{"id":1826,"date":"2012-08-20T14:43:16","date_gmt":"2012-08-20T17:43:16","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=1826"},"modified":"2012-08-20T14:43:16","modified_gmt":"2012-08-20T17:43:16","slug":"formalizacao-faz-microempreendedores-faturarem-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/08\/formalizacao-faz-microempreendedores-faturarem-mais\/","title":{"rendered":"Formaliza\u00e7\u00e3o faz microempreendedores faturarem mais"},"content":{"rendered":"<p>Dos dez primeiros empres\u00e1rios do Estado de S\u00e3o Paulo que viraram empreendedores individuais, oito continuam a tocar um neg\u00f3cio pr\u00f3prio formalizados. Todos eles viraram pessoas jur\u00eddicas em julho de 2009.<br \/>\nSegundo os pioneiros na pol\u00edtica p\u00fablica, que prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o da burocracia e de tributos aos que se cadastram no Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, o programa fez com que eles aumentassem os lucros e conquistassem mercados antes inacess\u00edveis.<br \/>\nAo se registrarem como pessoa jur\u00eddica, os MEI (microempreendedores individuais) podem emitir nota fiscal e negociar melhores pre\u00e7os com fornecedores.<br \/>\nPesquisa recente feita pelo Sebrae (Servi\u00e7o Nacional de Apoio \u00e0 Micro e Pequena Empresa) aponta que 56% dos MEIs acham que o melhor benef\u00edcio de obter o registro \u00e9 o acesso ao mercado.<br \/>\nCecilia Baruel abriu uma empresa empreendedora individual em janeiroe j\u00e1 vai ter que mudar<br \/>\nSegundo o presidente do Sebrae nacional, Luiz Barretto, pensava-se que ter acesso aos benef\u00edcios do INSS seria o principal chamariz para os empreendedores, mas na pesquisa verificou-se que a &#8220;cidadania empresarial&#8220; foi o atrativo de destaque.<\/p>\n<p>PONTO DE PARTIDA<br \/>\nEntre os dez primeiros, nove eram empres\u00e1rios informais antes da entrada no programa. Atualmente, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esse tipo de gente que busca o registro.<br \/>\nCecilia Baruel, 46, optou pelo modelo MEI para n\u00e3o ter de investir muito na fase inicial do neg\u00f3cio.<br \/>\nBaruel produz e vende alimentos para c\u00e3es, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 ra\u00e7\u00e3o. Ela usa ingredientes como peito de frango e arroz integral e cobra at\u00e9 R$ 13,50 por refei\u00e7\u00e3o canina.<br \/>\nA empresa come\u00e7ou sua atividade em janeiro. &#8220;Foi um teste.&#8220; O neg\u00f3cio surpreendeu e j\u00e1 faturou mais do que R$ 60 mil ao ano, teto permitido pelo programa.<br \/>\nAssim que mudar de categoria e passar a funcionar como microempresa, ela ir\u00e1 contratar seis pessoas. Atualmente, s\u00f3 tem uma funcion\u00e1ria, que \u00e9 o que a lei permite.<br \/>\nOutro que deve mudar o contrato social \u00e9 Luiz Maia, 49, que abriu em fevereiro sua empresa de reformas e manuten\u00e7\u00e3o em pr\u00e9dios. Ele diz que vai se tornar uma microempresa para ser franqueador de outros empreendedores individuais. &#8220;Vou vender para o Brasil inteiro.&#8220;<\/p>\n<p>Executivos trocam grandes firmas por desafio e liberdade das menores<br \/>\nBoa remunera\u00e7\u00e3o, muitos benef\u00edcios e at\u00e9 status profissional s\u00e3o alguns dos motivos que fazem das grandes companhias o objeto de desejo de muitos profissionais.<br \/>\nSal\u00e1rios crescem mais nas micro e pequenas empresas<br \/>\nMas trabalhar em micro, pequena ou m\u00e9dia empresa pode ter muitas vantagens, at\u00e9 em termos salariais.<br \/>\nNo caso da carioca formada em publicidade e marketing Rose Silva Machado, 39, foi o desafio que trouxe a mudan\u00e7a de escala.<br \/>\nNo in\u00edcio do ano ela deixou o cargo de gerente de contas da operadora Vivo para assumir o posto de diretora comercial da Luxo Embalado, uma pequena importadora rec\u00e9m-criada no Rio de Janeiro.<br \/>\n&#8220;Quando recebi o convite, percebi que era uma oportunidade de me desafiar e p\u00f4r em pr\u00e1tica tudo o que sabia.&#8220;<br \/>\nA possibilidade de crescimento profissional e a liberdade de trabalho foram os maiores est\u00edmulos para que Rose aceitasse a mudan\u00e7a, j\u00e1 que a remunera\u00e7\u00e3o ficou no mesmo patamar.<br \/>\n&#8220;Nas grandes empresas, h\u00e1 pouco espa\u00e7o para desafios pessoais. \u00c9 sempre a mesma receita de bolo, a mesma cartilha a ser seguida&#8220;, afirma a executiva.