{"id":388,"date":"2011-11-18T17:31:52","date_gmt":"2011-11-18T19:31:52","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=388"},"modified":"2011-11-18T17:31:52","modified_gmt":"2011-11-18T19:31:52","slug":"principios-fundamentais-da-contabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2011\/11\/principios-fundamentais-da-contabilidade\/","title":{"rendered":"Princ\u00edpios Fundamentais da Contabilidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Contabilidade surgiu das necessidades que as pessoas tinham de controlar aquilo que possu\u00edam, gastavam ou deviam. Sempre procurando encontrar uma maneira simples de aumentar suas posses. Logo com as primeiras administra\u00e7\u00f5es, surge a necessidade de controle, que seria totalmente imposs\u00edvel sem a aplica\u00e7\u00e3o dos registros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Objetivo da Contabilidade \u00e9 prestar informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao patrim\u00f4nio de uma pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica para tomada de decis\u00f5es.\u00a0<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n<\/strong><strong>No mundo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Contabilidade Mundial estabeleceu regras a serem seguidas na pr\u00e1tica cont\u00e1bil, as quais s\u00e3o denominadas de: Postulados princ\u00edpios e conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Postulado \u00e9 uma proposi\u00e7\u00e3o ou observa\u00e7\u00e3o de certa realidade que pode ser considerada n\u00e3o sujeita \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o. Determina o campo onde a contabilidade deve atuar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o 02 princ\u00edpios Postulados Mundiais: Entidade Cont\u00e1bil e Continuidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Princ\u00edpios e Conven\u00e7\u00f5es qualificam e delimitam o campo de aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios em certas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em casos de duvidas de como proceder em algumas situa\u00e7\u00f5es, o profissional devera seguir os princ\u00edpios e conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o princ\u00edpios mundiais:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Da Objetividade;<\/li>\n<li>Da Materialidade (ou Relev\u00e2ncia);<\/li>\n<li>Do Conservadorismo (ou Prud\u00eancia);<\/li>\n<li>Da Consist\u00eancia ou Uniformidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\nNo Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Resolu\u00e7\u00e3o 750 do Conselho Federal de Contabilidade de 29.12.1993, publicada no D.O.U. de 31.12.1993, estabeleceu a obrigatoriedade no exerc\u00edcio da\u00a0profiss\u00e3o\u00a0cont\u00e1bil da observ\u00e2ncia dos Princ\u00edpios Fundamentais de Contabilidade. Esses PFC\u2019s representam a ess\u00eancia das doutrinas e teorias relativas \u00e0 Ci\u00eancia da Contabilidade, consoante o entendimento predominantemente no universo cient\u00edfico profissional de nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses Princ\u00edpios Fundamentais de Contabilidade (PFC) procuraram reunir e condensar todos os Postulados, Princ\u00edpios e Conven\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, tentando reunir em 7 todos aqueles que existiam e continuam a existir. De fato, num esfor\u00e7o de racioc\u00ednio, consegue-se identificar um Postulado transformado em Princ\u00edpio ou uma Conven\u00e7\u00e3o considerada como Princ\u00edpio ou incorporada no entendimento de outro.<br \/>\nPesquisadores, Doutores e Mestres em Contabilidade costumam tecer muitas cr\u00edticas a essa legisla\u00e7\u00e3o. Entretanto, est\u00e1 em vigor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, de acordo com a Resolu\u00e7\u00e3o 750 do CFC, os Princ\u00edpios Fundamentais de Contabilidade s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. O da Entidade<br \/>\n2. O da Continuidade<br \/>\n3. O da Oportunidade<br \/>\n4. O do Registro pelo Valor Original<br \/>\n5. O da Atualiza\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria<br \/>\n6. O da Compet\u00eancia<br \/>\n7. O da Prud\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.\u00a0<strong>Princ\u00edpio da Entidade:<\/strong>\u00a0reconhece o Patrim\u00f4nio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade de diferenciar um patrim\u00f4nio particular de uma pessoa f\u00edsica,independentemente dos patrim\u00f4nios das pessoas jur\u00eddicas individuais, do conjunto de pessoas jur\u00eddicas, sem considerar se a finalidade \u00e9 ou n\u00e3o a obten\u00e7\u00e3o de lucro. O patrim\u00f4nio de uma pessoa f\u00edsica n\u00e3o se confunde, nem se mistura com o patrim\u00f4nio da pessoa jur\u00eddica em que fizer parte. Na pr\u00e1tica, como exemplo: despesas particulares de pessoas f\u00edsicas (administradores, funcion\u00e1rios e terceiros) n\u00e3o devem ser consideradas como despesas da empresa; bens particulares de administradores n\u00e3o devem ser confundidos ou registrados na empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.