{"id":3347,"date":"2013-08-19T13:56:40","date_gmt":"2013-08-19T16:56:40","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=3347"},"modified":"2013-08-19T13:56:40","modified_gmt":"2013-08-19T16:56:40","slug":"execucao-fiscal-contra-socio-devolucao-de-carta-com-ar-ineficacia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/08\/execucao-fiscal-contra-socio-devolucao-de-carta-com-ar-ineficacia\/","title":{"rendered":"Execu\u00e7\u00e3o fiscal contra s\u00f3cio \u2013 devolu\u00e7\u00e3o de carta com ar \u2013 inefic\u00e1cia"},"content":{"rendered":"<p>O redirecionamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal s\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel quando fica comprovado que o s\u00f3cio-gerente da empresa agiu com excesso de poderes, infra\u00e7\u00e3o \u00e0 lei, contrato social ou estatuto, ou no caso de dissolu\u00e7\u00e3o irregular da empresa. Com esse entendimento, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) rejeitou recurso da Fazenda Nacional contra uma empresa do Nordeste.A Fazenda recorreu ao STJ contra decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF5), que determinou a exclus\u00e3o do s\u00f3cio-gerente do polo passivo por entender que a devolu\u00e7\u00e3o de correspond\u00eancia enviada com Aviso de Recebimento (AR) n\u00e3o basta para caracterizar dissolu\u00e7\u00e3o irregular, o que possibilitaria o redirecionamento.<\/p>\n<p>O ministro Humberto Martins, relator do recurso, destacou os fundamentos do TRF5 ao apreciar a quest\u00e3o: \u201cA responsabilidade do s\u00f3cio pelos tributos devidos pela sociedade, ou redirecionamento, como preferem alguns doutrinadores e ju\u00edzes, n\u00e3o \u00e9 absoluta, segundo informam os artigos 134 e 135 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. Ao contr\u00e1rio, a regra \u00e9 a irresponsabilidade.\u201d<\/p>\n<p>O tribunal de origem salientou ainda que a responsabilidade n\u00e3o \u00e9 objetiva, devendo estar configurado nos autos o agir excessivo ou ilegal do s\u00f3cio.<\/p>\n<p>Em seu voto, Humberto Martins destacou que a simples devolu\u00e7\u00e3o de carta por AR n\u00e3o configura prova de dissolu\u00e7\u00e3o irregular. Segundo o ministro, a decis\u00e3o do TRF5 afirmou que n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de dissolu\u00e7\u00e3o irregular da empresa executada, assim como o s\u00f3cio-gerente n\u00e3o agiu com excessos de poderes ou infra\u00e7\u00f5es \u00e0 lei ou estatuto social, o que impossibilita o redirecionamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o da Fazenda de que haveria nos autos outros ind\u00edcios de dissolu\u00e7\u00e3o irregular da empresa, isso n\u00e3o p\u00f4de ser analisado pelo STJ porque implicaria reexame de provas em recurso especial, o que \u00e9 proibido pela S\u00famula 7.<\/p>\n<p>REsp 1368377<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O redirecionamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal s\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel quando fica comprovado que o s\u00f3cio-gerente da empresa agiu com excesso de poderes, infra\u00e7\u00e3o \u00e0 lei, contrato social ou estatuto, ou no caso de dissolu\u00e7\u00e3o irregular da empresa. 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