<\/p>\n<p>M\u00c3O NA MASSA<br \/>\nEntre as vantagens de trabalhar em empresa menor est\u00e3o a possibilidade de colocar em pr\u00e1tica novas ideias, encarar desafios mais estimulantes e conseguir uma r\u00e1pida ascens\u00e3o na empresa.<br \/>\n\u00c9 o que afirma a consultora organizacional Yara Cunha.<br \/>\n&#8220;Empresas menores precisam de constante desenvolvimento, por isso oferecem mais oportunidades de realiza\u00e7\u00e3o. Sempre haver\u00e1 aprendizado, desafios e a chance de uma boa carreira.&#8220;<br \/>\nYara lembra que no passado existia algum preconceito: profissionais mais capacitados relutavam em trabalhar em pequenas empresas.<br \/>\nMas isso vem mudando em virtude do processo de moderniza\u00e7\u00e3o pelo qual passam muitas dessas empresas, que buscam aprimorar seus processos de gest\u00e3o.<br \/>\n&#8220;At\u00e9 empresas familiares, muito comuns nesse segmento, t\u00eam investido na profissionaliza\u00e7\u00e3o de seus quadros. Surge da\u00ed uma nova demanda por l\u00edderes e profissionais capacitados&#8220;, avalia.<br \/>\nFoi por sentir falta de novos desafios que o engenheiro e administrador de empresas Carlos Carnevali Jr., 36, de S\u00e3o Paulo, deixou para tr\u00e1s o posto de diretor comercial para setor financeiro da Cisco Systems, em 2008.<br \/>\n&#8220;Embora eu estivesse numa \u00f3tima empresa, sentia que estava sempre fazendo mais do mesmo. Sentia falta de ter experi\u00eancias mais amplas.&#8220;<br \/>\nAtualmente, Carnevali exerce o cargo de diretor-executivo em uma empresa de m\u00e9dio porte, que atua no mercado de TIC (Tecnologia de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o).<br \/>\n&#8220;Numa grande corpora\u00e7\u00e3o, mesmo um executivo acaba se tornando apenas mais uma pe\u00e7a da lenta engrenagem. Aqui posso ver o resultado efetivo do meu trabalho e a relev\u00e2ncia dele para a empresa&#8220;, afirma Carnevali.<br \/>\nFinanceiramente, a troca tamb\u00e9m foi vantajosa. Carlos afirma que, na soma de b\u00f4nus e participa\u00e7\u00f5es, sua remunera\u00e7\u00e3o chegou a aumentar cerca de 30%.<br \/>\nSal\u00e1rios crescem mais nas micro e pequenas empresas<br \/>\nAntes facilmente &#8220;trocadas&#8220; pelas grandes companhias, as micro e pequenas empresas j\u00e1 conseguem atrair e reter bons e promissores talentos. Segundo Yara Cunha, consultora organizacional, isso \u00e9 resultado de aplica\u00e7\u00f5es de modernas pr\u00e1ticas na gest\u00e3o de recursos humanos.<br \/>\nExecutivos trocam grandes firmas por desafio e liberdade das menores<br \/>\n&#8220;Muitas pequenas empresas j\u00e1 investem seriamente em benef\u00edcios, treinamento e pol\u00edticas de RH bem definidas&#8220;, afirma a consultora. &#8220;Claro que ainda h\u00e1 muito que melhorar, mas hoje o que define uma organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas o seu tamanho.&#8220;<br \/>\nPor outro lado, o fator remunera\u00e7\u00e3o, quase sempre decisivo nas escolhas profissionais, ainda apresenta grande diferen\u00e7a. As grandes companhias seguem remunerando melhor. Mas at\u00e9 mesmo isso est\u00e1 mudando.<\/p>\n<p>Um estudo divulgado pelo Sebrae no in\u00edcio do ano mostrou que, entre os anos 2000 e 2010, o valor m\u00e9dio dos sal\u00e1rios pagos pelas micro e pequenas cresceu em m\u00e9dia 14,3%. J\u00e1 a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia das grandes empresas aumentou apenas 4,3%.<br \/>\nAinda segundo o Sebrae, em 2011 as micro e pequenas empresas foram respons\u00e1veis por 85% dos postos de trabalhos criados na economia. Em parte porque, diferentemente das grandes corpora\u00e7\u00f5es, s\u00e3o menos suscet\u00edveis \u00e0s crises internacionais.<br \/>\nMas, para o engenheiro e administrador de empresas Carlos Carnevali Jr., um outro fator tamb\u00e9m foi fundamental para a mudan\u00e7a: qualidade de vida.<br \/>\n&#8220;Nas grandes, processos burocr\u00e1ticos de pouca import\u00e2ncia tornam a jornada de trabalho longa e exaustiva. Hoje posso escolher uma manh\u00e3 da semana para passar com meus filhos. Isso \u00e9 praticamente inconceb\u00edvel em uma grande empresa.&#8220;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos dez primeiros empres\u00e1rios do Estado de S\u00e3o Paulo que viraram empreendedores individuais, oito continuam a tocar um neg\u00f3cio pr\u00f3prio formalizados. Todos eles viraram pessoas jur\u00eddicas em julho de 2009. 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