{"id":2038,"date":"2012-09-19T17:08:35","date_gmt":"2012-09-19T20:08:35","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=2038"},"modified":"2012-09-19T17:08:35","modified_gmt":"2012-09-19T20:08:35","slug":"vetos-de-dilma-a-mp-geram-duvidas-sobre-extensao-de-beneficios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/09\/vetos-de-dilma-a-mp-geram-duvidas-sobre-extensao-de-beneficios\/","title":{"rendered":"Vetos de Dilma \u00e0 MP geram d\u00favidas sobre extens\u00e3o de benef\u00edcios"},"content":{"rendered":"<p> A san\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria (MP) 563, que estabelece a desonera\u00e7\u00e3o da folha salarial, resultou em inseguran\u00e7a sobre o conceito de receita bruta e o tamanho das efetivas desonera\u00e7\u00f5es para os setores beneficiados. A MP foi convertida na Lei 12.715, publicada ontem no &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda vai negociar com as empresas beneficiadas pela desonera\u00e7\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o de receita bruta, a ser encaminhada ao Congresso Nacional. No total, a presidente Dilma Rousseff excluiu 18 dispositivos da MP, como a desonera\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia de PIS-Cofins da cesta b\u00e1sica e a inclus\u00e3o de produtos na lista de beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha. Com a desonera\u00e7\u00e3o, os setores beneficiados deixam de pagar a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de 20% sobre os sal\u00e1rios e passam a recolher al\u00edquota de 1% ou 2% sobre a receita bruta.<\/p>\n<p>As reclama\u00e7\u00f5es de segmentos da ind\u00fastria fizeram com que a presidente Dilma Rousseff vetasse um dos incisos estabelecidos no Artigo 55 do texto de convers\u00e3o da MP. O dispositivo vetado inclu\u00eda receitas de &#8220;qualquer natureza&#8221; dentro da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos setores desonerados. O receio de entidades que representam as empresas era de que o dispositivo alargue a base da contribui\u00e7\u00e3o dos setores desonerados.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio-executivo-adjunto do Minist\u00e9rio da Fazenda, Dyogo Oliveira, a interpreta\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 de que o texto n\u00e3o mudava a base de c\u00e1lculo com o novo conceito de receita bruta. Por\u00e9m, segundo ele, a presidente Dilma decidiu realizar vetos para que seja constru\u00eddo um texto de consenso.<\/p>\n<p>&#8220;O conceito de receita bruta \u00e9 a receita bruta. Alguns setores entenderam que isso estava aumentando a base de c\u00e1lculo e n\u00e3o \u00e9 a nossa interpreta\u00e7\u00e3o, mas o governo decidiu vetar o conceito e negociar com o setor para poder colocar isso de maneira objetiva na legisla\u00e7\u00e3o sem gerar inseguran\u00e7a jur\u00eddica&#8221;, explicou Oliveira. &#8220;A presidente n\u00e3o quer macular de inseguran\u00e7a jur\u00eddica medida que \u00e9 extremamente positiva. Queremos que a medida funcione sem tens\u00f5es&#8221;, frisou ele.<\/p>\n<p>O texto sancionado, por\u00e9m, continua provocando pol\u00eamica sobre o conceito de receita bruta. Al\u00e9m do dispositivo que previa a inclus\u00e3o de receitas de &#8220;qualquer natureza&#8221; na receita bruta, Dilma vetou dispositivo que exclu\u00eda expressamente da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o as revers\u00f5es de provis\u00e3o e os resultados positivos da equival\u00eancia patrimonial.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Medeiros, do Machado Associados, diz que havia d\u00favida sobre a inclus\u00e3o ou n\u00e3o dessas receitas na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o desde a edi\u00e7\u00e3o da Lei 12.546, que trouxe a desonera\u00e7\u00e3o para os primeiros setores, no ano passado. Foi vetado justamente o dispositivo, conta, que expressamente continha a exclus\u00e3o dessas receitas. H\u00e9lcio Honda, diretor jur\u00eddico da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), diz que com esse veto as empresas beneficiadas com a desonera\u00e7\u00e3o ficam sujeitas \u00e0 discuss\u00e3o sobre o recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o sobre revers\u00e3o de provis\u00e3o e resultados de equival\u00eancia.