{"id":3375,"date":"2013-08-27T14:25:46","date_gmt":"2013-08-27T17:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=3375"},"modified":"2013-08-27T14:25:46","modified_gmt":"2013-08-27T17:25:46","slug":"desoneracao-da-folha-de-pagamento-e-cambio-aliviam-custo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/08\/desoneracao-da-folha-de-pagamento-e-cambio-aliviam-custo-brasil\/","title":{"rendered":"Desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento e c\u00e2mbio aliviam Custo Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O chamado Custo Brasil, conceito criado pelos empres\u00e1rios brasileiros para apontar o conjunto de problemas que emperram a economia do Pa\u00eds, trouxe um certo al\u00edvio no ano de 2012. Produzir em territ\u00f3rio brasileiro continua mais caro do que em outros pa\u00edses como Alemanha e Estados Unidos, mas uma pesquisa feita pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq) aponta que a vantagem dos concorrentes brasileiros ficou ligeiramente menor. Segundo o estudo, o custo do produto feito no Brasil \u00e9 37% mais elevado do que nos Estados Unidos e Alemanha. Em 2008, a diferen\u00e7a era de 40%.<\/p>\n<p>Para a Abimaq, o recuo n\u00e3o elimina os problemas de competitividade do Pa\u00eds. &#8220;De certa maneira \u00e9 um bom sinal. Mas \u00e9 muito pouco, isso significa que se o Custo Brasil continuar a cair nesse ritmo, vamos demorar 30 anos para zer\u00e1-lo&#8221;, afirma M\u00e1rio Bernadini, diretor de competitividade da Abimaq.<\/p>\n<p>Os dados consideram s\u00f3 a ind\u00fastria de bens de capital, mas, segundo a pesquisa, s\u00e3o semelhantes para o resto da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Para mostrar a diferen\u00e7a de custo, a Abimaq calculou o peso de oito itens (veja gr\u00e1fico) sobre a receita l\u00edquida de vendas.<\/p>\n<p>A queda do custo industrial pode ser explicada basicamente por uma combina\u00e7\u00e3o entre desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento e desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, segundo Bernadini. A primeira permitiu que os encargos salariais, antes 3% mais caros que no exterior, reduzissem a diferen\u00e7a para 0,95%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a queda do real ante o d\u00f3lar trouxe vantagens competitivas e explica o peso menor dos insumos dentro da estrutura de custos do setor. Os insumos b\u00e1sicos &#8211; que representam a maior disparidade de custo entre produzir aqui e l\u00e1 fora &#8211; eram 24% mais salgados em 2008. No ano passado, a disparidade encolheu para 20,4%. &#8220;Quando voc\u00ea vai comparar o pre\u00e7o interno ao internacional usando o c\u00e2mbio, os n\u00fameros de mat\u00e9ria-prima melhoram um pouco&#8221;, diz Bernadini.<\/p>\n<p>Vale a ressalva que a pesquisa considera a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar no segundo semestre do ano passado, em torno de R$ 2. Assim, com o d\u00f3lar hoje na casa de R$ 2,30 e R$ 2,40, \u00e9 razo\u00e1vel supor que os insumos est\u00e3o com um peso ainda menor.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Bernadini, o governo deveria retirar impostos de insumos que n\u00e3o s\u00e3o produzidos no Pa\u00eds, como o coque, para estimular a ind\u00fastria nacional. &#8220;O Brasil n\u00e3o est\u00e1 usando o imposto de importa\u00e7\u00e3o para estimular a competitividade da cadeia produtiva&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O impacto dos juros sob capital de giro, o segundo custo mais relevante para o setor, variou pouco no per\u00edodo. Em 2012, era 6,51% mais caro, contra 6,55% quatro anos antes. No per\u00edodo, por\u00e9m, alguns pre\u00e7os para a ind\u00fastria tamb\u00e9m aumentaram. \u00c9 o caso da log\u00edstica, que dobrou seu peso na estrutura de custos &#8211; de 1,6% passou a ser 3,2% superior que nos EUA e na Alemanha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O chamado Custo Brasil, conceito criado pelos empres\u00e1rios brasileiros para apontar o conjunto de problemas que emperram a economia do Pa\u00eds, trouxe um certo al\u00edvio no ano de 2012. 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