\u00a0<strong>Princ\u00edpio da Continuidade:<\/strong>\u00a0a continuidade ou n\u00e3o de uma Entidade (empresa), bem como a sua vida estabelecida ou prov\u00e1vel, devem ser consideradas quando da classifica\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es patrimoniais. Essa continuidade influencia o valor econ\u00f4mico dos ativos e, em muitos casos, o valor e o vencimento dos passivos, especialmente quando a extin\u00e7\u00e3o da sociedade tem prazo determinado, previsto ou previs\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as vezes que forem apresentadas as Demonstra\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis (Balan\u00e7o Patrimonial, DRE, etc) e, nessa data, ser conhecido um fato relevante que ir\u00e1 influenciar na continuidade normal da empresa, esse fato dever\u00e1 ser divulgado atrav\u00e9s de Nota Explicativa A aplica\u00e7\u00e3o desse princ\u00edpio est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 correta aplica\u00e7\u00e3o do Princ\u00edpio da Compet\u00eancia, pois se relaciona diretamente \u00e0 quantifica\u00e7\u00e3o dos componentes patrimoniais e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do resultado, e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de gera\u00e7\u00e3o de resultado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito cuidado, por\u00e9m, deve ser observado pelo\u00a0profissional\u00a0na observ\u00e2ncia desse PFC, uma vez que uma informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o fundamentada poder\u00e1 trazer desastradas conseq\u00fc\u00eancias para a empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.<strong>\u00a0Princ\u00edpio da Oportunidade\u00a0<\/strong>&#8211; refere-se ao momento em que devem ser registradas as varia\u00e7\u00f5es patrimoniais. Devem ser feitas imediatamente e de forma integral, independentemente das causas que as originaram, contemplando os aspectos f\u00edsicos e monet\u00e1rios.Quando se tratar de um fato futuro, o registro dever\u00e1 ser feito desde que tecnicamente estim\u00e1vel mesmo existindo razo\u00e1vel certeza de sua ocorr\u00eancia. S\u00e3o os casos de Provis\u00f5es para F\u00e9rias, para Conting\u00eancias, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.\u00a0<strong>Princ\u00edpio do Registro pelo Valor Original \/(ou Custo Como Base de Valor)<\/strong>\u00a0&#8211; as varia\u00e7\u00f5es do patrim\u00f4nio devem ser registradas pelos valores originais das transa\u00e7\u00f5es com o mundo exterior, expressos em valor presente e na moeda do pa\u00eds. Esses valores ser\u00e3o mantidos na avalia\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es patrimoniais posteriores, quando configurarem agrega\u00e7\u00f5es ou decomposi\u00e7\u00f5es no interior da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.\u00a0<strong>Princ\u00edpio da Atualiza\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria<\/strong>\u00a0&#8211; refere-se \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria proveniente da altera\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo da moeda nacional. N\u00e3o representava uma nova avalia\u00e7\u00e3o e sim o ajustamento dos valores originais para a data presente, aplicando os indexadores oficiais.Em 01.01.1996, com o sucesso do Plano Real que manteve a infla\u00e7\u00e3o brasileira a \u00edndices razo\u00e1veis e control\u00e1veis, foi extinto o procedimento da Corre\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria. Os Balan\u00e7os publicados em 31.12.96 j\u00e1 n\u00e3o trazem o reflexo da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e para fins de compara\u00e7\u00e3o com os Balan\u00e7os de 31.12.95 que a expressavam, foram divulgadas Notas Explicativas esclarecendo a mudan\u00e7a de crit\u00e9rio e os efeitos dessa mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principio da atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria n\u00e3o impede que a contabilidade levante balan\u00e7os e demonstra\u00e7\u00f5es corrigidas pra efeito de an\u00e1lise de resultados reais e para as finalidades fiscais (pelas normas legais de corre\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6.