{"id":2025,"date":"2012-09-19T13:29:11","date_gmt":"2012-09-19T16:29:11","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=2025"},"modified":"2012-09-19T13:29:15","modified_gmt":"2012-09-19T16:29:15","slug":"dinheiro-custa-o-dobro-para-pequenas-e-medias-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/09\/dinheiro-custa-o-dobro-para-pequenas-e-medias-empresas\/","title":{"rendered":"Dinheiro custa o dobro para pequenas e m\u00e9dias empresas"},"content":{"rendered":"<p>Em qualquer mercado, empresas de grande porte e de capital aberto costumam ser mais transparentes e representar menos riscos para bancos e investidores \u2014 portanto, \u00e9 natural que paguem menos para levantar dinheiro. Mas, no Brasil, a diferen\u00e7a \u00e9 gritante: em alguns casos, o custo chega a ser quase tr\u00eas vezes maior. A conclus\u00e3o, de um levantamento feito pelo Centro de Estudos de Mercados de Capitais (Cemec), coordenado por Carlos Antonio Rocca, leva a outra: para crescer, essas empresas precisam ter mais acesso a recursos mais baratos, normalmente encontrados no mercado de capitais.<\/p>\n<p>As companhias abertas respondem por 41,1% dos ativos totais de cr\u00e9dito (incluindo renda fixa) do pa\u00eds e possuem um custo m\u00e9dio de seu passivo (l\u00edquido do imposto de renda) de 8,5% ao ano. J\u00e1 o grupo das 750 maiores empresas, que ficam com 19% desses ativos, possuem um custo de financiamento de 12,5%. Nas demais empresas de capital fechado, que respondem por 38,9% dos ativos de cr\u00e9dito, o custo do passivo chega a 21,2%. A pesquisa inclui apenas empresas n\u00e3o-financeiras, com dados de 2010 \u2014 mas s\u00f3 foi divulgada neste ano. Para o ex-ministro da Fazenda, Ant\u00f4nio Delfim Netto, desenvolvimento da economia brasileira est\u00e1 atrelado a cria\u00e7\u00e3o de instrumentos que possibilitem o acesso de pequenas e m\u00e9dias empresas ao mercado de capitais \u2014 e n\u00e3o apenas ao mercado de a\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e0s capta\u00e7\u00f5es em renda fixa. \u201cEsse \u00e9 o ponto central do desenvolvimento, que \u00e9 conseguir incorporar essas empresas de forma mais eficiente\u201d, avaliou. A abertura \u00e9 necess\u00e1ria para que essas empresas fiquem menos dependente das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito banc\u00e1rio e tenham alternativas de capta\u00e7\u00e3o de recursos a um custo menor.<\/p>\n<p>O economista e s\u00f3cio da Tend\u00eancias Consultoria, Mailson da N\u00f3brega, tamb\u00e9m defende que o desenvolvimento do mercado de capitais \u00e9 essencial para o Brasil, lembrando que na maior parte dos pa\u00edses n\u00e3o s\u00e3o os bancos comerciais a grande fonte de financiamento para o setor produtivo. \u201cO b\u00e1sico para fazer isso n\u00f3s j\u00e1 temos, que \u00e9 o dinheiro dos investidores institucionais, que j\u00e1 supera em volume todo cr\u00e9dito concedido pelo sistema banc\u00e1rio, que em julho era de R$ 2,183 trilh\u00f5es. O problema \u00e9 que esses investidores ainda preferem t\u00edtulos p\u00fablicos\u201d, diz. Al\u00e9m de juros menores, N\u00f3brega afirma que a maior participa\u00e7\u00e3o do mercado de capitais no financiamento depende tamb\u00e9m de um ambiente de neg\u00f3cios mais previs\u00edvel, com menos interven\u00e7\u00e3o do governo, e o desenvolvimento do mercado secund\u00e1rio de t\u00edtulos. \u00a6<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito no Brasil cresce mais de 500% em 10 anos<br \/>\nEstoque das opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos chegou a R$ 2,17 trilh\u00f5es em junho de 2012<\/p>\n<p>Apesar das queixas de juros e spreads elevados no pa\u00eds, as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito cresceram mais de seis vezes nos \u00faltimos dez anos. Em junho de 2002, os empr\u00e9stimos do sistema financeiro totalizavam R$ 351,65 bilh\u00f5es. J\u00e1 em igual m\u00eas desse ano, chegaram a R$ 2,167 trilh\u00f5es, uma avan\u00e7o de 516,4% no per\u00edodo. Esse n\u00e3o foi o \u00fanico avan\u00e7o no mercado de cr\u00e9dito em dez anos. A participa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito em rela\u00e7\u00e3o ao PIB (Produto Interno Bruto) passou de 27,2% para 50,6%, os spreads tiveram recuo em torno de dez ponto percentuais e o prazo m\u00e9dio de financiamento subiu de 232 para 503 dias entre junho de 2002 e junho de 2012. Esse aumento no prazo do financiamento foi mais efetivo entre as pessoas f\u00edsicas, que tem at\u00e9 610 dias para quitar suas d\u00edvidas. No caso das empresas, passou para 406 dias. Apesar dos avan\u00e7os, compilados em um estudo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade (Anefac), o Brasil segue com uma rela\u00e7\u00e3o entre cr\u00e9dito e PIB abaixo do registrado por outras economias. O vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o, Miguel de Olivera, avalia que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para novas melhorias, at\u00e9 porque os juros ainda est\u00e3o em patamares elevados. \u201cSeja por meio da redu\u00e7\u00e3o da Selic, por maior competi\u00e7\u00e3o no sistema financeiro ou por outras eventuais medidas que poder\u00e3o ser tomadas pelo governo como a redu\u00e7\u00e3o de impostos ou do compuls\u00f3rios.\u201d Entre os indicadores que apresentaram piora nos \u00faltimos dez anos est\u00e1 o de inadimpl\u00eancia, cuja taxa m\u00e9dia passou de 4,7% para 5,8%. Apesar da eleva\u00e7\u00e3o, Oliveira considera que a eleva\u00e7\u00e3o foi pequena frente \u00e0 forte expans\u00e3o do cr\u00e9dito no pa\u00eds. \u201cVale destacar que a inadimpl\u00eancia est\u00e1 com tend\u00eancia de queda e que devemos ter nos pr\u00f3ximos meses redu\u00e7\u00e3o nesse indicador, trazendo a inadimpl\u00eancia a patamares inferiores aos praticados em 2002\u201d, considera. \u00a6 A.P.R.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em qualquer mercado, empresas de grande porte e de capital aberto costumam ser mais transparentes e representar menos riscos para bancos e investidores \u2014 portanto, \u00e9 natural que paguem menos para levantar dinheiro. Mas, no Brasil, a diferen\u00e7a \u00e9 gritante: em alguns casos, o custo chega a ser quase tr\u00eas vezes maior. 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