{"id":3432,"date":"2013-09-13T15:08:02","date_gmt":"2013-09-13T18:08:02","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=3432"},"modified":"2013-09-13T15:08:02","modified_gmt":"2013-09-13T18:08:02","slug":"apos-crise-receita-das-50-maiores-empresas-do-brasil-cresceu-o-dobro-do-avanco-do-pib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/09\/apos-crise-receita-das-50-maiores-empresas-do-brasil-cresceu-o-dobro-do-avanco-do-pib\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s crise, receita das 50 maiores empresas do Brasil cresceu o dobro do avan\u00e7o do PIB"},"content":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica iniciada em 2008 mudou o mapa dos neg\u00f3cios em todo o mundo. Empresas entraram em recupera\u00e7\u00e3o judicial, foram estatizadas e se uniram para sobreviver aos efeitos da turbul\u00eancia que come\u00e7ou no mercado financeiro. No Brasil, marcas desapareceram e outras surgiram com a fus\u00e3o de grupos fortes na economia brasileira. Levantamento feito pela auditoria e consultoria PwC Brasil (antiga PricewaterhouseCoopers) com base em dados do \u201cValor 1000 Maiores Empresas\u201d mostra que o faturamento das 50 maiores empresas brasileiras cresceu 84% entre 2008 e 2012, de R$ 753,5 bilh\u00f5es para R$ 1,388 trilh\u00e3o, em valores correntes. A expans\u00e3o foi maior que a de 45,2% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) no mesmo per\u00edodo (de R$ 3,032 trilh\u00f5es para R$ 4,040 trilh\u00f5es). A rela\u00e7\u00e3o entre esse faturamento e o PIB tamb\u00e9m avan\u00e7ou: de 24,8% em 2008 para 31,5% em 2012.<\/p>\n<p>\u2014 A crise fez as companhias se preocuparem mais em serem produtivas e grandes para ganharem mercado. Os n\u00fameros refletem isso: em linhas gerais, as empresas est\u00e3o bem maiores em faturamento e em lucratividade. E por isso est\u00e3o mais capazes de lidar com adversidades \u2014 afirma o s\u00f3cio da \u00e1rea de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es da PwC Andre Castello Branco. O GLOBO encerra nesta quinta-feira uma s\u00e9rie de reportagens sobre os cinco anos da quebra do banco Lehman Brothers, considerado o estopim da crise financeira global iniciada em 2008.<\/p>\n<p>Aquisi\u00e7\u00f5es no exterior<br \/>\nAs empresas brasileiras se tornaram mais robustas n\u00e3o apenas nos n\u00fameros. Segundo Castello Branco, da PwC, houve mudan\u00e7as na governan\u00e7a corporativa e na gest\u00e3o das empresas. Um dos principais cuidados \u00e9 evitar que os riscos financeiros afetem as opera\u00e7\u00f5es. Antes da crise, n\u00e3o eram poucas as empresas que, para driblar os juros altos, buscavam ganhos no sempre rent\u00e1vel mercado financeiro. Entre as exportadoras, muitas faziam contratos de hedge ou Adiantamento de Opera\u00e7\u00e3o de C\u00e2mbio (ACC) para se financiar l\u00e1 fora a custo mais baixo e, at\u00e9 mesmo, financiar terceiros. As maiores perdas com opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio foram Sadia (R$ 2,5 bilh\u00f5es) e Aracruz (R$ 4,646 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Desde 2008, outro fen\u00f4meno que se viu no mapa corporativo foi o crescimento e a internacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas brasileiras, embaladas pelas oportunidades geradas pela crise. E esse movimento foi muitas vezes fomentado pelo BNDES, com a pol\u00edtica que ficou conhecida como \u201ca escolha de campe\u00f5es nacionais\u201d.<\/p>\n<p>\u2014 A crise afetou muito os mercados americano e europeu, que passaram a ser alvo de empresas brasileiras fortes. E o BNDES ajudou no fomento ao crescimento das empresas, com a ideia de forma\u00e7\u00e3o de vencedores \u2014 diz Castello Branco.