\u00a0<strong>Princ\u00edpio da Compet\u00eancia<\/strong>\u00a0&#8211; estabelece que as Receitas e as Despesas devem ser inclu\u00eddas na apura\u00e7\u00e3o do resultado do per\u00edodo em que foram geradas, sempre simultaneamente quando se correlacionarem (Princ\u00edpio da Confronta\u00e7\u00e3o das Despesas com as Receitas), independentemente de recebimento ou pagamento. Prevalece sempre o per\u00edodo em que ocorreram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As\u00a0<strong>Receitas\u00a0<\/strong>s\u00e3o consideradas realizadas (ocorridas):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) nas vendas a terceiros de bens ou servi\u00e7os, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem o compromisso firme de efetiv\u00e1-lo, quer pela investidura na propriedade do bem vendido, quer pela frui\u00e7\u00e3o (usufruto) do servi\u00e7o prestado;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) quando do desaparecimento parcial ou total de um passivo, qualquer que seja o motivo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) pela gera\u00e7\u00e3o natural de novos ativos independentemente da interven\u00e7\u00e3o de terceiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As\u00a0<strong>Despesas\u00a0<\/strong>s\u00e3o consideradas incorridas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) Quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transfer\u00eancia de sua propriedade para terceiro;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) pela diminui\u00e7\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o do valor econ\u00f4mico do ativo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7.\u00a0<strong>Princ\u00edpio da Prud\u00eancia\u00a0<\/strong>&#8211; determina a ado\u00e7\u00e3o do menor valor para os componentes do Ativo e do maior valor para os componentes do Passivo, sempre que se apresentarem alternativas igualmente v\u00e1lidas para a quantifica\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es patrimoniais que alterem o PL. Imp\u00f5e a escolha da hip\u00f3tese de que resulte menor PL, sempre que se apresentarem op\u00e7\u00f5es igualmente aceit\u00e1veis diante dos demais PFC\u2019s. Baseia-se na premissa de \u201cnunca antecipar lucros e sempre prever poss\u00edveis preju\u00edzos\u201d.<br \/>\nA aplica\u00e7\u00e3o desse PFC ganha \u00eanfase quando devem ser feitas estimativas para definir valores futuros com razo\u00e1vel grau de incerteza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8.\u00a0<strong>Princ\u00edpio da Realiza\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>Como norma geral, a receita \u00e9 reconhecida no per\u00edodo cont\u00e1bil em que \u00e9 realizada. A realiza\u00e7\u00e3o usualmente ocorre quando bens ou servi\u00e7os s\u00e3o fornecidos a terceiros em troca de dinheiro ou de outro elemento ativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este principio tem sido um dos mais visados, principalmente pelos economistas, por julgarem que o processo de produ\u00e7\u00e3o adiciona valor aos fatores que est\u00e3o sendo manipulados, o passo que, contabilmente, se verifica apenas uma \u201cintegra\u00e7\u00e3o de fatores\u201d, e a receita e, conseq\u00fcentemente o lucro (ou preju\u00edzo) s\u00f3 ocorrem no ato da venda. O lucro s\u00f3 se realiza no ato da venda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Conven\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que s\u00e3o Conven\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da ampla margem de liberdade que os princ\u00edpios permitem ao contador, no registro das opera\u00e7\u00f5es, as conven\u00e7\u00f5es v\u00eam restringir ou limitar ou mesmo modificar parcialmente os conte\u00fados dos princ\u00edpios, definidos mais precisamente seu significado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje dentro da contabilidade temos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. A Conven\u00e7\u00e3o da Consist\u00eancia;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. A Conven\u00e7\u00e3o do Conservadorismo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. A Conven\u00e7\u00e3o da Materialidade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. A Conven\u00e7\u00e3o da Objetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n1. A Conven\u00e7\u00e3o da Consist\u00eancia.