{"id":2585,"date":"2013-02-19T13:49:08","date_gmt":"2013-02-19T16:49:08","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=2585"},"modified":"2013-02-19T13:49:08","modified_gmt":"2013-02-19T16:49:08","slug":"para-sindicatos-formula-95105-e-pior-que-fator-previdenciario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/02\/para-sindicatos-formula-95105-e-pior-que-fator-previdenciario\/","title":{"rendered":"Para sindicatos, f\u00f3rmula 95\/105 \u00e9 pior que fator previdenci\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o governo n\u00e3o quer alterar o fator previdenci\u00e1rio. Essa \u00e9 a leitura que o senador Paulo Paim faz do projeto que estaria sendo preparado no Pal\u00e1cio do Planalto para o caso de o fator previdenci\u00e1rio voltar \u00e0 pauta do Congresso. Conforme publicou ontem o Jornal do Com\u00e9rcio, o governo prepara projeto de lei para substituir o fator previdenci\u00e1rio por uma soma entre a idade e o tempo de contribui\u00e7\u00e3o que deve ter resultado de 95 anos para mulheres e 105 anos para homens, a chamada f\u00f3rmula 95\/105.<br \/>\n\u201cOficialmente ainda n\u00e3o foi apresentado nada, mas essa proposta \u00e9 inaceit\u00e1vel\u201d, disse o senador, ao lembrar que as centrais sindicais resistiram muito a aceitar a ideia anterior, que tem o mesmo racioc\u00ednio, mas fixa as somas em 85 para mulheres e 95 para os homens. A f\u00f3rmula 85\/95 surgiu ainda no governo Lula e \u00e9 aplicada aos servidores p\u00fablicos, por\u00e9m s\u00f3 recebeu a concord\u00e2ncia dos sindicalistas no governo Dilma e, desde ent\u00e3o, aguarda vota\u00e7\u00e3o no Congresso.<\/p>\n<p>\u201cSempre digo que n\u00e3o h\u00e1 nada pior do que o fator previdenci\u00e1rio, mas essa f\u00f3rmula 95\/105 estende para mais de dez anos o per\u00edodo de contribui\u00e7\u00e3o e acaba sendo pior que o fator. Com esse c\u00e1lculo, a pessoa s\u00f3 vai se aposentar com 70 anos. \u00c9 inacredit\u00e1vel. Nesses termos n\u00e3o passa, ningu\u00e9m vai sacrificar o trabalhador\u201d, disse Paim.<\/p>\n<p>Ele lembrou, ainda, que dados do pr\u00f3prio governo mostram que o Regime Geral da Previd\u00eancia Urbana foi superavit\u00e1rio em R$ 25 bilh\u00f5es no ano passado &#8211; justamente essa \u00e9 a fatia afetada pelo fator previdenci\u00e1rio (um redutor do benef\u00edcio, criado nos anos 1990 para estimular aposentadorias tardias). Para Paim, \u201co governo joga espertamente\u201d quando divulga que no ano passado o Regime Geral da Previd\u00eancia Social foi deficit\u00e1rio em R$ 40,8 bilh\u00f5es &#8211; uma vez que essa conta considera toda a Previd\u00eancia Social, inclusive a aposentadoria paga ao trabalhador rural, que n\u00e3o contribui.<\/p>\n<p>O presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) no Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, ressaltou que as centrais sindicais n\u00e3o admitem a abertura de um debate que n\u00e3o parta da f\u00f3rmula 85\/95 com os anexos j\u00e1 acordados nos anos anteriores, que incluem a considera\u00e7\u00e3o de 70% das melhores contribui\u00e7\u00f5es da vida laboral no c\u00e1lculo do benef\u00edcio (atualmente a conta despreza apenas 20% das contribui\u00e7\u00f5es mais baixas), a inclus\u00e3o dos per\u00edodos de aux\u00edlio desemprego como tempo de servi\u00e7o e a concess\u00e3o de estabilidade no emprego para aqueles trabalhadores que est\u00e3o h\u00e1 um ano da aposentadoria (benef\u00edcio j\u00e1 ratificado em acordo coletivo de diversas categorias).<\/p>\n<p>\u201cEstaremos em Bras\u00edlia no dia 6 (de mar\u00e7o) para uma atividade das centrais sindicais, em que vamos cobrar a movimenta\u00e7\u00e3o desse assunto no Congresso. J\u00e1 est\u00e1 mais do que na hora de corrigir essa injusti\u00e7a do fator previdenci\u00e1rio\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O presidente da For\u00e7a Sindical no Estado, Claudio Janta, acrescentou que, al\u00e9m das visitas aos minist\u00e9rios no dia 6, as centrais far\u00e3o mobiliza\u00e7\u00f5es nos dias 5 e 7 de mar\u00e7o para acelerar os debates em torno da proposta 85\/95. \u201cT\u00ednhamos um acordo com o governo e com o deputado Marco Maia, que era presidente da C\u00e2mara, para que o tema fosse colocado na pauta. E n\u00e3o foi. H\u00e1 uma completa m\u00e1 vontade do governo para tratar do assunto\u201d, disse ele, ao lembrar que 29 milh\u00f5es de pessoas recebem aposentadoria ou pens\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>J\u00e1 o vice-presidente da Federasul, Andr\u00e9 Jobim, n\u00e3o tem d\u00favidas de que as negocia\u00e7\u00f5es em torno da f\u00f3rmula 95\/105 ir\u00e3o travar. \u201cEsse assunto tem envolvimento direto com a pol\u00edtica da elei\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 que o governo vai bater de frente com os eleitores apresentando uma proposta assim? A possibilidade de um embate \u00e9 t\u00e3o aparente que a pr\u00f3pria fonte do Planalto que revelou os planos afirmou que, se poss\u00edvel, o governo vai deixar essa briga para depois\u201d, apontou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o governo n\u00e3o quer alterar o fator previdenci\u00e1rio. Essa \u00e9 a leitura que o senador Paulo Paim faz do projeto que estaria sendo preparado no Pal\u00e1cio do Planalto para o caso de o fator previdenci\u00e1rio voltar \u00e0 pauta do Congresso. 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