{"id":390,"date":"2011-11-18T17:35:00","date_gmt":"2011-11-18T19:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=390"},"modified":"2011-11-18T17:35:00","modified_gmt":"2011-11-18T19:35:00","slug":"plano-de-contas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2011\/11\/plano-de-contas\/","title":{"rendered":"Plano de Contas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Conjunto de contas criado pelo contador, para atender \u00e0s necessidades de registro dos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.coladaweb.com\/#\">fatos<\/a>administrativos, de forma a possibilitar a constru\u00e7\u00e3o dos principais relat\u00f3rios cont\u00e1beis e atender a todos os usu\u00e1rios da informa\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse conjunto de Contas \u00e9 chamado de Plano de Contas,\u00a0 porque, na realidade, ele \u00e9 criado antecipadamente ao\u00a0 uso de tais contas. Por isso, o contador tem de planejar a estrutura\u00e7\u00e3o do Plano de Contas, de maneira que a sua\u00a0 principal ferramenta seja criada para lhe possibilitar o melhor dos resultados no trato com as informa\u00e7\u00f5es\u00a0 cont\u00e1beis.<\/p>\n<p>Nenhuma entidade,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.coladaweb.com\/#\">p\u00fablica<\/a>\u00a0e privada, poder\u00e1 gabar-se de possuir um bom servi\u00e7o de contabilidade se n\u00e3o dispuser de um plano de contas pr\u00f3prio. \u00c9 a pe\u00e7a de maior import\u00e2ncia dentro da organiza\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil. Sem ele n\u00e3o se pode nem mesmo dar in\u00edcio aos registros cont\u00e1beis.<\/p>\n<p>T\u00e9cnica tradicional da contabilidade de ordena\u00e7\u00e3o das contas, de forma l\u00f3gica e estruturada, para melhor compreens\u00e3o do conjunto patrimonial sistematiza\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.coladaweb.com\/#\">trabalho<\/a>\u00a0cont\u00e1bil. O principal objetivo das contas \u00e9 possibilitar o registro dos lan\u00e7amentos cont\u00e1beis de forma a criar condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas de classifica\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Condi\u00e7\u00f5es a serem observadas para elabora\u00e7\u00e3o do plano de contas.<\/strong><\/p>\n<p>Alinhamos a seguir as principais observa\u00e7\u00f5es a serem seguidas na estrutura\u00e7\u00e3o do plano de contas para um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.coladaweb.com\/#\">sistema<\/a>\u00a0cont\u00e1bil gerencial:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. deve atender primeiramente \u00e0s necessidades espec\u00edficas de cada empresa e suas segmenta\u00e7\u00f5es de responsabilidade e \u00e0s necessidades de informa\u00e7\u00e3o de todos os usu\u00e1rios das informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. o ponto de partida das necessidades informacionais s\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis requeridas pelo dirigente m\u00e1ximo da empresa, sendo o papel do contadora apenas de monitoramento e aconselhamento;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. partindo das informa\u00e7\u00f5es do(s) dirigente(s) m\u00e1ximo(s), e seguindo em ordem hier\u00e1rquica, atender aos demais usu\u00e1rios da informa\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil por toda empresa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. a classifica\u00e7\u00e3o deve partir do geral para o particular;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. a classifica\u00e7\u00e3o deve partir do detalhamento adequado ao Balan\u00e7o Patrimonial, Demonstra\u00e7\u00e3o de Resultados e Fluxo de Caixa, que s\u00e3o os modelos decisoriais mais importantes de car\u00e1ter global da empresa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. as contas devem ser codificadas dentro do poss\u00edvel, ou conterem elementos claros para r\u00e1pida