valor\u201d, observa Ghissia, que promete mais recursos para fomentar pesquisas e empreendedores em 2014.<\/p>\n<p>O presidente da Ag\u00eancia Ga\u00facha de Desenvolvimento e Promo\u00e7\u00e3o do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, lembra que o design \u00e9 sempre o componente da diferencia\u00e7\u00e3o. \u201cO maior potencial de capta\u00e7\u00e3o de valor est\u00e1 em design e gest\u00e3o da marca, e os dois conversam com a ind\u00fastria criativa\u201d, ressalta Pellegrin. Na busca por apoiar os emergentes, a AGDI, junto com diversas \u00e1reas do governo estadual \u2013 das \u00e1reas de Promo\u00e7\u00e3o ao Desenvolvimento, Cultura \u00e0 Ci\u00eancia e Tecnologia &#8211; acionou instrumentos depois que a nova economia virou um dos tent\u00e1culos da pol\u00edtica industrial.<\/p>\n<p>\u201cDif\u00edcil identificar na cadeia de produ\u00e7\u00e3o o que \u00e9 s\u00f3 elemento da ind\u00fastria criativa. O princ\u00edpio que adotamos \u00e9 que inova\u00e7\u00e3o \u00e9 o principal drive de competitividade, e \u00e9 preciso levar a setores estrat\u00e9gicos as condi\u00e7\u00f5es para avan\u00e7ar, o que inclui conhecimento e criatividade\u201d, conecta o presidente da AGDI.<\/p>\n<p> E Pellegrin cita que, enquanto ramos tradicionais como o de cal\u00e7ados e m\u00f3veis j\u00e1 incorporaram essa estrat\u00e9gia, trazendo para dentro de seus produtos o fator design e marca, outros como o da agroind\u00fastria precisam se mexer. No reduto industrial, os Arranjos Produtivos Locais (APLs) canalizam as a\u00e7\u00f5es para carregar o fator dos componentes da cultura e da arte. Nesse caso, ramos como gemas e joias, t\u00eaxteis e m\u00f3veis est\u00e3o sendo favorecidos com apoio financeiro e consultorias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setores que combinam criatividade e diferencia\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os despontam pelo potencial de gera\u00e7\u00e3o de valor, revigorando a velha matriz produtiva. Desvendar os mecanismos e as demandas da chamada economia criativa canaliza a\u00e7\u00f5es de governos e institui\u00e7\u00f5es. 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