{"id":3332,"date":"2013-08-15T16:30:19","date_gmt":"2013-08-15T19:30:19","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=3332"},"modified":"2013-08-15T16:30:19","modified_gmt":"2013-08-15T19:30:19","slug":"reforma-fiscal-pode-aumentar-endividamento-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/08\/reforma-fiscal-pode-aumentar-endividamento-publico\/","title":{"rendered":"Reforma fiscal pode aumentar endividamento p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>Se sobreviver \u00e0 disputa de interesses, a tentativa de racionalizar o ICMS pode criar outro problema: maior endividamento p\u00fablico. Isso acontece porque a mudan\u00e7a das regras do tributo, de esfera estadual e cobrado sobre a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, vai diminuir inevitavelmente as receitas de alguns Estados.<\/p>\n<p>Para que eles concordem, portanto, com a reforma, \u00e9 preciso que sejam compensados pelas perdas. Como n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria para isso, a solu\u00e7\u00e3o proposta pela Fazenda envolve R$ 222 bilh\u00f5es em emiss\u00e3o de d\u00edvida.<\/p>\n<p>Para o economista Mansueto Almeida, &#8220;se acontecer, teremos uma reforma tribut\u00e1ria que, no futuro, exigir\u00e1 mais carga tribut\u00e1ria para pag\u00e1-la&#8221;.<\/p>\n<p>ENTENDA A REFORMA<br \/>\nPela regra atual, h\u00e1 al\u00edquotas diferentes para produtos fabricados em Estados &#8220;ricos&#8221; (RS, SC, PR, SP, RJ e MG), dependendo de se eles ser\u00e3o enviados a Estados desse grupo ou aos das regi\u00f5es Norte, Nordeste, Centro-Oeste, al\u00e9m do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Por exemplo, dois carros de R$ 30 mil, um deles produzido no Paran\u00e1 e vendido na Bahia (um Renault, por exemplo) e outro produzido na Bahia e vendido no Paran\u00e1 (um Ford), ter\u00e3o suas al\u00edquotas divididas de forma diferente.<\/p>\n<p>Suponha que ambos tenham al\u00edquota total de 20% de ICMS. Hoje, o Paran\u00e1 arrecadaria 7% do Renault e 8% do Ford, totalizando R$ 4.500. A Bahia arrecadaria os outros 13% do Renault e 12% pela produ\u00e7\u00e3o do Ford, totalizando R$ 7.500.<\/p>\n<p>A reforma original prop\u00f4s unificar a al\u00edquota dos produtores, o que daria ao Paran\u00e1 4% do Renault e 16% do Ford. A Bahia teria 16% do Renault e os 4% por ter produzido o Ford. Ambos arrecadariam R$ 6.000.<\/p>\n<p>Como houve press\u00e3o dos Estados mais pobres, houve uma contraproposta: o Paran\u00e1 teria seus 4% de produtor do Renault e 13% do Ford. A Bahia, 7% por produzir o Ford e 16% do Renault.<\/p>\n<p>Assim, o Paran\u00e1 levaria R$ 5.100; a Bahia, R$ 6.900. Para compensar os &#8220;derrotados&#8221;, prop\u00f4s-se um Fundo de Desenvolvimento Regional, com R$ 296 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos 20 anos &#8211;que exigir\u00e1 a emiss\u00e3o dos R$ 222 bilh\u00f5es em d\u00edvida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se sobreviver \u00e0 disputa de interesses, a tentativa de racionalizar o ICMS pode criar outro problema: maior endividamento p\u00fablico. Isso acontece porque a mudan\u00e7a das regras do tributo, de esfera estadual e cobrado sobre a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, vai diminuir inevitavelmente as receitas de alguns Estados. 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