identifica\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o do que representam;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. os agrupamentos devem ser feitos pensando nos relat\u00f3rios ou telas que deles se organizar\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. os t\u00edtulos das contas devem refletir imediatamente os elementos patrimoniais que representam &#8211; devem ser claros e sucintos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. deve ter flexibilidade ( margem para amplia\u00e7\u00e3o ) e operacionalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fundamentos da estrutura\u00e7\u00e3o do plano de contas:<\/strong><\/p>\n<p>Dentro das condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de integra\u00e7\u00e3o e navegabilidade de dados, s\u00e3o esses os fundamentos para estrutura\u00e7\u00e3o dos planos de contas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. a estrutura\u00e7\u00e3o do plano de contas deve propiciar a apresenta\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o do modo autom\u00e1tico para os relat\u00f3rios futuros, para evitar o retrabalho e redund\u00e2ncia de dados;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. deve propiciar a informa\u00e7\u00e3o no grau de detalhamento necess\u00e1rio, evitando-se informa\u00e7\u00f5es relevantes de modo aglutinado, que n\u00e3o permita compreens\u00e3o e decis\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. deve ser estruturada para manter o interrelacionamento completo entre as contas afins do Balan\u00e7o Patrimonial e da Demonstra\u00e7\u00e3o de Resultados;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. para tanto, devem ser criados tantas contas adicionais quantas forem necess\u00e1rias para atender aos tr\u00eas fundamentos anteriores.<\/p>\n<p>Cada entidade tem um plano de contas que lhe foi projetado sob medida, isto \u00e9, em perfeita harmonia com a sua esp\u00e9cie de atividade, grandeza patrimonial, constitui\u00e7\u00e3o jur\u00eddicas e disposi\u00e7\u00f5es legais \u00e0s quais se subordina. Isto significa que n\u00e3o haver\u00e1 dois planos de contas exatamente iguais. H\u00e1, isto sim, uma certa tend\u00eancia de padroniza\u00e7\u00e3o estrutural dos planos de contas dentro de grupos de empresas filiadas \u00e0 mesma atividade &#8211; isto \u00e9, os planos de contas das entidades banc\u00e1rias, por exemplo, t\u00eam semelhan\u00e7a estrutural, muito embora, ao serem comparados, os planos de contas de todas essa entidades, verifica-se que s\u00e3o diferentes entre si em muitos aspectos particulares. Cada plano, analisado isoladamente, leva a marca da dire\u00e7\u00e3o da empresa a que pertence; ele est\u00e1 identificado particularmente pelos problemas especiais da empresa e pela filosofia do trabalho por ela adotada. Assim acontece nos grupos industriais, comerciais, agropastoris, de transportes, comunica\u00e7\u00f5es, entidades de finalidades n\u00e3o lucrativas, entidades governamentais, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os planos de contas de empresas industriais, por exemplo, t\u00eam uma semelhan\u00e7a estrutural gen\u00e9rica que caracteriza a atividade fabril; h\u00e1 tamb\u00e9m uma semelhan\u00e7a estrutural espec\u00edfica que caracteriza , dentro do setor industrial, a esp\u00e9cie de ind\u00fastria; assim os planos de contas das f\u00e1bricas de tecidos t\u00eam entre si uma semelhan\u00e7a estrutural espec\u00edfica diferente da semelhan\u00e7a de estrutura dos planos de contas das ind\u00fastrias automobil\u00edsticas, e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lei, quase sempre interfere na elabora\u00e7\u00e3o dos planos de contas de certas entidades que desenvolvem atividades sob controle estatal, sendo essas organiza\u00e7\u00f5es obrigadas a adotar planos de contas de estrutura geral padronizada. A padroniza\u00e7\u00e3o legal, \u00e0s vezes, se resume na forma de