<\/p>\n<p>A lista de novas companhias \u00e9 extensa. Os exemplos mais emblem\u00e1ticos s\u00e3o Fibria e BRF, duas opera\u00e7\u00f5es que tiveram origem nas perdas cambiais de Aracruz e Sadia. A lista, no entanto, \u00e9 muito maior e inclui Braskem (que comprou a Quattor em 2010) e Ita\u00fa Unibanco, criado em novembro de 2008 com a uni\u00e3o do terceiro e do quinto maiores bancos privados do pa\u00eds. Outras companhias tiveram crescimento expressivo no per\u00edodo, como o Grupo JBS \u2014 que passou a liderar o mercado de carne bovina no mundo, com aquisi\u00e7\u00f5es como Bertin, Pilgrim\u2019s Pride e Seara \u2014 e a Marfrig, que comprou a americana Keystone Foods.<\/p>\n<p>Fus\u00e3o foi estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia<br \/>\nEssa mudan\u00e7a nos neg\u00f3cios ocorreu depois de um ano recorde nas fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no pa\u00eds, em 2007. \u2014 \u00c9 dif\u00edcil tomar decis\u00f5es de longo prazo em per\u00edodos de crise. Em 2009, houve uma t\u00e1tica de sobreviv\u00eancia, de juntar for\u00e7as para sair da crise, mas esse movimento n\u00e3o foi capaz de se sobrepor ao cancelamento de neg\u00f3cios \u2014 afirma Lu\u00eds Augusto Motta, s\u00f3cio da KPMG Corporate Finance, lembrando a queda de 30% no n\u00famero de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no Brasil em 2009 em rela\u00e7\u00e3o a 2008.<\/p>\n<p>O consultor Tiago Monteiro, da A.T Kearney, ressalta que, num primeiro momento, muitas empresas de pa\u00edses emergentes, como as da China e da \u00edndia, fizeram aquisi\u00e7\u00f5es na Europa e nos Estados Unidos tamb\u00e9m para diversificar a moeda de origem de suas receitas e acessar mercados de mais tecnologia. Em seguida, os investidores globais passaram a ser atra\u00eddos por pa\u00edses com grande mercado ou economias em crescimento, como Turquia e M\u00e9xico.<\/p>\n<p>\u2014 Nos mercados maduros, as empresas j\u00e1 est\u00e3o enxutas. Nos emergentes, \u00e9 preciso que as companhias aumentem a produtividade e a efici\u00eancia para seguir crescendo \u2014 explica. O consultor Luiz Marcatti, da Mesa Corporate Governance, lembra que at\u00e9 mesmo o setor imobili\u00e1rio, que foi o estopim da crise, virou uma oportunidade de ganho ap\u00f3s o colapso do Lehman. \u2014 Quando veio a crise, muitas construtoras ficaram com terrenos caros, porque os pre\u00e7os tinham sido inflacionados nos anos anteriores, sem dinheiro para novos lan\u00e7amentos e endividadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica iniciada em 2008 mudou o mapa dos neg\u00f3cios em todo o mundo. Empresas entraram em recupera\u00e7\u00e3o judicial, foram estatizadas e se uniram para sobreviver aos efeitos da turbul\u00eancia que come\u00e7ou no mercado financeiro. No Brasil, marcas desapareceram e outras surgiram com a fus\u00e3o de grupos fortes na economia brasileira. Levantamento feito pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p28224-Tm","jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":2025,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/09\/dinheiro-custa-o-dobro-para-pequenas-e-medias-empresas\/","url_meta":{"origin":3432,"position":0},"title":"Dinheiro custa o dobro para pequenas e m\u00e9dias empresas","author":"Clayton Teles das Merces","date":"19 setembro 2012","format":false,"excerpt":"Em qualquer mercado, empresas de grande porte e de capital aberto costumam ser mais transparentes e representar menos riscos para bancos e investidores \u2014 portanto, \u00e9 natural que paguem menos para levantar dinheiro. Mas, no Brasil, a diferen\u00e7a \u00e9 gritante: em alguns casos, o custo chega a ser quase tr\u00eas\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":2303,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/12\/mpes-representam-99-das-empresas-e-apenas-25-do-pib\/","url_meta":{"origin":3432,"position":1},"title":"MPEs representam 99% das empresas e apenas 25% do PIB","author":"Clayton Teles das Merces","date":"17 dezembro 2012","format":false,"excerpt":"Apesar de 99%das empresas brasileiras serem de pequeno porte - microempreendedores