{"id":1578,"date":"2012-07-26T14:00:13","date_gmt":"2012-07-26T17:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=1578"},"modified":"2012-07-26T14:00:13","modified_gmt":"2012-07-26T17:00:13","slug":"pesquisa-inedita-do-spc-traca-perfil-do-empreendedor-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/07\/pesquisa-inedita-do-spc-traca-perfil-do-empreendedor-brasileiro\/","title":{"rendered":"Pesquisa in\u00e9dita do SPC tra\u00e7a perfil do empreendedor brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>A pesquisa mostra que este empres\u00e1rio \u00e9 um homem de 42 anos, que possui ensino m\u00e9dio, tem faturamento bruto de at\u00e9 R$ 60 mil por m\u00eas, emprega familiares e n\u00e3o usou financiamento banc\u00e1rio na hora de abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio<\/p>\n<p>Estudo in\u00e9dito encomendado pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC) aponta as caracter\u00edsticas do empreendedor de pequeno e m\u00e9dio porte do varejo brasileiro. A pesquisa mostra que o perfil deste empres\u00e1rio \u00e9 de um homem de 42 anos, que possui ensino m\u00e9dio, j\u00e1 trabalhou no varejo, tem faturamento bruto de at\u00e9 R$ 60 mil por m\u00eas, emprega familiares e n\u00e3o usou financiamento banc\u00e1rio na hora de abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Apesar de uma significativa presen\u00e7a feminina de 31% no empresariado, o estudo aponta que os homens lideram o segmento com a fatia de 69% do setor varejista. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, 46% dos entrevistados t\u00eam ensino m\u00e9dio ante 43%, que possuem forma\u00e7\u00e3o superior ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, cerca de 63% dos empres\u00e1rios entrevistados est\u00e3o no neg\u00f3cio atual h\u00e1 mais de 10 anos e 67% j\u00e1 havia trabalhado no varejo ou tiveram neg\u00f3cios herdados da fam\u00edlia. &#8220;Esses dados refletem o grau de maturidade do empreendimento do lojista. Empresas que passam do segundo ano de opera\u00e7\u00e3o conseguem desenvolver a atividade comercial por mais tempo&#8221;, pontua o economista da CNDL e do SPC, Nelson Barrizzelli.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m aponta que 77% dos empreendedores tiveram que usar capital pr\u00f3prio ou pediram empr\u00e9stimos aos familiares (9%) na hora de abrir o empreendimento. Do total de empres\u00e1rios entrevistados, apenas 7% disseram ter utilizado linhas de cr\u00e9dito banc\u00e1rio. &#8220;Apesar de toda publicidade do Governo sobre uma pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de juros e de direto acesso ao cr\u00e9dito, o resultado que chegamos \u00e9 de que o empreendedor n\u00e3o est\u00e1 sendo alcan\u00e7ado pelo sistema financeiro nacional&#8221;, avalia o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro.<\/p>\n<p>Quanto ao uso de novas tecnologias, o atual cen\u00e1rio varejista surge como uma oportunidade de mercado para empresas desenvolvedoras de softwares e prestadores de servi\u00e7os\/consultorias na \u00e1rea de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o. O estudo mostra que 82% dos empreendedores n\u00e3o utilizam novas tecnologias como e-commerce, automa\u00e7\u00e3o comercial informatizada, displays interativos e sites de compras coletivas. &#8220;As empresas de T.I pecam por priorizar produtos e servi\u00e7os para o varejo de grande porte. N\u00e3o adianta tentar oferecer para uma mercearia o mesmo sistema que serve para uma grande rede de supermercados. Enxergo nas pequenas e m\u00e9dias empresas um mercado de aproximadamente 800 mil varejistas com grande potencial a ser explorado.&#8221;, pondera Roque Pellizzaro.