<\/p>\n<p>Danila Bernardi, da Athros ASPR, por\u00e9m, tem an\u00e1lise divergente. Ela acredita que a exclus\u00e3o do artigo mais amplo, que permitia a inclus\u00e3o de receita de &#8220;qualquer natureza&#8221; na base da contribui\u00e7\u00e3o permitiu vetar tamb\u00e9m o dispositivo sobre a exclus\u00e3o da revers\u00e3o de provis\u00e3o e equival\u00eancia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi exclu\u00edda a desonera\u00e7\u00e3o de PIS-Cofins da cesta b\u00e1sica. Oliveira explicou que o veto decorreu da m\u00e1 formula\u00e7\u00e3o da proposta, que passava por cima das prerrogativas do Executivo e n\u00e3o discriminava os produtos que seriam desonerados.<\/p>\n<p>No entanto, disse ele, as desonera\u00e7\u00f5es da cesta b\u00e1sica v\u00e3o acontecer. Um grupo de estudo, com representantes do governo federal e dos Estados, foi criado e at\u00e9 o dia 31 de dezembro deve apresentar os produtos que ser\u00e3o desonerados. O secret\u00e1rio lembrou que muitos produtos j\u00e1 pagam menos tributos federais e que os tributos estaduais (ICMS) s\u00e3o, \u00e0s vezes, mais relevantes em termos de carga de impostos. O \u00fanico produto que paga Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), al\u00e9m de PIS-Cofins, \u00e9 o a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Trabalhando de forma hipot\u00e9tica, Oliveira apontou ainda que o corte de tributos da cesta b\u00e1sica teria um efeito positivo na infla\u00e7\u00e3o, mas esse impacto n\u00e3o seria igual ao tamanho das desonera\u00e7\u00f5es. &#8220;O impacto disso no pre\u00e7o final n\u00e3o \u00e9 diretamente proporcional ao que seria desonerado&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>Alguns dos vetos atenderam pedidos dos pr\u00f3prios setores inclu\u00eddos na lista de desonerados pelo Congresso Nacional. O melhor exemplo \u00e9 o de aves e su\u00ednos, que inclui criadores e frigor\u00edficos com interesses divergentes. Os criados querem ficar de fora, enquanto os frigor\u00edficos buscam a desonera\u00e7\u00e3o. Como n\u00e3o existe veto parcial, disse Oliveira, os frigor\u00edficos ter\u00e3o o benef\u00edcio atendido numa pr\u00f3xima MP, que contemplar\u00e1 outros setores j\u00e1 anunciados pelo ministro Fazenda, Guido Mantega.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pediram para sair da lista de desonerados da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de 20% da folha outros produtos inclu\u00eddos pelo Congresso Nacional, como milho, farinhas de legumes, soja, farinha de oleaginosas, palhas e cascas de cereais, gorduras e \u00f3leos ou vegetais, farinhas de peixe, tortas de soja.<\/p>\n<p>Outro veto envolve uma mudan\u00e7a na base de c\u00e1lculo da Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais (Cfem). O artigo abriria a possibilidade de usar o m\u00e9todo do pre\u00e7o sob cota\u00e7\u00e3o na exporta\u00e7\u00e3o (Pecex) como forma de apura\u00e7\u00e3o da Cfem. &#8220;H\u00e1 grande discuss\u00e3o jur\u00eddica a respeito da base de c\u00e1lculo da Cfem&#8221;, disse Oliveira. Segundo ele, o assunto definido no novo marco regulat\u00f3rio do setor de minera\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo discutido pelo governo federal. (Colaboraram Thiago Resende e Marta Watanabe)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A san\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria (MP) 563, que estabelece a desonera\u00e7\u00e3o da folha salarial, resultou em inseguran\u00e7a sobre o conceito de receita bruta e o tamanho das efetivas desonera\u00e7\u00f5es para os setores beneficiados. A MP foi convertida na Lei 12.715, publicada ontem no &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221;. 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