individuais, microempresas e pequenas empresas -, elas s\u00e3o respons\u00e1veis por apenas 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds, um percentual muito pequeno, se comparado a outras na\u00e7\u00f5es, e que demonstra que ainda h\u00e1 muito espa\u00e7o para o crescimento\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":5424,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2015\/01\/brasil-pode-perder-posto-de-7a-maior-economia-do-mundo\/","url_meta":{"origin":3432,"position":2},"title":"Brasil pode perder posto de 7\u00aa maior economia do mundo","author":"Clayton Teles das Merces","date":"5 janeiro 2015","format":false,"excerpt":"A previs\u00e3o de um crescimento baixo em 2015 pode tirar o Brasil do posto de s\u00e9tima maior economia do mundo, segundo dados da consultoria brit\u00e2nica EIU (Economist Intelligence Unit), que foram publicados pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (2). A EIU indica que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro dever\u00e1\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":2821,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/04\/numero-de-empresas-em-crise-que-pedem-protecao-da-justica-bate-recorde\/","url_meta":{"origin":3432,"position":3},"title":"N\u00famero de empresas em crise que pedem prote\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a bate recorde","author":"Clayton Teles das Merces","date":"29 abril 2013","format":false,"excerpt":"O n\u00famero de pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial disparou no primeiro trimestre e levanta d\u00favidas sobre a velocidade de retomada da economia brasileira em 2013. Segundo dados compilados pela Serasa Experian, foram 247 pedidos entre janeiro e mar\u00e7o, quantidade recorde desde que a nova Lei de Fal\u00eancias entrou em vigor no\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":6616,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2016\/06\/economia-informal-volta-a-crescer-apos-11-anos\/","url_meta":{"origin":3432,"position":4},"title":"Economia informal volta a crescer ap\u00f3s 11 anos","author":"Clayton Teles das Merces","date":"28 junho 2016","format":false,"excerpt":"Impulsionada pela crise, a participa\u00e7\u00e3o da economia informal noProduto Interno Bruto (PIB)\u00a0brasileiro voltou a crescer em 2015, depois de 11 anos de quedas consecutivas. No ano passado, a fatia da economia subterr\u00e2nea em toda a riqueza gerada no pa\u00eds foi 16,2%, aponta o \u00cdndice de Economia Subterr\u00e2nea (IES), apurado pelo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Contabilidade&quot;","block_context":{"text":"Contabilidade","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/Geral\/geral\/contabilidade\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":4022,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2014\/01\/inovacao-industrial-brasileira-esbarra-em-burocracia\/","url_meta":{"origin":3432,"position":5},"title":"Inova\u00e7\u00e3o industrial brasileira esbarra em burocracia","author":"Clayton Teles das Merces","date":"6 janeiro 2014","format":false,"excerpt":"A inova\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 estagnada. De acordo com a \u00faltima Pesquisa Industrial de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (Pintec), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a propor\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias que introduziram pelo menos um produto ou processo inovador caiu de 38,1% em 2008 para 35,6% em 2011. O resultado\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3432"}],"collection":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3432"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3432\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3434,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3432\/revisions\/3434"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}