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a Conven\u00e7\u00e3o da Consist\u00eancia nos diz que, uma vez adotado determinado processo, dentre os v\u00e1rios poss\u00edveis que podem atender a um mesmo principio geral, ele n\u00e3o devera ser mudado com demasiada freq\u00fc\u00eancia, pois assim estaria sendo prejudicada a comparabilidade dos relat\u00f3rios cont\u00e1beis. Se, por exemplo, for adotado o m\u00e9todo PEPS para avalia\u00e7\u00e3o de estoques, em lugar do UEPS (ambos atendem ao mesmo princ\u00edpio geral, isto \u00e9, \u201cCusto Como Base de Valor\u201d), dever\u00e1 ser usado sempre o m\u00e9todo nos outros per\u00edodos. E se houver a necessidade inadi\u00e1vel de se adotar outro crit\u00e9rio, esta ado\u00e7\u00e3o e seus efeitos no resultado devem ser declarados como nota de rodap\u00e9 dos relat\u00f3rios, de maneira a cientificar o leitor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aceitamos como perfeitamente valida esta conven\u00e7\u00e3o, pois sua finalidade \u00e9 reduzir a \u00e1rea de inconsist\u00eancia entre relat\u00f3rios de uma mesma empresa, contribuindo, de certa forma, para um progresso mais r\u00e1pido rumo \u00e0 padroniza\u00e7\u00e3o e unifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1beis, dentro do mesmo setor de atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n2. A Conven\u00e7\u00e3o do Conservadorismo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta Conven\u00e7\u00e3o consiste em que, por motivos de precau\u00e7\u00e3o, sempre que o contador se defrontar com alternativas igualmente v\u00e1lidas de atribuir valores diferentes a um elemento do ativo (ou do passivo), dever\u00e1 optar pelo mais baixo para o ativo e pelo mais alto para o passivo. Se, por exemplo, o valor de mercado do invent\u00e1rio final de mercadorias for inferior ao valor de custo, devera ser escolhido o valor de mercado, por ser o mais baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o que modifica o principio geral do Custo Como Base de Valor.(Adotada tamb\u00e9m pela nossa atual lei das S.A).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regra \u201cCusto ou Mercado o Mais Baixo\u201d est\u00e1 intimamente ligada ao conservadorismo. Em outras palavras, o custo \u00e9 \u00e0 base de valor para a contabilidade, mas, se o valor de mercado for inferior ao de custo, adotaremos o valor de mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora certa dose de conservadorismo, no bom sentido do termo, n\u00e3o seja de todo desprez\u00edvel, a ado\u00e7\u00e3o irrestrita dessa conven\u00e7\u00e3o, em todas as situa\u00e7\u00f5es, pode torna-se um meio seguro de impedir o progresso da teoria cont\u00e1bil, criando problemas para as empresas, pois, ao se reverterem as causas que deram origem \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do conservadorismo sem abandonar a conven\u00e7\u00e3o, perde-se o controle de seus impactos nos resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>3. A Conven\u00e7\u00e3o da Materialidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta Conven\u00e7\u00e3o reza que, a fim de evitar desperd\u00edcio de tempo e de dinheiro, deve -se registrar na Contabilidade apenas os eventos dignos de aten\u00e7\u00e3o e na ocasi\u00e3o oportuna. Por exemplo, sempre que os empregados do escrit\u00f3rio se utilizam papeis e impresso da firma registra-se uma diminui\u00e7\u00e3o do ativo da empresa, diminui\u00e7\u00e3o esta que poderia, teoricamente ser lan\u00e7ada nos registros cont\u00e1beis \u00e0 medida de sua ocorr\u00eancia. Entretanto, isto n\u00e3o \u00e9 feito, pela irrelev\u00e2ncia da opera\u00e7\u00e3o, e a despesa s\u00f3 \u00e9 apurada no fim do per\u00edodo por diferen\u00e7a de estoques.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O julgamento quanto \u00e0 materialidade tamb\u00e9m se relaciona com qual informa\u00e7\u00e3o devemos evidenciar, cuja exclus\u00e3o dos relat\u00f3rios publicados poderia levar o leitor a conclus\u00f5es inadequadas sobre resultados e as tend\u00eancias da empresa. Normalmente, materialidade e relev\u00e2ncia andam juntas. Entretanto, algo pode ser imaterial de per se, ainda assim, relevante. Por exemplo, se todo m\u00eas descobrimos uma diferen\u00e7a de cerca de $1 no Balancete de Verifica\u00e7\u00e3o do Raz\u00e3o, o fato em si pode ser imaterial, mas, pela repeti\u00e7\u00e3o pode ser relevante no sentido de apontar eventuais problemas no sistema cont\u00e1bil. O fato de a diferen\u00e7a ter sido pequena pode dever-se ao caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>4. A Conven\u00e7\u00e3o da Objetividade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta conven\u00e7\u00e3o pode ser explicada da melhor forma poss\u00edvel atrav\u00e9s do exemplo que, a seguir, ser\u00e1 relatado. Suponha-se que o Contador, para a avalia\u00e7\u00e3o de um certo bem, dispusesse de duas fontes, a saber: A fatura relativa \u00e0 compra do bem e o laudo do maior especialista mundial em avalia\u00e7\u00e3o. Dever\u00e1 