{"id":4097,"date":"2014-01-15T14:36:21","date_gmt":"2014-01-15T16:36:21","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=4097"},"modified":"2014-01-15T14:36:21","modified_gmt":"2014-01-15T16:36:21","slug":"para-banco-mundial-brasil-deve-crescer-24-este-ano-abaixo-da-media-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/01\/para-banco-mundial-brasil-deve-crescer-24-este-ano-abaixo-da-media-global\/","title":{"rendered":"Para Banco Mundial, Brasil deve crescer 2,4% este ano, abaixo da m\u00e9dia global"},"content":{"rendered":"<p>NOVA YORK &#8211; O Brasil deve ter uma das menores taxas de crescimento este ano entre os pa\u00edses emergentes, prev\u00ea o Banco Mundial. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve se expandir 2,4%, maior apenas que as taxas previstas para o Ir\u00e3 e o Egito, respectivamente de 1% e 2,2%, de acordo com n\u00fameros citados no relat\u00f3rio &#8220;Perspectiva Econ\u00f4mica Global 2014&#8221;, divulgado nesta ter\u00e7a-feira em Washi.<\/p>\n<p>O Brasil deve tamb\u00e9m crescer menos que a economia global, com expans\u00e3o prevista de 3,2% em 2014, e que os pa\u00edses em desenvolvimento (m\u00e9dia de 5,3%), prev\u00ea o Banco Mundial. A institui\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, est\u00e1 mais otimista com o Pa\u00eds que economistas brasileiros. O mercado financeiro, de acordo com o Relat\u00f3rio Focus, do Banco Central, espera crescimento de 1,99% este ano.<\/p>\n<p>O Banco Mundial v\u00ea a economia brasileira se recuperando nos pr\u00f3ximos dois anos, puxada pela expans\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es e investimentos p\u00fablicos para a Copa do Mundo e a Olimp\u00edada. Em 2015, segundo a institui\u00e7\u00e3o, o PIB deve crescer 2,7%. Apesar da melhora, ainda deve ficar abaixo da m\u00e9dia mundial.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es dos economistas do banco apontam para uma expans\u00e3o de 3,4% para a economia global e de 5,5% para os emergentes no ano que vem. Em 2016, o PIB brasileiro deve avan\u00e7ar 3,7%, voltando depois de alguns anos a ficar acima da m\u00e9dia da economia global, de 3,5%, mas ainda abaixo dos emergentes, com 5,7%.<\/p>\n<p>Contas p\u00fablicas. Ainda no documento, o Banco Mundial divulga proje\u00e7\u00f5es para o balan\u00e7o da conta corrente em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, que deve piorar este ano no Brasil na compara\u00e7\u00e3o com 2013, para em seguida melhorar. O indicador deve ficar negativo em 3,7% em 2014, ante 3,6% em 2013. Em 2016, deve ficar negativo em 3,2%, prev\u00ea o relat\u00f3rio. S\u00e3o os pa\u00edses com pior situa\u00e7\u00e3o nas contas externas os mais sujeitos a rea\u00e7\u00f5es adversas \u00e0s mudan\u00e7as na pol\u00edtica monet\u00e1ria dos Estados Unidos, destaca o documento.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio avalia que o crescimento dos emergentes voltou a melhorar na segunda metade de 2013, depois de um fraco in\u00edcio de ano. Mas o documento aponta que essa recupera\u00e7\u00e3o tem sido desigual, com pa\u00edses como o Brasil mostrando contra\u00e7\u00e3o no PIB no terceiro trimestre do ano passado, enquanto outros pa\u00edses como Tail\u00e2ndia, China, M\u00e9xico e Mal\u00e1sia aceleravam suas taxas de expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Boa parte do relat\u00f3rio \u00e9 dedicada a avaliar os impactos na economia global da mudan\u00e7a na pol\u00edtica monet\u00e1ria do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). O Banco Mundial chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que os investidores est\u00e3o fazendo uma maior diferencia\u00e7\u00e3o entre os emergentes, ao contr\u00e1rio de outros momentos. Assim, pa\u00edses com n\u00fameros piores, por exemplo, nas contas externas, como Brasil, \u00c1frica do Sul, Indon\u00e9sia e \u00cdndia, foram mais afetados desde maio, quando o Fed sinalizou pela primeira vez que poderia mudar sua pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Capital externo. Agora que o Fed vai efetivamente come\u00e7ar a reduzir as compras mensais de ativos, o Banco Mundial alerta que os pa\u00edses emergentes precisam ficar vigilantes e prontos para responder a press\u00f5es no mercado financeiro. O documento tamb\u00e9m recomenda que esses pa\u00edses fa\u00e7am, para lidar com esse novo cen\u00e1rio, reformas estruturais e reforcem mecanismos de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso da Am\u00e9rica Latina, a previs\u00e3o do Banco Mundial \u00e9 que a regi\u00e3o receba menos capital externo este ano, com US$ 278 bilh\u00f5es, considerando os fluxos l\u00edquidos de capital privado. Em 2013, foram US$ 290 bilh\u00f5es. Para 2015, a previs\u00e3o \u00e9 de recupera\u00e7\u00e3o, com US$ 295 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda sobre o Brasil, o relat\u00f3rio comenta a piora das contas p\u00fablicas do Pa\u00eds e cita a estrat\u00e9gia do governo de usar os bancos p\u00fablicos para estimular o mercado de cr\u00e9dito. A estrat\u00e9gia, diz o documento, pode contribuir para aumentar a vulnerabilidade do Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOVA YORK &#8211; O Brasil deve ter uma das menores taxas de crescimento este ano entre os pa\u00edses emergentes, prev\u00ea o Banco Mundial. 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