{"id":3114,"date":"2013-06-18T17:44:28","date_gmt":"2013-06-18T20:44:28","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=3114"},"modified":"2013-06-18T17:44:28","modified_gmt":"2013-06-18T20:44:28","slug":"servicos-importados-sao-taxados-em-ate-51-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/06\/servicos-importados-sao-taxados-em-ate-51-no-brasil\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7os importados s\u00e3o taxados em at\u00e9 51% no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1veis por quase um quarto dos gastos da ind\u00fastria brasileira, os servi\u00e7os importados sentem o peso da carga tribut\u00e1ria. Segundo levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), a cada vez em que contrata consultores estrangeiros ou requisita suporte t\u00e9cnico para m\u00e1quinas e equipamentos, a ind\u00fastria paga de 41,08% a 51,26% em tributos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a entidade, esse n\u00edvel de impostos e contribui\u00e7\u00f5es prejudica a competitividade da ind\u00fastria nacional, \u00e0 medida que aumenta custos, encarece o produto final e, muitas vezes, impede o acesso a novas tecnologias. \u201cToda e qualquer empresa em ramo tecnol\u00f3gico mais sofisticado precisa importar servi\u00e7os. Se o Brasil quer ind\u00fastria mais avan\u00e7ada, precisa reduzir os impostos sobre os servi\u00e7os\u201d, diz o diretor de Pol\u00edticas e Estrat\u00e9gia da CNI, Jos\u00e9 Augusto Fernandes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o diretor da CNI, a carga tribut\u00e1ria sobre a compra de servi\u00e7os no exterior afeta principalmente dois tipos de empresas. O primeiro s\u00e3o as ind\u00fastrias que desenvolvem produtos associados \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, como m\u00e1quinas e avi\u00f5es. A tributa\u00e7\u00e3o aumenta as despesas com a manuten\u00e7\u00e3o desses bens, que costuma ser terceirizada no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando o Brasil exporta um equipamento, tamb\u00e9m vende servi\u00e7os como garantia e treinamento. O fabricante nacional paga pelo servi\u00e7o toda vez que aciona um t\u00e9cnico estrangeiro para trabalhar para ele l\u00e1 fora\u201d, explica Fernandes. Segundo ele, 1% do pre\u00e7o de um avi\u00e3o brasileiro corresponde a servi\u00e7os embutidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo tipo de empresa afetado, diz o diretor da CNI, s\u00e3o as ind\u00fastrias com cadeia de produ\u00e7\u00e3o globalizada, com etapas de produ\u00e7\u00e3o executadas em v\u00e1rios pa\u00edses. Nesse caso, inova\u00e7\u00f5es desenvolvidas em sistemas abertos, com contribui\u00e7\u00f5es de diversas partes do mundo, s\u00e3o prejudicadas por causa da taxa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, seis tributos s\u00e3o cobrados na compra de servi\u00e7os no exterior: Imposto de Renda retido na Fonte (IRRF); Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide), cobrada sobre remessas ao exterior; Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS); Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); Imposto sobre Opera\u00e7\u00e3o Financeira (IOF), cobrado nas opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio, e Imposto sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISSQN).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o diretor da CNI, a entidade prop\u00f4s uma reformula\u00e7\u00e3o na tributa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Uma das medidas \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) cobrado nas convers\u00f5es de moedas ao pagar servi\u00e7os no exterior. Os industriais tamb\u00e9m querem que a Cide, o PIS e a Cofins incidam apenas sobre o valor efetivamente remetido ao exterior. Hoje, segundo a confedera\u00e7\u00e3o, as contribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o calculadas sobre o valor total do servi\u00e7o, que tem outros impostos embutidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A importa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que envolvem transfer\u00eancia de tecnologia representa outro gargalo. Pela legisla\u00e7\u00e3o, esses servi\u00e7os pagam impostos mais altos porque envolvem royalties (direitos de uso) adquiridos no exterior. No entanto, diz Fernandes, a Receita Federal n\u00e3o tem feito essa distin\u00e7\u00e3o e tem tributado todas as compras de servi\u00e7os como se houvesse transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica. \u201cAs compras sem royalties requerem outro tratamento tribut\u00e1rio. Acordos internacionais est\u00e3o sendo desrespeitados\u201d, reclama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da CNI, Robson Andrade, entregou as propostas da CNI ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reuni\u00e3o na semana passada. Segundo o minist\u00e9rio, a equipe econ\u00f4mica est\u00e1 analisando as reivindica\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o tem previs\u00e3o de dar uma resposta sobre o assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis por quase um quarto dos gastos da ind\u00fastria brasileira, os servi\u00e7os importados sentem o peso da carga tribut\u00e1ria. 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