registrar certas opera\u00e7\u00f5es, outras vezes na forma de apresentar os relat\u00f3rios, ou no uso compuls\u00f3rio de certas intitula\u00e7\u00f5es de contas, \u00c9 o que acontece, por exemplo, com a planifica\u00e7\u00e3o de contas dos estabelecimentos banc\u00e1rios que, al\u00e9m de seguirem as normas usuais de sua atividade, est\u00e3o sujeitos \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o das sociedades an\u00f4nimas e \u00e0s instru\u00e7\u00f5es baixadas pelo Banco Central do Brasil. Igualmente, as companhias de seguros obedecem, na elabora\u00e7\u00e3o de seus planos de contas; \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que controla a atividade securit\u00e1ria no pa\u00eds; o mesmo acontece com as cooperativas, com as empresas de transportes, companhias de comunica\u00e7\u00f5es, empresas agropastoris, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, como n\u00e3o poderia deixar de acontecer, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica deve organizar suas contas de conformidade com o padr\u00e3o legal estabelecido pela Lei Federal n.\u00ba 4320, de 17 de mar\u00e7o de 1964. Essa lei padroniza a estrutura dos balan\u00e7os patrimoniais, financeiro e or\u00e7ament\u00e1rio, indicando at\u00e9 as denomina\u00e7\u00f5es dos grupos de contas e de muitas contas de primeiro, segundo e terceiro graus. Assim, tanto o Governo Federal como os Governos Estaduais, Municipais e correspondentes autarquias s\u00e3o obrigados a estruturar suas contas em rigorosa conson\u00e2ncia com a legisla\u00e7\u00e3o financeira nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 certo que os planos de contas entre si, em raz\u00e3o da grandeza or\u00e7ament\u00e1ria, dos problemas espec\u00edficos de cada regi\u00e3o e de cada local do Pa\u00eds. Entretanto, todos eles, sem exce\u00e7\u00e3o, em sua estrutura fundamental, obedecem aos padr\u00f5es legais institu\u00eddos pelos pelos Anexos n.\u00ba 12, 13, 14 e 15 da Lei Federal n.\u00ba 4.320\/64.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nANEXOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O\u00a0 DAS CONTAS<\/strong><\/p>\n<p>As contas t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de ordenar o patrim\u00f4nio e evidenciar os fatos que alteram sua estrutura, elas s\u00e3o o principal instrumento da t\u00e9cnica cont\u00e1bil. S\u00e3o elas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patrimoniais &#8211; representam bens, direitos e obriga\u00e7\u00f5es e o patrim\u00f4nio l\u00edquido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Resultado &#8211; representam as despesa, as receitas, os ganhos e as perdas, ou seja, as opera\u00e7\u00f5es que provocam altera\u00e7\u00f5es no Patrim\u00f4nio L\u00edquido.<\/p>\n<p><strong>CONTAS ATIVO PASSIVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patrimoniais Bens e Direitos Obriga\u00e7\u00f5es e Patrim\u00f4nio L\u00edquido<\/p>\n<p>De Resultado Perdas e Despesas Receitas e Ganhos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda empresa obrigada a manter uma estrutura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil deve efetuar um estudo preliminar sobre quais contas utilizar\u00e1 para registros de suas opera\u00e7\u00f5es. O resultado deste \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de contas elaborada pelo contabilista que servir\u00e1 como guia nas tarefas cont\u00e1beis. Esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida como Plano de Contas.O Plano de Contas \u00e9 estruturado de forma ordenada e leva em considera\u00e7\u00e3o algumas caracter\u00edsticas funcionais, tais como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamanho da empresa &#8211; se \u00e9 micro, pequena, m\u00e9dia ou grande empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ramo de Atividade &#8211; de acordo com os objetivos de cada empresa, as caracter\u00edsticas do seu ramo de atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sistema Cont\u00e1bil &#8211; a contabilidade pode ser executada em modalidades diferentes conforme a disponibilidade de recursos materiais e humanos da empresa, pode ser manual, mecanizada ou eletr\u00f4nica.