escolher, como o valor de registro, o indicado na fatura. Entre um crit\u00e9rio subjetivo de valor, mesmo ponder\u00e1vel, e outro objetivo, o contador devera optar pela hip\u00f3tese mais objetiva. A finalidade desta conven\u00e7\u00e3o \u00e9 eliminar ou restringir \u00e1reas de excessivo liberalismo na escolha de crit\u00e9rios, principalmente de valor. Em tese, \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o que cont\u00e9m seus m\u00e9ritos. Entretanto, seria necess\u00e1rio definir de forma mais precisa o que vem ser objetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, nem s\u00f3 o que \u00e9 material, palp\u00e1vel, tem a qualidade de ser objetivo. Mesmo porque objetividade atribu\u00edda a tais elementos \u00e9 uma imagem criada pela nossa mente, que se utiliza, assim, do julgamento. Portanto, um julgamento pode ser objetivo tamb\u00e9m, profissionalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Conclus\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, o que se pode dizer \u00e9 que a contabilidade \u00e9 governada por um conjunto de leis de forma\u00e7\u00e3o, as chamadas de Princ\u00edpios da contabilidade, que servem para deixarmos mais f\u00e1cil a utiliza\u00e7\u00e3o da contabilidade no dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As leis da Contabilidade representam as teorias da ci\u00eancia da contabilidade facilitando a utiliza\u00e7\u00e3o da mesma, no seu objetivo que \u00e9 estudar os bens e direitos de uma empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os 07 princ\u00edpios fazem com que j\u00e1 de inicio se tenha uma vis\u00e3o bem ampla da contabilidade em si:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>O Principio da Entidade reconhece o patrim\u00f4nio como o objeto da contabilidade;<\/li>\n<li>O Principio da Continuidade s\u00e3o as diferen\u00e7as, as situa\u00e7\u00f5es pelas quais passam o patrim\u00f4nio. A continuidade da contabilidade \u00e9 um aspecto a ser observado cuidadosamente para que se tenha um controle da situa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O Principio da Oportunidade esse se refere ao mesmo tempo, a um todo e um e a cada fase do patrim\u00f4nio, determinando o que deve ser feito de imediato independente do que possa ocorrer.<\/li>\n<li>O Principio do Registro \u00c8 atrav\u00e9s dele que registramos as transa\u00e7\u00f5es do patrim\u00f4nio, para que possa se ter um controle desde o inicio do patrim\u00f4nio dos valores originais.<\/li>\n<li>O Principio da Atualiza\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria \u00c9 o compat\u00edvel com o valor original, sendo que o 1\u00b0 apenas utiliza e mant\u00e9m atualizado o valor de entrada, qualquer altera\u00e7\u00e3o que entra em a\u00e7\u00e3o com O Principio da Atualiza\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria, que ajusta os valores.<\/li>\n<li>O Principio da Compet\u00eancia Tem o objetivo de decidir quando as altera\u00e7\u00f5es patrimoniais v\u00e3o aumentar ou diminuir o patrim\u00f4nio liquido.<\/li>\n<li>O Principio da Prud\u00eancia Refor\u00e7a as necessidades de apresentar informa\u00e7\u00f5es que reflitam o patrim\u00f4nio liquido, gera precau\u00e7\u00f5es por parte do contador, imp\u00f5e escolha da hip\u00f3tese de que resulte menos PL.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contabilidade Introdut\u00f3ria<br \/>\nEquipe de\u00a0professores\u00a0da FEA da USP<br \/>\nEditora Atlas \u2013 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Contabilidade surgiu das necessidades que as pessoas tinham de controlar aquilo que possu\u00edam, gastavam ou deviam. Sempre procurando encontrar uma maneira simples de aumentar suas posses. Logo com as primeiras administra\u00e7\u00f5es, surge a necessidade de controle, que seria totalmente imposs\u00edvel sem a aplica\u00e7\u00e3o dos registros. O Objetivo da Contabilidade \u00e9 prestar informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p28224-6g","jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":2579,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/02\/contabilidade-criativa-pode-ser-prejudicial\/","url_meta":{"origin":388,"position":0},"title":"Contabilidade criativa pode ser prejudicial","author":"Clayton Teles das Merces","date":"18 fevereiro 2013","format":false,"excerpt":"No apagar das luzes do exerc\u00edcio financeiro de 2012, um pacote de medidas cont\u00e1beis \"criativas\" buscou permitir o cumprimento da meta anual de super\u00e1vit prim\u00e1rio tra\u00e7ada pela Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (Lei 12.465\/2011). 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