{"id":1478,"date":"2012-07-13T13:13:41","date_gmt":"2012-07-13T16:13:41","guid":{"rendered":"http:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/?p=1478"},"modified":"2012-07-13T13:13:41","modified_gmt":"2012-07-13T16:13:41","slug":"pis-e-cofins-incidem-sobre-o-reembolso-de-despesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritacontabilidade.adv.br\/blog\/2012\/07\/pis-e-cofins-incidem-sobre-o-reembolso-de-despesas\/","title":{"rendered":"PIS e Cofins incidem sobre o reembolso de despesas"},"content":{"rendered":"<p>A Receita Federal decidiu que o PIS e a Cofins incidem sobre reembolso de despesas de transporte e viagens, necess\u00e1rias \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, e que, por determina\u00e7\u00e3o contratual, devem ser ressarcidas pelo contratante. A al\u00edquota \u00e9 de 9,25%.<\/p>\n<p>O entendimento est\u00e1 na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 77, da Superintend\u00eancia da Receita Federal da 6\u00aa Regi\u00e3o Fiscal (Minas Gerais), publicada na edi\u00e7\u00e3o de ontem do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>A base legal da resposta dada pela fiscaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o as leis n\u00ba 10.833, de 2003, e n\u00ba 10.637, de 2002. As solu\u00e7\u00f5es s\u00f3 t\u00eam validade legal para quem faz as consultas, mas servem de orienta\u00e7\u00e3o para os demais contribuintes.<\/p>\n<p>O consultor Douglas Campanini, da Athros ASPR Auditoria e Consultoria, discorda do entendimento adotado pela 6\u00aa Regi\u00e3o Fiscal. Para ele, reembolso \u00e9 a devolu\u00e7\u00e3o de um valor que voc\u00ea pagou por terceiro e, portanto, n\u00e3o pode ser considerado receita da empresa.<\/p>\n<p>Campanini lembra que a 9\u00aa Regi\u00e3o Fiscal (Paran\u00e1), na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 38, de 2011, j\u00e1 determinou o contr\u00e1rio. No caso, uma empresa controladora pagava pela seguran\u00e7a e limpeza do grupo econ\u00f4mico e rateava o custo. &#8220;A Receita Federal manifestou-se no sentido de que o valor rateado, que corresponde ao reembolso, n\u00e3o seria tribut\u00e1vel&#8221;, diz o consultor.<\/p>\n<p>De acordo com o advogado Rodrigo Rigo Pinheiro, do escrit\u00f3rio Braga &#038; Moreno Consultores e Advogados, reembolso n\u00e3o implica efetivo acr\u00e9scimo patrimonial, por isso n\u00e3o \u00e9 receita tribut\u00e1vel. &#8220;H\u00e1 decis\u00f5es do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que admitem a exonera\u00e7\u00e3o do reembolso da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, desde que cumpridas algumas premissas&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>As empresas, segundo o advogado, precisam emitir nota de d\u00e9bito que conste o valor integral a ser reembolsado, fazer relat\u00f3rios que lastreiem as despesas e juntar notas fiscais ou recibos com a descri\u00e7\u00e3o das despesas, locais, datas e valores. &#8220;Se o reembolso n\u00e3o for comprovado, \u00e9 tribut\u00e1vel&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para o advogado Maur\u00edcio Barros, do Gaia, Silva, Gaede &#038; Associados, se a Receita exige o recolhimento sobre os valores recuperados, por serem &#8220;despesas necess\u00e1rias&#8221;, deveria conceder cr\u00e9ditos sobre essas import\u00e2ncias, o que n\u00e3o ocorre. &#8220;Se reconhece a despesa como inerente \u00e0 atividade para fins de tributa\u00e7\u00e3o, deveria consider\u00e1-la tamb\u00e9m para o enquadramento como insumo para a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os&#8221;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Receita Federal decidiu que o PIS e a Cofins incidem sobre reembolso de despesas de transporte e viagens, necess\u00e1rias \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, e que, por determina\u00e7\u00e3o contratual, devem ser ressarcidas pelo contratante. 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