<br \/>\nInteresse dos usu\u00e1rios &#8211; as pessoas que utilizam a contabilidade sejam elas gerentes ou administradores interessados em definir que tipo de informa\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil desejam.<br \/>\nEstrutura do Plano de Contas &#8211; as contas patrimoniais que comp\u00f5em o balan\u00e7o devem ser dispostas em grupos e grau decrescentes de liquidez para facilitar a interpreta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Contas de Resultado, ou seja, receitas e despesas n\u00e3o aparecem no Balan\u00e7o uma vez que no processo cont\u00e1bil\u00a0 de encerramento de exerc\u00edcio os seus saldos devem ser zerados para apura\u00e7\u00e3o do resultado lucro ou preju\u00edzo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CODIFICA\u00c7\u00c3O DO PLANO DE CONTAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Plano de Contas apresentado pode, por exemplo, ser codificado da seguinte maneira: inicia-se com a unidade &#8220;1&#8221; para todas as contas\u00a0 do Ativo; com a unidade\u00a0 &#8220;2&#8221; para todas as contas do Passivo; com a unidade &#8220;3&#8221; para todas as contas do Patrim\u00f4nio L\u00edquido; com a unidade &#8220;4&#8221; para todas as contas de Receita e Dedu\u00e7\u00f5es da Receita e com a unidade &#8220;5&#8221; para as contas dedutivas no resultados (custos, despesas, participa\u00e7\u00f5es, etc.). Exemplo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Ativo1.1 Ativo Circulante1.1.1 Ativo Circulante Caixa1.1.2 Ativo Circulante BancosIsto facilita muito o lan\u00e7amento em sistemas informatizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00c9TODO DAS PARTIDAS DOBRADAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a ess\u00eancia do m\u00e9todo, hoje universalmente aceito, o registro de qualquer opera\u00e7\u00e3o implica que um\u00a0 d\u00e9bito ou mais de um d\u00e9bito em uma ou mais de uma conta devem corresponder a um cr\u00e9dito de equivalente em uma ou\u00a0 mais contas, de forma que a soma dos valores debitados\u00a0 seja sempre igual a soma dos valores creditado.&#8221;N\u00e3o h\u00e1 d\u00e9bito(s) sem cr\u00e9dito(s) correspondente(s) ou vice-versa&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTROLE INDIVIDUAL POR CONTAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exemplo: J\u00e1 existia inicialmente um saldo de 250 portanto com mais um dep\u00f3sito de 200 o saldo passou a ser 450.Conta Caixa C\u00f3digo 1.1.1Data: Opera\u00e7\u00f5es: D\u00e9bito Cr\u00e9dito D\/C Saldo03\/04\/00 01 Dep\u00f3sito Banco &#8220;X &#8221; 200\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ***\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 D\u00a0\u00a0\u00a0 45005\/04\/00 02 Saque Dinheiro 100\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ***\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 C\u00a0\u00a0\u00a0 350<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RAZ\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um livro n\u00e3o exigido pela legisla\u00e7\u00e3o comercial, \u00e9 facultativo. Todavia dado a sua efici\u00eancia \u00e9 indispens\u00e1vel a qualquer tipo de empresa. \u00c9 instrumento valioso para o desempenho da contabilidade . O registo no raz\u00e3o \u00e9 realizado em contas individualizadas, assim teremos um controle por conta. Antigamente o raz\u00e3o se atribu\u00eda em forma de livro onde para cada p\u00e1gina se atribu\u00eda ao t\u00edtulo de uma conta.