<\/p>\n<p>Por outro lado, o estudo informa que 53% dos empres\u00e1rios pretendem investir no neg\u00f3cio, mas de outras formas: fazendo amplia\u00e7\u00f5es na loja, adquirindo maquin\u00e1rio e contratando mais m\u00e3o de obra. Esses tipos de investimentos mostram o otimismo dos entrevistados com a economia, uma vez que 57% deles n\u00e3o esperam aumento da inadimpl\u00eancia. No entanto, mais uma vez a maioria dos varejistas afirmou que esses investimentos ser\u00e3o feitos exclusivamente com capital pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>O motivo de tanto investimento pr\u00f3prio, segundo a CNDL, \u00e9 que o cr\u00e9dito oferecido pelos bancos \u00e9 limitado, a burocracia \u00e9 alta e os juros cobrados s\u00e3o caros. &#8220;Os bancos seguem um racioc\u00ednio mercadol\u00f3gico: preferem emprestar capital de giro a curto prazo (juros maiores) do que liberar cr\u00e9dito para um investimento de longo prazo (juros menores)&#8221;, analisa Roque Pellizzaro.<\/p>\n<p>Para o dirigente lojista, o mecanismo deveria funcionar exatamente ao contr\u00e1rio, j\u00e1 que, de acordo com o estudo, o faturamento bruto dos varejistas \u00e9 de aproximadamente R$ 60 mil por m\u00eas e 50% empregam de um a quatro funcion\u00e1rios por estabelecimento. &#8220;Quer dizer, a massa do varejo brasileiro \u00e9 formada por empresas pequenas e simples. Uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para encorajar o acesso desses empreendedores ao cr\u00e9dito seria seguir o exemplo do que hoje \u00e9 feito com o cr\u00e9dito agr\u00edcola, ou seja, deveriam ser oferecidas certas linhas de cr\u00e9dito desburocratizadas e obrigat\u00f3rias na carteira dos bancos. Caso nada seja feito, este dinheiro n\u00e3o vai chegar para quem mais precisa&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>A pesquisa in\u00e9dita do SPC foi realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo levou em conta dados coletados em junho de 2012 junto a comerciantes varejistas de todas as 27 capitais brasileiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa mostra que este empres\u00e1rio \u00e9 um homem de 42 anos, que possui ensino m\u00e9dio, tem faturamento bruto de at\u00e9 R$ 60 mil por m\u00eas, emprega familiares e n\u00e3o usou financiamento banc\u00e1rio na hora de abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio Estudo in\u00e9dito encomendado pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC) aponta as caracter\u00edsticas do empreendedor [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p28224-ps","jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1582,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/07\/maioria-dos-pequenos-empresarios-usa-capital-proprio-para-abrir-negocio\/","url_meta":{"origin":1578,"position":0},"title":"Maioria dos pequenos empres\u00e1rios usa capital pr\u00f3prio para abrir neg\u00f3cio","author":"Clayton Teles das Merces","date":"26 julho 2012","format":false,"excerpt":"J\u00e1 9% dos empreendedores pediram empr\u00e9stimo aos familiares para o investimento e apenas 7% utilizam linhas de cr\u00e9dito banc\u00e1rio Um estudo encomendado pelo SPC (Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito) revela que 77% dos pequenos empreendedores tiveram que usar capital pr\u00f3prio na hora de abrir seu neg\u00f3cio. 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A maioria (77%) usou recursos pr\u00f3prios As informa\u00e7\u00f5es fazem parte de pesquisa do SPC Brasil (Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito) e pela\u2026","rel":"","context":"Post similar","block_context":{"text":"Post similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":2686,"url":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2013\/03\/sete-em-cada-dez-empresas-estao-no-mercado-ha-mais-de-cinco-anos\/","url_meta":{"origin":1578,"position":2},"title":"Sete em cada dez empresas est\u00e3o no mercado h\u00e1 mais de cinco anos","author":"Clayton Teles das Merces","date":"28 mar\u00e7o 2013","format":false,"excerpt":"Sete em cada dez empresas brasileiras est\u00e3o no mercado h\u00e1 mais de cinco anos. Al\u00e9m da estabilidade nos neg\u00f3cios, a maioria dos empres\u00e1rios tamb\u00e9m espera que o faturamento de 2013 ultrapasse os valores obtidos no ano passado. 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