{"id":3741,"date":"2013-11-07T12:46:56","date_gmt":"2013-11-07T14:46:56","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=3741"},"modified":"2013-11-07T12:46:56","modified_gmt":"2013-11-07T14:46:56","slug":"gastos-sociais-tem-estouro-de-r-20-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/11\/gastos-sociais-tem-estouro-de-r-20-bi\/","title":{"rendered":"Gastos sociais t\u00eam estouro de R$ 20 bi"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas receitas abaixo do esperado que derrubam as contas do Tesouro Nacional neste ano: a \u00e1rea econ\u00f4mica tamb\u00e9m cometeu erros de propor\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas nas proje\u00e7\u00f5es de despesas. Na \u00e1rea social em particular, os programas de Previd\u00eancia e amparo aos trabalhadores tiveram seus gastos subestimados em mais de R$ 20 bilh\u00f5es &#8211;ou quase um ano de Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Tais benef\u00edcios t\u00eam pagamento obrigat\u00f3rio e montantes estimados no Or\u00e7amento. As estimativas oficiais, atualizadas a cada bimestre, ainda est\u00e3o longe dos resultados observados no ano. Contava-se, na lei or\u00e7ament\u00e1ria, com uma expressiva redu\u00e7\u00e3o do deficit da Previd\u00eancia. O buraco, que precisa ser coberto pelo Tesouro, cairia dos R$ 40,8 bilh\u00f5es de 2012 para R$ 33,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o alimentou a tese oficial de que as tr\u00eas principais despesas federais estariam em queda, repetida at\u00e9 o m\u00eas passado pela presidente Dilma Rousseff (as outras s\u00e3o os juros da d\u00edvida e a folha de pessoal). O deficit previdenci\u00e1rio, por\u00e9m, est\u00e1 em alta desde o in\u00edcio do ano, e os pagamentos de aposentadorias, pens\u00f5es e aux\u00edlios t\u00eam crescido acima das expectativas.<\/p>\n<p>S\u00f3 at\u00e9 setembro, faltaram R$ 47,6 bilh\u00f5es no caixa do INSS, um aumento de espantosos 21,5% sobre o resultado do mesmo per\u00edodo em 2012. Os gastos cresceram a um ritmo de 13,1%, em vez dos 10,3% projetados &#8211;aplicada sobre montantes que superam os R$ 300 bilh\u00f5es anuais, a diferen\u00e7a \u00e9 grande.<\/p>\n<p>A despeito dos sucessivos pacotes de desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, as receitas da Previd\u00eancia n\u00e3o t\u00eam se comportado mal, com alta de 11,5%; o governo, no entanto, contava com uma alta de 14,6%. Mesmo com o evidente descompasso com os resultados do ano, a proje\u00e7\u00e3o oficial para o deficit s\u00f3 mereceu uma modesta revis\u00e3o no m\u00eas de julho, quando foi elevada para R$ 36,2 bilh\u00f5es. Em setembro, o valor foi elevado em exatos R$ 12 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>SEGURO-DESEMPREGO<br \/>\nA estimativa errada que mais tem movimentado a \u00e1rea econ\u00f4mica nos \u00faltimos dias \u00e9 a dos gastos com o seguro-desemprego, que crescem apesar de o mercado de trabalho mostrar indicadores historicamente favor\u00e1veis. Acreditava-se que o seguro e o abono salarial, outro programa financiado pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), consumiriam R$ 40,3 bilh\u00f5es no ano, pouco acima dos R$ 38,9 bilh\u00f5es do ano passado.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 12 meses encerrado em setembro, os dois programas j\u00e1 haviam desembolsado R$ 44 bilh\u00f5es &#8211;naquele m\u00eas, a estimativa para o ano subiu para R$ 41,8 bilh\u00f5es; neste m\u00eas, como o governo j\u00e1 adiantou, a conta ir\u00e1 a cerca de R$ 47 bilh\u00f5es. O governo acredita pelo menos desde 2011 que h\u00e1 abusos na concess\u00e3o do benef\u00edcio, mas nunca os gastos haviam se distanciado tanto das previs\u00f5es. No ano passado, foi preciso ampliar as verbas do seguro-desemprego em R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas receitas abaixo do esperado que derrubam as contas do Tesouro Nacional neste ano: a \u00e1rea econ\u00f4mica tamb\u00e9m cometeu erros de propor\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas nas proje\u00e7\u00f5es de despesas. 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