<br \/>\n<strong><br \/>\nRAZONETE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deriva do Raz\u00e3o \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica denominada Conta &#8220;T&#8221; ou Razonete &#8220;T&#8221; ou simplesmente Razonete. Afim de resolver o racioc\u00ednio cont\u00e1bil e registrar individualmente cada conta. O razonete \u00e9 muito utilizado nos livros did\u00e1ticos para apresentar os lan\u00e7amentos.<br \/>\n<strong><br \/>\nA MEC\u00c2NICA DO D\u00c9BITO E CR\u00c9DITO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando fazemos um lan\u00e7amento cont\u00e1bil no lado direito da conta estamos creditando esta conta e quando fazemos um lan\u00e7amento no lado esquerdo estamos debitando. Para facilitar o entendimento deste assunto vejamos a defini\u00e7\u00e3o de alguns termos cont\u00e1beis:<\/p>\n<p><strong>SALDO\u00a0<\/strong>&#8211; diferen\u00e7a entre o total dos d\u00e9bitos e total dos cr\u00e9ditos feitos numa conta em determinado per\u00edodo. Se o valor dos d\u00e9bitos for menor que\u00a0 o dos cr\u00e9ditos a conta ter\u00e1 um saldo devedor e se ocorrer o contr\u00e1rio a conta ter\u00e1 um saldo credor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00c9BITO\u00a0<\/strong>&#8211; significa um investimento de aplica\u00e7\u00e3o de capital. Debitamos ou registamos a d\u00e9bito: aumento em contas do Ativo; aumento em contas do Passivo e as\u00a0 Receitas, Rendas, Ganhos e Lucros<br \/>\n<strong><br \/>\nCONTAS PATRIMONIAIS \/ CONTAS DO ATIVO<\/strong>\u00a0&#8211; Os elementos que comp\u00f5em o Ativo ficam do lado esquerdo do balan\u00e7o e devem sempre apresentar saldos devedores. Para que uma conta do Ativo tenha saldo devedor \u00e9 necess\u00e1rio que os aumentos e as diminui\u00e7\u00f5es nela ocorridos sejam assim registrados:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARA QUALQUER CONTA DO ATIVO<\/strong>\u00a0(Exceto as Contas Retificadoras ou Redutoras) D\u00e9bito Cr\u00e9dito(+) aumentos (-) diminui\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTAS DO PASSIVO E PATRIM\u00d4NIO L\u00cdQUIDO\u00a0<\/strong>&#8211; desde que as contas do Passivo sempre apare\u00e7am do lado direito do balan\u00e7o deve acontecer com elas o inverso que acontece no Ativo, isto \u00e9, os aumentos e diminui\u00e7\u00f5es devem ser registradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARA QUALQUER CONTA DO PASSIVO<\/strong>\u00a0(Exceto as Contas Retificadoras) D\u00e9bito Cr\u00e9dito(-) diminui\u00e7\u00f5es (+) aumentos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTAS DE RESULTADO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resultados obtidos periodicamente pelo confronto entre as contas de receitas, custos e despesas representam uma das principais causas das varia\u00e7\u00f5es do Patrim\u00f4nio L\u00edquido. Quando o resultado \u00e9 positivo aumenta o Patrim\u00f4nio L\u00edquido e diminui o negativo, assim quando a Receitas for maior que a soma de Custos e Despesas temos Lucro e\u00a0 quando a Receita for menor do que a soma de Custos e Despesas, temos Preju\u00edzo.Assim considerando a equa\u00e7\u00e3o patrimonial de que Ativo \u00e9 igual ao Passivo Exig\u00edvel mais Patrim\u00f4nio L\u00edquido, ou ainda que Ativo mais Passivo Total\u00a0 e o fato de que o lan\u00e7amento \u00e0 cr\u00e9dito aumenta o Patrim\u00f4nio L\u00edquido conclu\u00edmos que o Lucro \u00e9 um lan\u00e7amento \u00e0 cr\u00e9dito do Patrim\u00f4nio L\u00edquido. Como as receitas geram Lucro e os Custos e as Despesas o reduzem vemos que:T\u00eam seus aumentos por cr\u00e9dito.T\u00eam seus aumentos por d\u00e9bito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO (Redutoras do Ativo)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas s\u00e3o contas do Ativo com caracter\u00edsticas de contas do Passivo, assim sendo t\u00eam funcionamento inverso as do Passivo, estas contas ficam do lado esquerdo do balan\u00e7o e devem sempre apresentar\u00a0 saldos credores. Para que um conta do Ativo tenha um saldo credor \u00e9 necess\u00e1rio que os aumentos e diminui\u00e7\u00f5es nela ocorridos sejam assim registrados:As diminui\u00e7\u00f5es geram lan\u00e7amentos \u00e0 d\u00e9bito e os aumentos \u00e0 cr\u00e9dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTAS RETIFICADORAS DO PASSIVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Redutoras do Passivo)Estas s\u00e3o contas do Passivo com caracter\u00edsticas do Ativo, assim sendo, t\u00eam fun\u00e7\u00e3o inversa as do Ativo, estas contas ficam do lado direito do balan\u00e7o e devem sempre apresentar saldos devedores. Para que uma conta do Passivo tenha saldo devedor \u00e9 necess\u00e1rio que os aumentos e diminui\u00e7\u00f5es nela ocorridos sejam assim registrados:As diminui\u00e7\u00f5es geram Lan\u00e7amentos \u00e0 cr\u00e9dito e os aumentos \u00e0 d\u00e9bito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RESUMO DO MECANISMO D\u00c9BITO\/CR\u00c9DITO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se dizer que para os aumentar o Ativo temos um d\u00e9bito e para diminu\u00ed-lo temos um cr\u00e9dito. Com o Passivo acontece o inverso, para aument\u00e1-lo temos um cr\u00e9dito e para diminu\u00ed-lo temos um d\u00e9bito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANG\u00c9LICO, Jo\u00e3o. Contabilidade P\u00fablica. 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo, Editora Atlas, 1995.BLATT, Adriano. Contabilidade (Filme-V\u00eddeo). Rio de Janeiro: Suma Econ\u00f4mica Pt 2, 1998.IUDICIBUS, S\u00e9rgio de e MARION, Jos\u00e9 Carlos. Contabilidade Comercial. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo, Editora\u00a0\u00a0\u00a0 Atlas, 1995.MARION, Jos\u00e9 Carlos. Contabilidade B\u00e1sica. S\u00e3o Paulo, Editora Atlas, 1998.PADOVEZE, Clovis Luis. Manual de Contabilidade B\u00e1sica. 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo, Editora Atlas, 1996.PADOVEZE, Clovis Luis. Sistemas de Informa\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis. S\u00e3o Paulo, Editora Atlas, 1998.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conjunto de contas criado pelo contador, para atender \u00e0s necessidades de registro dos\u00a0fatosadministrativos, de forma a possibilitar a constru\u00e7\u00e3o dos principais relat\u00f3rios cont\u00e1beis e atender a todos os usu\u00e1rios da informa\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil. Esse conjunto de Contas \u00e9 chamado de Plano de Contas,\u00a0 porque, na realidade, ele \u00e9 criado antecipadamente ao\u00a0 uso de tais contas. Por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p28224-6i","jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":3395,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/09\/atribuicoes-do-contador-e-do-tecnico-em-contabilidade\/","url_meta":{"origin":390,"position":0},"title":"ATRIBUI\u00c7\u00d5ES DO CONTADOR E DO T\u00c9CNICO EM CONTABILIDADE","author":"Clayton Teles das Merces","date":"4 setembro 2013","format":false,"excerpt":"Regulamenta\u00e7\u00e3o pela Resolu\u00e7\u00e3o CFC n\u00b0 560, de 1983. ROTEIRO 1. INTRODU\u00c7\u00c3O 2. CONDI\u00c7\u00d5ES DE CONTABILISTA 3. FUN\u00c7\u00d5ES DE CONTABILISTA 4. CARGOS DE CONTABILISTA 5. TITULA\u00c7\u00c3O DO CONTABILISTA 6. TABELA DE ATRIBUI\u00c7\u00d5ES ESPEC\u00cdFICAS 7. ATIVIDADES COMPARTILHADAS 8. CONTABILIDADE P\u00daBLICA 1. INTRODU\u00c7\u00c3O O Decreto-Lei n\u00ba. 9.295 , de 27 de maio de\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":5000,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/09\/dia-do-contador-22-de-setembro\/","url_meta":{"origin":390,"position":1},"title":"Dia do Contador \u2013 22 de setembro","author":"Clayton Teles das Merces","date":"22 setembro 2014","format":false,"excerpt":"Dia 22 de setembro \u00e9 o dia do contador. A data foi institu\u00edda em 1945 por meio do decreto n\u00ba 7988, assinado pelo ent\u00e3o presidente Get\u00falio Vargas. 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